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Os novos Cristãos novos

Em França, está a surgir uma nova geração europeia de novos cristãos, mais coerentes e mais interventivos.
Não, não se trata de judeus convertidos à fé cristã, mas de um velho catolicismo novo, que está a surgir em França.
Quem o afirma no Figaro Magazine é Jean-Marie Guénois, um prestigiado vaticanista.
Há uma nova juventude católica que se afirma pela sua fé e pela sua actuação social e politicamente comprometida. Não têm complexos de inferioridade e, por isso, não se disfarçam de revolucionários, nem vestem t-shirts com a cara estampada do Che Guevara. Não advogam uma mudança da Igreja, mas da sociedade.
Não criticam o Papa, nem o magistério da Igreja, mas saem à rua para fazerem frente aos que querem equiparar ao casamento natural as uniões de pessoas do mesmo sexo. Sem necessidade de nenhuma filiação partidária, estão dispostos a lutar pela vida e pela família. Basta-lhes a consciência cristã dos seus direitos e deveres políticos, como cidadãos que são de pleno direito. São tradicionais, sem serem tradicionalistas. E são devotos, sem serem beatos.
Estes novos católicos são indiferentes às típicas polémicas pseudo-católicas: a ordenação sacerdotal de mulheres, a eterna questão dos padres casados, etc. Não se interessam pelas problemáticas pós-conciliares, para usar o estafado termo, em que, com o propósito de dialogar com o mundo, se enredam muitas estruturas eclesiais.
Estes cristãos novos não procuram a Igreja para questionar, reivindicar ou exigir, mas para receberem o Pão da vida e a Palavra de Deus, de que necessitam para a sua vida cristã e para a sua missão evangelizadora. A ‘igreja-café-concerto’, que piscava um olho matreiro à juventude rebelde, aos sons da guitarra de um qualquer padre Sérgiozinho, ou de uma irmã mais ou menos desafinada e inquieta com os jovens, já deu o que tinha a dar. Os novos cristãos querem catequese e não batuque, querem o padre no confessionário, no púlpito e no altar e não à viola, ou no palco. E têm sacerdotes jovens, convictos na fé, piedosos e alegres, que não problematizam a moral nem discutem o dogma, mas ensinam a fé; que não são ‘animadores’, nem assistentes sociais, mas formadores das consciências e servidores da comunhão eclesial.
Alguns números estatísticos podem ajudar a perceber a dimensão deste fenómeno religioso, que está a perturbar não só os que já tinham anunciado a morte da Igreja entre os jovens franceses, como também os soixant-huitards que ainda sonham com um marxismo cristão, ou uma cada vez mais démodée teologia da libertação.
Segundo duas sondagens publicadas no Figaro Magazine, estes novos cristãos são mesmo cristãos novos, pois têm entre 16 e 30 anos. São quase todos católicos praticantes: 90% confessam-se como tais. Mais curioso ainda é que, segundo a mesma fonte, 77% destes novos cristãos considera que a devoção eucarística é “essencial”, ou “muito importante”, nas suas vidas, e 6% vai à Missa todos os dias. Apesar da recorrente oferta das ‘missas-espectáculo’ ou meras ‘ceias’, ao jeito evangélico ou modernista, estes novos crentes procuram celebrações genuinamente católicas, porque prezam uma autêntica liturgia. Sem cedências, contudo, aos saudosismos tradicionalistas, e sem simpatias integristas. Significativamente, 58% dos inquiridos concorda com a doutrina católica em matéria sexual.
Depois dos catho-comunistes, temos agora os catho-catho: 72% destes novos fiéis preferem identificar-se como “católicos”, em vez de “cristãos”, ao invés do que acontecia nos anos 70.
Serão estes novos cristãos novos os profetas que prenunciam – finalmente! – o renascimento espiritual da filha mais velha da Igreja?! Talvez ainda não, mas não restam dúvidas de que são uma lufada de ar fresco e de esperança para a Igreja francesa e para o Cristianismo de toda a velha Europa.

Ionline
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