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Para candomblecista, crescimento das neopentecostais contribui para escolha de papa argentino

A escolha de um papa latino-americano, o argentino Jorge Mario Bergoglio, que adotará o nome de Francisco, está diretamente relacionada ao crescimento das religiões neo-pentecostais no continente latino-americano e, em particular, no Brasil, onde, embora a religião católica tem mais de 60% da população, vem perdendo espaço para os evangélicos.
A opinião foi manifestada à Agência Brasil pelo candomblecista e babalorixá Sérgio Pina de Oxossi, do Ilê Asé Odé Omi Tutu, da família Bamgbose. Para ele, as denúncias de pedofilia envolvendo membros da Igreja Católica e a resistência do Vaticano a mudanças estão diretamente ligadas à queda no número de católicos no país.
O baba Sérgio Pina de Oxossi considera normal o processo de mudança, de reformulação. “Sobre esse aspecto, eu não considero que tenha sido a toa a escolha de um papa argentino, um latino-americano, justamente o continente onde os pentecostais estão crescendo mais e, de certa forma, abalando as estruturas da Igreja Católica”, disse. “Para nós, candomblecistas, é plausível essa reorganização das religiões e, em particular, da Igreja Católica. Isso é bom para todos nós e não só para os católicos”.
Para o baba, “com certeza” a antecipação da escolha do sucessor do papa Bento XVI está diretamente ligada à Jornada Mundial da Juventude, que ocorre este ano no Rio de Janeiro. “Eu acredito que há toda uma possibilidade de que essas mudanças tenham início exatamente aqui no Brasil por ocasião do encontro da juventude”.
O candomblecista acredita que o crescimento das neo-pentecostais também influenciou na renúncia do papa Bento XVI e na antecipação da eleição do novo papa. “Na minha opinião, a renúncia do papa não ocorreu pelos motivos que foram divulgados. Ela faz parte de um processo maior, passa pelos problemas e denuncias enfrentadas por integrantes da igreja, mas também pela necessidade de se reformular alguns dos dogmas que a norteiam. Essa reformulação está diretamente ligada ao crescimento dos pentecostais no continente [latino-americano], em particular no Brasil, o que de certa forma vem abalando as estruturas da Igreja Católica”, disse.

ABr via TNH1
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