28 de set de 2016

Nasce primeiro bebê filho de três pessoas, revela revista científica

O primeiro bebê com material genético de três pessoas diferentes é um menino. O pequeno I.H nasceu no dia 6 de abril e já tem 5 meses. O nascimento é resultado de uma técnica inovadora que incorpora o DNA de três pessoas, como informa a revista “New Scientist”. Os pais, jordanianos, receberam tratamento de uma equipe baseada nos Estados Unidos.
A controversa técnica, só permitida no Reino Unido, permite que os pais com mutações genéticas raras tenham bebês saudáveis. No caso, a mãe do bebê tem genes responsáveis pela síndrome de Leigh, uma doença fatal que afeta o sistema nervoso durante o desenvolvimento da criança e que já havia causado a morte dos seus dois primeiros filhos.
A publicação explica que genes que causam a doença ficam no DNA na mitocôndria. No caso da paciente, 25% delas tinham a carga genética problemática. Assim, os pais procuraram o New Hope Fertility Center (Centro de Fertilidade Nova Esperança), em Nova York, buscando ajuda.
O responsável pela técnica dos “três pais” é John Zang, que segura o bebê na foto. O cientista vem trabalhando no método que envolve a fertilização dos óvulos da mãe e da doadora com o esperma do pai. Antes que os óvulos fertilizados comecem a se dividir em embriões, o núcleo do óvulo da doadora é removido e substituído pelo da mãe. Entretanto, a técnica não é apropriada para o casal jordaniano por conta da religião: eles são muçulmanos e, portanto, contra a destruição de embriões. A saída foi usar uma técnica diferente: o cientista removeu o núcleo o óvulo da mãe e o inseriu no óvulo da doadora, que teve seu núcleo removido. O resultado é um óvulo com núcleo da mãe, mas DNA mitocondrial da doadora que, assim, poderia ser fertilizado pelo esperma do pai.
Dos cinco embriões criados pela equipe de Zang, somente um se desenvolveu corretamente. Implantado no útero da mãe, deu origem a I.H, o pequeno garoto que será, a partir de agora, inspiração para muitos pais.

Publicado em Extra


27 de set de 2016

Cristãos são crucificados, queimados e esmagados na Coreia do Norte

Os cristãos na Coreia do Norte enfrentam estupros, torturas, escravidão e são mortos simplesmente por causa da sua fé, comprova um novo e contundente relatório da Christian Solidarity Worldwide (CSW).
A CSW, ONG inglesa que luta pela liberdade publicou este mês o relatório “Total Negação: Violações de Liberdade de Religião ou Crença na Coreia do Norte”, que mostra como não existe liberdade de religião ou crença no país liderado pelo ditador Kim Jong-Un.
“As crenças religiosas são vistas como uma ameaça à fidelidade exigida pelo Líder Supremo, então qualquer pessoa que mantenha a fé acaba sendo severamente perseguida”, afirma o documento. “Os cristãos sofrem de modo significativo por que o partido comunista que lidera o país os rotula como antirrevolucionários e imperialistas.”
Entre os casos documentados de violência contra os cristãos há casos de pessoas “colocadas em uma cruz com uma fogueira embaixo, esmagados por um rolo compressor, jogados de cima de pontes e pisoteados até a morte”.
Outros crimes bárbaros incluem “execuções sem julgamento, extermínio, escravidão/trabalho forçado, transferência forçada de população, prisões arbitrárias, torturas, perseguição, sequestros, estupro e violência sexual, entre outros atos similares”.
Existe uma política de “culpa por associação”, em muitos casos, fazendo com que os parentes dos cristãos também sejam presos, mesmo que não professem a fé cristã, ressalta o relatório.
Embora oficialmente sejam conhecidos apenas 13.000 cristãos na Coreia do Norte, acredita-se que o número real seja muito maior. Existem 121 locais de culto religioso na Coreia do Norte, afirma o Centro de Dados dobre Direitos Humanos da Coreia do Norte, incluindo 64 templos budistas, 52 templos Cheondoista, três igrejas protestantes, uma catedral católica e uma igreja ortodoxa russa.
As cinco igrejas ficam na capital, Pyongyang, no entanto, analistas acreditam que elas servem apenas para tentar mostrar uma boa imagem da Coreia do Norte diante da comunidade internacional, pois não há cultos.
Segundo informações de missões, existem 500 igrejas domésticas na Coreia do Norte, formadas principalmente por pessoas cujas famílias eram cristãos antes de 1950 – início da Guerra da Coreia que dividiu o país. No entanto, eles não poderão estabelecer líderes nem usar materiais religiosos.
O ministério Cornerstone International, que trabalha com os cristãos naquela região, estima que existam entre 200 e 300 mil cristãos norte-coreanos vivendo no país, que não são reconhecidos pelo governo, a verdadeira igreja subterrânea.
Eles são obrigados a praticar sua fé em segredo, pois se forem pegos, serão enviados para campos de trabalhos forçados, bastante conhecidos pela população. Um homem que conseguiu fugir de um deles explicou à CSW que conheceu um prisioneiro que foi enviado para o campo simplesmente porque tinha passado um mês na China estudando a Bíblia.

Templos abertos, mas vazios
Os cristãos não são o único grupo religioso a sofrer sob o regime comunista. Budistas e Cheonistas [crença tradicional coreana] também são tratados como inimigos da revolução, embora a CSW acredite que “o regime pode ter um maior grau de tolerância com as crenças consideradas nativas da Ásia ou da península coreana”. Um dos principais argumentos contra as igrejas é que elas fariam parte de uma tentativa de dominação estrangeira.
Segundo o extenso relatório do CSW, os templos abertos parecem mais com museus que com prédios de atividades religiosas. “Estas instalações, organizações e instituições permanecem abertas para mostrar a existência de pluralismo religioso e aceitação, mas a realidade é outra”, sublinha o material.
A CSW pede que a comunidade internacional apoie o encaminhamento da Coreia do Norte para o Tribunal Penal Internacional, onde será investigada todas as suas violações de direitos humanos.
Sua petição diz que “Muitos norte-coreanos estão sofrendo por causa de sua fé, e a comunidade internacional precisa agir urgentemente para acabar com a impunidade e garantir a prestação de contas… Todo esforço deve ser feito para buscar a responsabilização e justiça para o povo da Coreia do Norte, que sofre abusos dos direitos humanos em uma escala sem paralelo no mundo moderno”.

Publicado em GP com informações de Christian Today


25 de set de 2016

Partido Comunista impõe novas restrições para o trabalho de igrejas na China

Com o objetivo de `lutar contra o extremismo religioso e o terrorismo´, o novo conjunto de medidas irá tornar ilegal qualquer igreja que não siga as ordens do Partido Comunista.
O governo chinês (Partido Comunista) elaborou novas restrições em um esforço para impedir o crescimento e a influência das religiões estrangeiras no país, incluindo o islamismo e o cristianismo, ultrajar muitos na comunidade baseada na fé.
De acordo com a organização cristã humanitária 'China Aid', o novo conjunto de restrições religiosas deve ser promulgado oficialmente no início de outubro e procura "suprimir todas as atividades religiosas não-oficiais por meio da dispersão de igrejas evangélicas domésticas, silenciando separatistas tibetanos e minando a influência do Vaticano sobre os católicos chineses".
Na sua forma atual, o projeto contém nove capítulos e 74 artigos, alguns dos quais incluem proibições de "promover encontros e reuniões de cidadãos para participarem de treinamentos religiosos, conferências e actividades no exterior", "pregar, organizar atividades religiosas e estabelecer instituições religiosas ou locais religiosos em escolas", além da "prestação de serviços religiosos por meio da internet".
Os artigos alertar contra a influência de potências estrangeiras, impondo restrições sobre a "aceitação de postos de ensino de países estrangeiros" e a "organização de atividades em locais religiosos não aprovados". A 'China Aid' observa que essas restrições específicas são destinadas a dificultar o funcionamento das igrejas domésticas e reduzir o contato com organizações de fora das igrejas chinesas controladas pelo governo.
O pacote de medidas também diz ser contra o "extremismo religioso e o terrorismo", expressando preocupação sobre a "infiltração do proselitismo religioso na educação nacional" por uma série de grupos, conforme observou o site 'East Asia Forum'.
No entanto, novas restrições não estão bem recebidas por parte da população, incluindo um pastor chamado Zhou, que disse que o novo pacote de medidas é uma evidência de que o Partido Comunista quer tomar conta da religião no país.
"O governo quer controlar tudo, até mesmo os menores aspectos", disse ele. "Uma característica deste projeto é o fortalecimento dos governos locais em seu domínio sobre as comunidades. Esta revisão irá reduzir ainda mais a possibilidade de suavizar o controle religioso na China. Está se tornando impossível".
Gao Baosheng, pastor de uma igreja chinesa com sede nos Estados Unidos, advertiu que "este projeto trará clima pesado, tão duro sobre a liberdade religiosa que a orientação de Deus se faz ainda mais necessária". Ele também enfatizou que os novos regulamentos são claramente "uma tentativa do presidente chinês Xi Jinping em gerenciar e suprimir ainda mais as religiões no país, usando leis para isso".
"Ao observar essas mudanças, podemos dizer que o governo está impondo mais controle sobre as grandes religiões", alertou.

Repressão
Desde a criação da política religiosa do país, na década de 1990, o Partido Comunista da China expressou temor de que as "forças estrangeiras hostis" usassem as religiões para "se infiltrar sociedade chinesa, se impondo sobre a população e subvertendo o governo do partido". Por conseguinte, o Partido Comunista proibiu o trabalho missionário de estrangeiros e recusou-se a reconhecer qualquer nomeação por entidades religiosas estrangeiras, como o Vaticano, além de declarar que quaisquer grupos religiosos não registrados - tais como as igrejas subterrâneas - são ilegais.

Publicado em CPAD


23 de set de 2016

O criacionismo invade a Europa

Hominídeo Australopithecus afarensis
Um movimento anticientífico antes restrito aos EUA está ganhando território no lado leste do Atlântico.
“Isso é ultrajante!” Com o rosto vermelho e visivelmente agitado, o homem de 60 e poucos anos estava correndo em direção a uma reconstrução hiper realista de silicone de Lucy, a mundialmente famosa Australopithecus afarensis de 3,2 milhões de anos de idade. Depois de alguns minutos confusos, verificou-se que o homem seguia uma crença, baseada na bíblia, de que o mundo possuiria cerca de 6 mil anos de idade. Mas ele não se opunha a idade evolutiva de Lucy, e sim à sua nudez. “Você precisa cobri-la! É quase tão ruim quanto ir à praia!”
Lucy é uma das principais atrações das “Escadas da Evolução,” no hall central do Museu Moesgaard, Dinamarca. A nova atração tinha acabado de abrir, aumentando o número anual de visitas do museu de dezenas de milhares para gritantes 500.000 no primeiro ano. Houve grande cuidado para que fossem dadas expressões individuais às reconstruções científicas, fazendo com que se destacassem como pessoas, e não apenas parentes evolucionários distantes.
E lá estava ela — escura e peluda, com um metro de altura e ar confiante. O visitante criacionista, no entanto, nunca viu o macaco nela. Ele viu apenas o seu corpo nu. A antiguidade importava menos do que moral. A exibição funcionou.
Nós dois já tivemos encontros com criacionistas. Eles veem em todas as formas e representam todas as grandes denominações. Vivem em cidades e na zona rural. Alguns são bem instruídos, alguns pertencem ao establishment e outros não. Alguns são bem organizados e financiados, outros não. Vários são dedicados à uma causa, muitos como missionários com o papel de espalhar a palavra da criação divina em oposição à evolução; outros guardam a ideia para si mesmos. Mas, apesar das diferenças, possuem algo em comum: são todos europeus.
Nós estamos acostumados a pensar no criacionismo como um fenômeno exclusivamente norte americano. Não é. Apesar de ter surgido nos EUA, o criacionismo organizado se espalhou pelo mundo. Mas, na Europa, o criacionismo não representa uma comunidade unida; varia muito de um país para o outro. Em alguns países, o criacionismo fornece identidade para comunidades religiosas menores, e tem pouco impacto. É o caso da Escandinávia. Em outros lugares, o criacionismo está ligado à subculturas bem organizadas e substanciais. Podemos observar isso na Holanda. E, em alguns outros locais, o criacionismo existe entre elites religiosas que possuem um poder político considerável. Um exemplo notável é a Rússia.
Por anos, ainda que criacionistas estivessem crescendo em número nos países europeus e desenvolvendo, gradualmente, influência em escolas e comunidades locais, eles se mantinham fora do radar e não eram uma grande preocupação. Não até, pelo menos, uma década atrás, quando o Conselho da Europa emitiu um alerta contra o crescimento do criacionismo e sobre a possível ameaça que ele representava para o sistema educacional. Nesse momento, o criacionismo virou tema de debate público e político. Pesquisas foram feitas por toda a Europa para determinar a opinião pública. Algumas pesquisas online foram hackeadas por criacionistas turcos que buscavam alterar o resultado. Livros, panfletos e sites foram lançados e começaram a circular. E a mídia adorou.
Alguns jornalistas investigativos tentaram entender o que estava realmente acontecendo e quem eram esses criacionistas. A maioria, eles descobriram, estavam apenas repetindo a velha temática ciência versus religião — evolução contra criação, com Darwin de um lado e Deus no outro, esperando o sino para começarem o próximo round. Desavisados sobre todos os truques desenvolvidos pelos criacionistas americanos, no entanto, os jornalistas europeus frequentemente pulavam para a “perspectiva balanceada” padrão, olhando o caso dos dois pontos de vista. A cobertura noticiosa e as histórias para contextualização tratavam das diferenças entre ciência e religião como uma questão de gosto pessoal. Onde ainda não havia debate, a mídia ajudava os criacionistas a criar um na esfera pública.
A dupla celebração de Darwin em 2009 — comemorando o aniversário de 150 anos da publicação de "A Origem das Espécies" e o 200º aniversário do pai da teoria da evolução moderna — ajudou os criacionistas europeus de maneiras inesperadas. Eles conseguiram mais exposição midiática do que nunca. Em toda parte, jornalistas abordaram o aniversário da perspectiva do conflito entre ciência e religião. Isso deu aos criacionistas acesso fácil à grande mídia. Mas mais importante foi o advento das mídias sociais e a facilidade com que sites podiam ser criados: criacionistas podiam produzir muito mais material acessível para um número muito maior de pessoas. Isso também forneceu novas plataformas para a comunicação entre comunidades criacionistas. Algumas até clamaram por uma união de forças entre as religiões, no que foi concebido como uma causa comum contra o ateísmo.
Poucos na comunidade científica esperavam por isso. Em alguns países, os criacionistas possuíam um orçamento maior para atividades anti evolução no ano de Darwin do que organizações científicas tinham para promover ciência e evolução. Muitas das campanhas foram bem produzidas, eram espertas e causaram impacto. Apesar do fato de nações europeias estarem, de maneira geral, entre aquelas com as maiores taxas de aceitação pública da teoria da evolução — com notável exceção da Turquia — notícias e pesquisas demais estavam mostrando uma mudança na opinião pública.
Nós aprendemos que confrontar o criacionismo não é uma questão científica, mas sim política. Quando se trata de criacionismo, não basta coletar e alinhar todas as evidências e argumentos nos quais a teoria da evolução se apoia. Ao invés disso, cientistas precisam sair e operar em todas as plataformas onde os criacionistas estão ativos. O que inclui dar palestras públicas, escrever artigos em revistas e jornais populares, bem como discutir a questão na televisão e no rádio, desenvolver e manter sites sobre a evolução, e via exibições.
Quando o criacionismo encontra um caminho para dentro do sistema educacional, cientistas europeus não apenas comentam em jornais. Eles organizam e buscam apoio para ações de oposição. Quando um ministro da educação sérvio ordenou que escolas parassem de ensinar evolução, a Acadêmia Sérvia de Ciência incitou uma campanha anti-criacionista, apoiada por 40 organizações diferentes, que eventualmente pressionaram o ministro, fazendo com que ele se demitisse.
Apesar de parecer que os criacionistas estão aqui para ficar — inclusive na Europa— eles não constituem a maior ameaça para o entendimento da evolução. Ao lidar com o aumento do criacionismo na Europa, nós aprendemos uma lição surpreendente sobre como as pessoas pensam. Mesmo que elas afirmem aceitar a evolução, tendem a interpretar os processos evolutivos de maneira intuitiva, mas cientificamente incorreta. A evolução, como assunto, é frequentemente tratado de modo marginalizado nas escolas europeias e, às vezes, é até mesmo negligenciado. Ironicamente, tendo sido forçados a considerar os anti evolucionistas operando na Europa, nós agora sabemos que precisamos fazer mais para conseguir que as pessoas entendam o que sabemos sobre os processos fundamentais da vida na Terra. Nós precisamos trabalhar em múltiplas plataformas para sermos bem-sucedidos e precisamos de bons exemplos. Com o número de visitantes nos museus de história natural aumentando em toda a Europa nós temos os locais e o interesse público necessários. Agora só precisamos tirar o maior proveito possível disso.

Publicado em Scientific American Brasil


A Bíblia no contexto digital

Por Adriana Ferreira (*)

Dizer que teríamos o mundo na palma da mão, há uns 20 anos, parecia exagero. Porém, pesquisas feitas na última década mostram que é cada vez maior a tendência de se estar conectado a qualquer hora, tempo e lugar. Estamos diante de uma geração conectada, que tem o smartphone como extensão de suas mãos.
No campo religioso, a presença da Igreja Católica na internet tem se dado de diversas maneiras. A começar pelo Papa Francisco, que, desde seu primeiro ano de Pontificado, se tornou o líder mais popular na rede mundial.
Em março de 2014, em sua reflexão dominical do Ângelus, na Praça São Pedro no Vaticano, o Sumo Pontífice afirmou: “É uma coisa boa, ter um pequeno Evangelho, e levá-lo conosco, no bolso, na bolsa, e ler um pequeno trecho em qualquer momento do dia. Em qualquer momento do dia, eu pego do bolso o Evangelho e leio alguma coisinha, um pequeno trecho. Ali é Jesus que nos fala, no Evangelho! Pensem nisto”.
Ter o Evangelho cotidianamente na palma da mão, no bolso, na bolsa, com possibilidades múltiplas de acesso e interpretação já incorporadas ao dispositivo móvel utilizado em nosso dia a dia é algo simples e possível.
Na antiguidade, os livros do Antigo Testamento podiam formar uma biblioteca inteira, porque o formato desses escritos era em rolos manuscritos. Qual não foi o avanço ao terem sido encadernadas em um grande e único volume e, séculos mais tarde, impressos em tamanhos cada vez menores. Alberto Manguel, estudioso dos formatos dos livros ressalta que “de todas as formas que os livros assumiram ao longo do tempo, as mais populares foram aquelas que permitiam ao leitor mantê-lo confortavelmente nas mãos”.
Acredita-se que com os meios digitais, esteja acontecendo a terceira revolução do livro. Estamos na era do livro digital, distribuído de diversas formas, baixado ou consultado gratuitamente pela internet através de aplicativos para computadores e dispositivos móveis.
Alguns podem oferecer vantagens no formato digital com hipertexto, a navegação por referências cruzadas, o acesso a conteúdo multimídia e assim proporcionar um conhecimento não linear sobre o assunto a ser pesquisado. Além de que, no universo hipermidiático, cada indivíduo é ao mesmo tempo leitor e autor, tendo a possibilidade de interagir com outras pessoas, emitir opiniões e refletir sobre a opinião de outros.
A partir dos recursos oferecidos por tais aplicativos, com o smartphone nas mãos pode-se fazer estudos bíblicos associados a imagens, à história, às interpretações artísticas estampadas em livros, paredes e vitrais das igrejas, filmes, obras de arte, visitas virtuais.
As novas tecnologias cumprem certas funções de aproximação, popularização, interatividade, variedade de informações. Mas, a riqueza está no fato dos meios se complementarem de diversas formas.
É positivo ver as novas gerações retomando antigas práticas, como ler a Bíblia, através das novas tecnologias aplicadas aos dispositivos móveis, inserindo ou reinserindo-as em seu cotidiano. Desta forma, os textos bíblicos podem estar ao alcance das pessoas assim como estão os games e as notícias.
A Bíblia é um livro vivo, que não se perdeu no tempo, mas se transforma o tempo todo sem perder a sua essência.

(*) Adriana Ferreira da Silva é mestre em Comunicação e Semiótica

Publicado em Campo Grande News

Pastora Americana: Bíblia aponta que o fim do mundo vai acontecer em 2017

Pastora Donna Larson
A pastora americana Donna Larson diz não ter dúvida: a Bíblia aponta que o fim do mundo vai ocorrer no próximo ano.
A teoria apocalítica é simples: de acordo com o livro sagrado para os cristãos, o homem vai governar a Terra por 6 mil anos. Adão, o primeiro homem, foi criado em 3983 antes de Cristo. Ou seja, em 2017, completam-se 6 milênios.
O fim do mundo também coincidiria com os 70 anos da fundação de Israel e os 50 anos da unificação de Jerusalém.
"Todos esse números têm um significado bíblico: 50 é o número da unificação entre a Páscoa Judaica e o Pentecostes e 70 é o número da execução, segundo o livro de Daniel, capítulo 9", disse a religiosa, em reportagem do "Sun".
A data exata ainda é um "mistério". Uns acreditam que o fim do mundo ocorra em 21 de agosto, quando ocorrerá um eclipse solar. Outros creem em 23 de setembro, com alinhamento de planetas e estrelas que estaria previsto no Livro das Revelações.

Publicado em PNF


Cientistas identificam as passagens mais antigas de Bíblia Hebraica

Imagem do pergaminho obtida graças a técnicas com raio-X - "Science Advances"
Eles usaram escaneamento com raio-X para ler pergaminho de 1700 anos.
Usando tecnologia digital de última geração, pesquisadores nos EUA e em Israel identificaram as mais antigas passagens manuscritas da Bíblia Hebraica. O trecho desse livro sagrado para os judeus estava num pergaminho de cerca de 1700 anos, frágil demais para ser aberto. Os cientistas, então, recorreram a técnicas de escaneamento com raio-X para ler as passagens.
O estudo sobre a relíquia, relalizado por pesquisadores da Universidade do Kentucky, nos EUA, e da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, foi publicado pelo periódico científico "Science Advances".
Os trechos constam do Levítico, terceiro livro do Pentateuco, formado pelos cinco primeiros livros bíblicos. É um dos livros do Antigo Testamento da Bíblia. As passagens identificadas datam do século III ou IV da Era Cristã. O pergaminho foi encontrado em 1970, numa sinagoga da antiga comunidade judia de En-Gedi, que ficava perto do Mar Morto, mas foi destruída por um incêndio por volta do ano 600 d.C.. Como não podia ser aberto, a relíquia ficou praticamente intocada por mais de 45 anos.
A equipe que se debruçou sobre o material fez uso de análises tridimensionais obtidas com o escaneamento por raio-X. De acordo com o cientista William Brent Seales, da Universidade do Kentucky, graças às novas tecnologias, foi possível confirmar que o pergaminho encontrado nas ruínas de En-Gedi é uma Bíblia.
Pergaminho chamuscado em incêndio por volta do ano 600 d.C. - "Science Advances"
- Sabemos agora que o pergaminho de En-Gedi é bíblico. Identificamos que as passagens são do Levítico - disse Brent Seales, segundo o jornal britânico "The Guardian". - Tudo que está no pergaminho agora pode ser lido.
De acordo com especialistas, o material "decifrado" é a primeira prova física da antiga tese de que a versão da Bíblia Hebraica usada atualmente tem cerca de 2 mil anos. Segundo os pesquisadores
- Ficamos impressionados com a qualidade das imagens - conta Michael Segal, diretor da Escola de Filosofia e Religião da Universidade Hebraica de Jerusalém, em entrevista à emissora britânica BBC.
Pergaminho chamuscado em incêndio por volta do ano 600 d.C. - "Science Advances"

Publicado em Jornal O Globo

Cristãos poloneses polemizam na internet ao postarem fotos com armas

Dezenas de poloneses publicaram na Internet fotos nas quais aparecem segurando armas de fogo
Dezenas de poloneses publicaram na Internet fotos nas quais aparecem segurando armas de fogo e com a hashtag #soucristão para mostrarem que estão dispostos a defender a fé, a pátria e a família como os antigos cruzados, alegando que "um cristão não pode ser pacifista".
A ideia nasceu nos Estados Unidos - só com a hashtag, mas sem as armas - após um massacre cometido em uma universidade no Oregon, em 2015, onde o atirador perguntou às vítimas se eram cristãs antes de abrir fogo, contou o promotor desta iniciativa na Polônia, o pastor Pawel Chojecki, da igreja da Nova Aliança da Província de Lublin, no leste do país.
O cirurgião e ex-pré-candidato à presidência dos EUA, Ben Carson, tirou uma foto na época com um cartaz que dizia #soucristão em solidariedade às vítimas.
"Na Polônia, modificamos a ideia e acrescentamos armas de fogo, que se apresentam de uma maneira não agressiva, com o objetivo de resistir à ideologia pacifista promovida pela esquerda, muito popular hoje nas igrejas cristãs", diz Chojecki, que encoraja os cristãos a se perguntarem se podem se defender quando alguém quer matá-los.
Nas fotos aparecem cristãos poloneses que vivem no país natal e também no exterior, com armas de fogo que vão desde revólveres até fuzis e carabinas esportivas
Nas fotos aparecem cristãos poloneses que vivem no país natal e também no exterior, com armas de fogo que vão desde revólveres até fuzis e carabinas esportivas.
Também na Polônia ficou muito polêmica a imagem de um jovem com várias tatuagens, incluindo a de uma cruz em uma das mãos, posando com uma escopeta e uma menina a seu lado, usando uma camisa com fotos do ex-presidente Lech Kaczynski e sua esposa, Maria, mortos em um acidente aéreo em Smolensk (Rússia) em 2010.
A iniciativa de unir religião e armas foi aplaudida por setores da extrema direita polonesa, embora Chojecki garanta que não têm a ver com nenhum partido ou movimento político.
Para este religioso, "um cristão não pode ser um pacifista, mas deve ser um cidadão responsável que, se for necessário, seja capaz de defender os frágeis, as vítimas, suas famílias e sua pátria".
"Jesus proibiu os cristãos de serem pacifistas. Além disso, se olharmos a história, podemos ver que cavaleiros e soldados cristãos guardaram nossa civilização contra as invasões bárbaras", afirmou Chojecki.
Em seguida, o pastor citou como argumento uma passagem da Bíblia: "Ele lhes disse: 'Mas agora, se vocês têm bolsa, levem-na, e também o saco de viagem; e se não têm espada, vendam a sua capa e comprem uma (Lucas 22:36)".
Apesar das fotos polêmicas, Chojecki especificou que o propósito da campanha não é pedir a legalização das armas de fogo, mas sim ressaltar que a situação na Polônia "é escandalosa quando se tenta ter acesso às armas".
"Temos a porcentagem mais baixa da Europa em armas por habitante, só uma para cada 100 poloneses, enquanto em outros países como Suíça e Espanha há mais", alegou.
As opiniões deste pastor lhe renderam várias críticas na Polônia, mas ele mantém seu convite para que qualquer pessoa "com espírito de cavaleiro cristão", sem que seja necessário mostrar afiliação religiosa alguma, se some à campanha #soucristão e envie sua fotografia com uma arma. Os católicos são também bem-vindos, disse, embora reconheça que sua igreja não tem relações com a hierarquia católica e, além disso, acusa o papa Francisco de ser "um claro impostor que destrói a civilização europeia com suas falsas doutrinas".

Publicado em G1


22 de set de 2016

Encontrado em pergaminho um dos primeiros manuscritos da Bíblia

Utilizando raio-x e leitura 3D, os pesquisadores descobriram que o pergaminho tem as passagens do Levítico, um dos cincos primeiros livros da Bíblia.
Cientistas de Estados Unidos e Israel identificaram as mais antigas passagens manuscritas do Antigo Testamento já encontradas. Segundo os pesquisadores, o texto data do século III ou IV. A descoberta foi divulgada na revista científica Science Advances.
Sem precisar desembrulhar o pergaminho frágil e danificado, Penina Shor, autoridade de antiguidades de Israel, e Brent Seales, cientista da Universidade de Kentucky, utilizaram um procedimento inovador da instituição americana: desvendaram o texto através de escaneamento com raio-x e leitura virtual.
No pergaminho, os pesquisadores encontraram passagens do Levítico, um dos cinco primeiros livros do Antigo Testamento. O rolo foi encontrado por arqueólogos em En-Gedi, em 1970. No lugar, vivia uma antiga comunidade judaica, entre os anos de 800 d.C. e 600 d.C..

Técnica
Os estudiosos de Israel utilizaram uma máquina de microtomografia, normalmente utilizada para análise de câncer em pacientes. As imagens obtidas foram enviadas para Kentucky e equipe americana fez análises tridimensionais das passagens e reconstruiu virtualmente o manuscrito.
“Ficamos impressionados com a qualidade das imagens”, disse Michael Segal, diretor da Escola de Filosofia e Religião da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Por muito tempo se pensou que seu conteúdo havia sido perdido para sempre, pois o rolo foi queimado em um grande incêndio no local e, até então, tocá-lo sem que se desfizesse em cinzas era impossível. “A estrutura principal de cada fragmento, completamente queimada e esmagada, tinha se transformado em pedaços de carvão que continuavam se desintegrando cada vez que era tocada”, relatou os pesquisadores no estudo.

Publicado em Veja


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Mais antiga escritura da Bíblia já foi digitalizada

O pergaminho de Ein Gedi contém uma escritura do Antigo Testamento. Encontrado em Israel, sabe-se que é dos séculos III ou IV. Foi agora finalmente desenrolado e digitalizado.
O antigo pergaminho hebreu é extremamente frágil e foi digitalizado e desembrulhado pela primeira vez, revelando a mais antiga cópia já encontrada de uma escritura da Bíblia do Antigo Testamento.
Investigadores anunciaram que se trata do pergaminho Ein Gedi, que incluiu textos do Livro de Levítico. Segundo um relatório publicado na revista Science Advances, análises de radiocarbono revelaram que terá sido escrito por volta dos séculos III ou IV século.
Alguns especialistas pensam, contudo, que poderá ser ainda mais antigo, devido ao estilo de escrita e à forma como as letras estão desenhadas.

"Descoberta significativa"
De acordo com a revista, decifrar o conteúdo do pergaminho, agora que está digitalizado, será uma “descoberta significativa da arqueologia bíblica”.
Os investigadores pensavam que o pergaminho estava perdido, porque foi queimado no século VI e era impossível tocar-lhe sem se dissolver em cinza.
O pergaminho foi encontrado por arqueólogo em 1970 em Ein Gedi, local de uma antiga comunidade judaica. Os seus fragmentos foram preservados pela Autoridade das Antiguidades de Israel durante décadas.
Os investigadores utilizaram avançadas ferramentas de digitalização para “virtualmente desembrulhar” o pergaminho e ver o seu conteúdo.
O pergaminho é o mais antigo livro do Pentateuco – relacionado com os primeiros cinco livros das escrituras judaicas ou cristãs – já encontrados.
Não é, contudo, o mais velho pergaminho já encontrado. O mais antigo pertence aos Manuscritos do Mar Morto, que vão desde o século III Antes de Cristo até ao século II, adianta a revista.

Publicado em TVi24


Pastor evangélico é assassinado por mulher em Ceilândia, DF

Casal mora nos fundos de igreja, na QNO 18. Crime chocou a vizinhança principalmente devido à autoria.
Casada com um pastor, uma mulher de 44 anos está presa por ter matado o próprio marido na QNO 18 de Ceilândia Norte, Expansão do Setor O. Eva Oliveira Barbosa Diniz confessou o crime à Polícia Civil nesta quarta-feira (21), em depoimento. Vizinhos se surpreenderam com a situação, pois os consideravam um casal tranquilo.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, a mulher confessou que estaria com ciúme do marido por acreditar que ele abusava do filho, de 16 anos, e da filha, de 20 anos. No entanto, ambos teriam negado a suspeita. O corpo foi retirado da casa pela Polícia Civil por volta das 18h de hoje.Damião Diniz do Nascimento, 46 anos, era pastor da Igreja Pentecostal Renascer. A suposta autora do crime o auxiliava nos serviços do templo há mais de uma década. Ontem, por volta das 20h, Eva Barbosa teria esperado o marido dormir para depois golpeá-lo com pauladas e facadas e depois asfixiá- lo com um saco. O caso só foi descoberto hoje, por volta das 12h, após um dos filhos do casal ter visto o pai caído no chão e chamado a polícia.
As investigações da Polícia Civil estão em ritmo lento devido a uma operação padrão, deflagrada com o objetivo de pressionar o governo por reajuste de salário.
O Sindicato dos Policiais Civis do DF alega que, desde o começo deste governo, mais de 50 mil roubos a pedestres foram registrados. Em média, ocorrem 150 assaltos por dia no Distrito Federal: uma média de um a cada 12 minutos.
Comparativamente a 2015, os roubos em residência aumentaram 42,3%. Os roubos a pedestres aumentaram 26,3%.

Espanto na região
Ao saber do ocorrido com o casal, moradores da redondeza se surpreenderam com a morte do pastor, ainda mais com o fato de a mulher ter confessado a autoria do crime.
Após saber dessa informação, uma vizinha, que não quis se identificar, diz ter entendido a frase que Eva dizia aos que entravam na casa no dia crime: “Ele morreu. Não foi culpa minha”.
A mesma testemunha contou que, depois da chegada da polícia, com a casa cercada, a esposa parecia muito comovida com o acontecimento.
Eva e Damião eram casados há 30 anos e tinham seis filhos. Alguns deles moravam na mesma casa onde o crime ocorreu. A mulher foi presa em flagrante pelo homicídio do marido e deve permanecer sob custódia da polícia. O caso vai ser investigado pela 24ª DP (Ceilândia Norte). O delegado responsável pelas investigações não divulgou detalhes a respeito do crime.
Outro crime envolvendo um casal ocorreu nesta semana no Setor O. Eliane Vieira de Paula, 42 anos, foi esfaqueada e morta pelo companheiro durante uma discussão, na QNO 2. Depois disso, o agressor golpeou o próprio pescoço e foi encaminhado em estado grave ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC).

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