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Egípcio que queimou a Bíblia é sentenciado a 11 anos de prisão

O líder muçulmano egípcio Ahmed Mohamed Mahmoud, conhecido como Abu Islam, foi condenado a 11 anos de prisão, no último domingo, 16, pelo crime de blasfêmia. Ele queimou uma Bíblia, em setembro do ano passado na porta da embaixada dos Estados Unidos na cidade do Cairo, no Egito.
Segundo o site Ahram Online, Mahmoud queimou a Bíblia como forma de protesto contra o filme anti-islã “A inocência dos muçulmanos”, que foi produzido nos Estados Unidos e usado como arma de protestos contra os islâmicos. Mahmoud também afirmou, durante o protesto, que incitou seu neto a urinar na Bíblia.
Mais tarde, veio à tona que o produtor do filme é um egípcio copta cristão, o que aumentou ainda mais a ira dos muçulmanos e protestos anti-americanos dentro do mundo islâmico.
A corte também condenou seu filho pelo mesmo crime. Ele teria participado da queimação da Bíblia e ajudado o pai. Os dois recorreram da decisão da justiça e irão permanecer em liberdade enquanto aguardam o julgamento final. Além disso, eles foram sentenciados a pagar multas correspondentes a aproximadamente R$800 cada um.
Prisões por insultos aos islã são comuns no Egito, porém são raros os casos em que a fé cristã é envolvida e, normalmente, são casos de perseguição religiosa.
Abu Islam tem seu próprio canal de televisão a cabo e é conhecido por seus discursos de ódio em seus programas.
A constituição egípcia, assinada em dezembro de 2012, traz, em seu artigo 44, uma previsão contra os crimes de blasfêmia: “Insultos ou abuso de todos os mensageiros e profetas religiosos são proibidos”, diz a lei.

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