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Tribunal condena organismo evangélico por misturar religião e política

O Supremo Tribunal Eleitoral emitiu sentença condenando a Aliança Evangélica da Costa Rica ao pagamento por “danos e prejuízos” pelo fato de pedir que pastores e fiéis votem no segundo turno das eleições presidenciais, no dia 6 de abril, no candidato Johny Araya, do Partido de Libertação Nacional, no poder.
O Supremo entende que o organismo “ultrapassou as faculdades que lhe outorga o direito à liberdade de culto”. Araya prometeu, se eleito, a não aprovar qualquer lei que regulamente o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O seu opositor, o candidato Luiz Guillermo Solís, do Partido Ação Cidadã, apoia a união civil de pessoas do mesmo sexo, mas não se posicionou de forma irrestrita em favor do aborto, apenas em situações especiais.
Ainda no primeiro turno, a Aliança Evangélica publicou na imprensa, seis dias antes do pleito, chamamento aos fiéis para que definissem o voto com base nos valores e princípios cristãos. O Supremo avaliou o anúncio como um atentado à liberdade de consciência, o que, em matéria eleitoral, “é inadmissível”, misturando política e religião.
A Aliança Evangélica agrupa igrejas e organizações protestantes do país. Num encontro de líderes evangélicos, Araya pediu o voto deles, comprometendo-se a governar “sob a guia de Deus” e defender os valores cristãos.

ALC
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