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Coreia do Norte liberta missionário australiano detido

O regime anunciou a libertação do missionário australiano de 75 anos que estava preso no país acusado de fazer propaganda religiosa.
O regime da Coreia do Norte anunciou nesta segunda-feira a libertação do missionário australiano de 75 anos que estava preso no país acusado de fazer propaganda religiosa, informou hoje a agência estatal "KCNA".
As autoridades "decidiram expulsá-lo do território da RPDC (Coreia do Norte) graças à tolerância da lei e considerando sua idade", afirmou a agência em comunicado.
John Alexander Short, um australiano residente em Hong Kong, foi detido em território norte-coreano em meados de fevereiro por supostamente cometer atos religiosos hostis contra o Estado comunista.
Short "admitiu que suas atividades foram atos criminosos que prejudicam a confiança absoluta do povo coreano em seu líder", disse a "KCNA" em seu comunicado, que também garantiu que o missionário "se desculpou profundamente pelo que fez" antes de ser libertado.
De acordo com o regime norte-coreano, "John Short cometeu um ato criminoso ao divulgar secretamente seus panfletos bíblicos nos arredores de um templo budista em Pyongyang no dia 16 de fevereiro", também conhecido como "Dia da Estrela Brilhante" por ser o aniversário do nascimento do falecido líder Kim Jong-il.
"Seu ato criminoso enfureceu o povo" da Coreia do Norte, país onde existe um culto extremo à personalidade de seus líderes e elevadas restrições sobre a divulgação de ideais religiosos.
A agência revelou que Short já tinha cometido um primeiro "ato hostil" em 2012 na Coreia do Norte ao distribuir bíblias em um vagão do metrô da capital, Pyongyang, "provocando caos na perfeita ordem pública" do país.
Além disso, a "KCNA" chamou o australiano de "um ex-condenado que cometeu crimes similares de divulgação de panfletos da Bíblia na China, Vietnã e em outros países, onde foi punido".
A agência não especificou os detalhes da viagem de volta do missionário, cuja esposa apareceu nas últimas semanas nos meios de comunicação solicitando sua libertação.
A Coreia do Norte já havia libertado em dezembro o cidadão americano Merrill Newman, de 85 anos, que permaneceu detido por 42 dias acusado de supostos "atos hostis" contra o Estado, nesse caso relacionados com uma suposta trama de espionagem.
O regime de Kim Jong-un ainda mantém encarcerado o missionário e guia turístico americano de origem coreana Kenneth Bae, que está preso há mais de um ano, e ao religioso sul-coreano Kim Jong-uk, que foi detido em novembro por supostamente divulgar propaganda cristã.

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