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Sínodo anglicano vota a favor de mulheres bispo

Uma clériga inglesa citou o Papa Francisco no seu discurso a favor da ordenação episcopal de mulheres. Apenas oito pessoas votaram contra.
O sínodo geral da Igreja Anglicana aprovou esta tarde a ordenação episcopal de mulheres, apenas um ano depois de a mesma medida ter sido bloqueada por forças conservadoras.
O chumbo de 2012 foi inesperada e um grande choque para a maioria dos anglicanos. Na altura foi a câmara dos leigos que não conseguiu os dois terços necessários para passar a medida, mas os líderes da Igreja, incluindo o Arcebispo de Cantuária, prometeram fazer tudo para ultrapassar a situação.
A votação desta quarta-feira encurta o tempo que seria necessário esperar para voltar a apresentar a moção. Um total de 378 membros do sínodo, que inclui bispos, clérigos e leigos, votou a favor. Oito pessoas votaram contra e houve 25 abstenções. Falta ainda uma votação mais formal, mas com estes níveis de apoio não há possibilidade de qualquer das câmaras chumbar a iniciativa.
A aprovação apenas foi possível com a cedência das facções mais conservadoras. Estas apenas alinharam perante garantias de que as suas dioceses ou paróquias não seriam servidas por mulheres bispo, uma vez que não aceitam a validade das suas ordens.
A Igreja de Inglaterra está assim prestes a tornar-se a mais recente igreja da Comunhão Anglicana a permitir a ordenação de mulheres para o episcopado, juntando-se à Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos, cujo ramo anglicano, a Igreja Episcopaliana, é mesmo chefiado por uma mulher.

Papa citado
Durante o debate que antecedeu a votação, várias pessoas falaram a favor da medida.
A certa altura uma cónega resolveu mesmo citar o Papa Francisco neste contexto: “O Papa Francisco percebeu – ele deixou de julgar as pessoas e começou a amá-las”.
A citação é duplamente curiosa uma vez que a Igreja Anglicana não reconhece a primazia e a autoridade do Papa e, na conferência de imprensa que deu no regresso do Rio de Janeiro, o Papa Francisco foi claro na sua resposta quando questionado sobre a eventual ordenação de mulheres para o sacerdócio, dizendo que “essa é uma porta que está fechada”.
A Igreja Católica considera que não tem a autoridade para ordenar mulheres, uma vez que nem nas escrituras nem na tradição da Igreja existe sustento para essa inovação.

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