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Em São José do Rio Preto, SP, avenida vira ‘varal da fé’

Faixa colocada por devoto do “Pai Eterno” em cerca da avenida Ernani Pires Domingues 
Quem passa pela calçada às margens da avenida Ernani Pires Domingues, uma das principais vias de acesso à zona norte de Rio Preto, já deve ter visto faixas afixadas na cerca de proteção da mata ciliar do córrego Piedade. Todas em agradecimentos a santos e entidades espirituais do catolicismo e de outras crenças pelas graças e milagres alcançados por quem as colocou lá.
Há faixas em agradecimento a Santo Expedito, ao Pai Eterno, a Nossa Senhora e até para as Treze Almas, entidade da umbanda. Até os evangélicos estão lá, com pedidos para o transeunte se apegar mais a Jesus Cristo e deixar as “feitiçarias” de lado.

Dono de uma empresa de faixas e banners no Jardim Vetorasso, que fica na região, Márcio Faria, de 36 anos, diz que toda semana recebe encomendas de devotos. “Em geral, são mulheres com até 30 anos. Elas agradecem pelo restabelecimento da saúde dos filhos pequenos, mas houve uma que encomendou faixa em homenagem ao santo que fez promessa pelo retorno do marido que tinha saído de casa”, afirma Faria.
O preço médio das faixas vai de R$ 10, se for pano, a R$ 25, de plástico. Padre critica Opadre Telmo José Amaral de Figueiredo diza colocação de faixas na movimentada avenida faz parte de um modismo.
“Acho que é uma espécie de narcisismo religioso. Jesus pedia para a pessoa não ficar espalhando que foi curada. Mas o povo inventa que tem de fazer isso, como se o santo cobrasse essa atitude. Tudo errado”, comenta o sacerdote, que é teólogo. “Deus não tem esta relação de troca conosco. Quem inventou isso é o ser humano”, arremata o padre.

Publicado em DiárioWeb
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