24/10/2014

16% é quanto representa os deputados evangélicos eleitos no último pleito

Segundo o site Exame.com, a bancada evangélica no Congresso Nacional, cresceu em 14% após as últimas eleições, e terá mais força em sua luta contra as propostas que julga polêmica, especialmente no tocante a homossexuais e drogas, conforme disseram nessa quinta-feira representantes desse grupo ouvidos pela Agência Efe.
"A minoria evangélica levantará um muro enorme contra esses projetos e estaremos muito atentos às manobras dos ativistas homossexuais", disse o pastor, apresentador e empresário Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
Independentemente de quem for eleito no domingo que vem como presidente do Brasil, os evangélicos no Congresso sabem que já podem cantar vitória por conta do crescimento da atual representação, que passou de 70 deputados para 80, com o grupo que assumirá em 2015.
Trata-se de uma minoria que representa 16% dos 513 deputados brasileiros e que a Frente Parlamentar Evangélica define como "a maior bancada da história da igreja evangélica no Brasil". Segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), com o reforço dos recém-eleitos dessa confissão, o Brasil terá "o Congresso Nacional mais conservador desde 1964".
"Essa força vai dificultar uma agenda parlamentar liberal em relação à criminalização da homofobia e a descriminalização do aborto, dois assuntos muito presentes nos debates do primeiro turno das eleições, mas que praticamente desapareceram no segundo turno", disse à Agência Efe o cientista político e especialista em assuntos de religião Cesar Romero Jacob, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
Ele acredita que não haverá necessariamente uma virada à direita com relação a temas econômicos e de inclusão social, mas com relação aos temas de natureza moral haverá uma tendência mais conservadora.
Observadores políticos apontam que a dificuldade na votação de leis mais liberais não se limitará às relativas à moral, mas também às que abordam assuntos como a legalização das drogas, o meio ambiente e o direito dos indígenas.
E isso nem tanto pelo aumento da chamada "bancada evangélica", mas pelo crescimento do número de deputados de outras minorias conservadoras: a rural e a policial.
Malafaia deixa claro que os evangélicos rejeitarão totalmente iniciativas legislativas como a de identidade de gênero, que, segundo ele, é "ativismo homossexual".
"Não vamos nos opor a ensinar às crianças a respeitar os diferentes, mas sim a ensinar "homossexualidade" nas escolas, que é o que querem", enfatizou.
Na última terça-feira, em seu templo na Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, Malafaia garantiu com veemência para milhares de fiéis que o ouviam que "os homossexuais pretendem destruir a família, enquanto o governo do PT, desde a época de (Luiz Inácio) Lula da Silva, os financia com milhões de reais".
Diante de seus "seguidores", ele não só critica abertamente a política do governo, como fala sem reservas em quem vai votar nas eleições. Questionado a respeito pela Efe, ele justifica que "o povo é livre para votar em quem quiser, mas eu, como pastor, como pessoa que exerce influência em segmentos sociais, por que não vou exercer essa influência?".
O pastor não acredita que os evangélicos darão uma guinada à direita porque, em sua opinião, "as questões de direita e de esquerda, que no Brasil foram muito fortes, agora estão muito enfraquecidas".
"Há uma esquerda radical, e o resto não consigo decifrar. O que vejo é que essa esquerda abraçou a escória da direita", disse.
O líder religioso atribui o aumento da representação evangélica no Congresso a uma mera consequência do aumento da população evangélica no Brasil, que, segundo o Censo de 2010, é de 22,2% da população, e a maior consciência popular.
Frente a outros coletivos, como o dos católicos, que costumam votar em diferentes partidos conforme a ideologia política individual, o eleitor evangélico vota quase que exclusivamente em candidatos da sua própria igreja, que se dividem em 17 partidos, explicou.
É o que Jacob denomina de "voto cativo obtido pela forte ascendência dos pastores evangélicos sobre seus fiéis quando, na década de 2000 a 2010, a igreja pentecostal brasileira elaborou seu próprio projeto de poder".

Com informações da EFE via Exame.com

Feitiçaria "moderna" diz sofrer preconceito

Bruxos dizem sofrer com preconceito e maioria ainda vive no "armário das vassouras".
Não que isso seja uma exclusividade da capital sul-mato-grossense, mas, em Campo Grande, os poucos bruxos que vivem por aqui sofrem com o preconceito e, por isso, a grande maioria (leia-se 100 ou, no máximo, 120 pessoas), vive no “armário das vassouras”.
“Costumam se esconder. Quando perguntam 'qual é sua religião?' eles respondem: 'Então, eu não sigo nenhuma'. Era o que eu falava”. Quem diz isso é a professora de literatura Elizabeth Bonfim, de 32 anos, que, por muito tempo, foi espiritista, mas deixou de lado a doutrina kardecista para se dedicar à Wicca, a religião dos bruxos e das bruxas.
O amigo, o cabeleireiro Davi Vieira, de 29 anos, que se apresenta como Manrick, usava desculpas parecidas quando também se escondia. Ele é bruxo assumido há 2 anos, mas estuda a religião há 7.
Deixar o “armário” foi difícil, mas, para ele, a decisão foi a mais acertada, apesar dos comentários que teve de ouvir depois. “As pessoas tem muito preconceito. Eu vivia entre o evangelho, a Umbanda e a Wicca. Quando eu falei “vou ser Wicca” muitos falaram: você é maluco? Vai adorar o capeta? Eu falei: Não é o capeta. É o Cernunnus e ele é um deus. Tem essa confusão mesmo”.
É mais que confusão. É Preconceito. Intolerância religiosa, pontua Elizabeth. Por três anos, a professora foi uma seguidora solitária da Wicca. Estudava em casa, sozinha. Só a filha e o marido sabiam. Mas, há dois anos, ela decidiu assumir a crença e encontrou outros wiccanianos no caminho.
Hoje, a mulher, que integra uma minoria na cidade, faz parte de um grupo composto por 10 pessoas que se reúnem, uma vez por mês, para reuniões e celebrações em Campo Grande. Esses são os “assumidos”, brinca.
Os que ainda estão no “armário das vassouras” somam mais de 100. A maioria não assume a crença por conta do preconceito mesmo, reforça. A professora, ao contrário, faz questão de mostrar o rosto e falar a respeito porque tem esse direito e luta para desmistificar os diversos mal entendidos espalhados ao longo de anos.
É quase uma militância. Quem critica, diz, é porque não conhece e, provavelmente, nunca parou, sequer, para pesquisar o assunto. É mais fácil atirar pedras e acreditar no que dizem do que procurar saber a verdade.

O que é?
 “A Wicca é uma religião que se firmou por volta da década de 50, quando Gerald Gardner, um bruxo europeu, começou a pesquisar como eram feitas as cerimônias pagãs. Ele foi iniciado por um coven (grupo de bruxos), que mantinham tradições de forma secreta porque, naquela época, as bruxas eram queimadas na fogueira e tinham que se esconder para permanecer com suas crenças e práticas. Esse povo continuou até 1950, quando ele descobriu tudo. Foi ele quem denominou Wicca, mas Wicca seria o resgate de toda essa cultura ancestral, de antes de Cristo, diz.
Pela definição da UWB (União Wicca do Brasil), a Wiicca é uma religião neopagã, mítica, politeísta, iniciática, de culto dualista e orientação matrifocal. Traduzindo: é uma religião baseada em um sistema mitológico, onde se cultua os deuses da natureza e seus fenômenos.
É politeísta porque é uma crença que cultua vários deuses, e não um todo-poderoso. É iniciática porque, para se tornar membro, é necessário passar por ritos e um período de preparação. É dualista porque prega que, dentro de tudo que existe no universo, existem forças opostas e complementares, como luz e trevas, masculino e feminino.
A orientação matrifocal remete ao matriarcado, estrutura social onde a mulher tem papel de destaque na liderança familiar e religiosa. O feminino era reverenciado nas antigas civilizações e, na religião Wiica, isso é regra.
“Estamos muito acostumados com as religiões patriarcais, as religiões cristãs, que falam de um único Deus, masculino. A Wicca é a religião da Deusa. Vem falar que também existem um princípio feminino, mas, claro, também reconhecemos o masculino. A religião visa o equilíbrio entre os dois e não a supremacia”, esclarece Elizabeth.
A Deusa, a Grande Mãe, tem muitos nomes. “Aí que entra a confusão da religião, porque você pode adotar um panteão (conjunto de deuses) ou não. Essa deusa pode ser apenas um arquétipo (um símbolo, por exemplo)”.
O Deus, como já foi dito, também pode ser vários, mas o Cernunnos, geralmente representado por um homem de barba, com chifres, é um dos mais reverenciados. “Foi a partir dele, esse Deus de chifres, que começaram a falar que os bruxos cultuavam o demônio, sendo que nós não cultuamos o demônio. Ele é um Deus celta, um Deus da natureza”, esclarece.
Esteriótipo e verdade - Infelizmente essa imagem ficou. Foi fortalecida pela “propaganda” da igreja, se arrasta já por centenas de anos e, hoje, chega em forma de preconceito, mesmo que velado.
“Transformaram em uma coisa do mal. E aí ficou o esteriótipo da bruxa e do bruxo, que é aquela pessoa feia, de verruga no nariz, que faz maldades. A realidade é que somos pessoas que gostam da natureza, de estar em contato com ela e que a respeita. Não existe isso de fazer mal as pessoas. Essa é a parte da religião que é totalmente deturpada”.
O nomenclatura bruxo ou bruxa remente às produções cinematográficas e causa, por si só, espanto, mas a origem da palavra, segundo Elizabeth, remete ao inglês arcaico e significa “aquele que molda, que sabe, pessoa sábia, homem ou mulher”. “Por isso que a gente não liga quando falam. Para nós não tem conotação pejorativa”, diz.
Os seguidores da Wicca, além de cultuarem vários deuses, seguem rituais específicos, como os Sabbaths, festivais do Sol, que marcam as estações do ano. O próximo, denominado Beltaine, acontece no dia 31 de outubro e celebra a entrada do verão.
“A gente comemora a fertilidade, o período em que a terra volta a ficar fértil”. Em ritos como esse, são comuns fogueiras, músicas, danças, oferendas e invocação aos deuses.
Nesses encontros os wiccanianos aparecem, geralmente, de preto. É a cor do útero da Deusa, explica Elizabeth. É, também, a do caldeirão, que representa o útero da mãe.
Símbolos e dogmas - A religião Wicca é cheia de símbolos. Tem a vassoura, para limpeza astral, a colher de pau, condutora de energia, e o principal deles: o pentagrama, que simboliza os cinco elementos: “fogo, terra, água, ar e o espírito”, elenca.
Existem feitiços? Existem, mas os trabalhos são feitos para atrair coisas boas, garante. “Prosperidade, saúde, sabedoria, exemplifica”, ao comentar um dos pouquíssimos dogmas da religião: “Tudo o que você faz volta para você três vezes. Não praticamos o mal porque sabemos que, se fizermos isso, ele volta. Isso é uma lei ética”.
A Wicca tem metas, mas não um livro sagrado. “Cada um faz o seu. Chama Livro das Sombras. É onde você anota todos os seus feitiços, intuições, sonhos...” Um fato interessante, dentre vários que chamam a atenção, é que a os adeptos da religião não fazem proselitismo religioso.
“Quem quer aprender vem. Estamos sempre nos reunindo, mas ficar pregando, falando que tem que amar a Deusa, jamais”, finaliza Elizabeth.

Com informações do Campo Grande News

Favorecimento de algumas religiões gera protestos em Moscou

Na capital da Rússia, convivem muitas confissões religiosas. No entanto, o número de templos religiosos não é proporcional ao número de crentes de uma ou outra religião. Na capital russa, surgem movimentos de protesto contra a construção de novas igrejas ortodoxas, templos budistas e muçulmanos.
Em 2011, o governo de Moscou iniciou um programa de construção de 200 igrejas ortodoxas na capital. Agora, o governo planeja dobrar esse número e construir 180 novas igrejas em Nóvaia Moskva (território da região de Moscou recentemente anexado à capital russa).
O diretor do programa e conselheiro do prefeito de Moscou e do Patriarca da Igreja Ortodoxa, Vladímir Résin, disse à Gazeta Russa que o programa é voluntário.
“É realizado somente com doações e é totalmente dependente da demanda dos moradores", disse Résin.
“O Patriarca acha que na capital faltam pelo menos 200 igrejas ortodoxas. Kirill não é apenas o chefe da Igreja Ortodoxa, mas também o bispo da cidade de Moscou. O Patriarca afirma que, entre todas as unidades da Federação, Moscou ocupa a última posição em número de igrejas por pessoa", diz Vladímir Viguiliánski, secretário do Patriarca Kirill.

Movimentos anticlericais moscovitas se manifestaram contra as igrejas ortodoxas.
Mas os protestos contra as construções não foram muito bem-sucedidos. O governo de Moscou concordou em rever alguns projetos, mas em geral o programa continua até hoje.

Muçulmanos
Os muçulmanos também expressam sua insatisfação, porque em Moscou existem apenas quatro mesquitas. A maior delas ainda está em construção. "A Rússia é um país multiétnico e abriga diversas religiões, e representantes de todas as religiões precisam de templos na capital", disse à agência Lenta.ru o mufti de Moscou e da região Central, Albir Krganov.
De acordo com ele, faltam cinco pequenas mesquitas na capital.
“Essa falta é sentida durante as orações de sexta-feira: apenas 10 mil pessoas podem entrar nas quatro mesquitas da cidade, enquanto outros 15 mil a 20 mil muçulmanos são obrigados a rezar na rua”, diz.
Os representantes de outra religião tradicional da Rússia, o budismo, não têm na capital um único templo. No entanto, de acordo com o presidente do Centro Budista Três Jóias, Tatiana Odushpaial, no final de agosto, começou a construção de dois templos no oeste e no norte da capital russa. As áreas para a construção foram escolhidas pela Comissão de Planejamento Urbano e de Terras de Moscou.

Protestos de ortodoxos
Já ativistas ortodoxos se manifestam contra a construção de novos templos budistas e muçulmanos.
A onda de protestos contra a construção de novas mesquitas começou em 2010, com manifestações dos trabalhadores da indústria têxtil no sudeste de Moscou. Os manifestantes expressaram sua insatisfação com os planos de construção de um centro religioso do Islã no distrito.
Em 2012, quando apareceram os primeiros rumores sobre uma mesquita ser erguida no distrito de Mítino, no norte de Moscou, as pessoas saíram às ruas de novo. "No momento, o número de mesquitas atende às necessidades dos residentes permanentes na cidade, não há necessidade de construir novas", diz Résin. Essa posição corresponde à do governo de Moscou, que acredita que a maioria dos crentes que frequentam mesquitas durante os principais feriados muçulmanos não é de moscovitas, mas de imigrantes.
Em 2012, os moscovitas também saíram às ruas para se manifestar contra a construção de um templo budista no distrito de Otrádnoie. Os manifestantes afirmaram que a coexistência de budistas com cristãos, muçulmanos e judeus poderia provocar confrontos interrreligiosos e agravaria os engarrafamentos nas ruas.

Com informações da Gazeta Russa

23/10/2014

Bruna Marquezine agora é crente

Segundo o jornal O Dia, de sábado 18/10, Bruna Marquezine se converteu à religião evangélica e frequenta a Igreja Batista Central da Barra da Tijuca.
Segundo o jornal, a atriz tem roubado a cena dos pastores na Igreja Batista Central da Barra da Tijuca, que frequenta. Quase todo domingo, ela mostra o quanto é querida por lá e impressiona por saber cantar todos os louvores.
Após o culto, ela ainda distribui autógrafos e posa para fotos com os frequentadores do local.

Com informações de O Dia

Na Itália, padre desenha proibição de roupas "indecentes"

As mulheres que não obedecerem podem ser expulsas da igreja.
O Daily Mail informou que um padre italiano se cansou dos vestidos e saias curtas desfilando em sua igreja e baniu as mulheres, de vez, de aparecer com vestimentas ‘indecentes’.
Para tanto, tentou ser bastante didático e desenhou com explicações para as fiéis.
O desenho destaca que a saia deve ser tão longa para, no mínimo, alcançar o joelho. Caso não obedeça à norma, a mulher pode ser expulsa da igreja. Na legenda do desenho, está escrito “Está claro? A saia deve alcançar e tocar os joelhos, não faça o sacerdote colocá-la para fora”.
No início deste ano, um tribunal no sul da Itália também proibiu a entrada de pessoas "vestidas indecentemente”, seja com transparências, decotes, chinelos e minissaias.

Com informações do Daily Mail via Terra

21/10/2014

Ordem católica era seita sexual

Miguel Rosendo, fundador da Ordem de San Miguel Arcángel, era o líder de uma seita sexual. Na moradia do espanhol teriam lugar rituais satânicos e orgias envolvendo vários membros da congregação.
A diocese de Tui-Vigo expulsou o fundador da Ordem de San Miguel Arcángel, Miguel Rosendo. O espanhol era o líder de uma comunidade secreta que organizava orgias entre vários membros da congregação. Também se dedicava a prática de rituais satânicos.
O escândalo remonta a abril do ano passado. Rosendo e a comunidade, composta pela sua família, por outras quatro com crianças – algumas recém-nascidas – e mais oito mulheres, viviam numa espécie de bunker, nos arredores de Oia (Pontevedra). A moradia incluía uma piscina de água salgada em frente ao mar, um pequeno parque infantil e vários monumentos de cariz religioso – estátuas de anjos à entrada, uma torre de pedra e uma capela. Nela teriam lugar, alegadamente, encontros sexuais e vários rituais satânicos.
Begoña M., uma das testemunhas escutadas pelo jornal espanhol El Mundo, foi membro da Ordem durante 15 anos, denuncia alguns dos episódios que presenciou. Desde os abusos sexuais até ao terror psicológico perpetuados por Rosendo.
“Miguel montou um Éden com as religiosas (…) Sentava-se com as meninas e acariciava-as muito (…) [Também] nos manipulava a cabeça. Culpava-nos da morte da sua filha, que faleceu aos quatro meses. Dizia que não nos tínhamos esforçado o suficiente”, confessou Begoña.
O escândalo abalou os alicerces da organização. Miguel Rosendo tem, hoje, 54 anos, e terá deixado Vigo para se fixar em Madrid. Alguns membros seguiram-no, mas a maioria abandonou a Ordem que agora está reduzida a 31 pessoas – chegaram a ser 400 – lideradas por um comissário extraordinário que a Igreja nomeou.

Com informações do Observatório e Faro de Vigo

Igreja indenizará ex-pastor que fez vasectomia

O processo, cujo recursos foi negado pelo pelo Tribunal Superior do Trabalho, afirma que o pastor trabalhou na igreja entre 1995 e 1997 na cidade de Itapevi (São Paulo), ganhando cerca de R$ 1 mil (o salário incluía comissões).
A cirurgia o teria levado ao divórcio, já que sua ex-esposa teria ficado frustrada com o fato de não poder ter filhos.
O recurso da Igreja Universal do Reino de Deus foi negado e mantendo-se a decisão que condenou a igreja a indenizar em R$ 100 mil um ex-pastor que realizou vasectomia. Segundo o processo, que corre na 4º Turma do TST, o pastor teria sido incentivado a realizar a cirurgia para conseguir uma promoção para o cargo de bispo na África. Segundo ele, a igreja teria afirmado que o novo emprego "exigiria total dedicação e seu desempenho poderia ser prejudicado caso ele tivesse filhos". Ele afirmou na ação que esta era condição "sempre lembrada, inclusive com promessas de salário maior, apartamento e carros de luxo".
No processo, a Universal defende-se afirmando que a maioria de seus pastores e bispos são casados e possuem filhos e o grau de dedicação deles à igreja não muda pelo fato de serem ou não pais. Sobre o caso específico, a Universal disse na ação que a opção de se submeter à cirurgia "decorreu da manifestação e vontade do ex-pastor". Em nota enviada à Época NEGÓCIOS, a igreja esclarece que "jamais forçou o ex-pastor a realizar a cirurgia" e que recorrerá a condenação.


Processo
A ação começou na Primeira Vara do Trabalho de Itapevi (SP), que julgou o pedido do ex-pastor "improcedente". Já o Tribunal Regional do Trabalho da 2º Região, de SP, condenou a Universal por "danos morais". Para o TRT, a exigência de vasectomia pelo empregador "contraria os direitos à dignidade da pessoa humana e de personalidade, de integridade psicofísica, intimidade e vida privada". A Universal recorreu, mas o TST "constatou a presença dos requisitos necessários para caracterizar a responsabilização civil da instituição pelo ato ilícito de impor ao empregado a realização da vasectomia".

Confira nota da Universal do Reino de Deus:

Com referência ao Agravo de Instrumento em Recurso de Revista 33-81.2010.5.02.0511, apreciado pela 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a Igreja Universal do Reino de Deus esclarece que jamais forçou o ex-pastor a realizar a suposta vasectomia.Além disso, não havendo no processo nenhuma prova de que tenha praticado tal ato contra o autor da ação trabalhista, ou ainda que ele sequer tenha se submetido à cirurgia à época, a Universal informa que recorrerá da condenação ao foro cabível, confiante que a Justiça e a verdade prevalecerão.

Baseada em notícia original de Época Negócios

Ajude a salvar uma mãe paquistanesa condenada à morte por blasfêmia #SaveAsiaBibi

Uma mãe de cinco filhos foi condenada à morte por criticar o islamismo no Paquistão. Ela é cristã e foi acusada de blasfêmiaEste abaixo-assinado foi criado pela estudante inglesa Emily Clarke para pedir aos governos de vários países, inclusive o do Brasil, para protegê-la da perseguição religiosa.
A mulher chama-se Asia Bibi e pode ser executada nos próximos dias no Paquistão. Clique aqui para exigir que a mãe paquistanesa condenada à morte seja libertada!
Asia Bibi foi condenada após seus vizinhos se negarem a dividir um copo de água com ela, por ela acreditar no cristianismo. Ela foi acusada de criticar o islamismo após esse episódio, o que ela nega.
Emily criou o abaixo-assinado para que milhares de pessoas pelo mundo exijam que os governos de seus países se manifestem pela libertação de Asia Bibi. Isso ajudará a reverter a condenação decidida pela Suprema Corte do Paquistão. Por isso, é importante cobrar que o governo brasileiro se pronuncie a favor da libertação de Asia Bibi.
No Paquistão, alguns políticos já foram mortos por defender Asia. Seus cinco filhos e sua família estão escondidos, com medo por suas vidas. Sua execução deve acontecer em breve, a menos que a comunidade global se una para exigir sua libertação e que ela esteja em segurança.


Precisamos dar um basta à perseguição religiosa!

18/10/2014

As atividades da Associação Médicos de Cristo


Segundo o site oficial de Médicos de Cristo, são objetivos da associação: "aprofundar a vida espiritual de cristãos envolvidos na prática médica ou de saúde e encorajá-los a compartilhar" sua fé; "prover meios regulares de intercâmbio de ideias, informações e experiências nos campos de saúde, promoção à saúde integral, em especial na interface entre bioética, fé cristã e missões médicas"; "promover fraternidade e cooperação entre profissionais de saúde do Brasil e do mundo"; "encorajar estudantes da área a buscarem a Deus em suas profissões"; e "encorajar e apoiar o trabalho médico missionário no Brasil e no mundo".
A entidade, interdenominacional, foi fundada em 1995 para ser mais uma voz cristã em direção à sociedade brasileira, para prover o crescimento espiritual de seus associados e para mobilizá-los para o serviço ao próximo através de sua profissão, seguindo o conceito "curando e sendo curados". Podem se associar ao grupo: médicos/as, dentistas e outros/as profissionais da área que tenham um compromisso pessoal com Jesus, e o reconheçam como Salvador e Senhor. Também são aceitos associados que não são diretamente ligados à área da saúde, pessoas físicas e jurídicas.

Atividades de Médicos de Cristo e outros profissionais de saúde
Os associados organizam encontros regulares de grupos de profissionais de saúde cristãos para reflexão, oração, estudo bíblico, trabalhos voluntários e apoio mútuo em várias cidades do Brasil: ou, como diz o Estatuto de Médicos de Cristo, "reuniões para compartilhar experiências e assistir os associados em seus desafios pessoais e profissionais". Também é costume haver um jantar especial no Dia do Médico, 18 de outubro. Foi num jantar especial como este que a ideia da associação surgiu: em Curitiba, Paraná.
O site da associação é www.medicosdecristo.org

Temáticas de saúde e fé cristã
Entre os temas mais importantes tratados pela entidade de profissionais cristãos, tanto nos congressos, quanto em suas reuniões locais e publicações, estão: bioética, missões médicas e uma visão interdisciplinar de saúde integral, visando corpo, alma, espírito e contexto social, a partir da igreja local, junto à própria comunidade cristã e em geral. Outra área prioritária tem a ver com serviços voluntários de assistência médica, social e de desenvolvimento comunitário, incluindo a prevenção e palestras, e o tratamento, envolvendo estudantes e profissionais. Também é preocupação da associação a promoção do bem estar da vida dos profissionais da área de saúde e o apoio a atividades de evangelização.
Os profissionais de saúde ligados à associação Médicos de Cristo recebem apoio técnico e pessoal, e são incentivados à busca da unidade cristã e do exercício profissional de forma íntegra e honesta, com atendimento adequado à comunidade, visando a promoção da ética, da paz, cidadania, direitos humanos, democracia e outros valores universais e cristãos.

Igreja evangélica sofre arrastão de bando armado

Na noite desta quinta-feira (16), um grupo de cinco assaltantes fez um arrastão em uma igreja evangélica de Mauá, na Grande São Paulo. A Guarda Civil Municipal disse que o grupo tentou roubar dois carros e assaltou fiéis que estavam participando do culto.
Quatro suspeitos foram detidos e uma pessoa foi baleada. O homem baleado é o dono de um dos carros que os bandidos tentaram roubar, por volta das 20h. Como o motorista tentou fugir, acabou sendo atingido nas costas. Ele foi encaminhado a um hospital, onde passou por cirurgia e não corre risco de morte.
Após atirarem no homem, os bandidos assaltaram uma mulher que passava pela rua e tentaram roubar outro motorista, mas ele conseguiu escapar. Na mesma rua acontecia o culto na igreja evangélica. Eles seguiram até o local e roubaram dinheiro, bolsas e celulares dos fiéis. Dois deles são guardas municipais. Um acionou a Polícia Civil e o outro a Guarda Municipal.
Os guardas começaram a seguir os suspeitos e conseguiram deter um adolescente, que logo levou a outros três suspeitos, já na divisa com a capital paulista. Somente o quinto envolvido conseguiu escapar. Foram apreendidos com os rapazes alguns objetos das vítimas, dinheiro e uma arma calibre 22.
As investigações do caso ficam por conta da Polícia Civil. Do total de 15 vítimas que estavam no culto, quatro delas registraram boletim de ocorrência. Segundo a polícia, existe a suspeita de que o grupo tenha cometido outros crimes na região.

DM

17/10/2014

Equipe do Vila Nova Futebol Clube 'contrata' pastor

Pastor Marlon Brito foi 'contratado' a pedido do treinador, à fim de motivar os atletas.
A situação do Vila Nova na Série B do Campeonato Brasileiro não é nada fácil. Vice-lanterna da competição, o Tigre tem apenas 23 pontos somados e vê a queda para a Série C cada vez mais de perto, uma vez que tem apenas nove rodadas para tentar reverter a situação e tirar os atuais dez pontos de diferença para o Bragantino, primeiro time fora da zona de rebaixamento.
Por este motivo, o técnico Wladimir Araújo, resolveu recorrer à ajuda divina e solicitou à diretoria a "contratação" de um pastor, com o qual já "trabalhou" quando ainda treinava o Aparecidense. O objetivo é que o pastor Marlon Brito consiga motivar o grupo e os atletas tenham forças para tirar o time da atual situação.
"(O pastor Marlon Brito) É um cara extremamente positivo, que vem para nos ajudar neste momento delicado", disse o técnico do Vila Nova.
Para evitar o descenso, o Tigre precisa de nada menos que oito vitórias nos nove jogos que tem pela frente.

FutNet

Como gerir os "negócios" da fé

Pós-graduação é promovida em parceria com a Igreja Católica.
A primeira pós-graduação em Administração de Organizações Religiosas, apresentada hoje ao final da tarde, é promovida em parceria com a Igreja Católica, e terá na sua primeira edição entre 25 e 30 alunos.
António Pimenta de Brito, responsável pelo curso, explicou à agência Lusa que, mesmo tratando-se de organizações que não visam o lucro, há sempre a necessidade de gerir bem os fundos que têm.
O curso "surge num contexto de crise e de necessidade cada vez mais premente de as instituições religiosas se autossustentarem financeiramente", disse António Pimenta de Brito.
Para este responsável, são cada vez mais as instituições religiosas que, "a par da atividade social e espiritual", têm negócios.
"Vemos cada vez mais a hotelaria gerida por instituições religiosas, mas depois há também todos "os negócios" sociais e as respostas que a Igreja tem", disse.

Lusa via DN

Igreja terá que indenizar homem por difamação em culto

Foi mantida sentença que condenou apelantes ao pagamento de R$ 60 mil.
A Justiça de Mato Grosso do Sul manteve sentença determinando o pagamento de indenização no valor de R$ 60 mil para M.N. da S., que disse ter sido difamado durante culto na Igreja Universal do Reino de Deus.
De acordo com os autos, o apelante E.B.V. caluniou e difamou o autor da ação, ao convidar uma fiel da Igreja Universal para subir ao altar, afirmando que ela havia mantido um relacionamento com M.N. da S. e ele teria tentado abusar dela e assediá-la sexualmente, frisando que o homem não era digno de representar a igreja e incitando todos os presentes a propagarem isso.
E.B.V. e a Igreja foram condenados em 1º grau e entraram com recursos, que agora foram negados por unanimidade pelos desembargadores da 1ª Câmara Cível do TJ-MS.

Correio do Estado

'Perdi minha loja e tudo que tinha', diz cristão vítima do Estado Islâmico

Quase 2 mil cristãos fugiram da cidade de Mossul após chegada de combatentes de grupo extremista islâmico e se refugiam na Jordânia.
Primeiro, eles fugiram para o norte e a cidade de Irbil. Agora, cerca de 1.800 cristãos iraquianos de Mossul e arredores, expulsos por militantes do grupo autointitulado Estado Islâmico, encontraram abrigo na vizinha Jordânia.
Há 1.600 anos que Mossul está no coração da cultura cristã no Iraque. Até meados deste ano, quando os cristãos locais foram forçados a se converter ao Islã, fugir ou morrer.
"Minha filha foi a primeira a nascer no exílio", diz Abu Safwan, carregando a pequena criança em seus braços, em meio ao barulho dos deslocados cristãos iraquianos abrigados em um centro católico nos arredores da capital jordaniana, Amã.
"Militantes do 'Estado Islâmico' nos arrancaram e nos expulsaram do nosso país. Saímos de Mossul quebrados", diz Safwan. "Eles tomaram nossas casas e empresas e mataram nosso bispo Faraj e os padres Ragheed e Boulous. Como a gente vai poder voltar para lá?"
No início deste mês, a Organização das Nações Unidas disse que militantes do Estado Islâmico cometeram diversos abusos de direitos humanos e "atos de violência de natureza cada vez mais sectária no Iraque".
A entidade alegou que o grupo realizou possíveis crimes de guerra, incluindo execuções em massa, uso de crianças como soldados e o sequestro de mulheres e meninas para serem usadas como escravas sexuais.

'N' de cristão
Os cristãos também dizem que o Estado Islâmico cometeu "crimes contra a humanidade" contra eles e outras minorias do Iraque, como os yazidis, e pedem ajuda internacional.
"Eles colocaram uma letra vermelha 'N' na minha casa, de 'nasrani', que significa cristão em árabe, e declarou que ela era propriedade do 'Estado Islâmico'. Perdi minha loja, tudo o que eu já tive na vida", disse Abu Suleiman, de 60 anos, também de Mossul.
"Como vou viver depois disso? Todos os nossos direitos humanos foram violados. Agora, eu ouvi que um militante do Afeganistão está vivendo na casa da minha família. Isto é inaceitável para nós", diz ele, balançando a cabeça.
Os sete membros da família Suleiman fugiram para a área de controle curdo no norte do Iraque e dormiram sob árvores antes de chegarem à Jordânia.
"Nós só sobrevivemos porque fugimos da cidade no início da manhã. Outros cristãos tiveram seus carros, ouro, dinheiro e até mesmo fraldas roubadas por militantes do Estado Islâmico".
A maioria está, agora, sem dinheiro, após ter fugido apenas com as roupas do corpo, e depende da generosidade dos outros.

'Cidade virou um beco'
O empresário Jassam Hanna disse que Mossul foi transformada em um "beco escuro (típico de) filme" após ser tomada pelo 'Estado Islâmico' em junho. Leia mais: Pelo menos 3 mil jihadistas europeus lutam na Síria e no Iraque
"Homens circularam pelas ruas com espadas. Como isso pode estar acontecendo no século 21? Não há humanidade no Iraque. Ele está morto", disse ele, com raiva, a representantes católicos e muçulmanos jordanianos.
O pai de Hanna construiu um negócio próspero ao longo dos últimos 40 anos, com três lojas, disse ele. Mas, depois da ocupação pelo 'Estado Islâmico', um militante disse a Hanna que ele deveria "pagar" para manter sua loja.
Além disso, o cristão, de 33 anos, disse que um adolescente chegou à casa da família e anunciou ser o novo "governador."
"Ele declarou que a região fazia parte do Estado Islâmico, incluindo a minha casa e propriedade. Basta. Isto é propriedade da minha família e nós trabalhamos para isso", diz Hanna. "Mas, no final, tivemos que fugir para (salvar) nossas vidas", diz Suleiman.
Os refugiados cristãos dizem que nem tropas iraquianas nem americanas foram a Mossul para ajudá-los quando o Estado Islâmico sitiou a segunda maior cidade do Iraque.
"Os Estados Unidos não fizeram nada por Mossul quando os cristãos foram forçados a fugir da cidade", diz Suleiman. "Foi uma história diferente quando Saddam Hussein invadiu o Kuwait em 1990."
Os EUA iniciaram uma ofensiva aérea contra alvos do Estado Islâmico em agosto, num esforço para ajudar yazidis presos no Monte Sinjar escaparem dos militantes.
John Allen, enviado americano para a coalizão contra o grupo, disse recentemente que a campanha militar para retomar Mossul poderá levar até um ano para ser planejada, pois exige grande preparação.

G1

Tribunal confirma condenação à morte da cristã paquistanesa Asia Bibi

O tribunal de recurso em Lahore, no Paquistão, confirmou, esta quinta-feira, a condenação à morte da cristã Asia Bibi, acusada de “blasfêmia” e condenada em primeira instância em 2010.
A notícia é avançada pela Agência Fides, do Vaticano, por um dos advogados de defesa, o cristão Naeem Shakir.
A defesa procurou desmontar a acusação, considerando que os testemunhos eram “pouco credíveis” e que havia fortes indícios de depoimentos falsos.
Shakir afirmou que a justiça paquistanesa “está cada vez mais nas mãos dos extremistas” e anunciou recurso para o Supremo Tribunal, agora a última esperança de Asia Bibi.
A cristã foi condenada à morte por enforcamento em Novembro de 2010, tendo sido insuficientes os apelos à libertação feitos pelo governador Salman Taseer e o ministro cristão das Minorias, Shahbaz Bhatti, ambos assassinados entretanto.
O observatório para a liberdade religiosa no mundo da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) afirma a respeito do Paquistão que "o pior instrumento de repressão religiosa é a lei da blasfêmia, a qual continua a causar cada vez mais vítimas".

Esta lei refere-se na realidade ao Artigo 295, B e C, do Código Penal paquistanês. A secção B refere-se a ofensas contra o Alcorão que são puníveis com prisão perpétua; a secção C refere-se a atos que enxovalham o profeta Maomé, puníveis com prisão perpétua ou com a morte.
Na prática nunca ninguém foi executado ao abrigo da lei, mas em muitos casos os condenados acabam por ser assassinados ainda na cadeia ou depois de libertados.
No seu site, a fundação pontifícia AIS explica Asia Bibi foi condenada à morte por blasfémia, na sequência de um desentendimento com duas irmãs muçulmanas, “apenas por ter bebido um copo de água de um poço”.
O caso remonta a Junho de 2009, quando as mulheres muçulmanas que trabalhavam com Asia Bibi foram ter com um responsável religioso e acusaram a cristã de proferir blasfêmias contra o profeta Maomé.

Renascença