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Batistas pedem perdão pela conivência com o regime militar

Em nota pública, a Aliança Batista do Brasil (ABB) pediu perdão pela conivência, omissão e participação que muitas igrejas e lideranças batistas tiveram no período da ditadura militar e civil do Brasil. Trata-se de um “erro lamentável”, mas calar a respeito e ocultar a história desse erro torna-o “ainda mais pecaminoso e vergonhoso”.
“Por ação e omissão pecamos contra os princípios de amor, liberdade e justiça que são as marcas do Evangelho de Jesus Cristo, e por isso pedimos perdão”, frisa a nota.
Mas a ABB também destaca lideranças e igrejas que resistiram ao regime de exceção, de 1963 a 1985. A Igreja Batista Nazareth, de Salvador, Bahia, manteve uma postura de resistência, “erguendo sua voz de denúncia profética durante o período da ditadura”. Outras comunidades de fé tiveram o mesmo posicionamento, assim como foi histórico e profético o testemunho dos pastores Djalma Torres, também de Salvador, e de David Malta, do Rio de Janeiro.
A Aliança honra, assim, “todas as demais lideranças batistas que não se calaram e enfrentaram corajosamente o regime que atentou contra as liberdades fundamentais do ser humano e do povo brasileiro”.

Veja a Nota Pública completa abaixo:

50 anos depois do golpeAliança de Batistas do Brasil – Um pedido de perdão
A Aliança de Batistas do Brasil, instituição batista de caráter ecumênico, vem a público 50 anos depois do golpe civil-militar no Brasil, para pedir perdão pela conivência, omissão e participação que muitas igrejas e lideranças batistas tiveram durante o período da ditadura militar e civil do Brasil. A omissão, conivência e delação assumida pela maioria destas igrejas no período da ditadura foi um erro lamentável, porém o silencio e a ocultação histórica desse erro torna-lhe ainda mais pecaminoso e vergonhoso.
Mas, quero trazer à memória aquilo que me traz esperança. (Lamentações de Jeremias 3: 21)
No compromisso de fé e esperança queremos também trazer a memória aqueles e aquelas que não se dobraram no período da ditadura no Brasil, a exemplo da Igreja Batista Nazareth (Salvador – BA) que manteve uma postura de resistência, erguendo sua voz de denúncia profética durante o período da ditadura.  No testemunho desta comunidade incluímos todas as comunidades de fé que se mantiveram resistentes, dando testemunho do Evangelho nesse período tenebroso da história recente do nosso país.  E no testemunho histórico e profético dos pastores batistas Djalma Torres (Salvador - BA) e David Malta (Rio de Janeiro – RJ),  honramos todas as demais  lideranças batistas que não se calaram e enfrentaram corajosamente o regime que atentou contra as liberdades fundamentais do ser humano e do povo brasileiro. 
Por ação e omissão pecamos contra os princípios de amor, liberdade e justiça que são as marcas do Evangelho de Jesus Cristo, e por isso pedimos perdão.
Aliança de Batistas do Brasil01 de Abril de 2014.

Odja Barros - Presidente

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