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Igreja culpa o Governo por mais um massacre de cristãos no Paquistão

O presidente da Conferência Episcopal do Paquistão diz que o Governo não tem sido capaz de garantir a segurança dos cristãos, vítimas frequentes do extremismo islâmico.
A Igreja Católica no Paquistão responsabiliza o Governo por mais um ataque que matou 14 pessoas e feriu perto de 70, no domingo, na cidade de Lahore.
Numa mensagem enviada à fundação Ajuda à Igreja que Sofre, o arcebispo Joseph Coutts, do Paquistão, diz que parte da culpa de mais este massacre é do primeiro-ministro e do Governo por não terem aplicado uma decisão do Supremo Tribunal paquistanês de 2014, que obriga o Estado a proteger os locais de culto.
As acusações são sublinhadas pela Comissão Nacional de Justiça e Paz no Paquistão, que deu um exemplo prático do problema: “Embora os extremistas tenham reivindicado a responsabilidade pelos dois ataques em Youhanabad, Lahore, a verdade é que os seguranças destacados estavam preocupados a ver um jogo de cricket, em vez de cumprirem o seu dever de proteger as igrejas. Devido a este negligência, muitos cristãos perderam a vida e muitas famílias perderam os seus entes queridos”.
Criticando especificamente o primeiro-ministro Nawaz Sharif, o arcebispo Joseph Coutts, que é presidente da Conferência Episcopal do Paquistão, diz que “este novo acto de terrorismo mostrou, de forma cruel, o quão indefesos estamos devido a esta negligência”.
“Mais uma vez, o Estado não foi capaz de garantir a segurança dos seus cidadãos. Milhões continuam a viver num estado de tensão e medo constante, sem saber o que esperar a seguir”, insiste o arcebispo.
O duplo atentado de domingo atingiu duas igrejas, uma católica e outra da Igreja do Paquistão, da Comunhão Anglicana. Na sequência das bombas, houve protestos populares e duas pessoas terão sido mortas por alegada ligação aos bombistas. Também este facto foi criticado pelo Arcebispo que pediu aos cristãos que se manifestem sempre de forma pacífica.

Publicado em Renascença
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