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Pastor monta esquema-pirâmide no Cone Sul e golpes podem chegar a R$ 5 milhões

O pastor passou a tomar dinheiro emprestado, pagando juros de 25%.
A Polícia Civil de Colorado do Oeste instaurou inquérito para apurar possíveis fraudes que teriam sido cometidas pelo pastor evangélico identificado como Antônio Silveira Vital, que tem mais de 60 anos de idade. Ele é acusado de comandar um esquema de pirâmide financeira na cidade vizinha. E os valores envolvidos nas transações podem chegar à casa dos milhões.
O Folha do Sul On Line confirmou que várias queixas foram registradas contra o religioso na Delegacia de Polícia Civil de Colorado. O Ministério Público da cidade também já recebeu denúncias sobre as atividades dele.
Segundo uma fonte policial, Antônio abriu, alguns meses atrás, uma espécie de cooperativa de consumidores, com o objetivo de obter descontos no comércio através de compras coletivas. Ele também sorteava aparelhos eletrônicos entre os participantes do grupo. Como o empreendimento não prosperou, ele se instalou em Colorado.
Na segunda cidade, o pastor passou a tomar dinheiro emprestado, pagando juros de 25% ao mês. Depois, baixou a taxa para 10%, mantendo o índice anterior apenas para os que deixassem o dinheiro aplicado por quatro meses. “Não dá pra indiciá-lo como agiota, pois ele não emprestava e sim tomava emprestado o dinheiro”, admitiu um policial que está atuando no caso.
Ao ser ouvido na DPC de Colorado, Silveira admitiu que realmente usava o dinheiro dos que entravam no esquema para remunerar os investidores mais antigos, o que configuraria a pirâmide, prática considerada ilegal. Ele também teria comprado uma casa avaliada em R$ 200 mil na cidade, mas não quitou o imóvel.
Apesar das suspeitas e das afirmações de alguns investidores, a polícia não confirma que Antônio tenha fugido da cidade. As autoridades coloradenses continuam ouvindo pessoas que investiram com o religioso e a maioria garante que ele está honrando os compromissos. O número de queixas na polícia, inclusive, é considerado até baixo em comparação com a quantidade de gente que emprestou dinheiro ao pastor.
Na DPC de Colorado, o inquérito, aberto a pedido do MP, está em fase de conclusão e deve indiciar o religioso. A polícia não divulga o montante movimentado por ele, mas uma vilhenense, que não quis se identificar e que chegou a conversar com o acusado, garante que o golpe deve render um prejuízo superior a R$ 5 milhões. Uma única pessoa, conforme a informante do site, teria depositado R$ 400 mil na conta do suspeito para usufruir na generosa taxa de juros paga por ele.
O site ainda não conseguiu contato com o acusado, mas espera que ele se manifeste para que sua versão seja publicada.

Rondônia Dinâmica
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