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Cristãos malaios não podem contar com a lei dos Direitos Humanos

O governo diz que respeita as leis, desde que elas estejam de acordo com o islã.
Segundo as últimas notícias vindas da Malásia, o primeiro-ministro Najib Razak, ainda está lutando para explicar por que mais de 700 milhões de dólares, provenientes de um Fundo Estadual, foram encontrados em contas bancárias privadas.
Razak conseguiu contrariar a primeira onda de protestos com uma remodelação governamental. O que há de mais perigoso nisso, é que em seus discursos, ele recorre aos aspectos religiosos. No mês passado, o primeiro-ministro discursou sobre os direitos humanos, dizendo que ele e o seu governo vão respeitar esses direitos, desde que estejam de acordo com o islã. "Exatamente nesse ponto é que mora o perigo, pois deixa pouco espaço para a sobrevivência das minorias", afirmam especialistas no setor.
Mas a onda de escândalos pode fazer diminuir a confiança do povo no governo. Por enquanto, segundo uma pesquisa publicada recentemente, descobriu-se que mais de 70% dos entrevistados ainda acham que o governo deve determinar o que é permitido e o que é proibido. A pesquisa inclui alguns detalhes interessantes: 73% acredita que o governo deve decidir quais assuntos podem ser discutidos em sociedade; 79% sente que o governo deveria censurar questões mais polêmicas; 71% acha que a harmonia da população pode ser interrompida se as pessoas se organizarem em grupos; e 72% sente que a sociedade pode ser levada a um caos, quando as pessoas têm muitos pontos de vista diferentes.
"Talvez seja significativo que, quando a oposição pediu que protestos fossem feitos, durante o Dia da Independência, na semana passada, entre 25 e 30 mil manifestantes compareceram. Alegadamente, de longe, a maior parte veio da minoria étnica chinesa; a maioria malaia não é grande o suficiente para tomar as ruas. Então, no final das contas, estes eventos podem levar a uma divisão étnico-religiosa cada vez maior", concluem os analistas.

Publicado em Portas Abertas
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