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Ex-padre é indiciado por estupro, estelionato e racismo no RS

Polícia também apontou curandeirismo e posse irregular de armas.
João Marcos Porto Maciel, 74 anos, está preso desde 4 de dezembro.
O ex-padre João Marcos Porto Maciel foi indiciado nesta terça-feira (3) pela Polícia Civil por curandeirismo, estupro de vulnerável de dois adolescentes, posse irregular de armas e estelionato, e também por racismo em um processo à parte. Maciel passou a ser investigado após ser denunciado por uma reportagem da RBS TV, que mostrou um livro escrito por uma das supostas vítimas, na qual foram relatados abusos sofridos. Ele está preso temporariamente desde o dia 9 de dezembro na Penitenciária de Caçapava do Sul, Região Central do estado.
O religioso foi preso no templo onde vivia, que fundou para receber menores de idade em vulnerabilidade social, na Estrada do Salso, na cidade gaúcha. Em dezembro, a Justiça havia negado um pedido de liberdade provisória da defesa do ex-padre.
No dia da prisão, a Polícia Civil apreendeu um videogame, computadores, doces, dinheiro e duas armas no templo que ele fundou em Caçapava do Sul. Dois adolescentes disseram para a polícia terem sofrido abusos sexuais. Os crimes teriam ocorrido no templo durante as aulas de Dom Marcos. Além destes casos, mais quatro adultos disseram que foram vítimas do religioso nas décadas de 1960 e 1970. A polícia divulgou um áudio de uma conversa entre o religioso e uma das supostas vítimas, na qual ele é questionado sobre o possível crime e não nega.
Excomungado da Igreja Católica em 2009 e da Anglicana em 2011, Dom Marcos é apontado pela Polícia Civil como responsável por pelo menos seis abusos de crianças e adolescentes. Desses, quatro já teriam prescrito e outros dois teriam ocorrido entre 2010 e 2011. A polícia acredita que o religioso cometia os crimes há mais de 50 anos em mais quatro estados.
O religioso ainda é suspeito de cobrar por "exorcismo à distância" e cometer racismo, pois, segundo a polícia, impediu a entrada de um funcionário no templo alegando como motivo a cor do homem.
Em entrevista à RBS TV, quando o assunto à tona, Dom Marcos negou os crimes. "Ele não sabe o que dizer para impressionar as pessoas que o escutam. Sei que ele escreveu um livro que não li nem me interesso em ler. Diz tudo quanto é coisa que lhe vem à cabeça, e o papel aceita tudo o que se escreve. Ele pagando, já que certamente pagou pela impressão, pode dizer o que quer e pronto", afirmou o religioso.

Publicado no G1
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