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Cristãos perseguidos no mundo: sacerdote morto no Congo por denunciar criminalidade

Leste do país está nas mãos de bandidos violentos e bem armados.
A República Democrática do Congo tem sofrido há anos a ação aterrorizante de pelo menos vinte grupos armados que guerreiam pelo controle da região leste do país. O relatório anual de 2014 sobre a liberdade religiosa no mundo, elaborado e publicado pela organização internacional humanitária Ajuda à Igreja que Sofre, destaca entre os casos de violência na região o sequestro de três sacerdotes da congregação dos assuncionistas, ocorrido na cidade de Beni, em Kivu do Norte, e atribuído aos militantes do grupo rebelde ADF-NALU, baseado em Uganda e de inspiração islâmica extremista.
É frequente a violência cometida por criminosos fortemente armados contra vilarejos do leste da República Democrática do Congo, onde o Estado é praticamente ausente e milhares de moradores ficam à mercê dos bandidos. O bispo da diocese de Goma, dom Théophile Kaboy, denuncia que a presença da Igreja nessa região incomoda muito as organizações criminosas. Ele destaca, em particular, o papel da paróquia de Mweso, que faz parte da sua diocese e que tem a fama de se levantar abertamente contra a ação dos grupos armados.
Foi em Mweso, de fato, que aconteceu um dos mais recentes atentados com vítimas religiosas: o pároco Jean-Paul Kakule, de 33 anos, tesoureiro da paróquia, foi assassinado no dia 25 de fevereiro enquanto fechava a igreja no final da tarde. O crime permanece impune e é altamente improvável que os assassinos sejam identificados. Enquanto isso, a Igreja continua sendo um das poucas vozes, se não a única, que ainda se alça em defesa daquela população esquecida pelo resto do mundo.

Publicado no Aleteia
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