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Igreja da Escócia autoriza padres homossexuais

Igreja escocesa promete manter o compromisso para com a sua "doutrina e prática relacionadas com a sexualidade humana", mas adianta não impedir as congregações liberais de saírem da tradição.
A Igreja da Escócia autorizou na segunda-feira os padres homossexuais, ao fim de anos de debate entre partidários de posições liberais e tradicionalistas. Os defensores dos direitos dos homossexuais escoceses elogiaram a decisão, mas a Igreja Livre da Escócia classificou-a como um absurdo.
A assembleia geral da Igreja escocesa prometeu manter o compromisso para com a sua "doutrina e prática relacionadas com a sexualidade humana", mas adiantou que não iria impedir as congregações liberais de saírem da tradição.
O assunto voltará a ser analisado na reunião magna da igreja escocesa no próximo ano, esperando-se que a assembleia geral aprove novas orientações se decidir aplicar o resultado do histórico voto de segunda-feira.
Esperava-se que os líderes da igreja votassem uma de três possibilidades: rejeitar a ordenação de homossexuais e lésbicas como padres; autorizar a sua ordenação; ou autorizar a sua ordenação mas com a possibilidade de as congregações que o entenderem optarem por não o fazer.
No fim, a Igreja votou uma quarta proposta, apresentada pelo reverendo Albert Bogle. Na sua moção, Bogle propôs "afirmar a doutrina e prática, atual e histórica, da igreja em relação à sexualidade humana, mas permitir a saída dessa doutrina e prática a quem o pretender".
A decisão foi aprovada por 340 votos contra 282. "Saudamos esta decisão da Igreja da Escócia, que é particularmente importante para as muitas pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) dentro da igreja, os seus amigos e as suas famílias", disse o coordenador da Equality Network (Rede da Igualdade), Tom French.
"Este é um passo positivo para uma sociedade mais igual e evidencia os valores progressistas da Escócia do século XXI", acrescentou.
Porém, a Igreja Livre da Escócia, que cindiu da Igreja da Escócia no século XIX, classificou a decisão como "totalmente confusa". Um porta-voz desta organização realçou que "a moção vencedora diz que afirma a doutrina histórica da igreja, a qual é, com certeza, oposta à ordenação de padres com relações com pessoas do mesmo sexo".

Expresso
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