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Religiosos opinam sobre veto de celular em templos; opine

Em tempos de WhatsApp e Facebook é difícil se desligar do celular. Mas a conexão constante tem incomodado lideranças religiosas a ponto da questão ter ido parar na Câmara Municipal do Salvador e no gabinete do prefeito, ACM Neto.
No último dia 5, a proibição do uso de aparelhos que, antes era prevista apenas para bibliotecas, casas de espetáculos e eventos culturais (como teatros, cinemas, congressos e palestras) passou a ser válida também para os templos religiosos.
O Decreto 22.209 de 2011, que dispõe sobre o assunto, prevê que os estabelecimentos afixem avisos sobre a proibição e ainda estabelece multa para responsáveis de espaços que, ao flagrarem a utilização, não orientem o usuário a desligar o aparelho ou a se retirar do local.
A responsável pela fiscalização é a Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom). Até o fechamento desta matéria, o órgão não informou se alguma multa já foi aplicada nos espaços onde a lei já vigorava.

Opinião
A lei divide opinião entre representantes de religiões em Salvador. O bispo-auxiliar da Arquidiocese de Salvador, dom Estevam Silva Filho, disse que é preciso educar para o uso responsável e harmonioso dos meios de comunicação em todos os lugares. Mas, ponderou que não há grandes transtornos nas igrejas católicas.
"Nossa maior preocupação, isto sim deveríamos atentar, seria a conscientização de não atenderem telefone dirigindo e enquanto estão em refeição com a família, por exemplo". Mesmo com uma postura mais branda em relação ao uso na igreja, dom Estevam lembra que em algumas, sobretudo nas históricas, é possível encontrar avisos sobre o desligamento e que, nas paróquias, quando o barulho incomoda, o comentarista recorda a importância de desativar o telefone móvel.
O pastor protestante Djalma Torres se colocou contra a proibição. "O uso indiscriminado atrapalha, entretanto, não é o caso de proibir, mas de estabelecer um uso criterioso por meio de recomendação dos dirigentes", opinou. Segundo ele, nas congregações protestantes, os pastores orientam que os fiéis só recorram ao telefone celular em casos de extrema necessidade.
Filha da casa Ilê Axé Omin Ewá, Lindinalva de Paula concorda com a proibição para os momentos litúrgicos. "Primeiro, acho que as pessoas não devem filmar ou fotografar sem a devida autorização prévia, como algumas pessoas fazem. Segundo, que o momento litúrgico é especial. Durante as festas e oferendas não é momento de atender ao aparelho", afirmou.
Lindinalva, que também é integrante da Rede de Mulheres Negras, fez uma comparação com outras religiões: "Você não vai parar no momento de comungar, por exemplo, para atender a uma ligação". Por meio de sua assessoria, a Igreja Universal do Reino de Deus informou que há muito tempo sugere que os aparelhos não sejam utilizados e diz que em todos os templos há aviso com o pedido.
"Dentro da igreja, o objetivo é que a pessoa se desconecte de tudo e foque na vida espiritual, sem interrupção. Ao usar o celular no culto, é natural que a atenção seja desviada", diz a nota. A equipe de A TARDE entrou em contato com a Federação Espírita Brasileira, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta.

Autor
Autor do projeto de lei, o vereador Isnard Araújo, disse que o caráter é muito mais educativo que punitivo. "Eu milito em religião há 30 anos. Tenho acesso a diáconos, pais-de-santo, padres, pastores e ouço muitas reclamações. Há pessoas indelicadas, falam alto. Outras não atendem e deixam o aparelho chamando, daí surgiu a ideia", contou. Em março, Isnard, que preside cultos na Igreja Universal, foi alvo de polêmica ao propor uma casa de reabilitação para viciados no aplicativo WhatsApp.

Publicado em A Tarde


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