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Igreja católica pede respeito pela autonomia da gestão na Basílica da Natividade

O Patriarcado latino (católico) de Jerusalém saudou nesta segunda-feira a inscrição da Basílica da Natividade de Belém no Patrimônio Mundial da Unesco, mas pediu que se respeite a autonomia das Igrejas locais na administração do lugar santo.
"O Patriarcado quer destacar que Belém, antes de ser o primeiro sítio palestino inscrito na lista da Unesco, já pertencia ao Patrimônio da Humanidade, já que 2 bilhões de cristãos veneram o lugar, assim com um bilhão de muçulmanos, que reconhecem Jesus como um profeta", indicou, em um comunicado.
Situado na Cisjordânia, "Belém faz parte dos Territórios Palestinos, e por isso para a Autoridade Palestina era um direito e, inclusive, um dever pedir a inscrição do templo na lista da Unesco", segundo o Patriarcado latino, que saudou a decisão da agência da ONU e viu nela uma vitória diplomática.
As Igrejas guardiães dos santos lugares - grega ortodoxa, latina e armênia - expressaram suas reservas quanto à candidatura da Basílica da Natividade, por temer uma "instrumentalização" do local.
A Basílica da Natividade de Belém entrou para o patrimônio mundial da Unesco na sexta-feira passada, apesar das objeções do Estado de Israel.
A candidatura do Caminho das Peregrinações e deste templo de Belém, onde, segundo a tradição cristã, Jesus nasceu, passou assim pelo exame de 36 sítios feito pelo Comitê de Patrimônio Mundial desta organização da ONU, reunido em São Petersburgo.
É a primeira vez que a Palestina - que se converteu em membro da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura em 31 de outubro de 2011 - solicitou a inscrição de um sítio seu na lista do Patrimônio da Humanidade.
Pouco depois do anúncio, a Autoridade Palestina saudou a decisão, considerando que constituía uma "vitória da justiça".
Em compensação, o vice-prefeito de Belém, George Saade, considerou importante que "os turistas percorram este circuito e visitem Belém como uma cidade palestina", aludindo assim ao controle que exerce o Estado de Israel sobre o turismo na Terra Santa.
A Basílica da Natividade, que data do século IV, é uma das igrejas mais antigas da cristandade. Sua inclusão na lista da Unesco garante ajudas para sua restauração.

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