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Atletas muçulmanos participam das Olimpíadas observam Ramadã

Atletas muçulmanos que participam dos Jogos Olímpicos de Londres terão que desobedecer preceitos islâmicos no mês de Ramadã, como o jejum, inclusive da ingestão de água enquanto o sol estiver brilhando.
Este ano, muçulmanos comemoram o Ramadã de 20 de julho a 18 de agosto. Cerca de 1,5 bilhão de pessoas ficarão sem comer e beber do nascer ao pôr do sol.
Um dos cinco pilares do Islã é a obrigação de jejuar todo o mês. "Alá é piedoso e compassivo, ainda que nossos pecados sejam muitos", declarou o lutador de judô dos Emirados Árabes, Al Drie, de 19 anos. Ele espera não ser condenado por isso.
Estima-se que 23% dos desportistas dessas Olimpíadas professem a fé muçulmana. Drie comentou que se tivesse que jejuar em pleno período de competição isso seria um passo para a derrota, pois sem a ingestão de alimentos poderia, inclusive, desmaiar durante a luta.
Um dos líderes religiosos de Dubai, Ahmed Abdul Aziz Al Haddad, disse que a prática do esporte não é uma exigência do Islã e cabe aos atletar decidirem se vão competir e observar ou não os preceitos religiosos nesse período. Ele frisou que os atletas muçulmanos deveriam observa o jejum, por força da religião, mesmo que isso signifique perder a competição.
Muçulmanos creem que foi no Ramadã que o profeta Maomé recebeu a primeira revelação divina. Além do Ramadã, os outros quatro pilares do Islamismo são: professar e aceitar o credo (shadada), orar cinco vezes ao dia ( salat), pagar dádivas rituais (zakat) e peregrinar a Meca (haij). O jejum é interpretado como parte do esforço de autopurificação do crente.

ALC
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