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Templo Satânico exige que seus membros entreguem a alma ao diabo

O Templo Satânico de Detroit conseguiu afastar os manifestantes contrários à inauguração de uma estátua demoníaca, recentemente, divulgando que o evento seria em determinado lugar e realizando-o em outro.
Além disso, em uma aparente tentativa de se livrar de cristãos que pudessem interferir na apresentação da estátua, o Templo Satânico não apenas cobrou ingressos de quem quisesse assistir (a partir de US$ 25), como ainda exigiu que os participantes do evento assinassem um documento em que "transferiam" a sua alma para Satanás.
"Eu concordo que, ao assinar este documento sob qualquer nome, real ou ficticio, estou entregando a minha alma a Satanás (Abbadon, Lúcifer, Belzebu, Anticristo)", diz o documento. "Faço-o consciente de que Ele (também conhecido como o Pai da Mentira) ou qualquer de seus representantes pode recolher a minha alma eterna a qualquer momento, com ou sem aviso prévio. Entendo que a minha assinatura ou marca representativa da minha identidade nestes papéis constitui um contrato duradouro e eterno e que não haverá novas negociações acerca da minha alma eterna".
Qualquer cristão sério faria uma pausa antes de assinar um documento desses.
Mas se você fosse uma das 700 pessoas que o assinaram, teria tido acesso a uma orgia de música punk e demonstrações públicas de intimidade entre pessoas com pouca roupa e variedade de “gêneros”. Acima da banda havia uma cruz suspensa, de cabeça para baixo, e, na frente do palco, as palavras "Este é o meu corpo, este é o meu sangue".
Para o evento principal, dois homens sem camisa e segurando velas se postaram em cada lado da estátua e, pouco antes da meia-noite, retiraram o véu que a cobria. Em seguida, os dois se abraçaram e se beijaram na boca.
A estátua de bronze representa Baphomet, uma figura humana com cabeça de bode, alada e com chifres e cascos. A figura está sentada e é ladeada por um menino e uma menina. Acima dela, destaca-se um pentagrama.
Jex Blackmore, pseudônimo da diretora do Templo Satânico de Detroit e organizadora do evento de inauguração, declarou que Baphomet simboliza uma "reconciliação dos opostos e a vontade de abraçar e celebrar as diferenças".
Quando perguntada se o grupo é uma organização religiosa (ou antirreligiosa), ela explicou que é “menos que uma igreja e mais que um grupo de afinidades”, construído em torno do que ela repetidamente chama de “princípios satânicos”.
O site do grupo afirma que “o Templo Satânico se ergue na premissa básica de que o sofrimento imerecido é ruim e que tudo o que reduz o sofrimento é bom. Nós não acreditamos no mal simbólico”.
A Fox News informou que, para o Templo, o conceito de Lúcifer é o de "uma figura literária" e que "a missão do Templo Satânico é incentivar a benevolência e a empatia entre todos os povos", sempre de acordo com o site do grupo.
A revista Time escreveu que “o grupo não promove a crença em um Satanás pessoal”. Para eles, Satanás é uma abstração, ou, como Nancy Kaffer escreveu para o The Daily Beast no ano passado, "uma figura literária, não uma divindade: ele simboliza a racionalidade, o ceticismo, a verdade diante do poder, mesmo com grande custo pessoal".
Seja qual for a justificativa, aqueles que participaram do evento deveriam ter pensado duas vezes, diz o padre jesuíta James Martin, da revista America. Ele observou que o Templo Satânico afirma estar apenas exercendo o seu direito à "liberdade religiosa" e que "a estátua é um contraponto àqueles que ergueram ou desejam erguer representações dos Dez Mandamentos ou de outros símbolos cristãos". O grupo espera colocar seu Baphomet na sede do governo do Estado de Arkansas, ao lado de um monumento aos Dez Mandamentos.
Mas eles estão "brincando com fogo", disse o padre Martin: “Essas pessoas não têm ideia do tipo de forças com que estão se envolvendo. Na minha vida como padre jesuíta e, especialmente, como diretor espiritual, eu tenho visto pessoas lutando contra o mal na vida real. Nos Exercícios Espirituais, Santo Inácio de Loyola chama essa força de espírito maligno ou inimigo da natureza humana.
Pessoas incrédulas podem rir, mas essa força é real, tão real quanto a força que atrai para Deus. Além disso, o inimigo age na vida das pessoas de formas parecidas. Os comentários de Santo Inácio refletem não apenas a sua própria experiência de oração, mas também a de ajudar os outros a rezar. Ele descreveu algumas formas de agir do espírito do mal que coincidem com a minha experiência. O papa Francisco também tem falado com frequência sobre a presença do mal no mundo e sobre a ação de Satanás. Alguns riem, mas o papa fala de algo que não é apenas uma parte da crença cristã, e sim uma realidade bem conhecida pelos diretores espirituais. O mal é real. Eu acredito que existe uma força personificada por trás dele. Há certa inteligência envolvida ali. C.S. Lewis disse sobre Satanás: Não sei quanto aos chifres e cascos, mas acredito que ele existe, sim. Pois bem, eu penso o mesmo. Assim, enquanto o Templo Satânico e os principais meios de comunicação riem, meu medo se volta para outra coisa. Eu me lembro de tudo o que li e ouvi sobre Satanás e penso de novo: eles não tem ideia do que estão fazendo”.
No mesmo dia da inauguração da figura de Baphomet, cerca de 250 pessoas assistiram à missa na Igreja de São José em reparação pelo evento satânico. Afinal, o Bem é mais forte que o mal.

Publicado em Aletheia
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