27 de abr de 2016

Evangélicos agradecem isenção de IPTU para templos religiosos de Salvador

A isenção está prevista na Constituição, mas não é respeitada por alguns municípios.
Integrantes da igreja Casa da Bênção e de outras denominações evangélicas se reuniram na manhã desta terça-feira (26) com titular da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), secretário Paulo Souto, e o chefe de gabinete da Prefeitura, João Roma, para agradecer a concessão de isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para templos religiosos.
"O que houve hoje é um reconhecimento. A lembrança de mostrar que essa conquista é dos templos religiosos. Nós, enquanto representantes, temos que cobrar para que isso aconteça", afirmou Almir Barreto, suplente de vereador e representante político da Casa da Bênção. "Essa conquista é de todas as igrejas, todas as religiões", completou Barreto, que estava presente no evento.
A isenção de IPTU para templos religiosos de qualquer culto está prevista na Constituição Federal, mas não é respeitada por alguns municípios. Em Salvador, alguns terreiros de candomblé pagavam o imposto. Em janeiro deste ano, o prefeito ACM Neto assinou um decreto regularizando a isenção para qualquer terreiro, além de perdoar a dívida acumulada dos templos do candomblé.

Clubes
Na última terça-feira (19), foi publicada no Diário Oficial do Município a regulamentação da Lei nº 8.953, que prevê desconto de 70% no IPTU para clubes sociais e desportivos.
Para ter direito ao desconto, os clubes não podem possuir fins lucrativos e devem firmar convênio com o município para disponibilizar suas dependências e equipamentos para realização de projetos culturais, esportivos e de recreação promovidos pela prefeitura.

Publicado em Correio


No Pará, regulamentada isenção de ICMS de energia para templos religiosos

A Sefa regulamentou lei estadual que garante a isenção do ICMS no fornecimento de energia elétrica aos templos religiosos de qualquer culto.
Foi publicada nesta terça-feira (26), no Diário Oficial do Estado, a Instrução Normativa nº 5, da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), regulamentando lei estadual que garante a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no fornecimento de energia elétrica aos templos religiosos. O Decreto 1.461/ 2015 garantiu que os templos de qualquer culto ficarão isentos do pagamento do ICMS, desde que tenham os processos aprovados após análise. A declaração de reconhecimento de isenção que será expedida pela Sefa e terá validade de três anos.
Para usufruir da isenção, os templos devem comprovar a propriedade do imóvel por parte da entidade mantenedora, o contrato de locação ou comodato, devidamente registrado em cartório, ou a decisão judicial da posse direta no imóvel; a destinação do imóvel para cerimônias religiosas; o registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) contendo a indicação da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnae), específica de templos de qualquer culto; a regularidade fiscal perante à União, Estado e município; o alvará de funcionamento, quando exigido pelo município; e a desvinculação da unidade consumidora de outras atividades no imóvel.
Quando o imóvel se destinar a outro uso, será exigido, para efeitos da isenção, medidor de energia elétrica específico para a parte destinada às cerimônias religiosas. O pedido de isenção deverá ser requerido junto à Diretoria de Tributação, instruído com os documentos exigidos. A isenção do ICMS de que trata a IN 5 não abrange o valor do imposto da operação cobrado pela concessionária de energia elétrica, relativo aos serviços prestados diretamente ao contribuinte consumidor.

Veja como requerer:

1.O interessado deve formalizar requerimento, de forma individualizada ou em grupo, por imóvel ou parte dele que se destine, exclusivamente, à prática de cultos religiosos, dirigido ao secretário de Estado da Fazenda;
2. Protocolar junto à Secretaria da Fazenda o pedido de isenção na unidade de coordenação regional ou especial mais próxima da entidade religiosa usando o formulário que está anexado à IN 5, disponível na área de Legislação do site da Sefa (www.sefa.pa.gov.br);
3. O pedido de reconhecimento de isenção será protocolado de forma individualizada ou em grupo e deverá ser instruído com os seguintes documentos:
I - documento de identidade e Cadastro de Pessoa Física - CPF do representante legal;
II - ata de posse ou procuração outorgada pelo requerente que autoriza o signatário do requerimento a solicitar o benefício em seu nome;
III - Certidão Atualizada de Registro de Imóveis, na hipótese de a entidade religiosa ser proprietária;
IV - contrato de locação ou comodato, devidamente registrado em cartório, no caso de imóvel alugado ou cedido em comodato; V - decisão judicial determinando a posse direta no imóvel, nesta hipótese;
VI - alvará de localização e funcionamento, quando exigido pelo Município;
VII - estatuto de constituição da entidade e última Ata da Assembleia de eleição da diretoria, devidamente registrado em cartório;
VIII - Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), contendo a indicação da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnae) específica de templos de qualquer culto;
IX - declaração do representante legal da entidade de que o imóvel objeto do pedido de isenção é usado, exclusivamente, para a atividade de culto religioso;
X - declaração do representante legal da entidade de que o medidor de energia elétrica é de uso exclusivo do local onde ocorre o culto religioso;
XI - indicação das unidades consumidoras;
XII - últimas faturas da conta de energia elétrica da unidade consumidoras;
XIII - Certidão Negativa de Débitos da União, Estado e Município.
§ 1º O requerimento e a procuração citada no inciso II deste artigo deverão ser apresentados no original, com todas as assinaturas reconhecidas em cartório.
4. Para receber o benefício fiscal o imóvel destinado às cerimônias religiosas deve ter medidor de energia elétrica específico, caso parte seja usada em outras atividades;
5. O pedido de reconhecimento de isenção e da renovação será encaminhado à Diretoria de Tributação e será analisado pela Célula de Análise e Acompanhamento dos Incentivos e Benefícios Fiscais (Caif);
6. A isenção do ICMS na fatura de energia elétrica somente será usada pela entidade, a partir da apresentação da declaração de reconhecimento de isenção perante a concessionária de energia elétrica, desde que esta comunicação ocorra em até cinco dias antes da data da leitura do faturamento mensal;
7. O benefício cessará automaticamente os seus efeitos a partir do primeiro dia pelo qual o interessado deixar de promover a continuidade do reconhecimento da isenção;
8. A Secretaria da Fazenda determinará o cancelamento da isenção, a qualquer tempo, caso constate o descumprimento dos requisitos necessários à concessão do benefício, por meio de procedimento de fiscalização, sem prejuízo da cobrança do crédito tributário com seus acréscimos legais e da penalidade cabível, nos casos de dolo ou simulação do beneficiário, ou de terceiro em benefício daquele;
9. A concessionária do serviço de distribuição de energia elétrica ou empresas distribuidoras de energia deverão encaminhar, anualmente, à Secretaria de Estado da Fazenda, a listagem ou arquivo magnético contendo o consumo mensal de cada unidade consumidora beneficiária e o valor do imposto abrangido pela isenção, por templo e por município.

Publicado em Agência Pará

26 de abr de 2016

As operações que resgataram milhares de judeus de países muçulmanos

Meninas judias trazidas do Iémen para Israel são cumprimentadas por um familiar em Beersheba
Em segredo, na sua maioria, desde os anos 1940 e com a ajuda dos EUA, o seu principal aliado, Israel fez várias operações para pôr a salvo judeus em países muçulmanos. O Iémen foi o último caso.
"Talvez um dia façamos um filme. Estou a falar de uma operação secreta num ambiente hostil. Não é fácil transportar pessoas facilmente reconhecíveis como judeus", disse Yigal Palmor. Foi assim que o porta-voz da Agência Judaica (AJ) justificou, no passado dia 21 de março, o secretismo que envolveu a chegada a Israel de 19 judeus iemenitas.
Salman Dahari, o rabino da comunidade, estava entre os recém-chegados. Transportava os rolos da Torah que, disse, "passaram de pai para filho" na sua família e terão entre 500 e 600 anos de existência. Com a partida deste grupo, a comunidade judaica no Iémen, com cerca de dois mil anos, fica reduzida a umas meras 50 pessoas que quiseram ficar naquele país muçulmano, que vive em guerra há um ano.

Tapete Mágico
A chegada destes 19 judeus fecha um ciclo: foi do Iémen que partiu a primeira grande emigração judaica para Israel, de junho de 1949 a setembro de 1950, na "Operação Tapete Mágico" ou "Operação nas Asas das Águias".
Apresentada por Israel como absoluto sucesso e pela crítica como "fracasso que penalizou centenas de judeus iemenitas", a operação resgatou 49 mil judeus, dos 55 mil que viviam no Iémen e oito mil na colónia britânica de Aden. O seu transporte, de Aden até Israel, implicou 380 voos de aviões norte-americanos e britânicos.
Esther Meir-Giltzenstein, no livro O Êxodo dos Judeus Iemenitas, revela que eles "chegavam doentes e esfomeados ao campo de trânsito [sem condições] na cidade portuária de Aden, após caminharem centenas de quilómetros". Um total de 850 perderam a vida. E as mortes, em especial de crianças, continuaram em Israel por "incompetência no planeamento, apatia e abandono". "Por questões sanitárias", conta, as crianças eram retiradas aos pais; muitas morreram ou foram dadas como mortas e adotadas por casais sem filhos o que levou, depois, ao "caso das crianças iemenitas".

Ali Babá
Entre 1950 e 1952, Israel apostou na "redenção" dos judeus do Iraque, comunidade que se crê descendente de deportados da Judeia por Nabucodonosor em 586 a.C. Na década de 1940, contava com 135 mil pessoas, muitas delas foram perseguidas pelos muçulmanos após o Plano de Partilha das Nações Unidas em 1947 (divisão da Palestina em dois estados, judaico e árabe) e a criação de Israel.
É nesta conjuntura que Israel, criado com a intenção de ser um lar judaico, realiza a "Operação Ezra e Nehemiah" ou "Operação Ali Baba". Fá-lo em segredo, via Irão, porque o Iraque proibia a emigração judaica. Em 1950, Bagdad dá um ano aos judeus para saírem desde que renunciem à cidadania. Israel não perde tempo: os voos fazem-se via Chipre até 1951, depois são diretos. E quando a operação acaba em 1952, o Iraque tem só seis mil judeus.

Virgens sírias
A "ascensão" (à Terra Prometida), uma das traduções para aliyah, também ocorreu a partir da Síria. Em novembro de 1971, um comando da Mossad (serviços secretos externos israelitas) chegou à capital síria, Damasco. Tinha como missão resgatar jovens judias que não conseguiram fugir para Israel e, numa comunidade envelhecida, era difícil arranjar marido.
Algumas fugiram pelo Líbano; outras foram apanhadas, torturadas e mortas pela polícia de Hafez al-Assad (pai do atual presidente sírio Bashar al-Assad).
A notícia desta violência levou a primeira-ministra israelita da altura Golda Meir a decidir que o resgate das jovens seria feito por israelitas. Uma tarefa que agentes secretos consideraram menor, segundo o livro Mossad de Michael Bar-Zohar e Nissim Mishal, porque a Mossad "não é uma agência matrimonial"... Com a ajuda da Esquadrilha 13 da Marinha israelita, a "Operação Cobertor" acaba em abril de 1973 e fez sair da Síria 120 jovens judias.

Rainha do Sabá
"Se os israelitas tivessem ficado calados mais um mês, teria sido possível salvar todos os judeus da Etiópia", desabafou um responsável em Washington. Este desabafo, ou o ter ficado impressionado com a Operação Moisés, levou o então vice-presidente norte-americano George H.W. Bush (que depois seria presidente dos Estados Unidos entre 1989 e 1993) a agir.
Semanas após a gafe de Shimon Peres (primeiro-ministro de Israel entre 1977 e 1996), os Estados Unidos lançaram a Operação Rainha do Sabá: sete Hércules da Força Aérea aterraram no Sudão e agentes secretos da CIA que iam a bordo ajudaram ao resgate das cinco centenas de judeus etíopes que transportaram para a base militar israelita no deserto do Negev.

Operação Salomão
Este foi o resgate mais dramático de milhares de judeus da Etiópia, em plena guerra civil. Em maio de 1991, o governo etíope de Mengistu Haile Mariam estava à beira do colapso e fez um acordo de última hora com Israel por intermédio dos Estados Unidos: Israel pagaria 33 milhões de dólares pela saída dos judeus e os norte-americanos garantiam asilo político a responsáveis do governo de Adis Abeba. Um acordo de tréguas limitadas foi feito com os rebeldes que cercavam a capital.
Em 34 horas, 14 400 judeus "voaram" para Israel em aviões da companhia nacional israelita El Al e da Força Aérea do país. Bateu-se o recorde: um boeing 747 da El Al descolou de Adis Abeba com 1087 judeus a bordo; ao chegar a Israel levava 1088. Um bebé nasceu durante o voo.

Publicado em DN


Não ter religião é a nova maior religião do mundo

Se você já ouviu a máxima “Pequenas Igrejas, Grandes Negócios”, com certeza não vai acreditar que igrejas estão fechando mundo afora. Mas isso acontece.
Não tanto aqui no Brasil, e mais em países como os Estados Unidos, o grupo de pessoas “sem religião” tem crescido substancialmente.
Os religiosamente não afiliados são o segundo maior grupo religioso na América do Norte e na maior parte da Europa. Nos Estados Unidos, compõem quase um quarto da população. Na última década, superaram católicos, protestantes e todos os seguidores de religiões não cristãs, por exemplo.
Há muito tempo existem previsões de que a religião perderia relevância conforme o mundo se modernizava. Porém, todas as pesquisas recentes estão descobrindo que isso está acontecendo surpreendentemente rápido.
A França terá uma população de maioria secular em breve. O mesmo acontecerá com Holanda e Nova Zelândia. O Reino Unido e a Austrália em breve perderão suas maiorias cristãs. A China também possui uma população bastante secularizada.
A religião está se tornando menos importante do que jamais foi, mesmo para as pessoas que vivem em países onde a fé afeta de tudo, desde o voto a governantes a fronteiras e arquitetura.
Mas muita calma nessa hora: os sem religião não estão herdando a Terra ainda. Em muitas partes do mundo – na África subsaariana, em particular -, a religião está crescendo tão rápido que a participação dos “sem religião” na população mundial deve de fato diminuir em 25 anos.

Divisões
Dentro do grupo dos sem religião, as divisões são tão profundas como entre os religiosos. Alguns são ateus confessos. Outros são agnósticos. E muitos simplesmente não se importam o suficiente para indicar uma preferência religiosa (os famosos não praticantes?).
Apesar de unidos em torno do ceticismo em relação a organizações e por uma crença comum de que eles não acreditam, os sem religião são tão internamente complexos quanto outras religiões. E como acontece com elas, estas contradições internas poderiam manter novos seguidores longe.

Por que o mundo está ficando sem religião?
Existem algumas teorias sobre por que as pessoas tornam-se ateias em grandes números. Alguns demógrafos atribuem esse fato a segurança financeira, o que explicaria por que os países europeus com programas de segurança social mais fortes são mais seculares do que os Estados Unidos, onde a pobreza é mais comum e uma emergência médica pode levar à falência.
O ateísmo também está ligado à educação, medido pelo desempenho acadêmico (ateus em muitos lugares tendem a ter diploma universitário) ou conhecimento geral das crenças ao redor do mundo (daí teorias de que o acesso à internet estimula o ateísmo).
Há alguma evidência também de que as religiões oficiais dos países afastam totalmente as pessoas de fé, o que poderia ajudar a explicar porque os EUA é mais religioso do que a maioria das nações ocidentais que, tecnicamente, têm uma religião de Estado, mesmo que raramente observada.

Grupo homogêneo
O avanço científico não faz apenas as pessoas questionarem a Deus, mas também está conectando aqueles que questionam. É fácil encontrar grupos de discussão ateus e agnósticos online, mesmo se você vem de uma família ou comunidade religiosa. Tais grupos mostram que as pessoas que não acreditam não estão sozinhas.
Ainda assim, o grupo dos não crentes não é tão heterogêneo quanto dos religiosos. Na Europa e na América do Norte, os não afiliados tendem a ser vários anos mais jovens do que a média da população. 11% dos norte-americanos nascidos depois de 1970 foram criados em lares seculares. Além disso, a secularização ocidental é cheia de homens brancos. Nos EUA, 68% dos ateus são homens, e 78% são brancos.
Em todo o mundo, o Pew Research Center constata que as mulheres tendem a ser mais propensas a ter uma religião e a rezar. Isso muda quando elas têm mais oportunidades, no entanto. “As mulheres que estão na força de trabalho são mais como os homens na religiosidade”, disse Conrad Hackett, do Pew Research Center.
O fundador do grupo Black Skeptics Group Sikivu Hutchinson ressalta que “o número de jovens negros e latinos com acesso à ciência e educação matemática de qualidade ainda é extremamente baixo”, o que significa que eles têm menos oportunidades econômicas e menor exposição a uma visão de mundo que não requer a presença de Deus.

Tomando o globo
Apesar do grupo dos “sem religião” ter aumentado ao longo do tempo, o número correto de pessoas que não acreditam em Deus pode ser maior, porque elas ainda não assumem isso. Mesmo brancos do sexo masculino e educados podem temer o estigma de ser rotulados como descrentes. Um dentista branco, por exemplo, não quis dar entrevista para a National Geographic por medo de que seus pacientes não gostassem que um ateu mexesse em seus dentes.
No entanto, parece inevitável que essa tendência não continue. Conforme os seculares de hoje crescem e têm seus próprios filhos, a única tradição de domingo que vai passar adiante parece ser a de acordar tarde.

Publicado em NatGeo via HypeScience

25 de abr de 2016

Mulher tenta impedir demolição de igreja e é enterrada viva, na China

Uma mulher foi enterrada viva ao tentar impedir a demolição de uma igreja em Zhumadian, na província de Henan, na China. Ding Cuim e o seu marido, o reverendo Li Jiangong, colocaram-se diante dos tratores que se preparavam para derrubar o templo, a mando do governo. Os dois foram empurrados para dentro de uma vala pelos funcionários, que seguiram o trabalho. Li Jiangong cavou seu caminho até a superfície, mas infelizmente não foi capaz de salvar sua mulher, que morreu asfixiada.
“Vou ser responsável por suas vidas", disse um membro da equipe de demolição antes de empurrá-los, de acordo com o site China Aid, um grupo de direitos humanos com sede nos EUA. A organização, sem fins lucrativos, é focada na liberdade religiosa do país mais populoso do mundo.
Os dois homens responsáveis pela morte foram detidos criminalmente na noite após o incidente. O reverendo Li Jiangong foi supostamente avisado para não discutir o caso, e não se manifestou sobre a morte da mulher com a imprensa.
O crime ressalta a crescente perseguição do governo chinês às minorias religiosas. Milhares de igrejas em todo o país foram demolidas no ano passado, e dezenas de pastores foram presos sob acusações forjadas de corrupção, de acordo com militantes que monitoram a situação.
David Curry, presidente e CEO do grupo de defesa Cristãos de Portas Abertas, nos EUA, disse ao site FoxNews.com que o governo chinês parece determinado a reduzir o perfil da igreja, e força os pastores a se reunirem semanalmente com as autoridades locais para explicar seus sermões.

China determina que organizações religiosas obedeçam ao Partido Comunista
De acordo com a AFP, o presidente do país, Xi Jinping, afirmou em uma reunião que as organizações religiosas chinesas devem obedecer ao Partido Comunista. A determinação do governo é que os integrantes do partido sejam inflexíveis ateus marxistas e se protejam das influências estrangeiras que chegam por meio da religião.
— Os grupos religiosos devem aderir à liderança do Partido Comunista da China — disse Xi a altos funcionários do partido único em uma conferência de dois dias que terminou no sábado, segundo a agência de notícias "Xinhua". — Deveríamos guiar e educar os círculos religiosos e seus seguidores com os principais valores socialistas.
Na China, vivem centenas de milhões de budistas, cristãos e muçulmanos. Enquanto deseja guiar estes grupos, o Partido Comunista reprime organizações religiosas não oficiais. Desde que Xi Jinping chegou ao poder em 2012, o governo adotou uma linha mais dura a respeito da sociedade civil e das religiões.
Na província de Zhejiang, na região leste do país, as autoridades demoliram várias igrejas e retiraram crucifixos nos últimos anos. A iniciativa afetou centenas de paróquias, segundo grupos de defesa dos direitos humanos.
Já em Xinjiang, região chinesa de maioria muçulmana, fontes locais afirmam que o controle está mais rígido sobre a prática do jejum durante o mês do Ramadã.
O governo chinês afirma que os cidadãos gozam de liberdade de culto, mas que existe uma ameaça terrorista em Xinjiang por conta da presença de extremistas islâmicos.
Nos anos 1970, Pequim desistiu de erradicar a religião organizada e optou por controlar a prática religiosa através dos templos, igrejas e mesquitas autorizados. Estas instituições propagam um discurso que mistura teologia com a retórica comunista.

Publicado em Extra


Império da Tijuca aposta em enredo bíblico para buscar o título no Carnaval 2017

A Império da Tijuca tentará o título pela Série A do Rio de Janeiro com um enredo bíblico: "O último dos profetas", uma homenagem a São João Batista. O tema foi divulgado oficialmente durante a Feijoada de São Jorge, na tarde deste sábado.
"Vou contar a história desse profeta maravilhoso. Será um encontro entre várias religiões, em prol desta homenagem. Vai ser um desfile colorido e alegre", revelou o carnavalesco Júnior Pernambucano ao SRZD.

Publicado em SRZD


Monge robô mistura ciência e budismo em templo chinês

Um templo budista na periferia de Pequim decidiu abandonar os hábitos tradicionais e usar tecnologia para atrair seguidores.
O templo Longquan afirma que desenvolveu um monge robô que pode cantar mantras budistas, se mover através de comando de voz e manter uma conversa simples.
Nomeado Xian'er, o robô de 60 centímetros de altura se assemelha a um monge noviço parecido com um desenho, em túnicas amarelas e com a cabeça raspada, com uma tela sensível ao toque em seu peito.
Xian'er pode manter uma conversa, respondendo a cerca de 20 perguntas simples sobre o budismo e da vida cotidiana, listadas em sua tela, e realizar sete tipos de movimentos em suas rodas.
O mestre Xianfan, criador do Xian'er, disse que o monge robô é o veículo perfeito para espalhar a sabedoria do budismo na China, através da fusão de ciência e budismo.
"Ciência e budismo não se opõem nem contradizem e podem ser combinados e mutuamente compatíveis", disse Xianfan.

Publicado em Terra


23 de abr de 2016

Ex-ídolo do heavy metal funda ministério cristão

Alice Cooper testemunha: “Sou o exemplo perfeito do filho pródigo”
Vincent Damon Furnier é mais conhecido por seu nome artístico: Alice Cooper. Cantor, compositor e ator, ele tornou-se uma celebridade nos anos 70 e é considerado um dos criadores do estilo heavy metal. Suas letras obscenas, que falavam de rebeldia e do sobrenatural, aliadas a um visual assustador, lhe renderam fama e fortuna. Ao longo de sua carreira, ele lançou 26 álbuns de estúdio e vendeu mais de 50 milhões de cópias.
Contudo, o que poucos sabem é que hoje, Vicent coordena um ministério chamado “Solid Rock”, voltado para suprir as “necessidades físicas, sociais e espirituais de adolescentes”. Segundo seu site oficial a proposta é usar a música, o teatro e os esportes, além da fé, para tirar os jovens das ruas e afastá-los das drogas.
Ele entende bem do assunto. Durante muitos anos viveu no circuito musical e, como a maioria dos artistas, tendo problemas com o uso de álcool e drogas. Mesmo tendo sido criado em um lar cristão (filho e neto de evangelistas), na adolescência Vicent se afastou da igreja.
Trocou o grupo de louvor em que cantava pelos palcos onde derramava sangue falso e simulava a própria morte. Como forma de provocar, afirmava que estava tomado pelo espírito de uma bruxa chamada Alice Cooper.
De fato, existiu uma mulher com esse nome que foi acusada de feitiçaria na vila de Salem Massachusetts, no ano de 1692. Ela e mais 24 outras pessoas foram executadas publicamente no episódio conhecido como “Os julgamentos das bruxas de Salem”.
No início ele achou que encarnar essa espécie de “vilão” do rock no palco era pura diversão e não atingiria sua vida particular. “Eu não imaginava como isso poderia afetar a minha fé. A Bíblia está cheia de vilões”, lembra. Mas Vicent estava errado. Desde o primeiro sucesso, em 1971, o cantor foi se enfiando cada vez mais em problemas.
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Em 1972 iniciou uma turnê mundial, onde exibia no palco cenas de tortura, uma guilhotina que cortava a cabeça de bonecos, cantava abraçado a uma jiboia e afirmava estar apenas “se divertindo”. Aos poucos foi percebendo que aquele caminho era de destruição. A maioria dos seus amigos morreram “tentando ser estrelas do rock”. A lista é grande: Jim Morrison, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Keith Moon.
Depois de sua turnê de 1977, Cooper fez o primeiro tratamento para seu alcoolismo. Seis anos mais tarde, foi hospitalizado por causa de uma cirrose no fígado. Com medo de morrer, recorreu a oração. Foi então que afirma ter se convertido e recebido uma cura divina. “Deus tirou isso de mim. Foi um milagre absoluto. Em 30 anos eu nunca mais tive vontade de beber álcool novamente”, explica.
Nesta época ele estava separado de sua esposa, Sheryl Goddard, que é filha de um pastor batista. Eles reataram o casamento e passaram a frequentar juntos uma igreja em Phoenix. Após meses indo aos cultos e dizendo odiar cada um deles, “tive que tomar uma decisão, pois eu estava convicto. O Senhor realmente me convenceu”, diz ele. O casal teve três filhos e estão juntos até hoje.
Dizendo ser o “exemplo perfeito do filho pródigo”, dá seu testemunho para os jovens que ajuda. Nos últimos anos tem se dedicado ao trabalho na Evangelical Covenant Church, na cidade de Phoenix, a qual está ligado. Declara que sua esperança é que “consiga causar um impacto na vida deles, que os leve para a eternidade”.

Publicado em GP com informações de The Blaze


20 de abr de 2016

Religiosos criticam citações a Deus em sessão que votou impeachment

Durante a justificativa de voto, os parlamentares usaram a palavra “Deus” 59 vezes, quase o mesmo número de vezes que a palavra “corrupção”.
As referências à religião e a Deus nos discursos de parte dos deputados que decidiram, no domingo (17/04), pela abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff incomodaram religiosos. Em defesa da separação entre a fé e a representação política, líderes de várias entidades criticaram as citações e disseram que os posicionamentos violam o Estado laico.
Durante a justificativa de voto, os parlamentares usaram a palavra “Deus” 59 vezes, quase o mesmo número de vezes que a palavra “corrupção”, citada 65 vezes. Menções aos evangélicos aparecem dez vezes, enquanto a palavra “família” surgiu 136, de acordo com a transcrição dos discursos, no site da Câmara dos Deputados. A votação foi aberta pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, evangélico, com os dizeres: “Que Deus esteja protegendo esta Nação”.
Para o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), composto pelas igrejas Evangélica de Confissão Luterana, Episcopal Anglicana do Brasil, Metodista e Católica, que havia se manifestado contra o impeachment, assim como a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ligada à Igreja Católica, as menções não surpreenderam. A presidenta da entidade, a pastora Romi Bencke, disse que as citações distorcem o sentido das religiões. “Não concordamos com essa relação complexa e complicada entre religião e política representativa”, afirmou.
Segundo Romi, uma das preocupações dos cristãos é com o uso da religião para justificar posicionamento em questões controversas. A fé, esclareceu, pode contribuir, com uma cultura de paz, com a promoção do diálogo e com o fortalecimento das diversidades. Porém, advertiu, “Tem uma faceta de perpetuar violência”, quando descontextualizada. “Infelizmente, vimos que os parlamentares que se pronunciaram em nome de Deus, ao longo do mandato, se manifestam contra mulheres, defendem a agenda do agronegócio e assim por diante. Nos preocupa bastante o fato de Deus ser invocado na defesa de pautas conservadoras – é ruim adjetivar, mas é a primeira palavra que me ocorre – e de serem colocadas citações bíblicas descontextualizadas. Não aceitamos isso e eu acho que é urgente refletir sobre o papel da religião na sociedade”.
O teólogo Leonardo Boff, que já foi sacerdote da Igreja Católica, expoente da Teologia da Libertação no Brasil e hoje é escritor, também criticou o discurso religioso dos parlamentares que, na sua opinião, colocaram em segundo plano os motivos para o pedido de impeachment, as pedaladas fiscais e a abertura de créditos suplementares pelo governo de Dilma

Golpe de 64
Em seu blog na internet, Boff disse que os argumentos apresentados se assemelharam aos da campanha da sociedade que culminou com o golpe militar em 1964, quando as marchas da religião, da família e de Deus contra a corrupção surgiram. Ele destacou o papel de parlamentares da bancada evangélica que usaram o nome de Deus inadequadamente.
“Dezenas de parlamentares da bancada evangélica fizeram claramente discursos de tom religioso e invocando o nome de Deus. E todos, sem exceção, votaram pelo impedimento. Poucas vezes se ofendeu tanto o segundo mandamento da lei de Deus que proíbe usar o santo nome de Deus em vão”, afirmou. O teólogo também criticou aqueles que citaram suas famílias.
O Interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, entidade que reúne representantes de várias religiões, o babalawó Ivanir dos Santos, comentou que os deputados transformaram o que deveria ser uma decisão política, neutra, em um ato messiânico. “As pessoas têm tentado fazer uma atuação messiânica, voltada a uma orientação religiosa, que não leva em conta a diversidade da sociedade, ao justificar ações no Congresso Nacional”, disse.
Ele alertou para os riscos de as convicções morais e religiosas, na política, serem usadas para atacar religiões com menos fiéis, como é o caso do candomblé e da umbanda.
“Parte das pessoas que falaram em Deus e religião, e que agora ganham mais força, persegue religiões de matriz africana”, denunciou. “A nossa preocupação é com as casas irresponsavelmente associadas ao diabo e incendiadas, as de candomblé, e com a educação sobre a África e a cultura afro-brasileira, onde dizem que queremos ensinar macumba”.

Budistas
Os budistas acreditam que os deputados misturaram religião e interesses particulares. O líder do Templo Hoshoji, no Rio, o monge Jyunsho Yoshikawa, se disse incomodado e lembrou que os representantes deveriam ter mais cuidado. “Não foi agradável ouvir os discursos em nome de Deus, como se representassem Deus e como se Deus estivesse falando ou decidindo”, advertiu. “Religião e política não se misturam. Política envolve interesses pessoais”.
O monge afirmou que, como seres humanos, os políticos são “imperfeitos”, e lamentou que o Congresso seja uma pequena mostra disso .“É preciso olhar no espelho. Tudo que vimos é o que a sociedade é. Se teve citação despropositada de Deus, um xingando o outro de 'bicha', se teve cusparada ou defesa do regime militar é porque nossa sociedade é assim. Não adianta querer melhorar a política se nós não buscamos nos tornar pessoas melhores”, disse Jyunsho, em relação ao episódio em que o deputado Jean Willys (PSOL) cuspiu em Jair Bolsonaro (PP).
Da mesma forma pensam ateus e agnósticos, aqueles que não acreditam em Deus ou qualquer outra divindade. O presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, Daniel Sottomaior, também questionou a postura de deputados, evangélicos principalmente. Para ele, a falta de compreensão sobre um Estado Laico, neutro, fere a liberdade da população.

Publicado em Época Negócios


Família é queimada viva por suspeita de bruxaria na Índia

Dez homens foram detidos depois do crime no estado de Jharkhand.
Mais de 2 mil foram assassinados na Índia entre 2000 e 2012 por bruxaria.
Três membros de uma mesma família foram queimados vivos no leste da Índia depois de terem sido trancados em sua casa por uma multidão enfurecida por rumores de participação em sacrifícios humanos.
Dez homens foram detidos depois do crime, que ocorreu no domingo (17) no Estado de Jharkhand, quando dezenas de populares armados com pedaços de pau ou objetos cortantes atacaram a família.
"Espalhou-se o rumor de que os membros da família haviam sequestrado crianças para um sacrifício humano", afirmou a polícia, ao explicar o ataque. Outros cinco membros da família foram socorridos com a casa em chamas.
O chefe da família, Gowardhan Bhagat, foi acusado pelos vizinhos de bruxaria.
No total, 2.097 pessoas, em sua maioria mulheres, foram assassinadas na Índia entre 2000 e 2012, acusadas de bruxaria, segundo estatísticas oficiais.

Publicado em AFP via G1