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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O templo dos refugiados yazidis

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Prédio religioso do norte do Iraque abriga centenas de pessoas que fogem do "Estado Islâmico". Muitos não querem voltar para área de onde vieram, ameaçando reduzir ainda mais a comunidade, que vive na região há séculos.
O templo yazidi do vilarejo de Lalish, localizado no norte do Iraque, a poucos quilômetros da cidade de Shikhan, fica cercado por colinas. Os telhados pontiagudos do edifício se elevam entre as copas das árvores. Um caminho sem calçamento leva à entrada do prédio.
A pequena comunidade yazidi do Curdistão se reúne normalmente em Lalish para celebrar suas festas religiosas. Mas agora, eles estão ali para se proteger, fugindo dos militantes do "Estado Islâmico" ("EI"), que capturaram e mataram milhares de yazidis desde o início de agosto.
A perseguição aos yazidis por extremistas islâmicos remonta a séculos, à primeira incursão muçulmana na região do Curdistão. Com uma religião pré-islâmica e pagã, com raízes no zoroastrismo, os yazidis são considerados adoradores do diabo por muitos muçulmanos. Militantes extremistas, como os do "EI", consideram seu dever religioso convertê-los ou matá-los.
A maioria das 450 famílias que agora vivem no templo é da parte ocidental de Sinjar, que se localiza entre Mosul e a fronteira síria. E todos eles têm histórias terríveis para contar de seus encontros com os militantes do "EI".
"Nós fomos a última família a deixar [a cidade de] Sinjar", disse Khalida Burkat, de 24 anos, sentada à sombra de uma barreira de concreto na entrada do templo, enquanto sua filha dorme ao lado dela numa caixa de plástico. Tendo dado à luz somente dois dias antes de os militantes extremistas terem invadido a cidade, Burkat e seu marido esperaram até o último minuto para carregar seu novo bebê e três outras filhas, todos com idade inferior a seis anos.
Ao fugirem da cidade para a vizinha montanha de Sinjar, onde dezenas de milhares de yazidis procuraram refúgio, Burkat disse que viu atiradores do "EI" matarem a tiros três homens diante dela, enquanto subiam o caminho sinuoso que leva ao cume. Ao chegar ao topo, a família passou oito dias sem comida e quase sem água, sob o jugo dos militantes do "EI". "O que podíamos fazer", indagou Burkat, "Só pedimos a Deus para nos ajudar."
A família de Burkat foi finalmente resgatada por membros do rebelde Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Juntamente com as forças peshmerga curdas, o PKK estabeleceu um corredor de segurança e escoltou milhares de yazidis em segurança.

À mercê do "EI"
Nem todos sobreviveram à provação da montanha. Basee Elias perdeu a sua irmã de 50 anos, Kamo. "Ela teve um ataque cardíaco", disse Elias. "Ela morreu de medo." Elias vem do vilarejo de Siba Sheikh Khdr, que foi atacado pelo "EI" nas primeiras horas da manhã do dia 3 de agosto. O tio dela, Khider Elias, encontrava-se no vilarejo quando os militantes entraram. "Eles vieram em cerca de 24 veículos", disse o tio, "eles hastearam a bandeira e bradaram 'Allahu Akbar' [Alá é grande]. Cinco ou seis famílias permaneceram no vilarejo, e eu vi o "EI" simplesmente matando três homens a tiros.
Outros moradores foram sequestrados pelo "EI" e ninguém sabe o que aconteceu com eles. É provável que alguns tenham sido levados para Mosul ou Tal Afar, onde centenas de mulheres e meninas yazidis estão sendo mantidas reféns, enquanto muitas outras foram vendidas nos mercados em Mosul e Raqqa, como escravas.
"Queremos que os EUA bombardeiem esses lugares", disse Hamat Khalaf, cuja família provém de Sinjar. "Estas meninas estão sendo estupradas, às vezes por 10 ou 20 homens. Para elas, é melhor que morram."
Depois de tudo por que passaram, muitas pessoas disseram que não querem retornar às suas casas, mesmo que os militantes sejam expulsos. "Perdemos tudo", disse Khider Elias. "Se trabalharmos outros 30 anos na reconstrução, tudo poderá estar perdido novamente numa só hora. Não há razão para voltar."

Esperança de um porto seguro
Os yazidi se sentem particularmente vulneráveis porque muitos dos vilarejos em Sinjar estão rodeados de assentamentos muçulmanos, cujos moradores, dizem os yazidis, colaboram com os militantes extremistas contra os vizinhos yazidis. "Nós não poderíamos nunca dormir sossegados", disse Elias. "Nós nunca nos sentiríamos seguros." Os moradores do pequeno vilarejo também acusam as forças peshmerga curdas de falharem em protegê-los.
"Antes de isso acontecer, os peshmerga pegaram nossas armas e disseram, 'não se preocupem, nós somos peshmerga – vamos lutar'", contou Hamat Khalaf. "Mas eles não fizeram nada, eles nos abandonaram. Só Deus sabe por que os peshmerga não nos ajudaram. É vergonhoso, vergonhoso."
Agora, muitos dos refugiados em Lalish estão dizendo que querem deixar o Iraque e juntar-se à diáspora yazidi no Ocidente. "Europa, EUA, Austrália. Quero ir para onde não exista nenhum muçulmano, nenhum Islã", afirmou Khider Elias.
Os líderes religiosos yazidis estão fazendo o que podem para manter a sua congregação no Iraque, mas reconhece há necessidade de que eles sejam mais bem protegidos. O monge yazidi Baba Chawish, residente de Lalish, é um desses líderes religiosos. "O Curdistão é nosso lar: nosso templo é aqui, nossa vida é aqui; é onde os primeiros yazidis surgiram. Se os yazidis deixarem as suas casas, isso é ruim para eles e para nossa religião", disse o monge. "[Mas] se não houver segurança, como podemos dizer a eles para ficar?"
Ele deposita suas esperanças que a comunidade internacional disponibilize proteção adicional à forças locais.
"Precisamos que os EUA ajudem os yazidis", disse Baba Chawish. "EUA, os Peshmerga, o governo do Curdistão. Acredito que haverá um resultado positivo. Atualmente, todo mundo está ajudando os yazidis."
Luqman Suleiman, um professor de escola e guia voluntário em Lalish, também está otimista. "O futuro do Curdistão será bom para os yazidis. Ouvimos Obama dizer pela primeira vez a palavra 'yazidi'. Ban Ki-moon está falando dos yazidis, John Kerry está falando dos yazidis", afirmou. "O mundo todo nos conhece agora."
E ele, por exemplo, não vai para lugar nenhum. "Para onde eu devo ir? Alemanha? Não, o melhor é que os alemães venham nos visitar. Não se pode partir toda vez que há um problema. Se agirmos assim, como poderemos construir uma vida?"

DW
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sábado, 30 de agosto de 2014

Justiça manda igreja indenizar mãe que perdeu filha em retiro espiritual

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A filha morreu afogada no local onde era realizado o retiro. Em defesa, a igreja alegou que proibiu banho em lagoa.
Uma mãe que perdeu a filha por afogamento em agosto de 2008, em Campo Grande, durante um retiro espiritual, deverá ser indenizada em R$ 50.000,00 pela igreja responsável pelo evento. A decisão é do juiz titular da 6ª Vara Cível da capital, Daniel Della Mea Ribeiro, que acatou, parcialmente, a ação movida pela mãe.
No processo contra à igreja, a mãe afirma que a fatalidade seria resultado da imprudência da professora de religião, que teria permitido o banho das crianças em lagoa, sem segurança apropriada. Ela alega, ainda, que a professora teria chamado a filha para um ensaio de primeira eucaristia na igreja da comunidade, e não em outra propriedade.
Em defesa, a catequista disse à Justiça que tanto os pais como os alunos foram informados, previamente, de que o retiro não seria na igreja. E que não estava programada nenhuma atividade de lazer. Já a igreja alegou que todos foram informados da proibição de entrar na lagoa e que vítima não seguiu as orientações repassadas a todos os participantes.
Na sentença, o juiz afirma que o local escolhido, além de ser inapropriado para a atividade religiosa, não foram tomados os cuidados de segurança necessários. Além da indenização por danos morais, a igreja deverá pagar uma indenização equivalente a 2/3 salário mínimo no período entre a data que a vítima completaria 14 anos até 25 anos.

G1
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A seita que nasceu na China e diz que Jesus encarnou numa mulher

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Agressões, ameaças, raptos e homicídios. As formas de evangelização da Igreja de Almighty God levaram à detenção de mais de mil fiéis em três meses. Cinco estão a ser julgados por homicídio.
A imagem captada por um telemóvel gira nervosamente. Foca pés e pernas. Ouvem-se gritos. Soa a pânico. A tentativa de obter uma prova do que se está a passar em pleno Mcdonald’s de uma cidade chinesa. Há pessoas imóveis sem saberem o que fazer. Há uma agressão violenta. O homem que filma corre porta fora. A mulher a seu lado chora desesperada. Há sangue. O sangue vem de uma mulher que, minutos antes, esperava o marido e o filho para jantar. Fora abordada por uma família – um pai, um filho de doze anos, duas filhas maiores e duas outras mulheres. Recusou fornecer-lhes o seu número de telemóvel. O homem gritou com ela. “Vai para o inferno, demónio”. E continuou a agredi-la com um cabo de vassoura. Até que a matou.
Zhang Lidong confessou o crime às autoridades. Disse que tinha que matar aquela mulher porque ela era um "demónio". Não mostrou remorsos.

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O homicídio ocorreu em maio na cidade chinesa de Zhaoyuan, na província de Shandong, e levou à detenção de cinco suspeitos agora em julgamento. O sexto não se sentou no banco dos réus por ter apenas 12 anos. É filho de Zhang Lidong, um marinheiro desempregado de 54 anos que, naquela noite, estava no McDonald’s acompanhado de outras duas filhas, de 18 e 29 anos, e duas outras mulheres. O grupo começou a ser julgado a 21 de agosto e, numa sessão de oito horas, manteve o que já tinha dito às autoridades: mataram em legítima defesa porque aquela mulher era um “demónio”.
Wu Shuoyan, 37 anos, estava à espera do marido e do filho de seis anos para jantar. Aquela família sentou-se ao seu lado e começaram a conversar. “Conheci umas pessoas meio loucas”, escreveu numa mensagem de telemóvel que enviou ao marido às 21h17. Foram as últimas palavras que lhes escreveu. Quando recusou fornecer o seu número de telemóvel, Zhang Lidong agarrou num cabo de vassoura e começou a agredi-la. “Não voltes na próxima reencarnação”, gritava. O resto do grupo ameaçava clientes. Se eles interviessem tinham igual destino.
O grupo foi detido e a polícia anunciou que faziam parte da Church of Almighty God (Igreja de Deus Todo Poderoso, tradução livre), também conhecida por Eastern Lightening. Numa entrevista que concedeu a uma televisão chinesa, a partir da cela onde ficou preso, o principal suspeito não mostrou qualquer remorso. “Ela era um demónio”. E corroborou que ele e os co-arguidos eram membros da igreja.

A Almighty God, ou Eastern Lightning, nasceu nos anos 90. Zhao Weisha, professor de Física, conheceu Yang Xiangbin, em Zhengzhou, província de Henan. A mulher auto intitulava-se “Lightning Deng” (relâmpago de Deng) e tinha escrito um livro com uma nova versão chinesa da história de Cristo. Chamava-se “Lightning From the Orient” e é ainda hoje a bíblia seguida por um milhão de fiéis. Foi Zhao que a declarou a reencarnação de Cristo e que a elegeu como líder espiritual.

Os dois chegaram a integrar a lista de procurados da polícia chinesa e terão viajado para os Estados Unidos com passaportes falsos, onde pediram asilo politico. Será a partir do bairro ChinaTown em Nova Iorque que gerem a Church of Almighty God, já com ramificações em todo o mundo. Durante anos, este culto foi mantido em secretismo até que, em 2012, a propósito da profecia do apocalipse Maia alguns grupos começaram a assumir as suas crenças. Um designer de interiores de 30 anos contou à Vice, em 2013, que a maior parte dos crentes eram pessoas com “pouca formação” e grande parte “desempregados”. Na sua terra chegou a assistir a encontros de mulheres nuas que dançavam à volta de fogueiras. Há relatos de que convenciam novos membros através da sedução.
O grupo começou por dedicar-se a recolher membros nos meios rurais. Hoje há muitos crentes que têm formação superior. A realidade que Wei Guangzheng testemunhou é, no entanto, diferente daquela descrita um ano depois pelo The Telegraph. Aqui conta-se a história de Peng Lijuan, uma mulher de 28 anos formada em Ciências da Computação e que terá sido aliciada a juntar-se à Igreja de Deus Todo Poderoso. Em casa deixou os seus documentos, os seus bens pessoais. E o marido. Peng, o homem que a perdeu para a religião, conta que já algum tempo que a mulher deixara de ter vontade de trabalhar e que passava muito tempo a ver vídeos na internet. “Andava muito misteriosa, sempre a guardar segredos e sem permitir que vissem os seu telemóvel”, diz.
Não foi caso único. Em Pequim, Qi Jiangui, engenheiro numa fábrica de peças de carros, diz que 90% dos novos membros da seita são mulheres e que foram levadas para a Igreja por intermédio de amigos ou familiares. Os dois homens recusam que a seita possa estar ligada a orgias, a chantagens sexuais ou a raptos de padres como se tem dito. “Pode haver casos extremos, mas basicamente os membros da Igreja são pessoas de coração bom”, diz Qi, que foi deixado com um filho ainda pequeno para criar. No entanto, deixa a ressalva. “Pode ver como é que este culto está tão longe do Cristianismo, que apregoa que a família é importante. Quem diria a uma mãe para deixar a sua criança para trás?”.
Estima-se que 30 mil famílias tenham sido abandonadas por familiares que quiseram juntar-se à seita. Há páginas na internet onde se relatam estas histórias
Qi é uma das centenas de pessoas que usam a internet para deixar o seu testemunho. “Deve haver 30 mil famílias em Pequim que foram abandonadas”, diz. “Pelo que as pessoas dizem, o culto é como uma pirâmide e os membros da base não conhecem os de topo. O propósito é juntar dinheiro. Têm de dar donativos”, disse. “Agora estão à procura de membros com mais formação”. E dá o exemplo de uma mulher pós-graduada que se juntou à Igreja e de um polícia que acabou condenado quando souberam que tinha integrado o grupo. O jornal inglês “The Telegraph” conseguiu o testemunho de um membro da seita, uma mulher de 31 anos que pediu para não ser identificada. Ela acabou por abandonar a seita e teme represálias.
"A estratégia entra aos poucos dentro de ti. É como ter aulas. Dizem-nos que há três passos para acreditar em Deus. Primeiro acreditas em José, depois em Cristo, depois na reincarnação de Cristo. Pedem-nos para converter mais pessoas ou Deus ficará chateado. Os encontros são dirigidos por 'professores'. Os novos membros, como eu, não podem fazer perguntas sobre as suas vidas pessoas. Só conhecia a minha professora como a "Pequena Vermelha" (tradução livre). Nem sabia o seu nome verdadeiro".

Ex-membro da seita
À Vice, um conhecido pastor americano que foi detido na China por suspeitas de integrar a seita, contou que há uma certa “paranoia” no país por causa da “Eastern Lightning”. Dennis Balcombe acabou libertado porque nada tinha a ver com o movimento, mas ainda chegou a ser atacado pelos seus membros durante um seminário em Hong Kong. “Eles são extremamente violentos e usam o sexo para converter as pessoas. Ouvi histórias de pessoas queimadas, torturadas e a quem foi dito para matarem os seus filhos. Quando és raptado, não te libertam durante seis meses. E fazem-te uma lavagem cerebral”, disse.
É como a “máfia”, prossegue o padre. “Eles não estão só preocupados com a religião, mas em extorquir dinheiro”. O governo chinês acredita que haja financiamento do exterior. E que até existam padres a receber dinheiro para converterem os seus fiéis a este Cristo que reencarnou numa mulher.

Uma batalha contra o “Grande Dragão Vermelho”
A Almighty God é contra o Partido Comunista Chinês, ao qual se refere como o “Grande Dragão Vermelho”. Ligada a crimes de extorsão e rapto, a seita chegou a integrar uma lista de 14 grupos religiosos banidos pelo Ministério Chinês de Segurança Pública desde 1995. Emily Dunn, investigadora de estudos asiáticos na Universidade de Melbourne, fez uma tese de doutoramento sobre este grupo. À CNN explicou que a ilegalidade tornou o grupo “secreto e paranoico”. Os membros não se conhecem entre si para não correrem o risco de se denunciarem em caso de detenção pela polícia. Enquanto o governo chinês apertou o cerco a estes grupos religiosos, a Church of Almighty God aumentou o seu discurso antigoverno.
A Igreja defende-se contra o que diz serem "rumores" criados pelo governo chinês, que baniu 14 grupos religiosos no país. Estima-se que este movimento tenha já um milhão de seguidores. O governo olha para o grupo como uma ameaça. “Houve registo de homicídios e agressões”, revela a investigadora. A polícia chinesa chegou mesmo a publicar imagens das atividades do grupo para alertar os pastores das igrejas que são aliciados a aderir à seita. E descreve-a como “um exemplo clássico de um culto do mal, que utiliza o nome de uma falsa religião para levar a cabo ações contra os outros”.
Membros da Igreja, que têm uma página de internet onde fornecem informação sobre o seu culto, responderam à CNN não ter um representante que responda pelo grupo no seu todo. Mas que é normal que o governo chinês os culpe do homicídio registado no McDonald’s. “Fazem circular falsos rumores para nos atacar”. Desde o homicídio registado em maio, a polícia chinesa já deteve mil membros do grupo.

Observador
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Livro mostra que Igreja Católica tem contratado cada vez mais jornalistas

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Uma pesquisa do jornalista e mestre em Comunicação Midiática Paulo Vitor Giraldi acaba de ser publicada em um livro chamado “Igreja Virtual: Comunicar para Transcender”. A obra explora um curioso fenômeno recente no Brasil: o aumento no número de jornalistas formalmente contratados por dioceses e o interesse dessas instituições em profissionalizar suas relações com a imprensa.
"A proposta do livro consiste em olhar para este novo universo que se trata da profissionalização da comunicação institucional religiosa", comenta o autor à IMPRENSA. A obra mostra que a principal função desses profissionais na Igreja Católica tem sido a de administrar relações nas redes sociais.
Segundo Giraldi, a Igreja também tem o dever de acompanhar a evolução das mídias, incluindo a popularização das redes sociais. Assim, não basta abrir um perfil no Facebook ou no Twitter. É preciso que as dioceses contratem mão-de-obra especializada para cuidar desses processos digitais de comunicação.
"Todo o processo precisa ser qualificado, com formação técnica e humana (orgânica), com pesquisas e investimentos etc. Vislumbro um futuro tão presente e muito promissor para a comunicação religiosa, mas que exige novos investimentos e abertura a cultura comunicacional", acrescenta o jornalista.
Para o autor, porém, as igrejas devem usar a internet apenas como ferramenta de divulgação de atividades comunitárias, por exemplo. Ele é contra o uso das redes sociais como espaço para pregação. “É ilusão pensar que a internet seja um espaço adequado para fidelizar as nossas relações. A fidelização passa por uma condição essencial, a experiência, o contato. Precisamos compreender as funções tecnológicas oferecidas pelas mídias digitais e o contexto em que estão inseridas”, ressalta.
Já sobre as mídias tradicionais, o jornalista é mais reservado. Ele questiona a necessidade de “fortalecer” a doutrina cristã na televisão, por exemplo, especialmente quando o objetivo é o que ele chama de “autopromoção” a uma instituição específica. Além disso, Giraldi condena o preconceito religioso que, muitas vezes, comunicadores evangélicos exibem na TV. Postura que, segundo ele, pode acabar motivando discursos de segregação religiosa na internet.
"O preconceito, o egoísmo, a falta de respeito pela fé do outro, matam mais que qualquer doença. Se as redes sociais nos ajudarem a conviver mais com o diferente, a partir de nossa fé, a superar o pensamento individualista e preconceituoso, com certeza estarão deixando bons frutos à vida em sociedade", finaliza.

Portal IMPRENSA
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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Boko Haram assassina dezenas de cristãos no norte da Nigéria

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Neste ano, o grupo islamita assassinou cerca de três mil pessoas e a mais de 12 mil desde 2009.
A milícia radical islâmica Boko Haram assassinou vários cristãos na cidade de Madagali, no norte da Nigéria, onde os insurgentes tomaram o controle na semana passada, informaram nesta sexta-feira a imprensa local.
"Dezenas de pessoas foram assassinadas e uma grande quantidade de edifícios da igreja foram queimados", relatou o porta-voz da igreja da cidade, Gideon Obasogie, citado pelo jornal local "The Punch".
Madagali, situada no estado de Adamawa, está perto da cidade de Gwoza, onde no domingo o grupo fundamentalista islâmico declarou um califado islâmico.
Segundo relatou o sacerdote, "os homens cristãos são capturados e decapitados; as mulheres se veem obrigadas a se transformar em muçulmanas e são tomadas como esposas pelos terroristas".
Desde que a milícia radical se apoderou da cidade e começou com a perseguição dos cristãos, seus habitantes fugiram de suas casas, que foram ocupadas pelos insurgentes.
Por isso, explicou Obasogie, muitas igrejas foram obrigadas a fechar perante estes ataques do Boko Haram, que intensificou suas ações no nordeste do país, de maioria muçulmana, onde nas últimas semanas conquistou vários territórios perante a falta de preparação do Exército regular nigeriano para fazer frente.
Alguns moradores da zona relataram que os fundamentalistas içaram sua bandeira em seus povos após ter tomado o controle.
Boko Haram tem seu reduto espiritual e sua base de operações em Borno, mas atua também nos estados vizinhos de Adamawa e Yobe, onde o governo nigeriano declarou o estado de emergência.
Desde que a polícia acabou em 2009 com o então líder e fundador de Boko Haram, Mohammed Yousef, os radicais mantêm uma sangrenta campanha que se intensificou nos últimos meses.
Neste ano, o grupo islamita assassinou cerca de três mil pessoas e a mais de 12 mil desde 2009, segundo os cálculos do governo.
Boko Haram, que significa em línguas locais "a educação não islâmica é pecado", luta por impor um califado islâmico na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristão no sul.

Reuters via Terra
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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

"Histórias Clássicas da Bíblia", uma novidade para os adolescentes

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As mais fantásticas e conhecidas histórias bíblicas estão reunidas neste lançamento da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), que tem como alvo o público adolescente.
Com ilustrações realistas e repletas de dramaticidade, que transportam o leitor a cada uma das narrativas, “Histórias Clássicas da Bíblica” reúne 24 passagens do Antigo Testamento e 19 do Novo Testamento.
Impresso em papel cuchê e com texto bíblico na Nova Tradução na Linguagem de Hoje, este livro tem um texto de fácil compreensão e uma linguagem visual surpreendente, que despertará no jovem leitor mais interesse pela mensagem bíblica e pelos propósitos de Deus para a sua vida.

“Histórias Clássicas da Bíblia”, da Sociedade Bíblica do Brasil, 208 páginas, R$ 19,90.

ClicRBS/Aldo Brasil
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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Mais da metade das pessoas se arrepende de divórcio

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Decidir pelo divórcio é sempre difícil. Tanto que, passado o calor do momento, mais da metade das pessoas se arrepende. Foi o que mostrou uma pesquisa realizada no Reino Unido com 2 mil pessoas: nada menos do que 54% admitiram que ficaram se perguntando se fizeram mesmo a escolha certa, e a resposta foi “não”.
Para alguns, o arrependimento foi tão grande que 42% consideraram dar uma nova chance ao relacionamento. Desses, 21% estão juntos do ex-parceiro novamente.
Segundo a psicóloga e terapeuta de casais Daniela Ervolino, do Psicolink, situações como essas são comuns também no Brasil.
— Muitos casais se separam por impulso. Cada vez mais as pessoas querem resolver tudo instantaneamente e têm menos paciência para se dedicar ao relacionamento — avalia.
Para a especialista, em geral, o arrependimento no divórcio se deve à falta de flexibilidade e de abertura para o diálogo enquanto a relação existia — dois erros que levam à separação precipitada.
— As pessoas não conversam sobre os problemas por medo de iniciar uma discussão, por preguiça e por achar que o outro já deveria saber determinada coisa. Falar e ouvir é fundamental — afirma a psicóloga.

Extra
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domingo, 24 de agosto de 2014

Canais de TV serão investigados pelo comércio de espaço para programas religiosos

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O Ministério Público Federal (MPF) pretende apurar os casos de compra e venda de horário na programação de emissoras de TV e rádio por igrejas e empresas de televendas. Segundo a coluna "Outro Canal", de Keila Jimenez, na Folha de S.Paulo, o anúncio foi feito durante audiência pública na Câmara dos Deputados, que tratava justamente da terceirização da grade de programação de TV.
A locação de horários na TV, para alguns especialistas, é ilegal, uma que a comercialização desses espaços contraria a Constituição, já que os canais de rádio e TV são concessões públicas. Os representantes dos veículos, por sua vez, argumentam que não há ilegalidade, pois esta seria a única forma para que emissoras que não recebem investimentos suficientes em publicidade possam sobreviver.
Caberá ao MPF, por sua vez, investigar os canais que alugam praticamente sua programação completa para entidades religiosas. Diante da possível falha do Ministério das Comunicações para fiscalizar os casos, o MPF deve agir. Na mira do processo estão emissoras como o canal 21, do Grupo Bandeirantes, que tem mais de 20 horas alugadas, e a rede CNT, que possui mais de 90% de sua grade tomada por atrações religiosas.
Segundo informações da “Folha Poder”, a Igreja Universal do Reino de Deus é a que mais compra espaço nas emissoras para sua programação, o equivalente a 364 horas em rede nacional por semana. Em segundo está a Igreja Internacional da Graça de Deus, com 49 horas, seguida pela Igreja Mundial do Poder de Deus, com 2 horas e 30 minutos, e finalmente a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, com 2 horas.

Portal IMPRENSA
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sábado, 23 de agosto de 2014

Em má fase desde a Copa, Fred não vai mais à igreja

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Muita coisa mudou desde que Fred, atacante do Fluminense, foi convocado para a Copa. A empolgação deu lugar a uma atuação abaixo do esperado, a volta ao tricolor das Laranjeiras ainda não o redimiu do futebol sem brilho - pelo contrário, Fred tem dificuldade em marcar gols, tem perdido pênaltis e está em má fase com a torcida -, e até os cultos a que o jogador estava indo, na Igreja Evangélica Internacional da Zona Sul, foram abandonados por ele.
"Ele não está vindo desde a Copa. Aliás, desde antes. Já que ele foi chamado bem antes para ficar concentrado com a Seleção. Parecia estar feliz aqui. Vinha sentava-se nos bancos da frente, estava sempre concentrado. Estamos na torcida por ele", diz uma frequentadora da igreja.
Parte do afastamento de Fred pode ser explicado pelos compromissos profissionais. Assim que terminou a Copa, ele pediu 10 dias de férias ao Fluminense, foi para Nova York com a namorada descansar, e se reapresentou ao clube novamete no dia 24 de julho.
Ele voltou a treinar e participou de jogos válidos pela Copa do Brasil e pelo Campeonato Brasileiro, o que rendeu alguns dias de concentração e viagens com o clube. Mas na segunda-feira, 11, dia de folga para o atacante, e de culto na Igreja Evangélica Intrenacional da Zona Sul, o jogador preferiu ir ao cinema com a namorada Paula Armani, e depois ir jantar com ela, em um restaurante no Leblon.
O dia seguinte já seria dia de se reapresentar ao Flu para se concentrar para a partida contra o América de Natal. O jogo, no dia 13 de agosto, serviu para Fred quebrar o jejum de cinco partidas sem marcar, mas o time do atacante acabou eliminado da competição com um placar de 5 a 2. Desde então, o Fluminense não vence no campeonato brasileiro, Fred não voltou a marcar e vem desperdiçando até cobrança de pênati, como a que aconteceu contra o Botafogo, no dia 16 de agosto. O último revés se deu na quarta-feira, 20, quando o Flu perdeu para o time da Chapecoense, o time foi hostilizado por seus torcedores na volta ao Rio de Janeiro, e Fred fez desabafo contra eles, a quem chamou de marginais, em suas redes sociais.
"Todo mundo tem fase ruim no trabalho, na vida. Estamos torcedo por ele, para que se recupere. E, se quiser voltar para a igreja, estaremos aqui para recebê-lo. Ele é uma boa pessoa. Merece ser abençoado", diz a frequentadora.

EGO via CidadeVerde
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