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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Vaticano proíbe padre francês de exercer por ser maçon

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O padre de Megève, estância de esqui luxuosa nos Alpes franceses, foi afastado das funções pelo bispo de Annecy, Yves Boivineau, por ser um "membro ativo" de uma loja maçónica, anunciou hoje a diocese.
O padre Pascal Vesin, da paróquia de Santa-Ana de Arly-Montjoie, em Megève, continuará a ser padre "mas sem o direito de exercer", disse um porta-voz, acrescentando que vai manter a remuneração durante seis a 12 meses.
De acordo com um comunicado, esta decisão foi tomada "a pedido de Roma". O padre Vesin "pertence a uma loja do Grande Oriente de França desde 2001", sublinha o texto.
"Informado em 2010 através de fonte anónima, o bispo questionou o interessado, que negou. Em 2011, foi pedido a Vesin para deixar a maçonaria (...) o interessado escolheu a 'liberdade absoluta de consciência' - de acordo com a fórmula consagrada - e afirmou a intenção de manter a dupla escolha", explica o comunicado.
Em março, a Congregação para a Doutrina da Fé, responsável por estas questões na Cúria Romana, exigiu a saída do padre. Informado sobre esta posição, o padre Vesin reiterou a vontade de continuar a pertencer à maçonaria.
O bispo informou Vesin das consequências da escolha. "Nada é definitivo", sublinhou a diocese, acrescentando que "a pena, dita 'medicinal', pode ser levantada".
Na ausência do padre Vesin, cabe ao vigário-geral da diocese assegurar os serviços religiosos da paróquia. "Ele estará em Megève durante o fim de semana para explicar a decisão do bispo aos paroquianos", disse um porta-voz.
A agência noticiosa francesa AFP tentou, sem êxito, contactar o padre Vesin.

Diário Digital com Lusa
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'Ela opera milagres', diz Baby sobre filha pastora que prega nos EUA

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Cantora esteve nesta quinta-feira, 23, na festa de lançamento do novo uniforme do Flamengo, no Rio.
Baby do Brasil não poupou elogios ao falar da filha Sarah Sheeva, que está nos Estados Unidos pregando o culto evangélico batizado como "Cultos das Princesas":
"Ela está lá com uma missão especial, operando milagres. Faz algum tempo que a Sarah recebeu esse convite mas estava faltando uma sintonia entre os compromissos dela aqui no Brasil com essa oportunidade lá fora. Aconteceu dela ter esse privilégio de levar essa palavra para o pessoal de lá. Primeiro o culto começou com os brasileiros mesmo, mas depois já tinha americano louvando junto. Deus age dessa maneira, propagando sua palavra", contou Baby ao EGO na noite desta quinta-feira, 23, durante a festa de lançamento do novo uniforme do Flamengo, que aconteceu em uma casa de espetáculos na Lagoa, Zona Sul do Rio.
Com retorno previsto para a próxima semana, Sarah Sheeva comentou sua passagem por Orlando, através do seu perfil em uma rede social: “Além da presença do nosso maravilhoso Deus, foi divertido demais estar com as princesas de Orlando!”
Praticante do mesmo segmento religioso da filha, Baby revelou que sua atual fase é totalmente abençoada por Deus e que não se arrepende de absolutamente nada do passado: "Não sinto falta de nada do meu passado, de época nenhuma. O que eu me sinto é eternizada em todas as coisas que eu faço", resumiu.

EGO
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Debatedores pedem rejeição de projeto de lei que regula religião

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O projeto de lei que trata do livre exercício de crença e cultos religiosos (PLC 160/2009), do deputado George Hilton (PRB-MG), recebeu críticas dos participantes de audiência pública que discutiu o assunto nesta quinta-feira (23) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Apesar de apresentarem motivações diferentes, os representantes de diversas instituições religiosas e do governo manifestaram sua contrariedade à proposta e pediram sua rejeição.
Diante do resultado da audiência, o relator do projeto, senador Eduardo Suplicy (PT-SP), disse que vai se reunir com a consultoria para decidir o rumo de seu relatório, que, segundo ele, pode ser pela rejeição da proposta. O senador pediu que representantes de congregações religiosas que não estiveram presentes à audiência enviem contribuições para a elaboração do relatório.
Na opinião do professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Luiz Antonio Cunha, o projeto de lei é “incorrigível”. Ele declarou que a regulação de crenças só é admitida quando há constrangimento ao direito dos cidadãos de professar sua fé ou quando existe controle estatal na área religiosa. Nenhuma dessas hipóteses, observou, é verificada no Brasil, uma vez que "o país é privilegiado quanto respeito à liberdade religiosa".
- O Brasil não está em nenhuma das duas situações. Trata-se, portanto, de uma situação esdrúxula – disse o professor. Em sua opinião, o projeto é "mimético", por fazer uma adaptação apressada do tratado assinado entre o Brasil e a Santa Sé, em 2008; "indecente", por conferir privilégios a determinadas instituições religiosas sem que haja contrapartida ao interesse público; e "pueril", por tentar estender a outras instituições religiosas os benefícios recebidos pela Igreja Católica. Ele também discorda do artigo que prevê ensino religioso obrigatório, pois, em sua opinião, o dispositivo afronta a liberdade de opinião.

'Ingerência'
O representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Hugo Sarubbi, ressaltou que ter ou não uma crença está entre os direitos fundamentais do brasileiro. Em sua opinião, a proposta coloca este direito em segundo plano, ao permitir a "ingerência estatal no modo de professar a fé das pessoas". Em sua opinião, o projeto padece de vício de origem por ser “apressado, oportunista” e inadequado às diferentes instituições religiosas.
Para o representante da CNBB, a proposta é uma cópia do acordo realizado entre o Brasil e a Santa Sé, dois estados soberanos. Acordos e tratados internacionais são comuns, enfatizou, e o documento assinado não prejudica nenhuma congregação religiosa. Ele ainda ressaltou a importância das instituições religiosas quanto à assistência social, segundo ele atribuição do Estado que não é cumprida com eficiência.
- Um Estado que não consegue ministrar aula de Português e Matemática quer ingerir na fé? – questionou o representante da CNBB.
Com opinião similar, o representante da Federação Espírita Brasileira (FEB), Flamarion Vidal, relatou que as casas espíritas prestam assistência social porque o Poder Público não atende às necessidades básicas do cidadão. Segundo ele, as instituições religiosas são impedidas de fazer caridade em razão do preconceito de alguns gestores públicos. Por isso, ele defendeu a regulamentação da prestação de caridade pelas instituições religiosas, já que a Constituição estabelece a laicidade do Estado, mas não regula a atuação das instituições.

'Privilégios'
Para a coordenadora de Política de Diversidade Religiosa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Marga Stroher, por não mencionar a laicidade do Estado, a proposta pode ameaçar a democracia e a liberdade religiosa no país.
Marga Stroher lembrou que o Brasil possui cerca de 15 milhões de cidadãos que se dizem ateus ou agnósticos, que em sua opinião acabam pagando pelos "privilégios" recebidos por entidades religiosas. Segundo ela, entidades recebem isenções, apesar de possuírem um “império midiático lucrativo”.
Ainda, em sua opinião, a educação religiosa deveria ser retirada da Constituição e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/1996), pois é ministrada de forma confessional e a sua inclusão no currículo escolar é “interesseiro e direcionado à matriz católica”. Também a assistência espiritual em hospitais e presídios, segundo ela, não deve ser feita de forma massiva, mas quando é solicitada pela pessoa.
- Não é a religião que garante ética, bom caráter, uma formação adequada para o sujeito. O que vem em princípio é a nossa humanidade, isso que nos garante como seres éticos e comprometidos com a sociedade, com os semelhantes, com o próximo, e não como se um credo tornasse, automaticamente as pessoas melhores – afirmou.

Dificuldades
Na opinião da representante da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU), Cacilene Aparecida Nobre, a proposta poderá criar dificuldades entre as religiões em vez de respeito mútuo. Para ela, o projeto de lei pode ter sido apresentado para favorecer interesses pessoais, uma vez que a intervenção estatal nas crenças não vai contribuir para a valorização da vida e o respeito ao próximo.
A proposta não atende aos adeptos do candomblé, declarou o representante da religião de matriz africana, Francisco Aires Afonso Filho, uma vez que hão há uma hierarquia na estrutura dos centros e casas onde se realizam os rituais. Ele também observou que a previsão constitucional já garante a liberdade de crença e práticas religiosas, sem a necessidade de haver uma organização institucionalizada da crença.
Para o juiz Roberto Arriada Lorea, a Constituição já garante inviolabilidade de consciência e de crença. Ele acrescentou que o Estado não pode impor uma confissão religiosa às pessoas.

Votação
Em abril, o senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) cobrou a votação do PLC 160/2009, chegando a apresentar um pedido de tramitação em regime de urgência para a matéria. Suplicy pediu mais tempo para realizar uma nova audiência pública - a desta quinta-feira - e os líderes disseram que tentariam colocar a proposta em votação no prazo de 30 dias.

Agência Senado
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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sarah Sheeva comanda culto das princesas nos Estados Unidos

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Vestida de princesa, filha de Baby do Brasil jantou com amiga após a cerimônia em um restaurante em Orlando.
Nesta quarta-feira, 22, Sarah Sheeva comandou o culto das princesas em Orlando, nos Estados Unidos. “Além da presença do nosso maravilhoso Deus, foi divertido demais estar com as princesas de Orlando!”, contou a filha da cantora Baby do Brasil no Instagram.
Vestida de princesa, Sarah jantou com uma amiga após a cerimônia em um restaurante na cidade. “A coisa mais engraçada foi eu e Sylvia Pinto jantando depois do culto com esses trajes (risos)... Super discretas...”, divertiu-se ela na rede social. "Sou uma quarentona interessante", escreveu Sarah na legenda de outra imagem.







EGO
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quarta-feira, 22 de maio de 2013

PSC recorre ao Supremo contra decisão do CNJ sobre casamento gay

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O Partido Social Cristão (PSC) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) hoje (21) pedindo a suspensão de resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obriga cartórios de todo o Brasil a celebrar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e converter a união estável homoafetiva em casamento. O partido alega que o conselho cometeu “abuso de poder” ao editar a norma, ultrapassando a discussão política sobre o tema.
De acordo com o PSC, a resolução não pode ter validade sem passar pelo processo legislativo, etapa em que a legenda poderá “exercer em plenitude as suas prerrogativas legais e constitucionais” e se manifestar “seguindo os princípios cristãos e estatutários que norteiam a vontade de seus filiados e de seus congressistas”.
“Nas atribuições do Conselho Nacional de Justiça, não constam as relativas ao processo legislativo, bem como o Conselho Nacional de Justiça não tem legitimidade para normatizar o tratamento legal das uniões estáveis constituídas por pessoas de mesmo sexo, sem a existência de legislação que defina tal situação, e assim agindo, o CNJ usurpa atribuições dos membros do Congresso Nacional, e do Partido Social Cristão (PSC), ora impetrante”, diz trecho do mandado de segurança.
Segundo o PSC, o conselho não pode se valer da analogia entre a situação de família prevista na Constituição e nas leis – que trata sobre homens e mulheres – para aplicar o mesmo em relação a pessoas do mesmo sexo. “A conclusão outra não poderá racionalmente chegar senão a de que no universo das entidades familiares só tem cabimento a união entre homem e mulher, ou seja, entre pessoas de diferentes sexos”, destaca o texto.
O PSC informa ser “totalmente contrário a união entre pessoas do mesmo sexo”, e diz que “sempre se posicionará neste sentido, no exercício de suas prerrogativas legais, junto ao Congresso Nacional” quando o assunto for discutido no Legislativo.
“Nosso entendimento é de que a decisão do CNJ foi desastrosa, inconveniente e inconstitucional. Gerou uma grande insatisfação não somente por parte de nossos filiados e parlamentares como também de parcela majoritária da sociedade brasileira”, disse o vice-presidente do PSC, Everaldo Pereira.
O relator do processo no STF é o ministro Luiz Fux.

Agência Brasil
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terça-feira, 21 de maio de 2013

Juiz de paz do Pará pede demissão para não celebrar casamento LGBT

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Juiz de paz alega que decisão do CNJ contraria "princípios celestiais".
Cartório de Redenção diz que não pode haver discriminação.
O juiz de paz do Cartório do Único Ofício de Redenção, sudeste do Pará, pediu demissão do cargo após decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obriga os cartórios a realizarem casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ele alega que "o casamento homoafetivo fere os princípios celestiais”.
Nomeado para o cargo há sete anos, José Gregório Bento, 75 anos, há mais de quatro décadas é pastor da Igreja Assembleia de Deus, e trabalha como voluntário no cartório civil da cidade, fazendo conciliações e celebrando casamentos.
Segundo o pastor, ele protocolou a demissão porque se recusa a obedecer a decisão CNJ, publicada no último dia 14 de maio, que obriga os cartórios de todo o país a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento.
“Deus não admite isso. Ele acabou com Sodoma por causa desse tipo de comportamento”, declarou José Gregório. “Acho essa decisão horrível. Ela rompe com a constituição dos homens, mas não vai conseguir atingir a constituição celestial”, completa.

Entenda a decisão do CNJ
O Conselho Nacional de Justiça, órgão de controle externo das atividades do Poder Judiciário, obrigou todos os cartórios do país a cumprirem a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de maio de 2011, de realizar a união estável de casais do mesmo sexo. Além disso, obrigou a conversão da união em casamento e também a realização direta de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
Segundo Gregório, ele recebeu a notificação de que não poderia se recusar a fazer casamentos homoafetivos nesta segunda-feira (20) mas afirmou que, desde a publicação da decisão da Justiça, já havia tomado a decisão de abrir mão do cargo. “Não há lei dos homens que me obrigue a fazer aquilo que contrarie os meus princípios”, alega. “Existe ai uma provocação para um grande tumulto no nosso país. Deus fez o homem e a mulher para a procriação, para reproduzir. Não sei onde vai chegar isso”, questiona.
O pastor afirma ainda que solicitou a demissão ao titular do cartório, Isaulino Pereira dos Santos Júnior, mas que o tabelião pediu que ele permanecesse no cargo. “Ele me pediu para eu ficar e disse que caso alguém solicitasse o pedido de casamento homoafetivo, outro juiz de paz seria chamado para realizá-lo. Mas aqui, graças a Deus, ainda não chegou ninguém pedindo o casamento homoafetivo".

Cartório nega discriminação
Procurado pelo G1, o titular do cartório civil de Redenção negou a versão do pastor. “De fato, ele pediu afastamento do cargo na quarta-feira passada (15), alegando que iria mudar de cidade para cuidar da esposa que estaria internada na UTI de Goiânia, mas não falou nada sobre se recusar a fazer casamentos entre pessoas do mesmo sexo”, alegou Isaulino.
Ainda de acordo com o titular do cartório, caso o pastor tivesse pedido exoneração porque não aceita o casamento homoafetivo, ele seria imediatamente afastado do cargo. “Eu iria acatar o afastamento, porque não pode haver discriminação. Caso ele queira sair por esse motivo, eu vou solicitar imediatamente ao juiz da comarca outro juiz de paz”, afirma Santos Júnior, que garante ainda que o pastor não entregou ao cartório nenhuma solicitação oficial de demissão do cargo.
Segundo o presidente da Associação dos Magistrados do Pará (Amepa), Heyder Ferreira, o juiz de paz pode pedir demissão se discordar de uma decisão do CNJ. “Se ele continuar no cargo, é obrigado a cumprir a determinação, mas por ser voluntário, não podemos impor. O cartorário, em compensação, é obrigado a cumprir a determinação”, explica.
De acordo com o último levantamento realizado pelo IBGE, no Censo 2010, 1.782 pessoas declararam viver em casamento entre pessoas do mesmo sexo no Pará.

G1
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Igreja da Escócia autoriza padres homossexuais

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Igreja escocesa promete manter o compromisso para com a sua "doutrina e prática relacionadas com a sexualidade humana", mas adianta não impedir as congregações liberais de saírem da tradição.
A Igreja da Escócia autorizou na segunda-feira os padres homossexuais, ao fim de anos de debate entre partidários de posições liberais e tradicionalistas. Os defensores dos direitos dos homossexuais escoceses elogiaram a decisão, mas a Igreja Livre da Escócia classificou-a como um absurdo.
A assembleia geral da Igreja escocesa prometeu manter o compromisso para com a sua "doutrina e prática relacionadas com a sexualidade humana", mas adiantou que não iria impedir as congregações liberais de saírem da tradição.
O assunto voltará a ser analisado na reunião magna da igreja escocesa no próximo ano, esperando-se que a assembleia geral aprove novas orientações se decidir aplicar o resultado do histórico voto de segunda-feira.
Esperava-se que os líderes da igreja votassem uma de três possibilidades: rejeitar a ordenação de homossexuais e lésbicas como padres; autorizar a sua ordenação; ou autorizar a sua ordenação mas com a possibilidade de as congregações que o entenderem optarem por não o fazer.
No fim, a Igreja votou uma quarta proposta, apresentada pelo reverendo Albert Bogle. Na sua moção, Bogle propôs "afirmar a doutrina e prática, atual e histórica, da igreja em relação à sexualidade humana, mas permitir a saída dessa doutrina e prática a quem o pretender".
A decisão foi aprovada por 340 votos contra 282. "Saudamos esta decisão da Igreja da Escócia, que é particularmente importante para as muitas pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) dentro da igreja, os seus amigos e as suas famílias", disse o coordenador da Equality Network (Rede da Igualdade), Tom French.
"Este é um passo positivo para uma sociedade mais igual e evidencia os valores progressistas da Escócia do século XXI", acrescentou.
Porém, a Igreja Livre da Escócia, que cindiu da Igreja da Escócia no século XIX, classificou a decisão como "totalmente confusa". Um porta-voz desta organização realçou que "a moção vencedora diz que afirma a doutrina histórica da igreja, a qual é, com certeza, oposta à ordenação de padres com relações com pessoas do mesmo sexo".

Expresso
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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Sexshops receberão manual gospel para melhor atender clientela evangélica

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A Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme) está preparando um "manual gospel" com indicações sobre tratamento ao público evangélicos, que será distribuído às sexshops afiliadas.
Conhecimentos a respeito da sexualidade humana, estudo sobre produtos íntimos, sensuais e eróticos constarão no manual.
A presidente da Abeme, Paula Aguiar, informou ao Portal Administradores que cresce a procura pelos produtos eróticos por parte dos evangélicos, que buscam o fortalecimento do amor conjugal.
Mulheres são as maiores clientes evangélicas das lojas de material erótico. Aguiar ressaltou, contudo, que 90% dos produtos eróticos procurados não têm nenhuma conotação pornográfica.
O empresário Maicon Santos, 30 anos, abriu a loja vitual SexshopGospel, "a única para casais casados", que vende brinquedinhos sexuais e eróticos, desde vibradores, algema com pelúcia rosa, gel comestível, anel peniano, pomada japonesa, livros e outros produtos eróticos, mas não pornográficos.
O que a SexshopGospel tem são vibrador pequeno, algema com pelúcia rosa, gel comestível, anel peniano, a “famosa” pomadinha japonesa, livros e por aí vai. “Nós não vendemos artigos homossexuais, anais, nem temos artigos sadomasoquistas", disse Santos em entrevista para o jornal O Dia.
Estudo da Escola Superior de Propaganda e Marketing indica que o comércio de produtos dirigidos a consumidores evangélicos movimentou 12 bilhões de reais (cerca de 6 bilhões de dólares) no ano passado no Brasil.
Só o setor fonográfico registrou um faturamento de 1,5 bilhão de reais, segundo dados da Associação Brasileira de Produtores de Disco. Esse é um segmento importante no rol de compras de consumidores evangélicos, tanto assim que as gravadores Som Livre e Sony criaram selos específicos para esse público e investiram em cantores e cantoras gospel.
O setor livreiro festeja os 479 milhões de reais faturados em 2012. Os dados são da Câmara Brasileira do Livro, informando que editoras evangélicas também exportam produções para 105 países.
O menu gospel vai desde livros, CDs, DVDs, a agendas, brinquedos, pacotes de viagens, eventos e cartão de crédito. Começa a ganha força nesse mercado a confecção de roupas e acessórios, tanto para consumidoras cristãs adultas quanto infantis.

ALC
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Luteranos adotam novo logotipo

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A Federação Luterana Mundial (FLM) adotou uma nova marca, uma reinterpretação da Rosa de Lutero, com o destaque à cruz, ao círculo e à rosa, mas acrescida de pombo e mão. O conjunto reporta-se à comunhão de igrejas, como a organização se apresenta e encara a sua missão no mundo.
Na nova identidade visual a pomba assume uma dupla função. Ela traz em seu bico um ramo, referindo-se ao anúncio do fim do juízo nos dias de Noé e o dilúvio, e também reporta-se ao Espírito Santo, que inspira a proclamação da Palavra.
A cruz representa o conteúdo da pregação. A mão lembra o trabalho diacônico para o qual cristãos são chamados. O ramo simboliza a reconciliação que é promovida pelo diálogo e a mordomia com a Criação, responsabilidade dada por Deus às criaturas.
O azul é a cor predominante do novo logo, pois ela acalma e concede força. Representa, ainda, a esperança eterna e o céu. Também representa a água, fonte da fé cristã no batismo, ofertada pela graça de Deus. O verde indica vida, crescimento, renovação, compaixão e cuidado com a Criação.

ALC
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sexta-feira, 17 de maio de 2013

CNBB critica decisão que reconhece união civil de pessoas do mesmo sexo

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Em nota, a CNBB disse que considera que as uniões de pessoas do mesmo sexo "não podem ser simplesmente equiparadas ao casamento ou à família".
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) criticou nesta quinta-feira a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que orienta os cartórios a não recusar a celebração de casamento civil de pessoas do mesmo sexo ou de negar a conversão de união estável de homossexuais em casamento. A conferência também divulgou nota no qual reafirma sua posição contra a redução da maioridade penal.
Em nota, a CNBB disse que considera que as uniões de pessoas do mesmo sexo "não podem ser simplesmente equiparadas ao casamento ou à família". A conferência defende o "matrimônio natural entre homem e mulher bem como a família monogâmica" como princípio inquestionável. "Equiparar a união civil ao casamento não é aceitável devido aos nossos valores. Esta nota reafirma posições anteriores tomada pela CNBB", disse o vice-presidente em exercício da CNBB, dom Sergio Arthur Braschi.
Na opinião dos bispos, a resolução do CNJ gerou uma confusão de competências. Eles argumentam que a competência para decidir sobre a questão seria do Congresso Nacional e não do CNJ. "Nós achamos que o CNJ não é a esfera de competência para tratar de tais questões. Definir sobre essas questões caberia à sociedade brasileira representada no Congresso Nacional", complementou dom Sergio Braschi.
A proposta foi apresentada pelo presidente do conselho e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, e começou a vigorar a partir de hoje em todos os cartórios do País. A decisão foi baseada no julgamento do STF, que considerou inconstitucional a distinção do tratamento legal às uniões estáveis homoafetivas e na decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que julgou não haver obstáculos legais à celebração de casamento de pessoas do mesmo sexo.
A resolução causou polêmica no meio jurídico. A principal crítica é que a decisão do STF de 2011 usada para justificar a medida não tratava de casamento, mas apenas de união estável.
O advogado e especialista em direito homoafetivo, Sergio Camargo, disse que a resolução do CNJ é mais uma orientação para os cartórios de todo o País. Camargo esclarece que na ausência de legislação relacionada ao tema "cabe ao STF e ao CNJ tenta preencher o vazio jurídico. Aqueles cartórios que tinham dúvidas sobre a possibilidade (de considerar a união civil como casamento) com a resolução se sentem mais confortáveis."

Agência Brasil
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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Membros de seita mística islâmica enfiam facas nos olhos

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 Durante um festival religioso em Ajmer (Índia), no último fim de semana, fiéis do sufismo, seita mística islâmica, participaram de um ritual de autoflagelação, enfiando facas e outros objetos de metal pontiagudos nos olhos.
Milhares de devotos de diferentes partes da Índia participaram da procissão, que marca o aniversário da morte do santo sufista Khwaja Moinuddin Chishti, conhecido como o Benfeitor dos Pobres.

PNF
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Evangélicos entram em campo

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Pesquisa realizada pelo UOL Esporte, ouvindo 105 atletas de 12 grandes equipes de futebol do Brasil, indicou que 35% deles se declararam evangélicos, 18% católicos, 28% preferiram não se manifestar a respeito e 18% disseram que estavam afastados de qualquer religião. Jogadores do São Paulo, Corinthians,Santos, Palmeiras, Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Atlético de Minas Gerais, Cruzeiro, Grêmio e Internacional foram ouvidos de forma anônima.
Dos atletas ouvidos, 56% disseram que existem jogadores gays atuando em grandes clubes brasileiros de futebol. A maioria afirmou que consome álcool com regularidade, 42% bebem ao menos uma vez por semana e 66% garantiram que jamais experimentaram qualquer tipo de droga.

ALC
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