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Igreja do Chile confirma participação de padre em roubo de bebês

Religioso dizia que crianças haviam morrido e as entregava para adoção.
Investigados judicialmente, crimes prescritos não serão punidos pela Igreja.
A Igreja Católica do Chile confirmou nesta terça-feira (12) que um padre participou da entrega para adoção de dois bebês sem o conhecimento das suas mães e que, inclusive, manteve uma "relação inapropriada" com uma delas.
Gerardo Joannon também é investigado judicialmente por entregar ilegalmente nas décadas de 1970 e 1980 um número indeterminado de menores a outras famílias nascidos de mães solteiras, que eram avisadas de que seus filhos recém nascidos haviam morrido.
"A investigação prévia estabeleceu a credibilidade das acusações... sempre se soube que os dois bebês não morreram após nascerem", disse em entrevista coletiva o superior provincial da Congregação dos Sagrados Corações, Álex Vigueras, encarregado de divulgar o resultado da investigação.
Além disso, o inquérito da instituição religiosa revelou que Joannon manteve por anos uma "relação inapropriada" com a mãe de um dos bebês entregues para adoção. "Essa relação foi importante para que o padre Gerardo interviesse ativamente neste processo de adoção", afirmou Vigueras.
O padre, inclusive, celebrou durante anos missas fúnebres sabendo que os menores não estavam mortos, acrescentou o superior.
Em maio, o padre Joannon compareceu diante da brigada de direitos humanos da polícia investigativa na capital chilena, onde foi interrogado na qualidade de réu. Inicialmente, Joannon foi ligado aos dois casos de adoções irregulares investigados pela Igreja, mas o serviço de assistência a menores do Chile apresentou pelo menos oito casos à promotoria.
Vigueras garantiu que os crimes canônicos estão prescritos e, portanto, não cabe iniciar um processo eclesiástico nem a aplicação de punições.

Reuters via G1
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