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Cientista quer recriar fruto proibido mencionado na Bíblia

Como era o “fruto proibido” que tentou Adão e Eva no Jardim do Éden? A representação clássica é a figura de uma maçã. A Bíblia chama de fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Joe Davis, 63, do laboratório de genética da Universidade de Harvard decidiu criar sua própria versão da mítica árvore do conhecimento.
Para isso ele usará a Wikipédia. Toda ela, codificada numa mutação do DNA que será implantado numa maçã, criando uma fruta transgênica. O novo DNA é implantado nas mudas da planta utilizando um tipo de bactéria criado especialmente para inserir seu próprio genoma em células desse tipo. Para Davis este é o mais próximo que se pode chegar ao fruto da narrativa bíblica.
Essa maçã foi apelidada de Malus Ecclesia. Malus é nome do gênero da maçã em latin, que significa literalmente “mal”, enquanto ecclesia é o termo em latim para igreja. Esta “igreja do mal” representa o nome do laboratório de Davis.
O projeto de bioengenharia reuniu também a ajuda dos cientistas e matemáticos Dana Boyle e Madeline Prye-Ball. Durante a conferência 30c3 na Alemanha, em dezembro passado, Davis disse: “Eu não conseguia parar de pensar e de matemática e DNA”.
Segundo ele, cada molécula de DNA “tem três páginas de informações disponíveis”. Isso ocorre porque o DNA pode ser representado por três números únicos. Um número é o próprio DNA, a proteína traduzida para criar outro número. Este código genético matemático já foi usado por Davis para inserir as palavras do filósofo grego Heráclito nos genes de uma mosca. Com isso ele ganhou o prêmio Golden Nica, no Prix Ars Electronica, em 2012.
A Wikipédia em inglês possui cerca de dois bilhões e meio de palavras. A sequência de DNA que será inserida na maçã bíblica é equivalente a 350 MB de dados, resultante da decodificação de “apenas” 50.000 páginas da enciclopédia on-line, que são cerca de 50% das páginas mais visitadas em todo o site. O genoma completo da maçã é como um livro de 750 milhões de páginas, composto pelas quatro letras do DNA – A, T, C e G.
As palavras são traduzidas para essas letras do DNA usando um código matemático, similar à forma como o código Morse e a taquigrafia comprime as palavras. Introduzir as informações no DNA, segundo Davis, não irá afetar o sabor ou a textura da maçã.
“[O projeto] deixa ciência e religião muito próximo”, explica o cientista. Mesmo assim, é apenas um projeto conceitual. A maçã não será gerada em larga escala para consumo.

New Yorker e Daily Mail via GP
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