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Papa surpreenderá com reviravolta na igreja, opina teólogo Leonardo Boff

Segundo teólogo, Francisco deixará para trás a cúria corrupta do Vaticano para abrir passagem para uma igreja universal.
O ex-sacerdote brasileiro Leonardo Boff, um dos mais destacados representantes da chamada Teologia da Libertação, acredita que o papa Francisco surpreenderá muitos dando um reviravolta radical à Igreja.
"Agora é papa e pode fazer o que quiser. Muitos se surpreenderão com o que Francisco fará. Para isso, precisará de uma ruptura com as tradições, deixar para trás a cúria corrupta do Vaticano para abrir passagem para uma igreja universal", disse Boff em entrevista que será publicada na edição da próxima semana da revista alemã "Der Spiegel".
No último sábado (16/03), Francisco afirmou à imprensa internacional que "gostaria de uma igreja pobre para os pobres". Ele fez referência a São Francisco de Assis, "um santo da pobreza e da paz e que ama e protege a criatura". Segundo Boff, Francisco de Assis rejeita o luxo e a ostentação.
Segundo o teólogo, Francisco adquiriu uma linha mais conservadora como cardeal em relação a temas como anticoncepcionais e homossexualidade por pressão do Vaticano. Para Boff, há elementos que indicam que o novo pontífice é muito mais liberal. Há alguns meses, por exemplo, ele aprovou expressamente que um casal de homossexuais adotasse uma criança, segundo Boff.

Francisco e a Igreja
Na mesma linha que Bento XVI, Francisco colocou Cristo no centro da vida do homem e disse que a Igreja existe "para comunicar a verdade, a bondade e a beleza".
"A Igreja, embora seja uma instituição humana, histórica, com tudo o que comporta, não tem uma natureza política, mas essencialmente espiritual: é o povo de Deus que caminha rumo ao encontro com Jesus. Só nessa perspectiva se pode entender a obra da Igreja Católica", declarou o religioso, que fez questão de destacar que Cristo é o centro da Igreja e não o papa.
"Muitos dos senhores não pertencem à Igreja Católica e outros não são crentes, mas respeitando a consciência de cada um, lhes dou minha bênção, sabendo que todos nós somos filhos de Deus", proclamou em à imprensa internacional no sábado.
O papa celebrará neste domingo uma missa na paróquia de Santa Ana e na sequência rezará da janela de seu apartamento o Ângelus, o primeiro do pontificado.
Na próxima segunda-feira, Francisco se reunirá com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, na Casa Santa Marta. Um dia depois, celebrará a missa de início de pontificado, à qual assistirão delegações oficiais de 150 países e que deverá ter a presença de mais de 1 milhão de fiéis.
A agenda do papa, divulgada pelo Vaticano neste sábado, prevê ainda uma reunião, na quarta-feira, com as delegações de outras igrejas presentes na missa de início de pontificado e um encontro com o Corpo Diplomático credenciado, um dia depois.
No próximo sábado, o pontífice almoçará com o papa emérito Bento XVI. Ele se deslocará de helicóptero para a residência apostólica de Castel Gandolfo, onde se encontra seu antecessor.

Época Negócios
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