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Seita alia estudo da Bíblia com o cultivo da maconha

“Freiras” dizem que objetivo de sua produção é “ajudar os doentes”.
Elas se apresentam como freiras e possuem uma vida cheia de hábitos religiosos. Curiosamente, vivem da cultura de canabbis, a popular maconha. A Sisters of the Valley é uma organização com sede na cidade de Merced, na Califórnia.
Elas cultivam e vendem produtos derivados dessa planta que é considerada droga pela lei, mas acreditam estar fazendo algo de cunho espiritual. Essas freiras extraem o cannabidiol (CBD) e o utilizam para produzir remédios homeopáticos, além de cremes para pele e suplementos para pacientes que fazem uso da chamada maconha medicinal. Seus produtos são todos comercializados online.
No site é possível ver que os produtos feitos por elas possuem uma quantidade irrisória de THC, substância que gera os efeitos psicoativos da droga.
A irmã Kate, 56 anos, a responsável pela organização Sisters of the Valley, relata que elas estão enfrentando problemas por causa de uma mudança nas leis da cidade de Merced. No início de 2016, os vereadores votaram um projeto de lei que impede o cultivo e venda de maconha medicinal. Isso acabaria com o trabalho da irmã Kate e de outros quatro grupos registrados no município.
Ao invés de mudar de cidade ou de ramo, as freiras estão fazendo uma campanha para invalidar o projeto de lei e tem recebido bastante apoio.
“Nós estamos trazendo renda para a cidade. Pagamos impostos altíssimos”, escreveu irmã Kate na petição on-line lançada por ela. Seu principal argumento é que elas sempre estiveram dentro da lei, pois o cultivo na Califórnia é legalizado desde o final da década de 1990.
Contudo, um equívoco no texto do Medical Marijuana Act deu abertura para que as cidades tivessem autonomia para proibir o cultivo, a distribuição e a venda da droga. Isso inclui Merced.
A pequena produção de cannabis, plantada em vasos que ficam na garagem e possuem a temperatura controlada, é transformada pelas freiras em produtos com fins medicinais. Elas ainda não encerraram sua produção, mas admitem: “Sabemos que estamos fora-da-lei”.
Seu movimento chamou atenção da imprensa e já foram procuradas por um canal de TV que deseja fazer um filme sobre elas. Mas embora se vistam como freiras e se chamam de “irmãs”, não fazem parte da Igreja Católica, nem pertencem a nenhuma religião organizada.
A opção pelo uso do hábito e do véu, além da nomenclatura, é uma questão de filosofia de vida, pois seguem o padrão de ordens católicas. Tampouco querem ser chamadas de seita, pois Kate, sua líder, justifica que foi criada em uma família católica.
Questionada, a líder das Sisters of the Valley diz que nunca quis enganar as pessoas, afirmando que ela era uma freira “de verdade”, mas confessa que gosta da maneira como as pessoas a tratam quando veem o seu hábito. O aspecto religioso, sem dúvida, as ajudou nos negócios até agora.
A fé das Sisters of the Valley é uma mistura de vários elementos, incluindo cristianismo e nova era, pois fazem uma associação com os rituais xamânicos indígenas. “Achamos que essa planta é divina, algo que a Mãe Terra deu para nós, humanos”, explica Kate.
Para elas, que vivem reclusas, a rotina inclui começar o dia lendo a Bíblia e debatendo sobre ela. Também fazem suas orações. Dentro de sua filosofia, o trabalho que fazem é de caridade, pois acreditam nas propriedades curativas do CBD.
O objetivo de sua produção é “ajudar os doentes”. Mesmo parecendo contraditório, nos Estados Unidos existem outros grupos que acreditam que maconha e Bíblia combinam.

Publicado em GP com informações de The Guardian

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