25 de mai de 2015

Padre faz uma declaração muito polêmica: "O diabo não existe"

De acordo com ele, o único diabo que existe é o ser humano falso, hipócrita e mentiroso e que usa a ignorância das pessoas para tirar proveito.
Ao completar 32 anos de ordenação sacerdotal, o padre Carlos Vianey, que é capelão da Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana, afirma: “O diabo não existe”. De acordo com ele, o único diabo que existe é o ser humano falso, hipócrita e mentiroso e que usa a ignorância das pessoas para tirar proveito.
“O único diabo que faz medo à gente é o ser humano. Eu não acredito que exista satanás, senão ele é outro deus. Ele é eterno, nunca morre? Só um é eterno”, afirmou.
O padre afirmou ainda que o mundo está ficando materialista e que as religiões não estão correspondendo o avanço da ciência, o avanço do conhecimento, para dar o testemunho da finalidade da sua presença. Ele defendeu o respeito a todas as religiões.
“Não precisa misturar religião, destruir para ficar uma só. Cada religião tem que ter respeito à outra, pois se Deus é o ser supremo do universo, ele é infinito. Cada um tem sua maneira de ter sua impressão a respeito dele. Eu digo sempre às pessoas: a religião mais importante é ter caráter, dignidade, seriedade e ter respeito”, destacou.
O ecumenismo, de acordo com o padre Carlos Vianey, é a maior prova do seguimento do mandamento de Jesus: ‘Amai-vos uns aos outros como eu vos amei’.
“As pessoas devem viver a religião respeitando a do outro e nessa onda que o mundo está hoje com drogas e tantas desonestidades, as religiões deveriam ter periodicamente uma reunião e traçar um trabalho comum para a gente salvar a humanidade dessas coisas. Não precisa você considerar errada a doutrina e o conceito da outra religião, apenas respeitar”, afirmou.
O padre também falou sobre a ganância de alguns líderes religiosos que, segundo ele, estão ficando cada vez mais ricos. “A maior vergonha pra mim hoje é notar que religião está virando comércio. Em cada ponta de rua tem uma igreja, mas a finalidade é o dízimo, como se dízimo fosse mandamento de Deus, mas na verdade é uma invenção em nome de Deus. Quem é ministro de Deus, seja padre ou pastor, devia ser pobre, humilde, simples e verdadeiro como Jesus foi”, afirmou.

Publicado em TB

Encontro reúne adeptos da cultura pagã no Parque dos Bilhares, neste domingo

Crença que busca o culto e o respeito às forças da natureza, o paganismo foi tema de um evento gratuito a partir das 16h.
Com o objetivo de reunir praticantes, simpatizantes e curiosos sobre o paganismo, uma religião que busca o culto e o respeito às forças da natureza, neste domingo (24), aconteceu no Parque dos Bilhares, zona Centro-Sul, o Encontro Social Pagão com o tema “Danças Ritualísticas”.
Segundo um dos organizadores do encontro, Mário Kássio, a intenção foi enriquecer a cena pagã em Manaus. “Algumas pessoas se interessam, mas não tem com quem discutir, não conhecem outras pessoas com interesse em comum. Nesta reunião, falamos sobre dança ritualística com o foco nas danças circulares e seus benefícios. Estas danças são muito usadas para se entrar em sintonia com uma divindade, com o seu ‘eu’ interior ou ainda para despertar o sentimento de comunidade, como é o caso das danças circulares”, explicou.
Marcado para ter início às 16h, o encontro foi gratuito e se pede apenas que se leve toalhas e o lanche para que o grupo possa sentar e comungar juntos. “Além disso, a reunião serviu como ponto de coleta para alguns materiais recicláveis que serão enviados à Terracycle (um programa de reciclagem), que devolverá como ajuda para as Organizações Não Governamentais (ONGs). No nosso caso, escolhemos a ONG Bicho Amado (OBA), que é uma organização que cuida de animais abandonados a encontrarem um novo lar”, disse o organizador.

Culto à natureza
O paganismo é uma religião que tem como base o culto à natureza e seus ciclos. Seus adeptos enxergam as divindades como presentes em cada manifestação na Terra. Com o advento das religiões cristãs, o termo ‘pagão’ ficou conhecido como sinônimo de ‘não-cristão’. “O termo ‘pagão’ vem do latim ‘paganus’ e se refere ao povo que vivia na área rural, que, nesta época, enxergavam os deuses através das manifestações da natureza, como a chuva, o sol, a lua, entre outros”, explicou Kássio.
Na religião, os deuses da natureza eram reverenciados como forma de intercessão para colheitas mais fartas ou que o inverno não fosse tão rigoroso, por exemplo.
Pagão há 11 anos, Kássio conta que começou a se interessar pelo universo da religião. “Comecei a mergulhar no paganismo por sentir atração pela natureza. As vivências e os estudos me deram mais respostas do que as religiões mais tradicionais. Pode parecer clichê, mas a sensação é de estar em casa”, disse.
A jornalista Luana Silva, de 27 anos, é uma das que participará do encontro. Ainda sem conhecer muito sobre a religião, Luana conta que vai ao evento por curiosidade. “Me chamou a atenção a proposta por envolver a dança ritualística e ser algo relacionado a uma tradição oculta e desconhecida, por carregar esse estigma de que oculto é coisa do “demônio”, e parece ser algo que envolve o corpo, a mente e a natureza”.

Publicado em D24AM

Cresce número de brasileiros que migram para Israel

Em 2014, o número de brasileiros que migraram para Israel apresentou crescimento significativo, com a chegada de 356, contra 209 em 2013. Ainda não há previsão para o resultado de 2015. “No entanto, se compararmos com o início de 2014, já se verifica um aumento de 38% em relação ao mesmo período do ano passado: de janeiro a meados de abril deste ano, recebemos 158 brasileiros”, informou o Ministério de Absorção de Imigrantes de Israel.
Eles se somaram aos cerca de 12 mil que já vivem no país. O Brasil está acompanhando a tendência de crescimento da imigração a Israel. Segundo dados da Agência Judaica, o país experimentou em 2014 o recorde dos últimos anos, com a integração de 26,5 mil novos cidadãos. O número foi impulsionado por 7 mil franceses, que fogem de um panorama de ascensão do antissemitismo em seu país, e 5,8 mil ucranianos, desesperançados com o conflito com a Rússia. Raanana, a segunda cidade mais procurada pelos brasileiros em 2014, foi a opção da família Gabbay, proveniente de Belém: Rebeca, de 28, Samuel, de 35, e seus quatro filhos emigraram em dezembro. Abandonaram a segurança do apartamento próprio e seus empregos para deixar para trás a violência urbana e buscar qualidade de vida. “Cansamos do clima de insegurança e busquei uma vida com mais liberdade e identidade judaica, o que só é possível aqui.” O casal em breve iniciará o procedimento de validação de seus diplomas.
Processo longo e burocrático, é uma batalha que, eles sabem, não será fácil. A busca de uma posição no mercado de trabalho é um ponto sensível e dificultado pela língua. “É possível com o inglês, mas aprender o hebraico é fundamental para a integração”, afirma Michel Abadi, presidente da Olei Brasil, ONG que apoia imigrantes brasileiros após sua chegada. Criada em 2013, a Olei conta com hoje com 120 voluntários que oferecem apoio emocional e prático em processos como matrícula escolar e busca por moradia. “Com isso, ameniza-se o impacto da chegada”, diz Abadi.
Não há estatísticas sobre desistentes que retornam ao Brasil, mas acredita-se em uma taxa em torno de 10%. “O imigrante precisa ser flexível e paciente. No caso do brasileiro em Israel, há um grande choque: eles deixam de conviver com a cultura serviçal do ‘pois não’ para lidar com um povo pragmático, que sempre lutou pela sobrevivência”, comenta a psicóloga Rita Cohen Wolf. “Há um despertar da identidade judaica, aliado à melhoria da imagem de Israel. Antes visto como um país difícil e sempre em guerra, hoje ele está se internacionalizando, principalmente por seu destaque no mundo tecnológico.” Segundo o Ministério da Absorção, não está sendo desenvolvida no Brasil nenhuma campanha de incentivo à imigração.

ADAPTAÇÃO
Daniel Ring, de 32, chegou a Telavive em 2010, sem pretensões de se estabelecer. No entanto, sua carreira como músico deslanchou. Ele inaugurou um bar em Yafo, onde serve iguarias brasileiras, como pão de queijo e caldo de cana. Ele destaca a natureza do país, formado por imigrantes, como um facilitador da adaptação. “Aqui há gente do mundo inteiro, e Israel trata bem o imigrante. Além disso, é bom ser brasileiro aqui: israelenses adoram o Brasil”, comenta. A educadora paulistana Sônia Cebukin Gomberg, de 44, também não encontrou dificuldades em sua adaptação em Raanana. Ela e o marido deixaram seus empregos, casa própria e imigraram com os dois filhos em agosto de 2014. “Viemos em busca de qualidade de vida”, resume Sônia.

Publicado em Estado de Minas

Livro de Lutero é descoberto na França com anotações manuscritas

Trata-se da primeira edição do ‘Tratado da Liberdade Cristã’, escrito em 1520 em latim
Um livro de Martinho Lutero, com anotações escritas à mão, foi descoberto na Biblioteca Humanista de Sélestat (nordeste da França), escondido na coleção de um estudioso da Renascença, Beatus Rhenanus.
Esta descoberta permitiu identificar um “elo perdido”, porque “como ignorávamos a existência dessas correções manuscritas de Martinho Lutero, não considerávamos a sua vontade para uma edição definitiva”, explicou à AFP James Hirstein, professor universitário Estrasburgo, que encontrou o livro.
Esta primeira edição do Tratado da liberdade cristã do pai do protestantismo, escrito em 1520 em latim, comporta cinquenta anotações escritas em vermelho à mão, que foram autenticadas por especialistas.
Trata-se de um “rascunho para impressão” de uma segunda edição, que chegou às mãos do sábio Beatus Rhenanus por intermédio de um cânone de Augsburg (sul da Alemanha), antes de ser impresso em Basileia no início de 1521, incorporando quase inteiramente as modificações de Lutero, explicou o pesquisador, professor de latim.
Rhenanus e os impressores anônimos da Basileia também contribuíram para a impressão. Ao longo dos séculos e das reedições, 15 notas de Martinho Lutero acabaram desaparecendo, “porque ninguém sabia que eram suas”, disse Hirstein.
As notas do reformista alemão “apontam sua forte relação individual com Deus”, disse o pesquisador.
Esta descoberta também lança nova luz sobre os pensamentos de Beatus Rhenanus (1485-1547), amigo de Erasmo de Rotterdam, muito influente na época e favorável a uma reforma da Igreja, sem querer abandonar o catolicismo.

Publicado em Livros e Pessoas

15 previsões sobre o futuro da religião no mundo

Um estudo do Pew Research Center, uma organização que conduz pesquisas independentes sobre diferentes temas e em escala global, procurou traçar um panorama sobre as religiões no mundo nos próximos cem anos.
Para tanto, “The Future of World Religions: Population Growth Projections” contou com a ajuda de especialistas para investigar projeções demográficas de grupos religiosos (como budistas, cristãos, hindus, judeus, muçulmanos, além de religiões associadas a costumes tribais e também os chamados de “não filiados”, que incluem ateus e agnósticos) a partir de suas distribuições geográficas, taxas de fertilidade e mortalidade e padrões migratórios.
Mas o Pew Research Center alerta: todas estimativas são baseadas em tendências atuais e levam em conta indivíduos se designam especificamente como parte de uma ou outra religião. “Agora, o que significa ser cristão, muçulmano ou judeu irá variar de pessoa para pessoa, de país para país e de década para década”.
E como estará o mundo da religião nas próximas décadas? Veja a seguir.

Em 2050
A quantidade de muçulmanos no mundo irá quase que se equiparar ao número de cristãos (2,8 bilhões contra 2,9 bilhões) e 10% de toda a população europeia seguirá está religião.
Juntos, muçulmanos e cristãos vão corresponder a 69% da população mundial.

Quatro em cada 10 cristãos do mundo vão viver na África subsaariana.

A única religião que não deve observar crescimento em seu número de fieis é o budismo. De acordo com a pesquisa, as baixas taxas de fertilidade em países como China, Japão e Tailândia serão as maiores causas desta estagnação.

Já entre os hindus, o número de seguidores deve crescer 34% até 2050, atingindo a marca de 1,4 bilhão de pessoas.

A quantidade de judeus deve crescer apenas 16% nas próximas décadas. A expectativa é que o número de seguidores desta religião seja de pouco mais de 16 milhões.

O número de pessoas sem filiação religiosa deve cair. Segundo a análise, 16% das pessoas do planeta hoje se descrevem como ateias, agnósticas ou dizem não se identificar com nenhuma religião. Em 35 anos, este grupo corresponderá a 13% da população mundial.

Esta população de não filiados estará majoritariamente concentrada em países com baixas taxas de fertilidade, como na Europa ocidental, América do Norte, China e Japão.

Nos EUA, por exemplo, este grupo crescerá dos atuais 16% para 26% em 2050. Já na Europa, estas pessoas vão corresponder a 23% da população de todo o continente.

É o cristianismo a religião que será a mais impactada pela perda de fieis. De acordo com a entidade, 40 milhões de pessoas se tornarão cristãs, mas 106 milhões de pessoas deixarão de seguir esta fé.

O grupo de não filiados ganhará 96 milhões de pessoas, enquanto que 36 milhões de indivíduos passarão a se designar como fiel de alguma religião;

Cinco países (França, Macedônia, Nova Zelândia, Bósnia-Herzegovina e Holanda) deixarão de ter os cristãos como maioria. Em 2050, a maioria das pessoas na França não terão uma religião específica e o mesmo acontecerá na Nova Zelândia e na Holanda. Já na Bósnia-Herzegovina e na Macedônia, a maior parte das pessoas será muçulmana.

O país com o maior número de cristãos será os Estados Unidos, seguido do Brasil e da Nigéria.

Islamismo e cristianismo vão empatar: 32% da população do mundo será muçulmana e 32% será cristã.

Os muçulmanos desbancarão os cristãos e se tornarão a maior religião do planeta. O islamismo estará presente na vida de 35% das pessoas.

Publicado em Exame

Angola: Responsável religiosa considera proposta de lei abrangente

A Secretária geral do Cica (Conselho de Igrejas Cristãs em Angola), Deolinda Teca, considerou hoje, sexta-feira, em Luanda, que a nova proposta de lei sobre "Liberdade religiosa, crença e culto" é abrangente e regula não só os serviços religiosos, mais também apoios em relação a legalidade de cada igreja.
A consideração foi feita a propósito da revisão da lei que está em discussão para a recolha de contribuições, tendo a responsável frisado que a proposta traz o diálogo aberto e a igreja agradece a iniciativa do governo angolano pela revisão e por ser abrangente em relação a anterior, onde estão plasmados aspectos jurídicos e ao mesmo tempo a questão da legalidade, igualdade, cooperação e tolerância.
Referiu que as igrejas estão a contribuir na proposta e pedem que haja uma profunda análise de definições, relativamente a religião, igreja, seita e crença.
Sublinhou que as igrejas propõem que para a legalização de uma instituição religiosa o governo desse três ou dois anos para que haja um certo trabalho de ensaio com os fiéis, de forma a aumentar o número.
A responsável defende que, as igrejas que contribuem para o desenvolvimento social e económico do país merecem ter um reconhecimento especial por parte do governo angolano para a respectiva legalidade.
Acrescentou ainda a responsável que independentemente da doutrina que elas passam aos fiéis, o importante para o Cica é que as instituições religiosas gozam uma certa idoneidade e podem ser legalizadas.
“Para aquelas que não estão reconhecidas pelo estado angolano e tem serviços sociais credíveis que os caracterize como parceiros do estado, estas podem especialmente merecer atenção do governo”, aconselhou.
Referiu ser importante que as igrejas pautem pela paz, sã convivência e respeitem a vida humana, devendo estas merecem atenção de todos.
Segundo a Secretária, não tem sido fácil juntar cem mil assinaturas para que uma determinada igreja seja reconhecida e admitida pelo estado angolano para exercer as suas funções, aplaudindo o facto de ter baixado para 60 mil.

Publicado em Angola Press

Evangélico adapta trechos da Bíblia à linguagem do RS e ganha seguidores

Página do 'Pastor Gaúcho' tem mais de 160 mil curtidas no Facebook.
Autor da ideia escreve, faz vídeos e participa de eventos com trajes típicos.
Vestido com trajes típícos do Rio Grande do Sul, usando um bigode postiço e carregando uma pequena ovelha "de pelúcia" feita de pelego, o radialista Anderson Alves da Luz, de 32 anos, interpreta o "pastor gaúcho", que cita passagens da Bíblia ao linguajar folclórico do estado. O personagem surgiu de uma iniciativa tímida nas redes sociais e atualmente já é seguido por mais de 160 mil pessoas de vários estados e até de outros países. Na vida real, ele já se apresentou para quase 10 mil pessoas.
"O objetivo é fazer com que as pessoas atentem para os textos bíblicos, às vezes palavras motivacionais do dia a dia, e resgatar a nossa linguagem que se perdeu. Às vezes. uso uma expressão e me dizem que há tempos não ouviam aquilo. São expressões que se perderam e estamos resgatando", explica o radialista evangélico de Porto Alegre.
Em uma das postagens mais recentes da página do Pastor Gaúcho no Facebook, ele descreve a passagem do batismo de Jesus Cristo, conforme o Evangelho de São Mateus, "na sanga", por "um taura chamado João Batista". O texto finaliza com uma "baita voz" ecoando do céu: "Mazáh! Este é meu guri".
Trechos do Antigo Testamento também são abordados. "Há caminhos que aos olhos do vivente parecem bueno, mas no final é boca braba", diz uma frase adaptada do Livro dos Provérbios.
Pelo Facebook, Anderson sabe onde estão as pessoas que curtem a página. No Brasil, os acessos se dividem entre cidades do interior gaúcho, de Santa Catarina e até do Rio de Janeiro. Além disso, as mensagens cristãs são lidas em mais quatro continentes: América do Norte, Ásia, Europa e África. A visibilidade surpreende o criador da iniciativa. "Quando chegou as 20 mil, já achei que era muita gente, e chegou a 100 mil muito rápido. Eu nem tinha essa pretensão", comenta.
A iniciativa teve início em 2011 no Twitter. No mesmo ano, o "pastor gaúcho" migrou para o Facebook. Anderson teve a ajuda de uma amiga que desenhou um homem pilchado (vestido com roupas típicas gaúchas) com o chimarrão em uma mão e uma Bíblia na outra.
"Comecei a colocar o texto junto com o 'gauchinho' e tinha 5, 10 mil compartilhamentos. Rapidamente chegaram a 100 mil curtidas. E o interessante é que não são só evangélicos. Tem católicos, pessoas de diversas religiões e que não professam nenhuma fé", relata.
Dos que compartilham as crenças de Anderson, começaram a surgir convites para que ele próprio se pilchasse para ir a igrejas e eventos religiosos. "Em 2012, mais ou menos, eu fui a meu primeiro evento. Participei, no Ginásio Tesourinha, com 9 mil pessoas, da abertura de um evento gospel. Desde então, fui a diversos eventos com personagens", conta o radialista.
Além dos textos, Anderson começou a compartilhar vídeos com pequenas declamações e fazer inserções na rádio onde trabalha, também com orientação evangélica. A fama foi tanta que, no ano passado, soube que era citado em estudos da disciplina de Teopoética do curso de Letras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). "Vários alunos me mandam e-mails. A professora curte a página e indica", conta.
O próximo plano é escrever um livro com adaptações de algumas passagens. "Já me disseram que querem uma Bíblia toda assim", diverte-se. "Já pensei em fazer um livro de bolso, com alguns textos, algumas passagens especificas", relata.
Tudo com o objetivo de espalhar a mensagem da religião na qual acredita. Assim, ele espera melhorar as vidas das pessoas. "Muitos dizem que estavam precisando dessa palavra. Está sendo muito bom e gratificante", conclui o pastor gaúcho.

Publicado em G1

Einstein foi mais importante que Jesus, diz pesquisa

Albert Einstein foi considerado o maior "herói" de todos os tempos, segundo uma pesquisa realizada com mais de sete mil estudantes universitários no mundo e publicada pela Plos One nesta quinta-feira (21).
O cientista da Teoria da Relatividade foi considerado mais importante que Madre Teresa de Calcutá, Mahatma Gandhi, Martin Luther King e Isaac Newton. Jesus Cristo ficou apenas na sexta colocação da pesquisa, que entrevistou estudantes de 37 países em todos os continentes.
Além dos citados, entraram na lista dos 10 mais importantes Nelson Mandela, Thomas Edison, Abraham Lincoln e Buda.
Já por outro lado, entre as personalidades mais negativas da história da humanidade, a liderança ficou com o nazista Adolf Hitler. Ele foi seguido de perto por Osama Bin Laden, Saddam Hussein, George W. Bush, Josef Stálin, Mao Tsé-Tung, Vladimir Lenin, Gengis Khan, Saladino, Qin Shihuang e Napoleão Bonaparte.

Publicado no UOL

Pastor organiza rodeio dentro de igreja para atrair fiéis, nos EUA

Um pastor do estado de Ohio, nos Estados Unidos, resolveu atrair fiéis para sua igreja de uma forma inusitada: montou uma arena de rodeio no meio do local de culto. Em entrevista para o canal de televisão americano ABC, Lawrence Bishop II disse que não tem muitos talentos além de saber tocar músicas e montar em touros, então decidiu aliar os dois para tentar chamar mais pessoas para o cristianismo.
“A Bíblia fala em convocar as pessoas para dentro da casa de Deus e é justamente isso que estamos fazendo. Só não determina como, então criamos uma maneira”, disse.
Pastor Lawrence Bishop II queria atrair fiéis para a igreja Pastor Lawrence Bishop II queria atrair fiéis para a igreja Foto: Reprodução/ABC O pastor, de 48 anos, só conseguiu ficar cerca de três segundos montado no touro - mesmo com o passado de peão profissional. Depois, começou a discursar um sermão para o grande público que assistia ao “show”, que ainda contou com performances musicais. E parece que o plano deu certo: no fim das contas, mais de 300 pessoas presentes foram batizadas.
A igreja, chamada Solid Rock Church, fica na cidade de Monroe, em Ohio, e existe há mais de 40 anos. É bastante conhecida na região por conta de uma enorme estátua de Jesus Cristo que exibe na entrada. Segundo uma das fundadoras, Darlene Bishop, mãe de Lawrence, a Solid Rock é “uma igreja divertida, um lugar empolgante”. A mulher também disse que a igreja não costuma fazer coisas normais, pelo contrário, são adeptos de atitudes “extremas”. Atualmente, a congregação tem cerca de 3 mil fiéis.

Publicado no Extra

19 de mai de 2015

Padres estão aterrorizados com 'onda' de assaltos a igrejas

Bandidos se disfarçam de fies, agridem e ameaçam padres de morte e levam o que podem.
Em Santa Luzia do Norte bandidos assistiram missa para conhecer o padre, que foi agredido com coronhada na cabeça.
Os constantes assaltos – em muitos dos casos com agressões físicas – a igrejas católicas localizadas na Região Metropolitana de Maceió, (RMM), já são investigadas por policiais do Setor de Inteligência da Polícia Civil, (PC) e tema de discussão do Conselho Estadual de Segurança, (Conseg).
Os relatos das vítimas – na maioria os próprios padres – são sempre os mesmos. Os bandidos chegam às igrejas, se passando como fies, assistem as missas e depois retornam para praticarem os crimes.
Um dos últimos casos aconteceu no final do dia do último dia 9. Segundo o pároco Luciano Soares, 39, trabalhadores faziam reparos na estrutura física da Igreja Santa Luzia de Siracusa, na cidade de Santa Luzia do Norte. Seria um dia como outro qualquer.
O padre estava na Sacristia da igreja enquanto três pessoas da comunidade ornamentavam a imagem de Maria Santíssima para a missa que seria celebrada a noite. Teria sido neste momento que chegou um jovem perguntando onde estavam os pedreiros. Após ouvir a resposta o desconhecido foi embora retornando instante após acompanhado de outros dois, sendo que um estava usando uma camisa com a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Os três sacaram armas de fogo, renderam o padre e as demais pessoas.
As vítimas foram obrigadas a deitar no chão e ameaçadas de morte. Aos gritos eles perguntavam pelo cofre e pela chave da Casa Paroquial e em seguida recolheram os aparelhos celular de todos, um notebook, um aparelho de televisão, um aspirador, dois cálices, cerca de quatro mil reais e fugiram no carro da igreja, um Polo branco, placa ORE 1921 (AL).
Ainda segundo o padre, antes de irem embora um dos assaltantes lhe aplicou coronhadas em sua cabeça e lhe desferiram dois socos.
Outro detalhe que chamou a atenção no assalto foi que o padre reconheceu um dos criminosos como sendo o jovem que dias antes havia ido até a igreja assistir uma das missas.
Segundo o coordenador da Comissão de Justiça e Paz, padre Manoel Henrique, até o momento foram vítimas de assaltos às igrejas de Santa Luzia de Siracusa (Tabuleiro do Martins), assaltada em fevereiro; Imaculada Conceição e São João Maria Vianey (Clima Bom I), assaltada no final do ano passado e em março; Senhor Bom Jesus do Bonfim (Viçosa), no mesmo mês; Nossa Senhora das Dores (Santa Lúcia), em abril; São Sebastião (Messias), em maio, onde o padre foi ameaçado de morte pelos criminosos que depois da repercussão do assalto mandaram um recado dizendo que haviam desistido de mata-lo; e por último a de Santa Luzia de Siracusa (Santa Luzia do Norte).

Publicado no Primeira Edição

Igrejas enfrentam queda de doações devido a economia estar em baixa

Padre Marcos Pavan admite ajustes para adequação à realidade
As instituições evangélicas e católicas reveem gastos e reduzem até projetos sociais.
A maior parte das famílias brasileiras sente, desde o final do ano passado, alguns dos impactos do mau momento econômico do País: preços em alta por conta da inflação fora da meta, renda estagnada, juros elevados e maior rigor na concessão de crédito. Diante do cenário, muitas delas estão redimensionando seus orçamentos e cortando gastos. As consequências disso já são constatadas por entidades assistenciais e até por igrejas, que sofrem com o congelamento e redução das receitas do dízimo e outras contribuições esporádicas de fiéis.
Presidente do Conselho de Pastores Evangélicos de Bauru e Região (Conpev), Robson Aparecido Silva conta que as instituições que sobrevivem exclusivamente de doações voluntárias foram as primeiras a sentir os efeitos da crise. Ele é bispo no Ministério Reconciliar e revela que a arrecadação da igreja caiu 20%.
“De dezembro para cá, a situação tem ficado delicada para todos. As pessoas são bastante comprometidas, mas não têm conseguido contribuir do mesmo jeito de antes”, pontua.
Pastor Robson diz que as contribuições diminuíram em 20%
Jovem de 25 anos e recém-casado, um frequentador assíduo da Assembleia de Deus Ministério Madureira, que preferiu ter a identidade preservada, confirma a tendência observada pelo pastor Robson.
“Além do dízimo, nós, fiéis, ajudamos com uma oferta semanal durante o culto. Eu já não conseguia dar os 10% do meu salário que a Bíblia manda. Agora, reduzi essa contribuição também. Costumava dar R$ 30,00 em todos os cultos. Com o cinto mais apertado, não tenho ofertado mais do que R$ 10,00”, justifica.
Ele explica que o aumento dos gastos com combustível, energia elétrica e alimentos motivou a mudança de postura. “Moro só com a minha esposa e nossa conta de luz saltou de R$ 70,00 para R$ 110,00. Tanto eu quanto ela temos vale-alimentação. Com os dois cartões a gente fazia as compras do mês no supermercado, mas, de dois meses para cá, tivemos que colocar mais dinheiro. Então, não tivemos escolha”.

Católicos
Pároco da Catedral do Divino Espírito Santo e coordenador da Cúria Diocesana de Bauru, o padre Marcos Pavan diz que ainda não há um balanço oficial sobre as receitas das 41 paróquias da região, mas admite que, diante do momento econômico marcado por incertezas, todas elas estão cortando gastos e pensando em formas de reduzir despesas com energia e material de escritório, por exemplo.
“A crise pegou todo mundo e também fizemos ajustes. Na contramão disso, tivemos até um aumento na coleta da solidariedade (ocorrida no Domingo de Ramos). Mas houve um forte trabalho de conscientização para essa campanha específica. De forma geral, no entanto, percebemos que as receitas de dízimo e coletas vêm se mantendo”, afirma.
O cenário, apesar de menos desolador do que o traçado pelo presidente do Conpev, não é bom. Isso porque, segundo o padre Pavan, nos últimos anos os valores arrecadados vinham crescendo. Agora, enquanto não houve variação no dinheiro que entra, os custos não param de subir, com a inflação média ultrapassando a marca dos 8%.
“Vamos intensificar os trabalhos de conscientização. O dízimo é um ato de fé, é partilha. E, por outro lado, a crise vem sempre para ensinar alguma coisa. Nunca é de todo ruim”, pondera Pavan.

Projetos
A queda no dízimo não afeta apenas a manutenção e o custeio das igrejas. Projetos sociais desenvolvidos por essa instituições, inevitavelmente, devem ser alvo de cortes, segundo o presidente do Conselho de Pastores Evangélicos de Bauru e Região (Conpev), Robson Aparecido da Silva.
Ele cita o exemplo Ministério Reconciliar, que sustenta uma casa de recuperação de dependentes químicos do sexo masculino. “Com a arrecadação caindo 20%, estamos fazendo reuniões para avaliar a redução de pessoas atendidas. Se cuidamos de 20, vamos ter que diminuir para 15, até para garantir o bem-estar desses homens. Infelizmente, a sociedade como um todo deve sentir o impacto sofrido nos projetos sociais desenvolvidos pelas igrejas”.
Rose Lopes conta que dificuldades começaram em setembro
Em atividade há mais de 20 anos, a Casa da Sopa, que atende 140 famílias nas regiões da Vila Dutra, Santa Edwirges e Fortunato Rocha Lima, além de outras seis entidades, também tem sido extremamente impactada pela crise.
“A gente faz um trabalho contínuo com as pessoas assistidas pela entidade. Por isso, precisamos que as doações sejam constantes, já que são nossa única fonte de assistência. O problema é que quem dava R$ 200,00 por mês está dando R$ 100,00. Quem contribuía com 20 quilos de arroz está contribuindo com dez”, diz Rose Lopes, voluntária do projeto.
Segundo ela, as quedas nas doações têm sido constantes desde setembro e, para não reduzir o número de pessoas assistidas, a Casa da Sopa tem buscado ampliar a quantidade de voluntários e redesenhar as estratégias de captação.
“Se as pessoas estão contribuindo com metade, temos que dobrar a o recrutamento de colaboradores. Além dos eventos, nossas equipes estão indo para as ruas, atrás das empresas e ficando até nas portas de supermercados. Por enquanto, estamos dando conta da demanda, mas não sei até quando vamos aguentar”, desabafa Rose.
A entidade necessita de ajuda com alimentos, roupas, calçados e produtos de higiene, como sabonetes.

Alternativa
Há projetos, porém, que ainda não foram afetados diretamente pela crise. Gestora do Formiguinha, na Pousada da Esperança, Fabiane Regina da Silva Souza diz que é grande a necessidade por alimentos, para garantir o fornecimento de refeições a crianças e adolescentes assistidos pela instituição.
“Apesar disso, como os nossos doadores não são fixos, talvez não tenhamos sentido. A gente faz algumas parcerias e campanhas para viabilizar o que é necessário. Também, neste ano, firmamos convênio com a Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) e viabilizamos recursos para pagar os profissionais que desenvolvem as atividades pedagógicos, que dialogam com a realidade da nossa comunidade”, explica Fabiane.

Profissionalização
“Entidades precisam se profissionalizar, inclusive, na captação de recursos”, diz Bufelli, presidente da Aeaps
“Entidades precisam se profissionalizar, inclusive, na captação de recursos”, diz Bufelli, presidente da Aeaps Presidente da Associação das Entidades Assistenciais de Promoção Social (Aeaps), José Paulo de Tárcio Bufelli é enfático: a tendência é de que, em médio prazo, as organizações que dependem apenas de doações encerrem as atividades.
“Essas entidades, sem dúvida, sofrem mais em momentos como esse. Elas precisam se profissionalizar, inclusive na captação de recursos, por meio de convênios ou projetos financiados. Caso contrário, não sobrevivem”, garante.
Para ampliar as receitas advindas de contribuições, a Ação Comunitária São Francisco de Assis, por exemplo, aposta, desde o início do ano, em serviço de telemarketing para arrecadar fundos.
Como mostrou a edição de sexta-feira do Jornal da Cidade, a necessidade se tornou ainda maior em função do atraso de repasses de subsídios federais a entidades conveniadas.

Publicado em JC Net

Religiões tendem a se evaporar no Ocidente, afirma Daniel Dennett

Ao longo de séculos, as religiões, principalmente na Europa e América do Norte, vêm se enfraquecendo, em um processo que se acelerou nas últimas décadas por causa da rápida disseminação da informação digital.
Se a atual tendência se mantiver, as religiões do Ocidente vão evaporar, restando apenas bolsões de intensa atividade religiosa, o que poderá ser fonte de tensão e conflito.
Essa previsão é do professor e pesquisador Daniel C. Dennett (foto), do Centro de Estudos Cognitivos da Universidade Tufts e influente militante do ateísmo.
Em artigo publicado no The Wall Street Journal com o título "Por que o futuro das religiões é sombrio", Dennett destacou que um em seis norte-americanos já é none (sem religião) e que em 2050 essa proporção será de um em quarto, de acordo com estudo do Pew Research Center.
“Igrejas estão sendo fechadas às centenas e suas instalações aproveitadas como habitação, escritório, restaurantes ou simplesmente abandonadas”, escreveu.
Para ele, as religiões só vão conseguir escapar da extinção se houver uma comoção mundial, como uma guerra pela disputa por água ou por petróleo ou ainda colapso da internet, além de alguma catástrofe natural no momento inimaginável. A população, assim, ficaria em um solo adubado pela miséria e medo, solo em que as religiões florescem melhor.
Dennett escreveu que, como demonstram recentes estudos, a religião quase sempre recua quando se elevam a segurança e o bem-estar das pessoas.
Ele disse que no século 16 o insuspeito teólogo francês João Calvino (1509-1564), que teve grande influência na reforma protestante, já suspeitava disso, porque constatou que as pessoas prósperas eram menos dependentes da Igreja.
Dennett argumentou que a Igreja, como qualquer outra instituição ou mesmo pessoa, precisa atuar com um mínimo de privacidade, ficar longe de olhares curiosos, para poder controlar suas atividades sem muita interferência.
Foi assim que fundadores de instituições religiosas conseguiram manter segredos com o propósito de controlar seus rebanhos, o que não é mais possível na Era da Informação, disse Dennett.
De acordo com ele, o que corrói a religião não é apenas a disponibilidade de novas informações, mas também o rápido compartilhamento delas entre as pessoas.
Além disso, para a desgraça da religião, a tecnologia que propicia a rápida difusão das informações potencializa o poder subversivo do riso, disse.
Dennett deu o exemplo do episódio do “South Park” que satirizou a Igreja de Jesus Cristo Cristo dos Santos dos Últimos Dias — a Igreja dos Mórmons.
O episódio mostrou a todos, incluindo os mórmons, o quanto essa religião é cômica, absurda e ridícula.
Para Dennett, isso pôde ter aumentado a lealdade de alguns seguidores, mas com certeza abalou a confiança de outros, levando-os a considerar que a crença em um deus pode ser apenas uma ilusão de melhoria de vida.
Ele lembrou que John McCarthy (1927-2011), um dos criadores da inteligência artificial, certa vez disse: “Quando vejo uma ladeira, meu instinto é o de construir um terraço”.
E é isso o que os teólogos têm feito por centenas de anos, afirmou o professor. “Eles têm construídos terraços na expectativa de que vão conseguir salvaguardar para sempre as suas doutrinas da chuva de informações.”
Algumas denominações religiosas são obrigadas a defender a “verdade infalível” que há em cada frase da Bíblia, mas isso está se tornando embaraçoso, porque as pessoas estão ficando cada vez mais questionadoras por causa da abundância de informações.
Dennett observou que, em consequência disso, hoje dia quase ninguém acredita no Deus furioso do Antigo Testamento.
Ainda que existam crentes que usem a frase “temente a Deus”, o Deus do Antigo Testamento foi substituído por outro amoroso, indulgente e destinatário de orações.
Dennett escreveu que, como os líderes religiosos estão tentando encontrar uma maneira de impedir o desaparecimento de suas instituições, “se tivermos sorte” e se o padrão de vida da humanidade continuar a subir, as igrejas podem evoluir para comunidades humanistas e clubes sociais, entidades dedicadas a boas obras, sem resquícios de suas doutrinas.
Mas “se tivermos azar de ocorrer calamidades”, escreveu Dennett, a miséria fornecerá bastante combustível para o renascimento de algumas religiões e a invenção de outras.

Publicado em Paulo Lopes com informação do The Wall Street Journal.

Jesus invade culto religioso e ameaça matar fiéis no MS

O homem, segundo vítimas, estava transtornado; ele foi detido perto da igreja.
Homem de nome Jesus invadiu culto religioso descontrolado e ameaçou matar fiéis, por volta das 21h de ontem (17), em igreja localizada na Rua Acara Bandeira, no Conjunto Habitacional Estrela D'Alva II, em Campo Grande.
De acordo com informações do boletim de ocorrência, registrado como Ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo, fiéis que participavam da celebração contaram que o homem, posteriormente identificado como Jesus Rodrigues Matias, 55 anos, chegou com comportamento alterado dizendo que iria embora, mas retornaria para matar alguém.
Assim que ele saiu, policiais militares foram chamados e informados de que ele mora perto da igreja. No imóvel, ele resistiu ao trabalho de vistoria que policiais militares disseram que fariam, mas a esposa dele permitiu a entrada e, debaixo do guarda-roupas, no quarto de Jesus, foi apreendida uma pistola calibre 635, sem munições.
Jesus foi detido também pela irregular de arma de fogo de uso permitido e resistência.

Publicado no Correio do Estado

Muçulmanos querem impedir a vinda do Messias

Muçulmanos querem impedir a vinda do Messias
Aqueles que conhecem o Antigo Testamento estão acostumados com as referências aos portões das muralhas de Jerusalém. Quem visita a cidade hoje não encontrará as mesmas estruturas mencionadas na Bíblia, mas verá uma construção magnifica.
Quando o sultão otomano Solimão conquistou Jerusalém no século 16, decidiu reconstruir as muralhas que cercavam aquela que é uma cidade sagrada também para os muçulmanos. A tradição diz que ele queria que as muralhas fossem reedificadas exatamente sobre os alicerces dos originais.
Contudo, os engenheiros da época acabaram deixando de fora um trecho que rodeava o monte Sião. Portanto, as muralhas que vemos não são as mesmas restauradas por Neemias, tampouco as que existiam nos dias de Jesus. Existem painéis ao lado dos portões explicando todas as vezes que elas foram derrubadas e reconstruídas.

Embora as muralhas existentes não sejam as “originais”, elas possuem grande valor histórico e bíblico. As oito entradas existentes (chamadas de portas ou portões) recebem os seguintes nomes: de Jafa, Novo, de Damasco, de Herodes, dos Leões, do Monturo, de Sião e Dourado. Todos os visitantes podem entrar na cidade atual de Jerusalém por essas grandes portas, mas uma delas está lacrada propositalmente. Trata-se do Portão Dourado, também chamado de Portão da Misericórdia.
O comprimento das muralhas é de quatro quilômetros, formando uma espécie de quadrado com 1 km de cada lado. Sua altura média é de 12 metros e a espessura média de 2,5 metros. Existem sobre as muralhas 34 torres de vigia e 8 portas ou portões de entrada. Pagando-se ingresso é possível subir nas muralhas ao lado do Portão de Jafa e circundar quase toda a cidade por cima delas.
Olhando-se para dentro desse pequeno espaço murado é possível identificar claramente a divisão da chamada Jerusalém velha em 4 bairros: o judeu, o árabe (muçulmano), o armênio e o cristão. Também está dentro desse local os símbolos mais conhecidos da cidade: o Muro das Lamentações e a Esplanada das Mesquitas. Quem visita o Muro das Lamentações verá apenas o que restou de um murro de arrimo, que servia para conter a terra da estrutura do segundo templo, construído por Herodes, o Grande. Ou seja, não se trata de um dos muros do templo.
Portão de Jafa

Todos os dias judeus praticantes visitam o local, que tem cerca 55 metros de comprimento e 18 de altura. É possível ver muitos orando, chorando e cantando. Embora o nome oficial seja “muro Ocidental”, o apelido de “das lamentações” é justamente por que a maioria deles ainda vê o local como uma lembrança palpável da destruição do Templo pelo general romano Tito no ano 70 d.C. O acesso não fecha, sendo visitado praticamente 24 horas por dia.
A poucos metros dali é possível comprar um ingresso e fazer uma visita aos alicerces do Monte do Templo. Embora pouco conhecido pelos turistas, esse passeio subterrâneo por túneis revela dados fantásticos sobre as construções do primeiro e do segundo Templo. Segundo o guia, as pedras brutas que podem ser vistas no local escavado estão ali há quase 3 mil anos. Existe ainda uma pedra colocada pelos romanos, na formação do alicerce que pesa 1400 toneladas! Os túneis escavados por arqueólogos são uma prova incontestável de que naquele local existia uma construção, fato negado pelos muçulmanos radicais, os quais afirmam que o Templo de Salomão nunca existiu. Obviamente admitir isso seria o mesmo que reconhecer o direito dos judeus ao Monte Moriá, hoje nas mãos do governo da Jordânia – embora os soldados que ali trabalham afirmem ser da Palestina.
Se pelos subterrâneos já existe uma prova irrefutável, do lado de fora das muralhas se apresenta outra estrutura que revela a tentativa humana de se impedir a construção de um Terceiro Templo. A profecia de Ezequiel 40-46 indica que essa edificação ainda virá a existir. Do ponto de vista humano, hoje isso é impossível por que não é permitido para os judeus sequer subirem no local para orar.
Túnel debaixo das muralhas

Por outro lado, os estudantes das profecias sabem que a vinda do Messias passa tanto pelos muros de Jerusalém quanto pelo Terceiro Templo (Zc 6). Acredita-se que esse Templo já estará erguido quando o Anticristo governar o mundo. Mas ele o profanará e o povo judeu será novamente forçado a deixar o Templo pois recusará a adorar o Anticristo (Dn 9.27). Algum tipo de imagem será colocado ali (2 Ts 2:4), conhecida como “o abominável da desolação” (Mt 24.15, Mc 13:14 e Dn 12:9-12).
Apesar de existirem diferentes interpretações para as profecias do Livro de Zacarias, não se pode ignorar a importância do portão Dourado. Ele está localizado no lado oriental do Monte do Templo e dá acesso direto ao local onde um dia esteve o Santo dos Santos. É a antiga Porta Oriental do Templo (Ne 3.29). Segundo a tradição, foi por este Portão que Jesus, vindo do Monte das Oliveiras, adentrou a Cidade (Mt 21; Mc 11; Jo 12) na chamada “entrada triunfal”, ocasião em que foi aclamado como rei (Jo 12:13).
Portão Dourado

Durante séculos o portão dourado esteve aberto. Contudo, quando os servos de Solimão terminaram de reconstruir as muralhas, o sultão (que era muçulmano) quis mostrar que não haveria como o Messias vir para governar a partir de Jerusalém. Ele conhecia a tradição judaica e quis certificar-se que além do rei dos judeus precisar de muita força para derrubar o portão, ainda teria de violar uma de suas leis, por isso mandou que fosse feito um cemitério logo em frente. O judeu não pode tocar em mortos segundo a Lei (Nm 19) sem que fique “impuro”. Solimão acreditava que fechando o portão e construindo um cemitério iria impedia a chegada desse novo rei. Desde 1541 o portão está lacrado e o cemitério ainda existe frente a ele. Quem visita a esplanada das Mesquitas pode ver a parte interna no portão. Os muçulmanos conseguirão assim impedir a vinda do Messias? Obviamente que não. O capítulo 14 de Zacarias diz que o Messias repousará seus pés no Monte das Oliveiras e ele se fendirá, Traçando uma linha reta do pico do Monte para o Oriente (segundo a profecia) é possível ver que encontrará o Portão Dourado. A construção conhecida como Domo da Rocha ao longo da história, foi parcialmente derrubada por dois terremotos, mostrando que a falha geológica sob Jerusalém continua ativa. Estudos mostram que ela passa também pelo Monte das Oliveiras.
A disputa pelo Monte do Templo é antiga, mas o fina já é conhecido. Por mais que os muçulmanos neguem a posse do local aos judeus e façam esforços para impedi-los, quem estuda as profecias verá que tudo isso é apenas o cumprimento das profecias bíblicas.
“Então os querubins elevaram as suas asas, e as rodas os acompanhavam; e a glória do Deus de Israel estava em cima sobre eles. E a glória do Senhor se alçou desde o meio da cidade; e se pôs sobre o monte que está ao oriente da cidade.” (Ezequiel 11:22-23)
A glória do SENHOR entrou no templo pela porta que olha para o oriente” (Ezequiel 43:4)
História das muralhas

“Então, o homem me fez voltar para o caminho da porta exterior do santuário, que olha para o oriente, a qual estava fechada. Disse-me o SENHOR: Esta porta permanecerá fechada, não se abrirá; ninguém entrará por ela, porque o SENHOR, Deus de Israel, entrou por ela; por isso, permanecerá fechada.” (Ezequiel 44:1-2)
“Naquele dia os seus pés estarão sobre o monte das Oliveiras, a leste de Jerusalém, e o monte se dividirá ao meio, de leste a oeste, por um grande vale; metade do monte será removido para o norte, e a outra metade para o sul.” (Zacarias 14:4)

Publicado em GP

17 de mai de 2015

Com marreta, homem ataca imagem de Cristo dentro de catedral no RN

Imagem de Jesus Cristo sepultado foi alvo do ataque
Vandalismo aconteceu na manhã deste sábado (16) em Mossoró.
Homem golpeou a imagem de Jesus Cristo sepultado e depois fugiu.
Um homem empunhado uma marreta golpeou uma imagem de Jesus Cristo dentro da Catedral de Santa Luzia, na Praça Vigário Antônio Joaquim, no Centro de Mossoró. O vandalismo, segundo a Polícia Militar, aconteceu na manhã deste sábado, por volta das 9h40.
“O homem entrou, começou a atacar a imagem e depois foi embora. Pelas imagens das câmeras de segurança da igreja, vai ser possível identificá-lo. Agora estamos tentando encontra-lo”, disse o sargento Valdo Caetano, do 2º Batalhão da PM.
Ainda de acordo com o policial, testemunhas contaram que a igreja estava aberta, mas que não estava havendo nenhuma celebração no momento. “Tinham cinco, seis pessoas no máximo. Elas conseguiram impedir que ele causasse um estrago maior, mas não puderam segurar o homem”, acrescentou.
A imagem atacada representa o Cristo morto e sepultado na cripta, logo após ser crucificado. O vândalo deixou a marreta no local. A bancada ficou cheia de cacos de vidro. Na cabeça da imagem, é possível ver as marcas das pancadas.
Bancada ficou cheia de cacos de vidro. Na cabeça da imagem, é possível ver as marcas das pancadas

Publicado em G1

Maior Igreja protestante da França permite benção a casais homossexuais

A principal Igreja Protestante da França adotou neste domingo a possibilidade de abençoar casais homossexuais, após uma votação de seus pastores reunidos em sínodo em Sète, no sul.
Entre as centenas de eleitores, 94 (mais de nove em cada 10) foram a favor da medida e três se opuseram, declarou o porta-voz da Igreja Protestante Unida da França.
Esta decisão ocorre dois anos depois de a França legalizar o casamento gay, a principal reforma social do presidente socialista François Hollande, que continua a suscitar forte oposição dos católicos conservadores.
Até agora, a Missão Popular Evangélica, muito menor do que a Igreja Protestante Unida, era a única Igreja Francesa a autorizar a bênção de casais homossexuais.
A maior igreja protestante do país tem 110 mil membros ativos entre os seus 400 mil fiéis.
O protestantismo é a quarta maior religião na França após o catolicismo, que continua majoritário, o islamismo e o judaísmo.

Publicado em AFP via Estado de Minas

PSOL expulsa deputado que tenta trocar o povo por Deus na Constituição

A decisão de expulsar o deputado federal Cabo Daciolo (RJ) foi tomada por 53 votos a 1 no diretório nacional do partido, em Brasília.
O PSOL expulsou neste sábado (16) o deputado federal Cabo Daciolo (RJ), eleito em 2014 após liderar uma greve de bombeiros no Rio.
A decisão foi tomada por 53 votos a 1 no diretório nacional do partido, em Brasília. Por placar mais apertado, 31 a 24, a sigla decidiu não reivindicar o mandato dele ao Tribunal Superior Eleitoral.
Daciolo foi acusado de contrariar o programa do PSOL ao tentar incluir Deus na Constituição Federal e ao defender os PMs presos no caso Amarildo.
O deputado, que é evangélico, apresentou uma proposta para modificar o parágrafo 1º da Constituição, que afirma que "todo poder emana do povo". Ele queria alterar o texto para substituir o povo por Deus.
O líder do PSOL na Câmara, deputado Chico Alencar (RJ), afirmou que a ideia é inaceitável. "Ele colidiu com um ponto fundamental do nosso partido, que é a defesa do Estado laico. Respeitamos todas as crenças, mas o discurso fundamentalista religioso não pode ser tolerado", disse Chico, que votou pela expulsão do colega.
Daciolo também entrou em conflito com políticos do partido que atuam na área de direitos humanos. Em março, ele defendeu a libertação de 12 policiais militares acusados de participar da morte do pedreiro Amarildo de Souza, em 2013.
De acordo com as investigações, Amarildo foi torturado e morto por PMs da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, no Rio.
O deputado não foi localizado para comentar a decisão do partido. Na última quarta (13), ele afirmou em nota que lutaria contra a medida.
"O PSOL sempre soube da minha fé e das minhas posições em defesa dos militares. Volto a repetir: sou cristão e acredito piamente que todo poder emana de Deus", escreveu, em sua página no Facebook.
A ex-deputada estadual Janira Rocha (PSOL-RJ), única a votar pela permanência de Daciolo no partido, informou que ele recorrerá da decisão. Com a saída do bombeiro, a bancada do PSOL na Câmara cai de cinco para quatro deputados.

Publicado em O Tempo

15 de mai de 2015

O papa Francisco simpatiza com o ateísmo cristão?

Para o pontífice, os verdadeiros ateus não são os que negam a Deus, mas o próximo.
Está cada vez mais claro que o Papa Francisco se entende melhor com ateus como José Mujica ou Raúl Castro, do que com alguns católicos tradicionais que não perdoam que ele tenha se despojado de todos os símbolos do poder papal, herdados do Império Romano, quando a Igreja passou de perseguida e escondida nas catacumbas para se tornar a religião do Estado.
Francisco teria simpatia pelo ateísmo cristão? Quando o Vaticano recebe em audiência políticos ateus, dá a impressão de que conversa à vontade com eles.
Ateus e agnósticos se sentem atraídos pela figura do pontífice, o qual alguns membros da Cúria afirmam com certo desdém que “não parece Papa”.
Aqueles que conhecem Francisco de perto confirmam que, quando era cardeal de Buenos Aires, sempre manteve uma relação cordial com não crentes e ateus, assim como com os líderes de outras religiões.
Em seu livro de conversas com o rabino Abraham Skorka, Entre o Céu e a Terra, o então arcebispo argentino contava que quando alguém se aproximava dele para conversar, não perguntava se a pessoa acreditava ou não em Deus. O importante, afirma, era saber se seu interlocutor “fazia algo pelos demais”, que era o mesmo que perguntar se acreditava na humanidade.
Para Francisco, os verdadeiros ateus não são os que negam a Deus, mas o próximo. Deve ter sido essa postura, que lembra o ateísmo cristão ou cristianismo ateu, teorizado por teólogos como Paul von Buren, C.Lyas, Thomas Ogletree ou Altizer, entre muitos outros, o que esteja chamando a atenção dos descrentes. Para os seguidores do cristianismo ateu, “a palavra Deus, por si só, não tem sentido e é enganosa”, como afirma um de seus teólogos.
De acordo com esse ateísmo cristão, “o tradicionalismo eclesiástico deixou de ser cristão” e lembra que Jesus foi um laico, um secular, não um membro da casta sacerdotal.
Alguns católicos tradicionais acusam Francisco justamente disso: de ter esquecido de ser Papa, eclesiástico, e de falar e se preocupar mais com os homens e suas angústias, com sua pobreza e com as injustiças cometidas contra eles, do que com Deus.
O líder cubano, cujo regime comunista perseguiu e submeteu ao ostracismo milhares de fiéis cristãos, disse ao sair de uma audiência de uma hora com o Papa: “Se continuar assim, voltarei a rezar e volto à Igreja”.
Certamente, Francisco não falou sobre Deus com Raúl Castro, mas da necessidade de que os cubanos possam realizar seus desejos de felicidade e liberdade.
Francisco teve o mesmo tipo de conversa com o então presidente do Uruguai, José Mujica, que, ao sair da audiência, confessou que, embora sendo ateu, havia se entendido bem com o Papa sobre a luta pela defesa dos mais pobres e humilhados na Terra.
Não há dúvida que Francisco, em seus discursos e em seus atos, segue mais o cristianismo das origens do que o das teologias medievais. Sua crença é a daquele profeta judeu, que ia em busca da caravana de deserdados que a sociedade de seu tempo perseguia ou desprezava.
Há uma passagem dos evangelhos emblemática: quando Jesus diz que curava os doentes e expulsava os demônios porque “não suportava ver as pessoas sofrerem”. Era fazer o bem pelo bem, não em busca de uma recompensa, nem sequer divina.
O ateísmo cristão afirma, justamente, que “não há necessidade de ameaçar com o inferno nem seduzir com o paraíso para fazer o bem”. Um conceito que Francisco reforça todos os dias em seus discursos e conversas com os jornalistas.
O líder cubano disse ao sair de uma audiência de uma hora com o Papa: “Se continuar assim, voltarei a rezar e volto à Igreja” Há quem não veja com bons olhos, dentro do catolicismo de Roma, que o Papa, apesar de levar uma via austera e simples, sem as tradicionais pompas pontifícias, não desdenhe os pequenos prazeres da vida. Os prazeres de todos os mortais, desde um bom café ou o entusiasmo por seu time de futebol, até o de preparar ele mesmo um frango. É um Papa que não tem medo do tato, que beija, que abraça e cultiva com paixão suas amizades.
E é o ateísmo cristão, para o qual não há outra divindade do que a própria humanidade, o que deixou de lado o chamado “ódio paulino ao corpo”, aquele medo que o apóstolo Paulo demonstrava diante da sexualidade e que o levou a rebaixar as mulheres na hierarquia da Igreja, apesar delas terem promovido as primeiras comunidades cristãs.
O Papa Francisco se entende melhor com os ateus do que muitos de seus antecessores. Ele sempre rejeitou a ideia de que ser ateu implicasse ser imoral, já que sem fé não existiria ética. É a ideia tão cultivada pelos católicos tradicionais de que “Se Deus não existe, tudo é permitido”.
Francisco está lembrando sua Igreja que existe outro modo religioso de ver as coisas e a vida e que a fé em Deus não é indispensável para se sacrificar pelo próximo. Sabe muito bem que a Igreja que ele representa, e que sempre temeu tanto os ateus, foi capaz de matar em nome de Deus. Por outro lado, o cristianismo ateu reconhece que o mandamento “não matarás” continua sendo válido e razoável, sem necessidade de deuses que o proíbam.
O Papa Francisco está repetindo insistentemente para bispos e cardeais que a fé deve arrancá-los de seus palácios, para que possam ir às periferias das cidades, onde o poder criou os novos guetos dos condenados à miséria. Pede que não tenham medo de “tocar” os pobres. Não pede para que rezem a Deus por eles, mas que sejam um deus bom para eles.
Não será essa ênfase mais nos homens do que em Deus o que atrai para Francisco a curiosidade e simpatia de ateus e agnósticos, assim como certa distância dos católicos tradicionais?
Francisco está, de algum modo, endossando a filosofia dos teólogos do ateísmo cristão, que defende não ser possível acreditar em um deus sem antes acreditar e abraçar a humanidade mais marginalizada e desamparada.

Publicado em El País

Religiões afro-brasileiras ganham direito de resposta na Record e Rede Mulher

As emissoras de Televisão Rede Record e Rede Mulher foram condenadas pela Justiça Federal em São Paulo a exibir programas de televisão como direito de resposta às religiões de origem africana, por ofensas proferidas contra elas no programa Mistérios e no quadro Sessão de Descarrego.
A decisão da 25ª Vara Cível da Justiça Federal em São Paulo determina que as emissoras deverão exibir cada uma quatro programas, com duração mínima de uma hora. Cada programa será exibido duas vezes, de modo a preencher oito dias, no mesmo horário dos programas que praticaram as ofensas. Também estão previstas na decisão a exibição de três chamadas aos telespectadores na véspera ou no próprio dia da exibição.
A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF), Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira (Intecab) e o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (Ceert) com a alegação de que as religiões afro-brasileiras sofrem constantes agressões nos programas veiculados pelas emissoras.
O juiz federal Djalma Moreira Gomes usou como base a Constituição Federal e ressaltou em sua decisão que "a prestação de serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens não é atribuída livremente à iniciativa privada".
Confira como os artigos da Constituição Federal foram utilizados na decisão do juiz:

Artigo 3º: Determina que as emissoras, como prestadoras de serviços devem atender ao princípio da "preferência a finalidades educativas, culturais e informativas ou do respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família".
Artigo 5º: Em caso de ofensa, é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo.
Artigo 215: O Estado (ou quem lhe faça as vezes) garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais, protegendo as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional e valorizando a diversidade étnica e regional
Artigo 221: A produção e a programação das emissoras devem atender ao princípio da preferência a finalidades, educativas, atísticas, culturais e informativas ou do respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família
.

As emissoras ainda podem entrar com recurso contra a decisão. A Rede Record de Televisão também foi intimada a comprovar seu vínculo contratual com a Igreja Universal do Reino de Deus. A Igreja é alvo de outra ação civil pública que corre desde o ano passado na Justiça Federal de São Paulo, movida pelo Ministério Público Federal.
A ação contesta a legalidade do contrato de aluguel de horários entre a Rede CNT e a Universal. Para o MPF, o acordo configura uma "alienação de concessão pública". Na ação, a procuradoria pede a suspensão das concessões da Rede CNT e o bloqueio dos bens dos envolvidos.
Por determinação da Justiça Federal, o Ministério das Comunicações teve de abrir procedimentos administrativos para fiscalizar a relação entre a Rede CNT e Universal.

Publicado em EBC

Adriano Moreira defende criação de um Conselho das Religiões na ONU

Adriano Moreira apresentou, por carta, ao Papa Francisco a ideia da criação do Conselho das Religiões junto do Conselho de Segurança das Nações Unidas como estratégia de paz.
O antigo líder do CDS foi um dos participantes na conferência da Pastoral Universitária de Braga, durante a qual revelou esta sua iniciativa.
Em declarações à Renascença, Adriano Moreira diz que "os valores religiosos são fundamentais". "Um conselho das religiões pode contribuir para substituir o combate pelo diálogo, a tolerância pelo respeito que é fundamental e pela concessão recíproca para encontrar uma coexistência pacífica", explica.
O professor universitário e especialista em relações internacionais considera que as religiões, através do diálogo, deverão encontrar um "paradigma comum", um passo "fundamental" para o futuro da Europa e do mundo.
"Faz parte da sabedoria das Nações Unidas perceberem que ou arranjam um paradigma comum e repõem em vigor um credo dos valores em que as igrejas têm um papel fundamental ou se continua a subordinar o mundo ao credo do mercado, que é aquilo a que o mundo está subordinado", diz o antigo ministro.
Perante "a circunstância europeia em que vivemos, a probabilidade é que [a situação] se agrave", avisa.

Publicado em Renascença

O islã é a religião da guerra, diz líder do Estado Islâmico

Abu Bakr al-Baghdadi: segundo ele, o profeta Maomé foi ordenado a fazer a guerra "até que somente Alá seja adorado"
O grupo extremista Estado Islâmico (EI) divulgou nesta quinta-feira uma mensagem de áudio em fóruns jihadistas na qual seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, afirma que "o islã é a religião da guerra".
Segundo a mensagem de Baghdadi, o profeta Maomé foi ordenado a fazer a guerra "até que somente Alá seja adorado".
"A guerra que estamos travando não é só a guerra do Estado Islâmico. É a guerra de todos os muçulmanos", ressalta o líder jihadista.
Além disso, Baghdadi convoca todos os muçulmanos a unir-se à jihad (guerra santa), já que "é a guerra das pessoas de fé contra os infiéis" e "é obrigatória para todo muçulmano que preste contas a Alá".
Por isso, diz também que "não há desculpa para qualquer muçulmano que seja capaz de unir-se ao EI ou de portar uma arma", já que a luta "é uma obrigação para ele".
Além disso, em sua mensagem, o líder do grupo jihadista rejeita qualquer conciliação com outras religiões como "os judeus, cristãos ou outros infiéis".
Por outro lado, o dirigente do EI acusa "os cruzados", em alusão ao Ocidente, de "incomodar" os muçulmanos que vivem ali e adverte que em breve começarão "a expulsá-los, matá-los, encarcerá-los ou deixá-los sem-teto".
Na mensagem, Baghdadi também se pergunta onde estão os aviões da península arábica, em alusão à coalizão árabe-muçulmana que ataca posições do movimento rebelde xiita dos houthis no Iêmen, na luta "contra os judeus".
Também critica essa aliança por não defender "às nobres mulheres que estão sendo violentadas diariamente na Síria, no Iraque e em outras terras muçulmanas".
Finalmente, Baghdadi dedica suas últimas palavras da mensagem a louvar e pedir firmeza aos membros do grupo jihadista que lutam no Iraque, Síria, Líbia, Argélia, Tunísia, Khorasan -uma região que inclui Afeganistão, partes do Paquistão, Tadjiquistão e zonas limítrofes -, África Ocidental e Iêmen.
O vídeo, de cerca de 35 minutos de duração e no qual Baghdadi mantém um tom de voz tranquilo, foi divulgado em fóruns jihadistas e sua transcrição traduzida ao inglês, russo, turco, francês e alemão.
Se a autenticidade deste áudio for confirmada, esta mensagem desmentiria as informações do jornal britânico "The Guardian", que no último dia 21 de abril assegurou que Baghdadi foi gravemente ferido em 18 de março em um bombardeio efetuado no oeste do Iraque pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

Publicado em Exame

12 de mai de 2015

O encontro do Papa com pastores pentecostais

Na tarde de ontem, quinta-feira (07/05), o Santo Padre recebeu em audiência privada um grupo de cerca de cem pastores evangélicos pentecostais provenientes de diversas partes do mundo. O grupo era guiado pelo Pastor Giovanni Traettino, cuja comunidade “Igreja Pentecostal da Reconciliação, em Caserta, foi visitada pelo Papa Francisco em 28 de julho de 2014.
O encontro - realizado numa das salas do complexo projetado por Pierluigi Nervi para as audiências papais - foi caracterizado por uma viva cordialidade e espírito de oração pela unidade. Foram os próprios pastores que manifestaram o desejo de encontrar Francisco. O Papa estava acompanhado pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch.
A visita do Papa Francisco ao Pastor em 2014 foi considerada histórica, por ser a primeira vez que um Papa viaja do Vaticano para se encontrar com um pastor protestante.
“Entre as pessoas que perseguiram os pentecostais também houve católicos, disse Bergoglio na ocasião. Eu sou o pastor dos católicos e peço perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não compreenderam e foram tentados pelo diabo”.
Francisco se reuniu com a comunidade de pentecostais da cidade ao norte de Nápoles e com 350 protestantes vindos de diversas as partes do mundo. Ele pediu que os cristãos se unirem na diversidade:
“O Espírito Santo cria diversidade na Igreja. A diversidade é bela, mas o próprio Espírito Santo também cria unidade, para que a Igreja esteja unida na diversidade: para usar uma palavra bonita, uma diversidade reconciliadora”, observou.

Publicado em RV