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Encontro reúne adeptos da cultura pagã no Parque dos Bilhares, neste domingo

Crença que busca o culto e o respeito às forças da natureza, o paganismo foi tema de um evento gratuito a partir das 16h.
Com o objetivo de reunir praticantes, simpatizantes e curiosos sobre o paganismo, uma religião que busca o culto e o respeito às forças da natureza, neste domingo (24), aconteceu no Parque dos Bilhares, zona Centro-Sul, o Encontro Social Pagão com o tema “Danças Ritualísticas”.
Segundo um dos organizadores do encontro, Mário Kássio, a intenção foi enriquecer a cena pagã em Manaus. “Algumas pessoas se interessam, mas não tem com quem discutir, não conhecem outras pessoas com interesse em comum. Nesta reunião, falamos sobre dança ritualística com o foco nas danças circulares e seus benefícios. Estas danças são muito usadas para se entrar em sintonia com uma divindade, com o seu ‘eu’ interior ou ainda para despertar o sentimento de comunidade, como é o caso das danças circulares”, explicou.
Marcado para ter início às 16h, o encontro foi gratuito e se pede apenas que se leve toalhas e o lanche para que o grupo possa sentar e comungar juntos. “Além disso, a reunião serviu como ponto de coleta para alguns materiais recicláveis que serão enviados à Terracycle (um programa de reciclagem), que devolverá como ajuda para as Organizações Não Governamentais (ONGs). No nosso caso, escolhemos a ONG Bicho Amado (OBA), que é uma organização que cuida de animais abandonados a encontrarem um novo lar”, disse o organizador.

Culto à natureza
O paganismo é uma religião que tem como base o culto à natureza e seus ciclos. Seus adeptos enxergam as divindades como presentes em cada manifestação na Terra. Com o advento das religiões cristãs, o termo ‘pagão’ ficou conhecido como sinônimo de ‘não-cristão’. “O termo ‘pagão’ vem do latim ‘paganus’ e se refere ao povo que vivia na área rural, que, nesta época, enxergavam os deuses através das manifestações da natureza, como a chuva, o sol, a lua, entre outros”, explicou Kássio.
Na religião, os deuses da natureza eram reverenciados como forma de intercessão para colheitas mais fartas ou que o inverno não fosse tão rigoroso, por exemplo.
Pagão há 11 anos, Kássio conta que começou a se interessar pelo universo da religião. “Comecei a mergulhar no paganismo por sentir atração pela natureza. As vivências e os estudos me deram mais respostas do que as religiões mais tradicionais. Pode parecer clichê, mas a sensação é de estar em casa”, disse.
A jornalista Luana Silva, de 27 anos, é uma das que participará do encontro. Ainda sem conhecer muito sobre a religião, Luana conta que vai ao evento por curiosidade. “Me chamou a atenção a proposta por envolver a dança ritualística e ser algo relacionado a uma tradição oculta e desconhecida, por carregar esse estigma de que oculto é coisa do “demônio”, e parece ser algo que envolve o corpo, a mente e a natureza”.

Publicado em D24AM
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