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Teólogo compara cristãos da Alemanha nazista aos que se calam sobre perseguidos no Oriente Médio

Eric Metaxas, palestrante, apresentador e escritor cristão, comparou o silêncio dos cristãos sobre a perseguição no Oriente Médio, e as restrições à liberdade religiosa no mercado interno, ao silêncio dos cristãos na Alemanha nazista.
Crianças cristãs iraquianas, que fugiram da violência na aldeia de Qaraqosh, sentam-se em um colchão no seu abrigo improvisado em um prédio abandonado em Arbil, ao norte de Bagdá, 11 de agosto de 2014.
"O silêncio diante do mal é o próprio mal", Dietrich Bonhoeffer disse uma vez, Metaxas lembrou ao público na reunião inaugural do encontro “In the Defense of Christians” (Em Defesa dos Cristãos, em tradução livre).
Metaxas é autor de uma biografia de Bonhoeffer, teólogo alemão que falou sobre a perseguição aos judeus e foi condenado à morte pelo Terceiro Reich.
Os maus atos da Alemanha nazista foram parcialmente permitidos pela fusão da identidade nacional com a Igreja, segundo Metaxas. Ele comparou a sua própria experiência de crescer em uma família grega, onde foi levado a acreditar que ser grego significava que você pertencia à Igreja Ortodoxa Grega, o que significava que você era um cristão. Da mesma forma, os alemães acreditavam que ser alemão significava ser luterano, o que significava que você era um cristão.
"Bem, isso é um absurdo", explicou. "Você não pode nascer cristão. Só pode ser cristão ao nascer de novo. Nós nascemos em pecado".
A identidade nacional, segundo ele, não é o mesmo que ser um seguidor de Jesus, e acreditar que isso é a mesma coisa pode levar a sérias consequências, semelhante ao que aconteceu na Alemanha. A Igreja deve ser sempre "a consciência do Estado", mas a Igreja não pode fazer isso se a sua identidade está alinhada com o Estado.
"Não é apropriado confundir nacionalismo, a nossa identidade nacional, com a nossa fé em Jesus Cristo", afirmou Metaxas.
Uma vez que a fidelidade de um cristão é, primeiramente, com a Igreja de Jesus Cristo, continuou a explicar ele, ao invés de uma identidade nacional ou étnica, significa que os cristãos devem falar sobre a perseguição dos seus companheiros crentes em Cristo, independentemente de quaisquer diferenças nacionais, raciais ou étnicas que eles possam ter.
"Se a sua lealdade não é em primeiro lugar a Jesus, você não é um cristão", disse ele. "Se a sua lealdade é para com uma entidade política ou a uma entidade nacional ou a uma entidade tribal antes de Jesus, você não é um cristão".
Metaxas também comparou o silêncio dos cristãos sobre a questão da perseguição ao silêncio dos cristãos nas questões de controle de natalidade do mandato do governo Obama e a redefinição do casamento para incluir os casais do mesmo sexo em alguns estados.
"Se você não falar, quando a liberdade religiosa está ameaçada", disse ele, "quando há perseguição aos cristãos, se você não falar, se você se calar, você está fazendo parte desse mal. Quando os cristãos mantêm suas bocas fechadas, como normalmente temos feito, enquanto há terríveis perseguições em todo o mundo, Deus não nos vê como inocentes”.

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