29 de jun de 2015

Israel pede a judeus que deixem a França após ataque perto de Lyon

Um ministro israelense chamou nesta sexta-feira os judeus da França a vir e viver em Israel após o ataque jihadista perto de Lyon.
"Exorto os judeus da França - voltam para casa! O semitismo aumenta, o terrorismo está crescendo!", declarou o ministro da Imigração israelense, Zeev Elkin, membro do Partido Likud (direita) do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
"Esta é uma missão nacional da mais alta prioridade", acrescentou em um comunicado.
O primeiro-ministro israelense apela regularmente os judeus da Europa a ir em "massa" para Israel. A França é o lar da maior comunidade judaica da Europa, com 550.000 pessoas.
O diretor de uma empresa foi decapitado nesta sexta-feira em um ataque jihadista contra uma usina de gás perto de Lyon (centro-leste da França). Não foram fornecidas informações sobre a religião da vítima.
O suposto autor do ataque, conhecido por suas "ligações com o movimento salafista", foi preso, segundo as autoridades.
"O ataque é tratado como sendo de natureza terrorista, desde que foi encontrado um corpo decapitado com inscrições", indicou o presidente francês, François Hollande.
Desde os ataques realizados em janeiro em Paris por três jihadistas contra a revista Charlie Hebdo, um supermercado kosher e a polícia, o governo implementou um plano de vigilância antiterrorista em lugares públicos.

Publicado em EM

24 de jun de 2015

Palestras vão refletir sobre a importância de Jerusalém para muçulmanos, católicos e judeus

Especialistas nas três grandes religiões monoteístas debaterão cidade sagrada no Centro Cultural Midrash.
Como um lugar sem rio, mar ou riquezas naturais, com verão extremamente quente e neve no inverno, virou um santuário para as três grandes religiões monoteístas do mundo? A intrigante história de Jerusalém é tema de uma série de palestras que começa esta quarta-feira, dia 24, no Midrash Centro Cultural, no Rio de Janeiro. Considerada por muitos sagrada, a cidade ganha destaque por ter importantes marcos históricos tanto para judeus, quanto para cristãos e muçulmanos. É lá que ficam, por exemplo, o Muro das Lamentações, a Basílica do Santo Sepulcro e a Esplanada das Mesquitas. O primeiro, fundamental para a fé judaica, é o único vestígio do antigo templo de Herodes. O segundo é o lugar onde acredita-se que Jesus foi sepultado, na tradição cristã. E, por fim, a Esplanada das Mesquitas — também chamada de Monte do Templo por judeus e cristãos — reúne as mais antigas construções do mundo muçulmano: a Mesquita de Al-Aqsa e o Domo da Rocha.
Jerusalém é uma das cidades mais antigas do planeta — reza a lenda que ela surgiu ainda na Idade do Cobre, no milênio IV a.C. —, mas começou a se tornar centro espiritual somente no século X a.C., com o rei Davi.
— Jerusalém não tem grandes atrativos naturais, mas, desde que o rei Davi a conquistou, mil anos a.C., ela se tornou um bom lugar para ser a capital do povo judeu, que se dividia em tribos naquela época. Primeiro, a cidade se tornou um centro político, e só quando o rei Davi levou para lá a Arca da Aliança, com os Dez Mandamentos, é que ela se tornou um centro religioso — considera o historiador e editor Paulo Geiger. — Até hoje, os judeus rezam virados para Jerusalém. Com a morte de Jesus lá e a institucionalização da fé cristã pelo imperador Constantino, no século VII, a cidade também ganhou grande importância para o mundo cristão.
Também os muçulmanos, ainda na época de Maomé, faziam suas orações voltados para Jerusalém, e não para a Meca, como ocorre hoje em dia.
— Mais ou menos no ano 620, no séc VII, Jerusalém foi palco da ascensão de Maomé: ele foi levado de Meca até Jerusalém, onde encontrou os profetas e, dali, subiu para o paraíso. Por este e outros aspectos, a cidade tem uma força simbólica muito grande para o islamismo — conta a doutora em Letras Muna Omram, que é muçulmana.
Retratada no documentário “The making of a holy city” (BBC), de Simon Sebag Montefiore, a cidade de Jerusalém é conhecida pela convivência relativamente tranquila entre as religiões, incluindo aí igrejas cristãs neopentecostais.
— Jerusalém ainda é uma cidade em que o espírito de paz está preservado, em meio ao barril de pólvora que é o Oriente Médio. Ninguém ousa atacá-la. De nenhum dos lados. Principalmente a Cidade Velha, que tem muitos símbolos religiosos de várias religiões, é super preservada. Lá, há muitos comerciantes muçulmanos, judeus e cristãos que convivem bem. A cidade é um elo entre as pessoas, então creio que essa aura que envolve Jerusalém poderia ser o caminho para paz na região — aspira Muna.
Para a professora de Teologia da PUC-Rio Maria Clara Bingemer, no entanto, o caráter intocável de Jerusalém está cada vez mais relativo.
— A existência do Estado Islâmico, por exemplo, é muito preocupante, porque cria um receio de que construções históricas de Jerusalém sejam destruídas, como eles vêm fazendo em outras cidades, e que os cristãos que vivem lá sejam atacados. Como o Estado Islâmico não é legítimo representante do Islamismo, não há como garantir que eles se importariam em preservar mesmo os lugares importantes para os muçulmanos — alega Maria Clara. — Nós estamos vivendo uma guerra em capítulos, como disse o Papa Francisco, e pode ser que essa guerra ainda afete muito Jerusalém.
As palestras do Midrash ocorrem nas próximas três quartas-feiras, dias 24 de junho, 1º e 8 de julho, sempre às 19h30. Cada uma custa R$ 20. As inscrições podem ser feitas no site da instituição.

Publicado no Globo

23 de jun de 2015

Bilhões em ouro descoberto em Israel servirão para construir o Terceiro Templo

Ouro descoberto servirá para construir Terceiro Templo
A descoberta de ouro com valor estimado na casa dos bilhões de dólares sob o Monte Eilat no sul de Israel chamou atenção esta semana. A entrevista do rabino Yehuda Glick, diretor executivo do Instituto Monte do Templo em Jerusalém, divulgada pelo site Breaking Israel News, indica que esse dinheiro poderia facilmente ser usado para a construção do Terceiro Templo.
Yehuda afirma que havia mantido isso em segredo durante os últimos anos, mas agora deseja que o governo seja pressionado para permitir que o ouro seja retirado. Embora bastante criticado por correntes do judaísmo, o rabino Glick é internacionalmente conhecido por sua dedicação em assegurar que o Monte do Templo seja acessível a todas as pessoas que desejem adorar no local sagrado na capital de Israel.
Seus esforços já despertaram a ira de muçulmanos a ponto de ele ter sido vítima de uma tentativa de assassinato em outubro de 2014, quando foi atacado por um terrorista palestino. Ele recebeu quatro tiros no peito, mas sobreviveu e acredita que isso só reforça sua disposição de ver o Monte do Templo servir novamente como “casa de oração para todos os povos”.
A descoberta do ouro ocorreu após Yehoshua Friedman, um dos pesquisadores do Instituto do Templo, fazer pesquisas sobre cada uma das 12 pedras que ficavam no peitoral do Sumo Sacerdote, conforme descrito no Antigo Testamento. Cada pedra representa uma das 12 tribos de Israel.
Friedman e Glick afirmam que conhecendo os versículos bíblicos a respeito do ouro na Terra de Israel, percebeu que o assunto devia ser melhor investigado. A descoberta do ouro no Monte Eilat ocorreu pela primeira vez em 2007, na escavação de uma equipe da Austrália.
Rabino Yehuda Glick, diretor executivo do Instituto Monte do Templo em Jerusalém.
Como a exploração não foi levada adiante na época, agora o Instituto do Monte do Templo só aguarda uma autorização do Ministério de Energia e Infraestrutura para recomeçar. Eles já fizeram contato com várias outras empresas de mineração para analisar a estrutura geológica das montanhas de Eilat.
Quando perguntado o que pretende fazer com os bilhões de dólares que podem ser retirados do local, Glick asseverou: “Esperamos usar o ouro na construção do Terceiro Templo. Queremos usar esse ouro para fazer todos os utensílios necessários para o serviço [sacerdotal] e vender o restante. O dinheiro servirá para comprar os materiais e pagar a mão de obra necessária para reconstruir o Templo. Estamos ansiosos para este grande dia!”.
Todas as vezes que religiosos judeus começam a falar sobre o Terceiro Templo, isso implica em retirar do Monte duas mesquitas sagradas para os muçulmanos que estão atualmente no local. Os rumores já geraram uma ameaça de guerra. Alheio a isso, o Instituto do Templo já anunciou que tem quase tudo pronto para recomeçar os sacrifícios segundo o ritual bíblico, tendo inclusive treinado sacerdotes e levitas.

Publicado em GP

19 de jun de 2015

Aberta as inscrições para a corrida dos 100 anos da Assembleia de Deus

A Assembleia de Deus em Alagoas está comemorando cem anos de fundação e para celebrar o aniversário vai promover uma caminhada e corrida, dia 30 de agosto, mês da fundação da denominação no Estado. As inscrições para o evento estão abertas e seguem até o dia 17 de agosto através do site http://contimeassessoria.com.br/ ouhttp://attivalogistica.com.br/.
A taxa é de apenas R$ 30,00 (trinta reais). A inscrição dá direito a um kit que inclui: medalha de participação, camisa especial do atleta, copo comemorativo, bolsa para transporte dos materiais, chip para cronometragem, seguro para acidentes pessoais, água para hidratação e frutas.
Segundo o comitê organizador do Centenário da Assembleia de Deus em Alagoas, a caminhada e a corrida terão largada às 7 horas da manhã a partir da Assembleia de Deus no Trapiche da Barra, na Avenida Siqueira Campos, onde foi inaugurado o primeiro templo-sede da denominação pelo missionário sueco Otto Nelson. O percurso é de 5 km e encerra no pátio multicultural do bairro Jaraguá.
Ainda conforme o comitê, a proposta do evento é que tudo seja feito com muito louvor, adoração e comunhão e assim assinalar de forma alegre a comemoração do centenário da maior denominação evangélica de Alagoas.

Comemorações
A celebração do Centenário da Assembleia de Deus segue até o mês de dezembro quando será realizada uma grande festa do Estádio Rei Pelé, no bairro Trapiche, nos dias 10, 11 e 12. O tema da festa foi escolhido pelo pastor-presidente, pastor José Antonio dos Santos e será: “O Deus dos Céus é o que nos fará prosperar”, escrito no livro bíblico de Neemias 2.20
Pelo interior do Estado, a Assembleia de Deus já deu início às comemorações com cultos festivos e homenagens. No mês de abril, a Câmara Municipal de Maceió homenageou os 100 anos de fundação da Assembleia de Deus em Alagoas durante uma sessão solene. Na ocasião o pastor José Antônio dos Santos, presidente da igreja, recebeu a Comenda do Mérito Cívico, concedida a personalidades que por suas iniciativas ou atividades tenham contribuído para o aprimoramento da vida cívica da capital.

História
A Assembleia de Deus foi fundada em 25 de agosto de 1915 pelo missionário Otto Nelson, mas só em 22 de outubro de 1922 foi inaugurado o templo –sede, localizado no bairro do Trapiche da Barra, sendo terceiro da igreja no Brasil e com capacidade para trezentas pessoas.
A denominação tem aproximadamente 150 mil membros em Alagoas, sendo cerca de 40 mil em Maceió. Atualmente, a instituição possui 150 congregações na capital e conta com 120 campos no interior do Estado, e 564 pastores.

Publicado em Alagoas 24 Horas

18 de jun de 2015

Igreja sagrada para os cristãos é incendiada em Israel

Invasores deixaram ameaça dizendo que ‘falsos ídolos serão destruídos’.
É uma referência ao uso de santas e santas nas igrejas católicas.
Em Israel uma igreja sagrada para os cristãos foi incendiada nesta quinta-feira (18). Parece que esse ataque foi um crime de ódio religioso. Os invasores que incendiaram a igreja deixaram uma pichação em hebraico, uma ameaça dizendo que ‘falsos ídolos serão destruídos’. É uma referência ao uso de santas e santas nas igrejas católicas, os supostos ídolos, segundo essa visão crítica e extremista.
A igreja atacada fica à beira do Mar da Galileia, no lugar onde a tradição diz que Jesus Cristo fez o milagre da multiplicação, usando poucos peixes e pães para alimentar uma multidão. A igreja ficou bastante destruída, os monges beneditinos alemães que cuidam do lugar tão bastante assustados, mas por sorte ninguém se feriu gravemente.
A polícia israelense prendeu dez jovens, estudantes de uma escola religiosa judaica, suspeitando que eles possam ter cometido esse crime de ódio.
O embaixador da Alemanha, Andreas Michaelis, foi ao local e pediu que Israel garanta a proteção das instituições religiosas.
A Igreja Católica da Terra Santa entendeu o ato como parte de uma série de agressões contra cristãos, como muitas que têm acontecido pelo mundo, principalmente no Oriente Médio, inclusive preocupando muito o Papa Francisco que já pediu várias vezes atenção a essa onda de ataques que tem - em uma de suas faces mais violentas - os terroristas do Estado Islâmico.

Publicado em G1

Homem branco abre fogo e mata 9 em igreja de comunidade negra nos EUA

Ataque ocorreu em igreja de Charleston, na Carolina do Sul. Atirador fugiu e é procurado; senador seria uma das vítimas.
Um tiroteio em uma igreja da comunidade negra na cidade de Charleston, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, deixou nove mortos e um ferido na noite desta quarta-feira (17), informou o prefeito Joseph Riley. O ataque ocorreu por volta de 21h locais (22h em Brasília) e, segundo a polícia local, um rapaz branco abriu fogo dentro do templo.
A polícia não forneceu a identificação dos mortos e do ferido.
Segundo a rede “NBC”, um senador democrata estaria entre as vítimas. O reverendo Al Sharpton, líder de direitos civis em Nova York, tuitou que o senador Clementa C. Pinckney morreu no ataque.
A afiliada da "CNN" na região disse que Elder James Johnson, presidente da organização de direitos civis National Action Network na região, confirmou a morte do senador. O jornal “The New York Times” informou que Pinckney é reverendo no templo, mas não soube precisar se ele estava no local no momento do ataque. As informações ainda não foram confirmadas pelas autoridades.
O tiroteio ocorreu na Emanuel African Methodist Episcopal Church, uma das mais antigas da comunidade negra. Após o ataque, uma ameaça de bomba chegou à polícia local, que isolou o quarteirão onde está localizada a igreja.
Em sua conta no Twitter, a polícia de Charleston afirmou que estava buscando um suspeito branco, loiro, do sexo masculino e com cerca de 21 anos. Ele teria disparado contra os fiéis da igreja durante uma cerimônia. Ele estava vestindo um moletom cinza, calça jeans e botas.
O homem abriu fogo durante uma sessão de estudos bíblicos, muito frequentes nas igrejas do sul dos Estados Unidos, tanto durante a semana como aos domingos.

Crime de ódio
“Havia oito mortos dentro da igreja. Duas pessoas foram transportadas para um hospital, mas uma delas não resistiu e morreu. Temos nove mortos”, disse o chefe de polícia de Charleston, Gregory Mullen. Ele afirmou que foi um “crime de ódio”.
Um homem foi visto sendo algemado e preso por policiais após o incidente, mas ainda não se sabe se ele era o autor dos disparos.
Imagens de emissoras de TV mostraram helicópteros sobrevoando a área, ambulâncias e muitos policiais.
“Trata-se de uma tragédia desoladora nessa igreja histórica”, afirmou o prefeito Riley ao jornal local “The Post and Courier”.
"Ele (atirador) obviamente é extremamente perigoso", disse o presidente o chefe de polícia Mullen. "Vamos colocar todos os nossos recursos, vamos colocar toda a nossa energia em encontrar essa pessoa", afirmou.
Policiais e cães vasculham a cidade á procura do suspeito. A polícia pediu aos cidadãos para ligar para o 911 para denunciar suspeitos.
A Emanuel African Methodist Episcopal Church é uma das mais antigas igrejas da comunidade negra dos EUA. Denmark Vesey, um dos fundadores do templo, liderou uma revolta de escravos fracassada em 1822.

Tensão racial
O crime representa um novo golpe para a comunidade afro-americana nos Estados Unidos, que nos últimos meses foi vítima de crimes aparentemente motivados por racismo, em particular homicídios cometidos por policiais brancos contra homens negros desarmados.
Este foi o caso de Ferguson em 2014 e o de Baltimore há algumas semanas, além de vários crimes similares ao cometido em Charleston que provocaram uma grande tensão racial no país.
Após o tiroteio em Charleston, a governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, fez um apelo aos moradores.
"Minha família e eu oramos pelas vítimas e os parentes afetados pela tragédia sem sentido desta noite" na igreja, disse a governadora.
"Enquanto ainda ignoramos os detalhes, sabemos que jamais entenderemos o que motiva uma pessoa a entrar em um dos nossos locais de oração e tirar a vida de outros".
Jeb Bush, pré-candidato republicano à Casa Branca nas eleições de 2016, que deve participar de um comício em Charlotte, na Carolina do Norte, escreveu no Twitter que "nossos pensamentos e orações estão com os indivíduos e famílias afetadas pelos trágicos fatos de Charleston".
A pré-candidata democrata Hillary Clinton, que participou na quarta-feira de um ato eleitoral na cidade, escreveu no Twitter: "Notícias terríveis de Charleston. Meus pensamentos e minhas orações estão com vocês".
Mike Huckabee, outro republicano que sonha com a candidatura à Casa Branca, também expressou pêsames.

Publicado em G1 via Gazetaweb