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Justiça do Espírito Santo determina intervenção na Igreja Maranata

Novo presidente vai ser escolhido nos próximos dias.
Os pastores comandarão apenas as atividades religiosas.
A Justiça do Espírito Santo determinou que um administrador judicial comande os setores administrativo e financeiro da Igreja Maranata. O novo gestor deverá ser nomeado nos próximos dias. A escolha inicial, citada em decisão judicial, foi pelo nome do perito Jerry Edwin Ricaldi Rocha, que recusou a indicação na noite desta segunda-feira (25), fato já informado aos juízes da Vara Especial da Central de Inquéritos. Segundo o Tribunal de Justiça do estado (TJ-ES), os pastores comandarão apenas as atividades religiosas. O G1 procurou a cúpula da igreja e a assessoria informou que a instituição ainda não vai se manifestar sobre a decisão.
Pastores são apontados como agentes intelectuais que estariam interferindo no curso de investigações, ameaçando e intimidando testemunhas e até membros do Ministério Público e do Judiciário. A Igreja Cristã Maranata é investigada pelo MP-ES desde março de 2012, por crimes como estelionato, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, falsidade ideológica e desvio de dinheiro público.
O perito informou ao jornal A Gazeta que problemas de saúde o impediram de aceitar a função. O novo presidente escolhido pela Justiça assumirá o posto do interino Élson Pedro dos Reis e deverá prestar contas ao juiz.

Decisão
A decisão foi proferida na última sexta-feira, mesmo dia em que quatro pastores da igreja, incluindo o presidente, foram liberados da prisão. Elson, Itamar Carlos Pimenta Coelho, Amadeu Loureiro e Gedelti Gueiros tinham sido presos dez dias antes por coagirem testemunhas.
No final do ano passado a Justiça já tinha afastado toda a cúpula da igreja, incluindo seu presidente histórico, Gedelti Gueiros. Foram os próprios pastores da Maranata que indicaram os novos administradores, comandados pelo pastor Elson Pedro dos Reis. Mas, ao longo dos últimos meses, segundo os promotores Grupo de Atuação Especial de combate ao Crime Organizado (Gaeco), as decisões da Justiça não vinham sendo respeitadas. Os administradores afastados continuavam a se reunir e, segundo as acusações, estavam ameaçando testemunhas.
Segundo a denúncia, pelo menos 20 pessoas foram coagidas a mudarem depoimentos prestados à Justiça e sete delas chegaram a alterar suas declarações. O objetivo era impedir a apuração dos desvios praticados por membros da cúpula da igreja, que podem ter resultado em um rombo de R$ 21 milhões.

G1
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