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Igreja atingida por granadas no centro de Moçambique é evangélica

O pároco de Muxúnguè, Sofala, centro de Moçambique, informou hoje a Lusa que a igreja alvo de disparos de granada do Exército moçambicano na quarta-feira, é evangélica e não católica.
Em declarações à Lusa, José Luís adiantou que as instalações da Igreja Católica em Zove ficam perto da zona do ataque, mas "estão intactas", acrescentando que o templo atingido pertence a uma das várias religiões evangélicas presentes no local.
"Não foi uma igreja católica atacada quarta-feira. Houve falsa informação", garantiu José Luís, referindo-se a notícias nesse sentido divulgadas na imprensa local, e depois de se ter inteirado na quinta-feira sobre os danos causados por um tiroteio entre o Exército e homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), maior partido da oposição, que culminaram com a destruição do templo.
O Exército moçambicano, informaram à Lusa várias fontes, disparou na quarta-feira tiros de granada contra uma igreja cristã, construída em estacas de madeira e blocos de argila, a três quilómetros da vila de Muxúnguè, centro do país, suspeitando que albergava homens da Renamo, que antes tinham atacado uma coluna de veículos.
Os disparos foram dirigidos ao fim da tarde contra o templo, poucos minutos após uma emboscada a uma coluna de veículos, escoltada pelos militares na estrada N1, que liga o sul e o centro de Moçambique, segundo informaram por telefone à Lusa habitantes e viajantes.
A Lusa tentou sem sucesso contactar os responsáveis do templo destruído.
Esta é a segunda semana, em que as ofensivas foram intensificadas no troço Save-Muxúnguè, na N1, onde, na movimentação de passageiros e carga, são obrigatórias escoltas militares desde abril do ano passado, quando eclodiram os primeiros confrontos.
A escalada dos ataques ressurgiu na segunda-feira da semana passada, quando a Renamo suspendeu o cessar-fogo unilateral que havia decretado, em resposta ao avanço do Exército na serra da Gorongosa, onde se supõe esteja refugiado o seu líder, Afonso Dhlakama.

Lusa via Notícias ao Minuto
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