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Templo no RS de ex-padre suspeito de pedofilia terá atividades suspensas

Prefeitura diz que atenderá solicitação da polícia para a 'ordem pública'.
Religioso foi preso nesta terça por suspeita de abusar de adolescentes.
O templo religioso do ex-padre João Marcos Porto Maciel, conhecido como Dom Marcos de Santa Helena, de 74 anos, terá as atividades suspensas pela Prefeitura de Caçapava do Sul, na Região Central do Rio Grande do Sul. A informação foi confirmada pela administração municipal. Nesta terça (9), Santa Helena foi preso por suspeita de abusar sexualmente de dois adolescentes.
A prefeitura informou que será atendida uma solicitação da Polícia Civil, para que o local tenha as licenças para as práticas de atividades religiosas e de artesanato e música cassadas, "por motivo de ordem pública, visando à proteção de eventuais crianças e adolescentes que lá frequentam, até o trânsito em julgado do processo em questão". O ato será assinado pelo prefeito Otomar Vivian (PP) ainda pela manhã, e os comunicados serão fixados no local no início da tarde.
A prisão ocorreu na manhã desta terça no templo. Foram apreendidos computadores, dinheiro, duas armas, doces e um videogame. Dois adolescentes disseram para a polícia ter sofrido abusos sexuais. Os crimes teriam ocorrido entre 2007 e 2010 no templo durante as aulas de música de Dom Marcos. Segundo a investigação da polícia, o religioso escolhia vítimas em situação de vulnerabilidade social e oferecia bicicletas e dinheiro a elas.
Outros quatro adultos confirmaram ter sido vitimas do religioso nas décadas de 1960 e 1970. Os crimes já prescreveram, mas, segundo a polícia, os depoimentos reforçam as denúncias atuais de abuso. Entre as provas coletadas, está uma gravação telefônica com um homem que diz ter sido vítima (escute ao lado). O padre é suspeito de cometer crimes sexuais contra crianças e adolescentes em pelo menos mais quatro estados.

O caso
O nome e os supostos abusos de Maciel foram revelados pelo empresário Marcelo Ribeiro. Ele participou do coral de Dom Marcos na década de 80 e afirma que foi abusado sexualmente pelo religioso. "Quando eu tinha 11 para 12 anos em uma viagem, eu acordei com ele na minha cama. A partir daí os assédios começaram com beijos, com coisas, só que eu já era uma criança dominada por ele, eu já tinha uma obediência absoluta, isso facilitou o abuso sexual, que aconteceu dos 12 para 13 anos", disse o empresário.
Em entrevista à reportagem da RBS TV, Dom Marcos negou ter cometido os abusos (veja o vídeo ao lado). "Ele não sabe o que dizer para impressionar as pessoas que o escutam. Sei que ele escreveu um livro que não li nem me interesso em ler. Diz tudo quanto é coisa que lhe vem a cabeça, e o papel aceita tudo o que se escreve. Ele pagando, já que certamente pagou pela impressão, pode dizer o que quer e pronto", afirmou o religioso.
O advogado e músico gaúcho, Alexandre Diel, também afirma ter sido vítima do religioso na adolescência. "O primeiro abuso foi acontecer mais ou menos dois anos depois que eu já estava no coral, ele estava com um balde de roupa suja, e chamou para levar as roupas para lavar, desci e ele fechou a porta, baixou minhas calças. Essas ações se repetiram durante quase três anos", disse Diel.
Dom Marcos negou novamente. "Pois é. É engraçado, [porque] eu nunca fui lavar roupas. Naquela época eu tinha minha mãe que fazia todo esse trabalho. Ela ia à lavanderia, eu raramente entrava lá", afirma o investigado, acrescentando que mais de oito mil adolescentes já passaram pelo coral e tiveram aulas de música.

Publicado no G1
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