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Vitor Belfort: “Quero abrir uma igreja evangélica na África”

“Sentiu o poder daí?”, perguntou Vitor Belfort ao atender ÉPOCA, depois de uma sessão de orações com amigos. “O negócio pegou fogo. Deus é poderoso!”. Rezando e agradecendo, o lutador evangélico administra uma rotina atribulada, entre Las Vegas e Rio de Janeiro: neste mês lançam o livro Lições de garra, fé e sucesso — Vitor Belfort, em breve inaugura o centro de treinamento que leva seu nome, cuida da abertura da sua primeira academia no bairro carioca da Barra da Tijuca, participa das gravações do programa dominical da Rede Globo, o TUF (The Ultimate Fighting ) e dá palestras motivacionais mundo afora. Contundido depois de quebrar a mão treinando para o UFC 147 — em que lutaria com o rival de programa, Wanderley Silva —, Vitor voltou a treinar na semana passada.

O que as pessoas podem esperar do livro?
Falo das lições de vida dentro e fora do octógono, o papel da família, os bastidores da rotina de treinos. Os capítulos têm nome de golpes do UFC, como uma analogia à vida: Takedown (derrubada), Golpe Baixo, Nocaute, todos explicando a minha visão de dor, vitórias, superações. Também falo da perda da minha irmã (Priscila, desaparecida desde 2004), e como tive a sorte em poder escolher uma profissão e ser muito feliz.

Parece livro religioso ou de autoajuda.
É um livro motivacional. Sou cristão, tenho um relacionamento com Deus e não me envergonho disso. Mas o livro também descreve minhas mazelas, de como por exemplo, aos 13 anos, entrei no mundo das drogas e consegui sair. Quero ajudar a todos a lidar com o fracasso, o sucesso, a fama, o dinheiro, o sofrimento.

As provocações de Wanderley Silva persistem fora da TV?
Quando não tenho nada de bom para falar sobre uma pessoa, é melhor ficar quieto. Vamos falar de outro assunto?

O UFC ganhou um espaço enorme no mundo. Como é ver o esporte tão difundido?
Isso para mim foi a obra de uma vida. Fui um desbravador e tive gente que acreditou em mim. Hoje tenho voz, influência e sou um ‘vendedor’. Muitas imagens por aí são mentiras, como Ricky Martin, que se vendia como galã e de repente se assumiu gay. Não temos que ter vergonha do que somos, temos que ser verdadeiros e amar as pessoas do jeito que elas são.

Ganhou muito dinheiro com o esporte?
Ganho mais do que preciso e menos do que mereço. A minha riqueza é minha família e poder desfrutar do amor dos meus amigos. Sou casado há oito anos com a Joana (Prado, ex-dançarina). Ela é sinistra. Cuida de três crianças, da casa, da minha vida e ainda tem que estar linda e avaiable (disponível) para o marido. À frente de um grande homem existe uma grande mulher. Se eu não tivesse a Joana, estaria frito.

Como vai ser o instituto que planeja criar?
Será baseado nos princípios cristãos para usar o esporte como chave de educação. Também quero montar, num vilarejo carente da África, uma igreja, uma academia e um colégio. E o principal: quero ser feliz, brother.

Notícias Cristãs com informações da Época/Bruno Astuto
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