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O islã é a religião da guerra, diz líder do Estado Islâmico

Abu Bakr al-Baghdadi: segundo ele, o profeta Maomé foi ordenado a fazer a guerra "até que somente Alá seja adorado"
O grupo extremista Estado Islâmico (EI) divulgou nesta quinta-feira uma mensagem de áudio em fóruns jihadistas na qual seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, afirma que "o islã é a religião da guerra".
Segundo a mensagem de Baghdadi, o profeta Maomé foi ordenado a fazer a guerra "até que somente Alá seja adorado".
"A guerra que estamos travando não é só a guerra do Estado Islâmico. É a guerra de todos os muçulmanos", ressalta o líder jihadista.
Além disso, Baghdadi convoca todos os muçulmanos a unir-se à jihad (guerra santa), já que "é a guerra das pessoas de fé contra os infiéis" e "é obrigatória para todo muçulmano que preste contas a Alá".
Por isso, diz também que "não há desculpa para qualquer muçulmano que seja capaz de unir-se ao EI ou de portar uma arma", já que a luta "é uma obrigação para ele".
Além disso, em sua mensagem, o líder do grupo jihadista rejeita qualquer conciliação com outras religiões como "os judeus, cristãos ou outros infiéis".
Por outro lado, o dirigente do EI acusa "os cruzados", em alusão ao Ocidente, de "incomodar" os muçulmanos que vivem ali e adverte que em breve começarão "a expulsá-los, matá-los, encarcerá-los ou deixá-los sem-teto".
Na mensagem, Baghdadi também se pergunta onde estão os aviões da península arábica, em alusão à coalizão árabe-muçulmana que ataca posições do movimento rebelde xiita dos houthis no Iêmen, na luta "contra os judeus".
Também critica essa aliança por não defender "às nobres mulheres que estão sendo violentadas diariamente na Síria, no Iraque e em outras terras muçulmanas".
Finalmente, Baghdadi dedica suas últimas palavras da mensagem a louvar e pedir firmeza aos membros do grupo jihadista que lutam no Iraque, Síria, Líbia, Argélia, Tunísia, Khorasan -uma região que inclui Afeganistão, partes do Paquistão, Tadjiquistão e zonas limítrofes -, África Ocidental e Iêmen.
O vídeo, de cerca de 35 minutos de duração e no qual Baghdadi mantém um tom de voz tranquilo, foi divulgado em fóruns jihadistas e sua transcrição traduzida ao inglês, russo, turco, francês e alemão.
Se a autenticidade deste áudio for confirmada, esta mensagem desmentiria as informações do jornal britânico "The Guardian", que no último dia 21 de abril assegurou que Baghdadi foi gravemente ferido em 18 de março em um bombardeio efetuado no oeste do Iraque pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

Publicado em Exame
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