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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Ex-ateu no filme 'Deus Não Está Morto' foi inspirado em médico chinês de Harvard

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O médico conta que foi convencido a crer em Deus com a ajuda de seu professor.
Um personagem que deixa para trás suas convicções ateístas no filme Deus Não Está Morto foi inspirado na vida real do cirurgião chinês Wing Mang, especialista em Lasik e catarata e residente no Tennessee, sudeste dos EUA.
Wang, natural da China, viveu a Revolução Cultural do país na década de 1960, que enviou milhares de seus cidadãos mais educados e profissionais para campos de trabalhos forçados.
Em 1982, Wang imigrou para os Estados Unidos, equipado com pouco mais de US$ 50 e um dicionário de Chinês-Inglês. Ele finalmente foi aceito na renomada instituição de ensino Harvard Medical School, onde se formou com honras, e mais tarde tornou-se um dos primeiros cirurgiões nos Estados Unidos a realizar a cirurgia de catarata a laser.
Foi durante seu tempo na faculdade que Wang, na época, um ateu, construiu um relacionamento com um professor que começou a fazer-lhe perguntas sobre Deus e mostrar-lhe evidências da existência de uma divindade.
"Um professor de Harvard, professor de pediatria, viu meu estado de espírito, confuso e em crise", Wang disse ao The Christian Post, através de e-mail.
"Ele sabia que, por causa de sua especialidade médica, eu gostaria de ouví-lo pelo meu respeito aos seus conhecimentos. Então ele viu uma oportunidade, para orientar-me e influenciar-me, para ampliar minha compreensão da vida, para um potencial mais amplo através da introdução de fé na minha vida que poderia ajudar a responder as perguntas que eu tinha e para o qual eu não poderia encontrar resposta na ciência”.
Wang se lembrou de uma conversa na qual seu professor lhe perguntou como ele poderia acreditar que um carro de alguma forma, poderia ter sido criado na ausência de um criador, mas ainda supor que um cérebro tinha acontecido aleatoriamente.
"Bem ali, então, ele abriu a porta, na minha vida, e eu achei Deus, encontrei o cristianismo, que poderia fornecer as respostas para as perguntas que eu estava pedindo. Que eu vim a perceber que a fé e a ciência servem para diferentes fins, eles são os dois lados de uma mesma moeda: a ciência é sobre o que as coisas são, e a fé é sobre por que as coisas são”, escreveu Wang, que mais tarde recebeu outro título médico no Massachusetts Institute of Technology (MIT).
As convicções cristãs de Wang mais tarde o levaram a fundar os órgãos cristãos Wang Foundation for Christian Outreach e a Wang Foundation for Sight Restoration. As organizações de Wang fornecem, em sistema pro bono [voluntário] cirurgias restauradoras da visão, para pacientes em seu pais e também em mais outros 55 países.
Sua história foi posteriormente contada no livro, God’s Not Dead, de Rice Broocks, o ministro sênior da Bethel World Outreach Church em Nashville. A versão de 2013 conta a história de seis ex-ateus que finalmente encontraram uma crença em Deus.
No filme, o ateu Martin Yip, personagem inspirado em Wang, é interpretado por Paul Kwo. Ao contrário do relacionamento de Wang com um professor, Yip começa e reconsiderar a sua posição original em Deus depois de seu colega Josh Wheaton (Shane Harper) desafiar a proclamação de seu professor de que "Deus está morto".
Wang disse que era "maravilhoso" ver a sua história na tela.
"Eu sempre acreditei que eu tenho um dever, para ajudar outros estudantes, para ver que a vida não é apenas sobre a ciência, é sobre a fé, e é sobre fé e ciência. Trata-se de fé e ciência trabalhando em conjunto“, Wang escreveu. "Através da realização de pesquisa científica, guiada pela fé e um senso de propósito, podemos resolver o conflito, entre a fé e a ciência, permitindo-lhes trabalhar em conjunto, um mais um será mais do que dois, e identificar soluções novas e mais poderosas, para os problemas em nossas vidas”.
"Este filme, vai me ajudar, no meu esforço contínuo para ensinar os alunos, para contar a minha história de vida, desde a ciência sozinha, que agora envolve a fé com a ciência", disse Wang ao CP.
"Acreditar em Deus, na fé, na pesquisa guiada pela crença, me inspirou a fazer tudo o que eu fiz, a medicina, a caridade, a arte... tudo".
Wang também disse enquanto Kwo retrata uma parte da sua história de vida, como “o personagem estudante chinês", o médico também vê muito de si mesmo no personagem principal Josh Wheaton.
"Alguns dos argumentos que eu fiz no livro original ‘God’s Not Dead’, que diz respeito às evidências da existência de Deus, foi colocado na boca de Josh, em sua brilhante apresentação. Então, em essência, uma parte de mim, no livro original, foi para este personagem principal Josh", explicou.
Mesmo após duas semanas da estreia nos cinemas americanos, Deus Não Está Morto terminou em quinto lugar nas bilheterias dos EUA, arrecadando apenas um por cento a menos do que os 9,2 milhões de dólares que trouxe na sua semana de estreia, quando o filme foi lançado em 21 de março.
O filme de perfil pequeno e independente, baseado na fé, expandiu seu lançamento nas semanas seguintes para mais de 400 salas e arrecadou cerca de US$ 9 milhões, elevando seus ganhos totais de bilheteria de impressionantes US$ 22 milhões.
Deus Não Está Morto foi realizado através das produtoras Pure Flix Entertainment e Red Entertainment Group, dirigido por Harold Cronk, com elenco sob a presença do ator cristão Kevin Sorbo, famoso por protagonizar o seriado Hércules, e Shane Harper, jovem ator conhecido nos EUA por seus trabalhos no Disney Channel.
O filme tem estreia nos cinemas brasileiros prevista para o próximo dia 21 de agosto.

CP
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

China prende 'quase mil' membros de religião proibida

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Seguidores do Quannengshen, Igreja do Deus Todo Poderoso, foram alvo.
Eles são acusados do assassinato de mulher em um restaurante em junho.
Autoridades chinesas prenderam “quase mil” membros de um grupo religioso proibido, noticiou a mídia estatal nesta terça-feira (19), a mais recente de uma séria de medidas contra um grupo que o governo da China taxou como um culto ilegal.
A China prendeu dezenas de seguidores do Quannengshen, ou Igreja do Deus Todo Poderoso, desde o assassinato de uma mulher em um restaurante em junho, em um episódio de repercussão nacional.
Entre os presos estavam 100 “organizadores de alto nível”, relatou a agência de notícias Xinhua, citando um comunicado do Ministério de Segurança Pública. O julgamento do assassinato deve começar na quinta-feira, segundo a Xinhua.
O grupo Quannengshen, originado na província de Henan, centro do país, acredita que Jesus ressuscitou como Yang Xiangbin, esposa do fundador da seita, Zhao Weishan, segundo a Xinhua.
Zhao é também conhecido como Xu Wenshan, segundo a agência, que acrescentou que o casal fugiu para os EUA em setembro de 2000.
Em 2012, a China lançou uma operação de repressão contra o grupo após ele ter clamado por uma “batalha decisiva” para derrubar o “Dragão Vermelho” do Partido Comunista, e pregou que o mundo acabaria naquele ano.
O partido não aceita desafios ao seu mandato e é obcecado com estabilidade social. Assim, tem reprimido cultos, os quais têm se multiplicado em todo o país nos últimos anos.

Reuters via G1
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terça-feira, 19 de agosto de 2014

De mendigo a campeão mundial: veja a trajetória do "Pastor do Tatame"

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Roberto Nogueira, de 34 anos, é pastor há seis anos e luta jiu-jitsu há 21 anos. Atleta já morou nas ruas por conta do uso de drogas e hoje dá aulas para crianças carentes.
O que poderia unir um pastor evangélico a um esporte tido por muitos como violento? Na vida do carioca Roberto Nogueira, de 34 anos, o jiu-jitsu e a igreja evangélica andam lado a lado. Pastor há seis anos e atleta há 13, Roberto divide o seu tempo entre a arte marcial e os compromissos religiosos. A “vida dupla” também traz recompensas em dobro. Além de evangelizar as pessoas, Roberto também vem acumulando vitórias dentro do tatame. Nesta segunda-feira, ele comemora um mês da sua mais recente conquista: o título mundial da modalidade na categoria absoluto (sem limite de peso), disputado no dia 18 de julho em Teresópolis. Além das batalhas no esporte, Roberto já superou um problema com drogas na adolescência, que o fez, inclusive, ir morar na rua.
Tatuado, lutador de jiu-jitsu e com uma linguagem bem jovem, Roberto foge dos padrões que se imagina em um pastor evangélico. Porém, para ele isso não é problema. Segundo o atleta, alguns até se espantam quando ficam sabendo das duas atividades, mas ele defende que “Deus não quer ver uma roupa, uma tatuagem, ele quer ver o coração das pessoas”.
- A questão da roupa, da tatuagem, do piercing, do skate, do surf, do reggae, do rock, se for para Deus, não tem problema. Hoje eu vivo para esses jovens, então não adiantar eu querer colocar uma juventude dessa dentro de uma caixa de fósforo, não adianta eu querer colocar um Deus, que criou céu, terra e mar, que criou todas as coisas, dentro de uma caixa de fósforo. As minhas tatuagens, eu uso para me aproximar desses caras. Essa é minha visão hoje. É fazer uma igreja contextualizada, onde eu vou poder olhar para o jovem e ele vai poder olhar para mim e vai poder acreditar que ele pode ser evangelizado da maneira que ele quer – disse.
As minhas tatuagens, eu uso para me aproximar desses caras. Essa é minha visão hoje. É fazer uma igreja contextualizada, onde eu vou poder olhar para o jovem e ele vai poder olhar para mim e vai poder acreditar que ele pode ser evangelizado da maneira que ele quer"
O fato de pregar para jovens faz com que Roberto use métodos diferentes para atrair a atenção deles. Ele diz que precisa usar uma linguagem mais próxima da realidade para conseguir atingir o seu objetivo, além de demonstrar através de atitudes o que foi discutido. - Eu não prego com a bíblia, eu não prego só para ficar falando. Hoje as pessoas estão muito cansadas daquele evangelho de falar, e na hora de viver as pessoas não vivem. Hoje quando você fala que é evangélico, as pessoas tomam um susto. Ficam até com medo. Então eu creio que hoje as pessoas têm que pregar com atitude, com amor. Estender as mãos e ir até os necessitados – relatou.

A competição
No mundial, Roberto teve ao todo sete lutas até chegar ao título. Mais de 1.200 atletas participaram da competição. Segundo ele, um dos principais obstáculos, além do cansaço, foi o clima da serra carioca.
- A gente saiu daqui desse calor gostoso da Paraíba, mas o campeonato foi na serra, em Teresópolis. Estava uns 10 graus, muito frio. A competição era para ter sido feita em dois dias, só que terminou sendo só em um dia só. Minha primeira luta estava marcada para começar às 15h, mas eu só lutei às 17h. Já minha última luta foi às 23h. Durante esse tempo eu fiz sete lutas. Foi muito desgastante. Quem pratica arte marcial sabe que sete lutas numa competição é algo muito pesado e foram atletas muito duros, de todos os pesos – afirmou.
Roberto disse que a luta mais difícil foi a da semifinal. Segundo ele, o adversário estava descansado e foi bastante duro. Ele relatou ainda que, em um determinado momento, cogitou bater e desistir da luta, mas tentou uma última alternativa e conseguiu sair com a vitória.
- Para mim, a fase mais difícil foi a semifinal. Depois de cinco lutas eu estava muito cansado e entrei para lutar com um cara que estava de "baia", que é uma expressão que nós usamos quando o lutador está descansado, porque não teve luta na chave dele. Ele me deu uma chave de joelho e entrou muito justo. Estava pronto para bater e quando olhei eu vi o rosto da minha esposa, dos meus amigos daqui. Aí eu pensei: não vou bater. Quando eu fui girar para sair, me deu cãibras na outra perna, a perna ficou dura. Pensei novamente em bater e a galera começou a gritar. Foi quando eu pensei em tentar um último movimento. Coloquei minhas mãos nas costas dele e empurrei. Meu joelho saiu. Ai eu falei: agora eu não bato mais não, querido. Fui para cima com sangue nos olhos e dei um estrangulamento nele, consegui finalizar a luta e sair de lá morto de cansado. Tive que tirar gás de onde não tinha para fazer a final – explicou.

Próximos passos
Após o título mundial, Roberto já traçou o seu principal objetivo para o ano: disputar um campeonato na Califórnia. Além disto, ele pretende participar de competições no Nordeste.
- Vou lutar um campeonato que vai ter em Fortaleza em outubro, mas a minha visão agora está em um campeonato que vai ter na Califórnia em novembro. Estou buscando ainda uns patrocinadores. Eu já consegui uma hospedagem lá com uns amigos e eles cederam a casa e a alimentação. Hoje eu só preciso das passagens para representar a Paraíba nesse campeonato em novembro.

A verdadeira vitória da vida de Roberto
Quem hoje vê um Roberto feliz não imagina a sua história. Hoje ele é casado, pai de dois filhos e leva uma vida estável. Mas o atleta-pastor já passou por diversas situações adversas. No início da adolescência ele começou a usar drogas e rapidamente chegou ao "fundo do poço", como ele mesmo diz. O auge da decadência foi quando ele virou morador de rua, por conta das drogas. Roberto conta que o jiu-jitsu e a sua fé foram pontos chaves na sua recuperação.
- Eu comecei a usar droga muito cedo, então eu posso dizer que, da minha época, eu usei todos os tipos de drogas possíveis. Eu comecei com a maconha, que é a porta. Cheirei cola, clorofórmio, benzina, éter, usei ácido, cheirei cocaína, tomei chá de cogumelo. Então pode-se dizer que eu usei todos os tipos de droga e cheguei no fundo do poço. Morei na rua, fui mendigo, tive uma caminhada bem no fundo do poço mesmo, discriminado pela sociedade, minha família não acreditava mais em mim. Então eu posso dizer que o jiu-jitsu foi uma das portas para eu me recuperar. Mas eu ainda fiquei nas drogas até os 18 anos. O que me fez sair das drogas mesmo foi quando eu comecei a caminhar com Cristo e mudei a minha filosofia de vida.
No projeto faltam quimonos e placas de tatames para conseguir atender a todos os alunos (Foto: Rammom Monte / GloboEsporte.com/pb) Morando há dois anos em João Pessoa, Roberto participa de um projeto social, chamado Projeto Resgate, há aproximadamente seis meses na Comunidade Vila Feliz, localizada no bairro do Jacaré, em Cabedelo, que fica na Região Metropolitana de João Pessoa. O pastor-atleta dá aulas de jiu-jitsu duas vezes por semana para aproximadamente 60 crianças carentes. Ele acredita que o projeto pode afastar muitas destas crianças do mundo das drogas, inclusive usando a própria história de vida como exemplo.
- Eu não escondo nada. Eu mostro a eles as coisas que me levaram a esse mundo das drogas, a esse mundo perdido por tanto tempo, e uso meu exemplo para que eles aprendam a lição. Eles veem em mim essa possibilidade de dar a volta por cima, sair da rua, ter uma casa, uma família, um respeito como homem. Muitas dessas crianças não têm nenhum carinho dos seus pais ou das suas mães. Muitos aqui são de de famílias desestruturadas. Pais que bebem, que se drogam. Mas aqui eles encontram o carinho, o abraço, a atenção. Isso eles nunca mais vão esquecer, são crianças que estão sendo marcadas por esse amor e por esse carinho – relatou emocionado.
- Eu estou de olho nesses talentos. Hoje eu tenho esse projeto social e ainda dou aulas também em dois colégios da cidade. Estou sempre de olho aberto para novos campeões. Ainda mais dentro de uma comunidade dessa, a galera é raçuda, os moleques têm “sangue nos olhos”. A minha intenção é pincelar esses talentos para levar para a academia, para dar uma atenção maior e representar João Pessoa e a Paraíba em campeonatos brasileiros e mundiais.
Um dos jovens participantes do projeto, Rafael David, de 13 anos, falou sobre a importância da iniciativa. Segundo ele, isso ajuda a tirar a criançada das ruas. O garoto treina há seis meses e diz que se espelha no professor.
- Eu gosto, acho legal. É um passatempo, porque a gente não fica em casa e o professor fica ajudando muito a gente. Deus abençoou nosso professor, e quero que me abençoe também ou um dos meus amigos para ser também campeão mundial igual a ele. Ele é um exemplo – falou o menino.

Globoesporte
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Biochip, você ainda vai usar um

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Implantado no organismo, o dispositivo eletrônico do tamanho de um grão de arroz promete ajudar em diagnósticos e tratamentos sofisticados. Por ora, ganha usos curiosos.
Os wearables — gadgets usados como acessórios pessoais, como óculos, relógio e pulseira inteligentes — vêm ganhando terreno no planejamento das gigantes de tecnologia e também no coração dos usuários. Itens de fabricantes como LG, Motorola e Samsung (Apple também deve entrar no mercado em breve) já vêm equipados com sensores para coletar dados sobre a frequência cardíaca, consumo calórico e hábitos de sono. A ideia é cruzar informações e ajudar o usuário a levar uma vida mais saudável, além, é claro, de reunir detalhes sobre rotinas e preferências (de consumo, inclusive), o que pode render muito dinheiro. A oferta é, sem dúvida, atraente. Mas é pouco se comparado ao que vem por aí com os chamados biochips: este são, em certo sentido, a evolução dos wearables.
Com as dimensões de um grão de arroz, esses gadgets — na prática, pequenos circuitos eletrônicos envoltos em uma cápsula de vidro cirúrgico — já podem ser implantados em seres humanos, mas, por ora, com funções limitadas. Nos próximos dez anos, contudo, eles poderão fornecer dados sobre o organismo que o abriga. Informações como níveis de glicose, ureia, oxigênio, hormônios e colesterol devem ser as primeiras a serem obtidas a partir de fluidos corporais, como o sangue. Essas substâncias serão analisadas ao passar pelos microcanais presentes na cápsula de vidro: microssensores eletrônicos vão identificar a presença de biomarcadores, parâmetros biológicos que sinalizam se a pessoa está doente ou saudável. Isso permitirá, por exemplo, detectar o trânsito de células cancerígenas ou identificar sinais de um infarto iminente. “Os biochips vão acelerar o diagnóstico das doenças, porque são ultrasensíveis. Isso vai permitir exames de análises clínicas mais rápidos e baratos”, diz Idagene Cestari, diretora de bioengenharia do Instituto do Coração (Incor).
Para ter acesso às informações coletadas e analisadas pelo biochip, o médico precisará aproximar um gadget, como smartphone, do paciente: os dados serão transmitidos a partir do biochip por meio de ondas de radiofrequência e exibidos na tela do dispositivo externo. Além de tornar o diagnóstico mais eficiente, os biochips podem ajudar no tratamento de doenças crônicas, como diabetes. Os dispositivos diminutos poderão ser implantados no organismo com um “estoque” de insulina, que será liberada todos os dias, de forma automática. O mesmo pode ocorrer no caso de outras doenças, como pressão alta. “Poderemos fazer uma medicina personalizada”, diz Idagene.
O projeto desenvolvido por uma startup ligada ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) é o que existe de mais palpável nesse setor. Um biochip implantado sob a pele ou no abdômen da mulher libera diariamente uma pequena dose do hormônio contraceptivo levonorgestrel. A administração do remédio, que pode se estender por até 16 anos, é programada pela paciente ou seu médico através de controle remoto. Caso a mulher decida engravidar, o chip pode ser desativado.
Segundo Ricardo Ferreira Bento, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), especialidades como otorrinolaringologia são pioneiras na exploração de recursos dos biochips. Bento é um dos primeiros responsáveis do Brasil pelo implante coclear, pelo qual o dispositivo é introduzido no ouvido de pacientes surdos — quando não é possível fixar o aparelho no fundo do ouvido, o implante é realizado no tronco cerebral. Esse chip libera impulsos elétricos, normalmente produzidos pela estrutura de um ouvido sadio, que estimulam diretamente o nervo auditivo: o cérebro então interpreta essa informação, e o usuário restaura a capacidade de perceber sons — ainda que eles sejam “robóticos”. O paciente dificilmente consegue distinguir as vozes de pessoas diferentes, mas pode falar ao telefone ou acompanhar aulas normalmente. Estima-se que mais de 300.000 pessoas usem esse biochip no mundo.
Ulisses Melo, diretor do Laboratório de Pesquisas da IBM Brasil, afirma que a tecnologia por trás dos biochips já está muito evoluída, mas ainda demanda pesquisas médicas. “É preciso que médicos e cientistas avaliem como conectar esses pequenos implantes ao corpo sem causar reações adversas”, diz o especialista. De acordo com Melo, os estudos mais avançadas de biochips estão sendo realizados na Universidade Stanford.
Nos Estados Unidos, a fabricante de biochips Veriteq Corp já tem aval da Food and Drug Administration (FDA), órgão do governo responsável por regulamentar remédios, produtos farmacêuticos, alimentos e cigarro, para vender três modelos de circuitos. O primeiro é o Unique Device Identification (UDI), que possui apenas um número de indentificação que pode ser “lido” por um gadget externo: esse código dá acesso a um banco de dados onde está armazenado o procotolo médico do usuário. O segundo modelo é um chip implantado junto a próteses mamárias, cateteres vasculares e articulações artificiais. O equipamento armazena o número de série e lote dos implantes, dados importantíssimos em caso de recall ou quando a FDA identifica alguma falha nos produtos. Por fim, entre os projetos mais avançados da empresa, está um biochip que monitora a dosagem de radiação recebida por uma pessoa durante tratamentos de radioterapia. Ele evita que pacientes sofram overdose de radiação durante o tratamento de câncer de mama e de próstata.
O número de pedidos de registros de biochips cresce no mercado americano, segundo confirmação do FDA. No Brasil, a competência é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que ainda não registrou nenhum biochip para uso humano. Entre os médicos, o tema ainda causa controvérsia, embora eles reconheçam o potencial da tecnologia. Para Mauro Aranha, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), os médicos podem implantar dispositivos, desde que sua eficácia esteja demonstrada pela literatura médica. “Antes de fazer o implante, é preciso consultar a comissão de ética do hospital ou o Conselho Regional de Medicina”, diz Aranha.
Enquanto as pesquisas seguem, usos mais simples do biochip se popularizam. Alguns fabricantes, por exemplo, investem na criação de biochips para automatizar tarefas do dia a dia. E vêm encontrando mercado. O americano Amal Graafstra, de 38 anos, implantou em sua mão um chip de identificação por rádio-frequência (RFID, na sigla em inglês) para substituir as chaves do carro e de casa. “Eu queria algo que fosse conveniente como a biometria e mais fácil e barato”, diz o consultor de TI. O microchip só funciona a alguns centímetros do leitor. Como o chip de controle de acesso não tem serventia sem um receptor, Graafstra teve que adaptar a casa, o escritório, o carro e até seu PC para “conversar” com o biochip. Depois, ele implantou um novo chip compatível com NFC, tecnologia presente nos gadgets mais avançados. Agora, ele é capaz de transferir seu cartão de visitas ao aproximar o celular de sua mão.
Hoje, Graafstra mantém uma loja virtual para vender biochips. Chamado de Dangerous Things, o site oferece dispositivos, seringas especiais e bisturis. Até o momento, cerca de 4.000 pessoas de países como Austrália, China e Rússia já adquiriram o produto. O kit básico contém o microchip e instrumentos necessários para o implante e custa 99 dólares. “A loja ainda é um hobby e rende pouco dinheiro. Estou interessando em explorar as possibilidades, não em ganhar uma fortuna”, diz Graafstra.
A moda já chegou ao Brasil. Um dos clientes da Dangerous Things é Raphael Bastos, de 28 anos, morador de Belo Horizonte, Minas Gerais. Depois de buscar, sem sucesso, médicos dispostos a implantar o biochip, ele realizou o desejo em um estúdio de piercing. Hoje, destrava computadores, passa por catracas, destranca portas e liga o carro apenas encostando sua mão esquerda em um leitor. “O procedimento dura 20 minutos. No primeiro dia senti dor, mas no segundo já não sentia mais nada”, conta Bastos. Neste ano, ele vai abrir a Biotek, primeira revenda brasileira de biochips de controle de acesso.
Por aqui, já existe até uma profissional de piercing treinada por Graasftra para implantar os biochips para controle de acesso. Há um ano, Mary Jo, de São Paulo, foi procurada pelo americano para receber orientações sobre o procedimento. “A técnica é similar à aplicação de piercing. Cobro entre 1.000 e 1.200 reais pelo implante, além do custo do chip”, diz Mary. Desde que aprendeu a colocar o chip, a profissional fez apenas um procedimento, mas foi procurada por diversos interessados. “Os geeks e fãs de tecnologia são os que vão ao estúdio em busca do implante de biochip.”
A área de segurança também está de olho nos usos dos biochips. A empresa RCI First Security and Intelligence Advising, responsável pela segurança de 58 entre as cem famílias mais ricas do Brasil, trabalha há quase uma década no desenvolvimento de um modelo usado para rastreamento de usuários. “Implantamos o chip em 258 pessoas, sendo cerca de 48 brasileiros”, diz Ricardo Chilelli, diretor-presidente da companhia. Os implantes foram feitos na região próxima à clavícula para impedir a retirada por meio de amputação de membros. Em 2007, porém, os testes foram suspensos: era necessário aumentar a potência do sinal de localização dos usuários, o que aqueceria excessivamente a pele, causando rejeição. Todos os biochips foram retirados. Recentemente, a dimensão dos biochips foi aumentada, permitindo a colocação de uma bateria maior. “Até o início do ano que vem, queremos encontrar a forma de aumentar a intensidade do sinal sem causar rejeição”, diz Chilelli.

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Evangélica concorre ao título de Miss Bumbum: 'Julgarão como pecado'

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Rebeka Francis, que divide apartamento com Andressa Urach em São Paulo, teve o muro de seu prédio pichado com ofensa: 'Quiseram me humilhar'.
Rebeka Francis, a candidata de Rondônia ao título de Miss Bumbum 2014, vem sofrendo com uma pichação ofensiva no muro do prédio onde mora, em São Paulo.
Recentemente, a moça - que divide apartamento com a amiga Andressa Urach (vice miss bumbum 2012) - se deparou com a frase ‘Miss Bumbum do Capeta’ em letras garrafais na entrada do prédio.
Inicialmente foi especulado que a mensagem seria para Urach, a mais famosa participante do concurso, mas isso foi logo desmentido pela própria Rebeka, que segue a religião evangélica. “Aquilo foi pra mim, pois há dias tinham uns perfis fakes em minhas redes sociais falando sobre minha religião. Como é algo que realmente me ofende, eles acharam meu ponto fraco e quiseram me humilhar. As pessoas são maldosas e acabam não tendo noção de seus atos”, disse a Miss Bumbum Rondônia.
Rebeka contou ao EGO que sempre sonhou participar de um concurso de beleza, mas que a sua família, que segue a mesma religião, não apoia. “Mas eles aceitaram”, garantiu ela, antes de completar: “Quando entrei no concurso, foi para ir até o fim. Posso sensualizar, sim, sem problema nenhum, mas uma coisa é o concurso, outra é a minha religião. Jamais vou sensualizar em uma igreja".
Em São Paulo, a candidata ao Miss Bumbum 2014 tem frequentado a Igreja Universal com a amiga Andressa Urach, a quem é só elogios. “Conheço uma Andressa que poucas pessoas conhecem, uma pessoa batalhadora, amiga, sincera e também temente a Deus. Sinto que Deus está fazendo a obra na vida dela e me sinto muito abençoada por estar participando disso”, declarou.

Preconceito e ensaio nu
Rebeka sabe que sua opção pode não ser bem aceita pela comunidade evangélica. A candidata, porém, está dedicada a seguir seu sonho. “Não estou me vendendo, nem nada parecido. Sou empresária, estudante e participante de um concurso, mas as pessoas com certeza vão me julgar como pecadora. Quem não tem pecado que atire a primeira pedra. Sei que Deus sabe meu coração e meus sonhos, o que me importa é ir buscar a palavra e alimento para meu espírito”, afirmou.
Ela ainda confessou que ficou tímida no começo por ter que ficar tanto tempo de biquíni, mas que, mesmo com um visual mais discreto, não teria como esconder seus ‘atributos’. “Acredito que dá para ser sensual com roupas mais fechadas também, depende da pessoa. Quando você tem um corpo escultural, qualquer roupa sendo justa deixa as curvas à mostra, mesmo estando toda vestida”, opinou. Já quanto a um possível ensaio nu no futuro, Rebeka ainda está em dúvida: “Não sei se faria, por respeito a minha família, acho que não”.

EGO
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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Fazer Cursos Aumentam o Salário e Trazem Oportunidades - 10 Motivos para estudar online

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O Notícias Cristãs indica para você, o site Cursos 24 Horas, a melhor maneira para você aprender, aperfeiçoar conhecimentos em diversos e variados cursos de forma prática e online. Veja abaixo 10 Motivos para Estudar: 


Motivo 1Rápido e Práticomotivo 1
Fazer Cursos Online é uma forma rápida e prática de aprender. É possível iniciar um curso em qualquer dia, não é necessário apresentar documentos ou participar de processos burocráticos para iniciar as aulas.
Motivo 1Valores Acessíveismotivo 2
Nossos cursos variam entre R$ 20,00 e R$ 60,00. Um treinamento parecido em outras instituições pode custar mais de R$ 500,00. Nossa eficiência e alto volume de alunos possibilitam oferecer cursos de alta qualidade por valores reduzidos. Além disso, não há nenhuma cobrança de mensalidade em nossos cursos, eles são pagos uma única vez.
Motivo 1Flexibilidademotivo 3
O processo é totalmente flexível: Flexibilidade de Local, Flexibilidade de Horário, Flexibilidade de Duração do Curso. Estude de onde preferir, da sua casa, trabalho, faculdade, lan-house ou de qualquer computador, faça nos seus horários disponíveis e conclua os cursos em quanto tempo desejar. Tudo é feito de acordo com seu ritmo, sem compromisso com prazos e horários fixos.
Motivo 1Não necessita se locomovermotivo 4
Fazendo nossos Cursos Online você não gasta com locomoção até uma escola presencial, não perde tempo no trânsito. Isso significa mais tempo livre para estudar, resultando em um melhor aproveitamento.
Motivo 1Banco de Currículosmotivo 5
Diversas empresas contatam-nos e solicitam indicações de alunos para vagas de emprego. Ao estudar conosco, você pode incluir seu currículo no Banco de Currículos e ser indicado para vagas relacionadas aos cursos feitos.
Motivo 1Certificado Válido em Todo o Brasilmotivo 6
O Certificado é válido em todo o Brasil e em vários outros países, ele pode ser utilizado em faculdades, empresas públicas e privadas, concursos e provas de título, entre outros.
Motivo 1Empresa Mantenedora da ABEDmotivo 7
O Cursos 24 Horas é uma empresa mantenedora da ABED - Associação Brasileira de Educação a Distância. Nosso nome e logo é exibido na página de Mantenedores da ABED.
Motivo 1Funcionários treinados conoscomotivo 8
Outra prova de qualidade do sistema de ensino é o número de empresas que já tiveram funcionários treinados conosco. Veja na imagem ao lado algumas dessas empresas.
Motivo 1Seu Currículo fica Atualizadomotivo 9
Todos os cursos podem ser incluídos em seu currículo. As pesquisas comprovam que manter o currículo atualizado é uma das formas mais eficientes para ser promovido, conseguir um novo emprego, ou até mesmo evitar uma demissão do emprego atual.
Motivo 1Professores Altamente Qualificadosmotivo 10
Uma equipe de professores altamente qualificados fica à disposição para atender aos alunos, corrigindo exercícios, enviando material adicional e tirando todas as dúvidas que possam surgir durante o curso.



Participe agora. É só Acessar: www.cursos24horas.com.br








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Versão da Bíblia de Ana Paula Valadão vende 17 mil cópias em um dia

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Ana Paula Valadão e sua banda Diante do Trono encabeçam a lista de ídolos musicais do público evangélico. Juntos, já venderam 10 milhões de cópias de discos no Brasil e no exterior. Ana Paula aproveitou o prestígio nesse ramo para faturar no mundo editorial. Lançou uma versão própria da Bíblia dirigida ao público feminino. Em apenas um dia, vendeu 17 mil cópias de sua Bíblia Mulheres Diante do Trono. Já esgotada, ela vai para nova tiragem.

Época
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domingo, 17 de agosto de 2014

Rico vai para o céu? É pecado cobrar juros? A lei das religiões sobre o dinheiro

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Acumular riquezas ou entregar-se à pobreza pode significar o grau máximo de aproximação com Deus, conforme a crença.
Ficar rico pode ser um presente de Deus ou, quem sabe, o caminho mais curto para o inferno. Quando o assunto é dinheiro, cada religião tem suas particularidades, que podem ir de dádiva a desgraça. Mas todas elas concordam num ponto: ajudar o próximo é obrigação de quem enriquece.
As cinco maiores religiões do mundo por número de fiéis – cristianismo (catolicismo e protestantismo), islamismo, hinduísmo, budismo e judaísmo – interpretam as escrituras sagradas ou pregam na doutrina como o fiel deve se comportar quanto aos recursos materiais ou terrenos.
Acumular riquezas ou despojar-se de todas as posses são, muitas vezes, faces da mesma moeda perante Deus. Isso porque esses dois elementos significam o grau máximo de aproximação com o Divino. Estudiosos das religiões sintetizam a visão de cada uma delas.

CATOLICISMO
"Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens". (Lucas 12:15)
Para a igreja católica, ter muito dinheiro é uma questão secundária. “O importante é o que o fiel faz com seu dinheiro e como o adquiriu”, comenta o sociólogo da religião e coordenador do núcleo de Fé e Cultura da PUC-SP, Francisco Borba Ribeiro Neto.
Ganhar dinheiro tirando proveito do sofrimento ou do sacrifício alheio, por exemplo, é injusto aos olhos de Deus, mesmo que a atividade seja legalmente justa para os homens. Ao longo da história, contudo, a igreja afrouxou sua interpretação sobre dívidas e empréstimos.
Na Idade Média, cobrar juros era considerado pecado de usura, uma vez que o dono do dinheiro se valia de uma fragilidade alheia para extrair lucro, segundo Ribeiro Neto. “Hoje, o empréstimo a juros não é mais pecado para a Igreja, ainda que o uso do dinheiro para prejudicar alguém em necessidade seja condenável”, analisa.
Quem guarda dinheiro só para si, sem pensar no outro, completa o professor, não está condenado por Deus, mas também deixa de usufruir da Sua graça. Já gerar ou provocar a pobreza de uma pessoa é falta grave aos olhos do Divino.
“O homem que empobreceu e sofre carências porque a sociedade não lhe deu o que era devido é vítima do pecado de todos os demais”, explica o docente. Neste ponto, ainda que as escrituras desconhecessem o termo ‘capitalismo’, pode-se interpretar a visão como uma crítica ao sistema, segundo Ribeiro Neto. "O evangelho é muito duro com quem deixou de dar socorro ao pobre".
Outro ângulo da pobreza é quando o fiel se reconhece pobre e doa tudo o que tem como forma de doação a Deus, explica o sociólogo da religião. “Esta pobreza corresponde ao maior ideal evangélico do catolicismo. O máximo da comunhão com Deus acontece quando o fiel está disponível à pobreza total. Esse é o estágio final da caminhada de conversão, o abandono de bens materiais”.
Ninguém vai para o inferno porque não dá esmolas, segundo o professor. “Essa obrigatoriedade existia antigamente e era uma forma de a Igreja garantir a mínima distribuição em uma sociedade onde o pobre não tinha recursos. Com o tempo, a Igreja percebeu que essa obrigação gerava formalismo e não atendia ao espírito da proposta de doação”.
Quanto ao dízimo, completa Ribeiro Neto, é um exercício feito por puro desponte para ajudar a Igreja em sua sobrevivência material, e não por obrigação. "O valor a ser pago não é mais 10% dos ganhos. Ele é definido pelo fiel conforme suas possibilidades".

PROTESTANTISMO
"Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês". (Mateus 6:33)
Há duas grandes vertentes das igrejas protestantes quanto ao dinheiro. A primeira o vê como um recurso necessário para a manutenção da comunidade e o pagamento das despesas terrenas. Essa é a linha seguida pelas igrejas presbiteriana, batista, anglicana e até a católica, como explica o sociólogo da religião especializado em protestantismo da PUC-SP, Edin Sued.
Em algumas igrejas neopentecostais, prevalece a segunda interpretação, de que o dinheiro é um mediador espiritual do sacrifício religioso. Não importa como ele é empregado, tampouco o que o pastor faz com ele. “[O dinheiro] é a maneira de o fiel mostrar sua lealdade e compromisso com Deus. Pagar o dízimo é uma obrigação religiosa”, afirma o professor. É o caso da Assembleia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus e Renascer em Cristo.
Por essa interpretação, o sacrifício é monetizado. Estas igrejas neopentecostais não prestam contas do que arrecadam para o fiel. “Antes, o mediador do sacrifício era um animal, um pombo, uma ovelha. Hoje é o salário do fiel”, analisa o estudioso.
Dentro desta linha, está a teologia da prosperidade, que surgiu nos Estados Unidos na década de 1930. O pensamento prega que recursos materiais, como a casa própria e o automóvel, são conquistas terrenas que devem ser usufruídas em vida, e consequências da fidelidade com Deus. “Se você foi fiel, dando dinheiro e tendo um comportamento respeitável, tem o direito de cobrar Dele as promessas de um retorno material”, explica Sued.
Assim como no catolicismo, as religiões protestantes não veem problema quanto ao enriquecimento do indivíduo, desde que ele seja fruto do trabalho honesto, completa o estudioso. Não há uma determinação sobre a cobrança de juros, mas também condena-se a usura e a exploração do próximo ao conceder crédito.

ISLAMISMO
"E quem estende o prazo para o devedor que tem dificuldade em pagar um empréstimo receberá uma recompensa de caridade por cada dia que assim fizer”. (Ibn Majaah)
O islamismo não vê problemas quanto à riqueza individual, desde que ela seja distribuída a partir de um certo grau, explica o cientista da religião, especialista em islamismo e religiões orientais, Frank Usarski. A lei religiosa reconhece as posses particulares, mas estabelece um empoderamento social em torno de 2% a 3% sobre determinados bens, segundo o estudioso.
“Neste sentido, entende-se como uma terceira via entre o capitalismo e o socialismo. Por um lado, o Islã incentiva a autonomia e atividade econômica, por outro, preocupa-se com a igualdade social.
O perdão de um calote, por exemplo, é incentivado, segundo ditos do profeta Maomé no Alcorão, sagrada escritura do islamismo. “E, se um devedor estiver em dificuldade, concedei-lhe espera, até que tenha facilidade. [2:280]”, diz a passagem.
Isso também é visto como uma dádiva de Deus. “Quem emprestar dinheiro a uma pessoa com dificuldade receberá uma recompensa de caridade para cada dia que der à pessoa. E quem estende o prazo para o devedor que tem dificuldade em pagar um empréstimo receberá uma recompensa de caridade por cada dia que assim fizer (Ibn Majaah)".

RELIGIÕES ORIENTAIS
“Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde; por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro". (Buda)
Para o budismo, que segue os princípios monásticos (abdicar de objetivos comuns dos homens em prol da religião), o apego material é visto como perigoso e contraproducente ao nirvana [elevação espiritual], explica o cientista da religião Usarski. “O monge não tem propriedades, tudo é social e pertence ao mosteiro”, observa. Mas esse desapego não é aplicado para o leigo fiel, que tem a obrigação de ajudar na sobrevivência dos mosteiros.
“A tarefa religiosa do fiel é sustentar o monge com doações, roupas e a manutenção de suas instalações”, explica o estudioso. Quanto ao hinduísmo, o estágio de vida do fiel vai determinar suas atitudes e sua relação com o dinheiro. A elevação espiritual é gradual e tem a ver com o abandono das posses pessoais.
Na primeira fase da vida, o hindu busca se espiritualizar e preparar-se para o casamento, a segunda fase, na qual ele é livre para usufruir de sucesso material e riqueza sem nenhum problema. Mas no terceiro estágio da vida, o fiel deve conseguir se desvincular de seus bens e retornar para a vida espiritual que marcava o início de sua vida, explica Usarski.

JUDAÍSMO
“A mesma lei que se aplica a um centavo aplica-se a cem." (Sanedrin; 8)
A religião judaica permite ao homem enriquecer, desde que se tenha a consciência da obrigatoriedade de doar 10% de suas posses para caridade (ou tzedak, que significa justiça social), como explica o sociólogo, professor de judaísmo e guia turístico em Israel, Marcel Berditchevsky.
“Outra exigência é que o judeu seja discreto, sem esbanjar sua fortuna ou viver na luxúria”. Encontrar-se na situação de pobreza, por sua vez, é passar por um teste divino, no entendimento da religião. Berditchevsky explica que o pobre deve ser assistido dentro dos serviços beneficentes, que são baseados nos 10% doados por todos para o fim da justiça social.
Quanto aos juros, é proibido emprestar ou tomar emprestado de um judeu, segundo o sociólogo. “A proibição contra os juros inclui dinheiro, artigos, e mesmo palavras. Além disso, qualquer um envolvido na negociação peca, como as testemunhas e fiadores”, explica.
Mas há exceções. Para conduzir um empréstimo para outro judeu, é possível utilizar um contrato chamado haláchico especial (que transforma o status do envolvido em sócio silencioso). Para isso, deve-se consultar uma autoridade haláchica competente, aponta Berditchevsky.
A Torá, escrita sagrada do judaísmo também se refere aos juros com "neshech", que significa mordida, lembra o estudioso. Está nas escrituras: "Não aja da maneira como a cobra, astutamente oferecendo empréstimo a alguém, e depois extorquindo dinheiro dele através de juros, e gradualmente tomando posse de suas casas, campos e vinhedos por não conseguir pagar os juros."

IG
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Igreja deverá pagar R$ 20 mil de danos morais a ex-presbítero

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O juiz Atílio César de Oliveira Junior, em atuação pela 1ª Vara Cível de Campo Grande, julgou parcialmente procedente a ação movida por G.P.C. contra uma igreja que o afastou do cargo de presbítero, condenando-a a efetuar o pagamento de R$ 20 mil de indenização por danos morais.
Narra o autor da ação que era presbítero da igreja e, em maio de 1997, soube por meio de duas mulheres que frequentavam o local que um pastor estaria praticando assédio sexual e levou o tema ao conhecimento do conselho da igreja, a fim de que as devidas providências fossem tomadas.
Porém, foi surpreendido com a medida dos membros do conselho, que resolveram ocultar a história, determinando que ele informasse aos fiéis da igreja que as supostas denúncias não tinham fundamento, e foi afastado de sua função após descumprir as ordens.
Disse que retornou ao cargo apenas em 2003, após ter recorrido à corte maior da igreja, mas pediu sua exclusão desta, pois havia se passado muito tempo e os membros não confiavam nele.
Sustentou ainda que comprou um lote de uma chácara loteada pela ré e que nunca obteve a documentação e nem pode usar o local, que é utilizado para encontros recreativos, pois se sente incomodado com os olhares e comentários dos membros da igreja.
Desta forma, pediu pela condenação da ré para que efetue o pagamento de indenização por danos materiais referente ao preço que pagou pelo lote e indenização por danos morais, pois passou a ser perseguido por publicações nos jornais da igreja, e foi rejeitado por muitos membros desta.
Em contestação, a igreja alegou que o autor foi afastado por tempo indeterminado de suas funções, pois ele passou a agir de forma desrespeitosa com esta e membros do conselho e deixou de cumprir suas obrigações de presbítero.
Além disso, sustentou que foi realizado um consórcio entre os membros da igreja para a compra de uma chácara, onde seriam realizados os acampamentos para retiros espirituais, e que ficou acordado que parte do terreno seria doado à ré.
Ao analisar os autos, o magistrado observou que o laudo psicológico apresenta que a atitude da igreja refletiu na vida familiar, conjugal e religiosa do autor, e que a sua reintegração ao cargo de presbítero gerou descontentamento dos demais membros da igreja e fez com que ele pedisse sua exclusão.
Assim, o pedido de indenização por danos morais foi julgado procedente, pois o autor foi submetido a um conjunto de situações vexatórias que fogem do normal e interferiram no seu comportamento psicológico, causando-lhe aflições e desequilíbrio em seu bem-estar.
O pedido de indenização por danos materiais foi julgado improcedente, pois o autor não apresentou provas que sofreu prejuízo em seu patrimônio por não estar em boa convivência com seus vizinhos.

Processo nº 0367495-97.2008.8.12.0001

JusBrasil
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Pujança do cristianismo no país da Samsung

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As conversões ao catolicismo não pararam na Coreia do Sul desde o século XVIII, apesar das perseguições. Hoje, o país é célebre pela liberdade religiosa e, mesmo se o budismo continua forte, a popularidade das igrejas cristãs é óbvia para quem visita Seul.
Faz-se obra na escadaria que conduz à catedral de Myeong-dong, construída em tijolo e de estilo gótico no final do século XIX e hoje um dos edifícios mais emblemáticos da baixa de Seul. A cruz no topo da torre é uma das muitas que se veem espalhadas pela capital sul-coreana, competindo com os ecrãs gigantes da Samsung e da LG no cimo dos prédios e lembrando que este país famoso pela tecnologia é também um bastião do cristianismo na Ásia. E que em agosto acolherá Francisco, segundo Papa a visitar a Coreia, depois de João Paulo II em 1984 e 1989.
«Acho que é por causa do Papa», explica um dos operários que descarrega material de um camião, percebido graças a um jovem feito intérprete. Coincidência ou não, o esforço para embelezar o acesso à catedral estará concluído a tempo da chegada de Francisco, dia 14, que além de visitar Seul estará em Daejeon. Há 25 anos foi João Paulo II que na sua segunda viagem ao país voltou a prestar homenagem aos cristãos coreanos, comunidade com uma história de perseguições e mártires, mas que hoje exibe grande vitalidade. Calcula-se que dos 53 por cento de sul-coreanos que assumem prática religiosa, mais de metade sejam cristãos, com a Igreja Católica a ser a maior das que seguem Jesus, mas as confissões protestantes a somarem mais crentes. A outra grande religião coreana é o budismo, introduzido no século IV a partir da China.
Funcionária pública, Bora Kim é uma cristã protestante orgulhosa da sua pertença religiosa. Diz que há quatro gerações que a família se converteu à mensagem de Jesus e que toda a sua maneira de ser tem que ver com essa opção pelos valores cristãos. Elogia o papel dos missionários, que, depois da Guerra da Coreia (1950-1953), conquistaram grande simpatia pelo seu trabalho pelos mais desfavorecidos, sobretudo as crianças. Construíram escolas e hospitais por todo o sul do país, dividido do norte comunista até hoje. Bora Kim recorda que o seu avô teve contacto estreito com missionários americanos que vieram para a Coreia nessa época e que «com um deles aprendeu a usar marionetas para explicar a mensagem cristã aos mais novos».
Se toda a gente admite que o dinamismo das igrejas protestantes é impressionante, até por via dos meios económicos, é também indesmentível que a história do cristianismo na Coreia começa com o catolicismo. «A Coreia é um caso único. Não foram estrangeiros que trouxeram o cristianismo, foram os próprios coreanos que o introduziram no país a partir da China», explica Pedro Louro, padre português, um dos missionários da Consolata que vive nesta nação asiática.
É em Yeokok, a meia hora do centro de Seul viajando de metro mas já na diocese de Incheon, que este ribatejano a viver há 14 anos na Coreia faz a sua vida. Celebra a missa em igrejas da zona, a pedido dos sacerdotes respetivos, mas também na pequena capela da sede dos Missionários da Consolata. Sentado no chão, numa pequena sala onde as únicas decorações são uma fotografia do beato Allamano e uma imagem de Nossa Senhora da Consolata, Pedro Louro faz a homilia em coreano, língua que aprendeu já no país, para uma audiência de dúzia e meia de fiéis. No final, oferece um marcador de livros com a Senhora da Consolata. «É bonito. Tem utilidade. E é uma forma de agradecer o apoio que nos dão», diz o missionário. É que durante toda a manhã um grupo de senhoras esteve a ajudar Marcos Coelho, outro missionário português, a colocar em envelopes transparentes a revista que fazem na Coreia, o equivalente da Fátima Missionária.
«Ao todo somos dez missionários, três portugueses», diz Pedro Louro, acrescentando que Álvaro Pacheco, há 17 anos na Coreia, está a preparar o regresso a Portugal. Na casa da Consolata em Yeokok (há mais duas) surge para o almoço um sul-coreano recém-chegado de África, sendo que o país é famoso por produzir missionários, tanto católicos como protestantes.
Aliás, nesta Coreia onde a liberdade religiosa é total (ao contrário do que se passa na Coreia do Norte, oficialmente ateísta) a vitalidade do cristianismo tem levado a uma multiplicação de igrejas protestantes, algumas envolvidas em escândalos como o do ferry naufragado há meses e que pertencia a uma empresa ligada a pastores. «É um grupo que não é reconhecido pelo Conselho das Igrejas», explica Pedro Louro, que lamenta excessos e a incapacidade das autoridades para os travar. Outra polémica é a situação das Testemunhas de Jeová que, visto os seus membros recusarem cumprir o serviço militar, têm uma relação conflituosa com o governo. É preciso não esquecer que nunca foi assinado um tratado de paz entre as Coreias e as duas contam com centenas de milhares de homens em armas e são pouco recetivas a pacifistas.
Em Seul, perto do mercado de Dongdaemun, dois jovens distribuem panfletos. São Testemunhas de Jeová e um deles, estudante universitário, lamenta não ter nenhuma publicação em português mas oferece uma em inglês. Questionado sobre quantos são os fiéis na Coreia, responde «um milhão», número que tem todo o ar de ser só uma ambição. Prova de que a diversidade religiosa é uma das marcas da Coreia, mais à frente surge uma bancada a fazer a apologia da Falun Gong, corrente espiritual recente que tem tido problemas na China, o seu país de origem.
Com uma língua bem distinta do chinês e do japonês, os coreanos têm prováveis origens nas regiões siberianas e por isso não é de estranhar que o mais antigo dos seus cultos seja o xamanismo, ainda com seguidores. Depois, importado da Índia via China, chegou à península o budismo, em tempos religião oficial e hoje forte no sul do país, onde existem os templos mais populares, como o de Bulguksa, que atrai milhares de turistas a Gyeongju, antiga capital do reino de Silla. A partir do século XIV, com a ascensão da dinastia Joseon (ou Chosun), o neoconfucionismo impôs-se e o budismo começou a ser reprimido. Não admira que quando surgiram os primeiros sinais de presença cristã a resposta tenha sido também a perseguição implacável. «Hoje o confucionismo sente-se sobretudo na ética do trabalho, no respeito pelos mais velhos e no gosto pelo estudo», nota um jornalista britânico, tão interessado nas coisas coreanas que até domina um pouco o idioma deste país pouco maior que Portugal, mas com 48 milhões de habitantes.
Foram estudiosos coreanos que visitavam a corte chinesa que começaram por se interessar pelo que chamavam «filosofia ocidental», com os jesuítas de Pequim a terem influência. Assim, a partir do século XVIII, grupos de coreanos começaram a considerar-se católicos, sendo perseguidos. Andrés Kim Taegon, martirizado em 1846, foi o primeiro sacerdote coreano. Muitos outros católicos tiveram o mesmo destino, incluindo missionários franceses. Foi aliás a reação militar francesa, e também de outros países ocidentais como os Estados Unidos da América, que obrigou os monarcas Joseon a acabarem com as perseguições religiosas. Foi ao mesmo tempo sinal da fraqueza do Estado coreano, conhecido como o reino eremita, deixando adivinhar a colonização japonesa, que terminou só após a Segunda Guerra Mundial.
Francisco, que estará quatro dias na Coreia do Sul, lembrará os tempos difíceis do catolicismo local durante a beatificação de 124 mártires. A história destes é recordada em cartazes junto à catedral de Seul. A própria catedral de Myeong-dong merece ser recordada pelo abrigo que dava aos defensores da democratização, em luta contra o regime militar pró-americano. Muito do prestígio atual da Igreja Católica vem dessa luta pelos direitos humanos, até triunfar a democracia nos anos 1980 num país cheio de vitalidade e que é uma das economias mais dinâmicas do planeta, graças a empresas como a Samsung, gigante dos telemóveis e tabletes, a LG, também eletrónica, ou a Kia, marca automóvel.

FM
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A Espanha é um cemitério da igreja evangélica, analisa líder da Assembleia de Deus no país

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Igreja planeja um plano de expansão para ressurgir o protestantismo na Espanha.
Superintendente geral das Assembleias de Deus na Espanha, Juan Carlos Escobar relata que seu país virou um beco sem saída para os evangélicos.
Escobar diz que, com o passar dos anos, o cenário religioso espanhol mudou bastante, virando um "cemitério de pregadores, evangelistas e missionários".
Contudo, ele mostra esperança, e destaca que "eles não são cemitérios de morte, pois têm um terreno fértil para o Evangelho".
Dentro deste otimismo, ele antecipa que tem a intenção de aumentar o número de igrejas, implementando cerca de mil templos até 2020.
"A maior batalha espiritual que podemos fazer contra o diabo é plantar igrejas. [...] É uma agência de Deus", resume ele.
Ele acrescenta que após o período de "terra seca", agora ele crê em um "poder de ressurreição" das igrejas, visto que ainda há uma relativa expansão.
"Temos visto um crescimento incrível, só não é de forma explosiva, mas se sustenta. Algo me diz que a Espanha está no coração de Deus", afirma.
Contra a análise de Escobar, há o fato de que o protestantismo continua à sombra dos católicos, em evidente maioria entre os espanhóis.
De acordo com dados recentes, o catolicismo romano permanece como a religião predominante na Espanha, abrangendo 70,9% da população.
Por sua vez, os cristãos evangélicos exibem um índice bem menor, com menos de 1% dos quase 50 milhões de habitantes do país.
Visto que a população não-religiosa na Espanha é de 24,6% dos habitantes, as igrejas evangélicas ficam sob o dever de pensar em um plano de revitalização.

CP
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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Homem surta, tira a roupa, diz que é Jesus Cristo e quase é atropelado

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Ele foi encontrado pela PRF atravessando a BR-153, depois de fugir de casa.
Fato aconteceu na cidade de Guaraí, região centro-norte do Tocantins.
Um homem de 33 anos foi encontrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-153, após surtar, tirar toda a roupa e alegar que é Jesus Cristo. Segundo a PRF, ele fugiu da casa onde mora com a família em Guaraí, na região centro-norte do Tocantins e correu em direção à rodovia. O fato aconteceu na noite desta terça-feira (12).
Conforme a PRF, a mãe do homem procurou a polícia acompanhada da filha e do genro, para pedir ajuda. Ela contou que o filho havia apresentado "problemas psiquiátricos" há 10 anos, mas que levava uma vida normal. Além disso, segundo ela, há anos ele não tomava mais os medicamentos.
O homem foi encontrado pelos agentes quando estava nas proximidades do km 320. De acordo com a PRF, ao ver a equipe enviada ao local, ele fugiu novamente e atravessou correndo a rodovia com o risco de ser atropelado.
Ainda segundo a PRF, com a ajuda da Polícia MIlitar e uma equipe de saúde do Hospital Regional de Guaraí, o homem foi localizado nu e cansado a 6 km de onde tinha sido visto inicialmente. Neste momento ele foi sedado e levado ao hospital.
A PRF informou em nota que o homem foi transferido na manhã desta quarta-feira (13) para a capital Palmas, onde deve receber tratamento psiquiátrico.

G1
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