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Rua tem 11 igrejas e uma concorrência onde só não se converte quem não quer

São 11 igrejas na mesma rua, é praticamente uma por quadra. Na Anselmo Selingardi, entre os bairros Parque do Lageado e Dom Antônio Barbosa, só não se converte quem não quer. É mais templo sagrado do que boteco, farmácia, padaria ou mercado. Um contraste, em meio a uma região violenta e sob forte influência do tráfico de drogas.
O Lado B contou: Das 11, seis são da igreja Assembleia de Deus e levam a denominação das vertentes “Gideão de Cristo” e “Missões”. Do restante, três são da Pentecostal, uma é católica, mas sem nome, pelo menos visível e a outra se chama “Igreja Internacional Cristo Reina”.
Perguntando de casa em casa, parece que ninguém se surpreende em ver tanto salão anunciando ser igreja. “Acho que é para proteger o bairro, aqui é bem pesado”, comenta a comerciante Vanda Regina Rodrigues, de 52 anos. Ela, apesar de tanto lugar ali perto, sai de casa até o bairro Guanandi para congregar.
Os horários de cultos são variáveis, a partir das 19h, às terças, quartas, quintas e sextas e pela manhã aos sábados e domingos, com escolas de ensinamento bíblico. O comerciante Valdir Jesus do Bonfim, de 45 anos, resume “se quiser, todo dia tem igreja de portas abertas. Mas rapaz, não sei quantas tem não, só sei que é bastante”.
Das que a gente contou, 11 tem fachada, fora os espaços que abriram meio às escondidas. Segundo o técnico em refrigeração, Arildo Rodrigues Garcia, de 59 anos, tudo quanto é salão, virou igreja. “Começou há muitos anos, abrir uma igreja aqui, outra ali. Aqui nessa rua tem muita, tem quadra que tem até duas, mas é que não está escrito”.
A jovem dona de casa Priscila Gonçalves Brittes, de 20 anos, brinca que por ali, se sente a única “perdida”, por não pertencer e nem tampouco frequentar nenhuma das igrejas. “Tem pra tudo quanto é lado. Meus irmãos vão. Aqui só não converte porque não quer, porque tem um monte”, descreve.
Caseiros de uma das igrejas Assembleia de Deus, Andreia Rodrigues Tobias e o marido Paulo César Tobias sabem de cor onde está cada uma. Vindos de Minas Gerais, o que causou estranheza foi a desigualdade em número. “Tem lugar por Campo Grande que não tem e outros têm muito. O pastor daqui tinha intenção de levar a igreja para avenida porque acha que é muito escondido”, comenta.
A igreja fica na esquina, mas acaba camuflada pela quantidade de cópias espalhadas pela rua. “Igreja tem muita, mas tem muita gente que precisa frequentar”, diz Andreia. Ou seja, no fim das contas, o número parece pequeno em comparação a quantidade de fieis em potencial.
O marido resume “melhor igreja do que boteco, não é”. Pode ser. Segundo o casal, a realização dos cultos não atrapalha ninguém. Cada um à sua quadra e à sua maneira.

Campo Grande News
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