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Para Jorge Mario Bergogli, quem explora trabalhadores comete "pecado mortal"

Durante a missa de Santa Marta nesta quinta-feira (19), o papa Francisco voltou a condenar aqueles que exploram a mão de obra dos mais fracos e disse que estes cometem um "pecado mortal".
"Quem acumula riquezas com exploração, com trabalho ilegal, com contratos injustos, é uma sanguessuga que torna as pessoas escravas. O sangue de quem é explorado no trabalho é um grito de justiça para o Senhor. A exploração do trabalho é uma nova escravidão, é um pecado mortal", disse aos presentes, segundo o "Osservatore Romano".
Afirmando que "as riquezas são boas, mas são relativas" porque "não são absolutas", o Pontífice criticou aqueles que exploram os outros através de coisas considerais legais, mas que não são justas - como ocorria nos tempos em que a escravidão era permitida.
"Vamos pensar nos dias de hoje, que acontece exatamente o mesmo.
'Quero trabalhar', 'Tudo bem, vamos fazer um contrato de setembro a junho'. Sem a possibilidade de aposentadoria, sem ajuda médica. Em junho você suspende o contrato e em julho e agosto a pessoa deve comer ar. E em setembro, riem de você. Isso quem faz são as verdadeiras sanguessugas que vivem do derramamento de sangue das pessoas que se tornam escravas do trabalho", reforçou o Pontífice.
Citando outro exemplo, Jorge Mario Bergoglio lembrou de uma mulher que contou para ele que ganhava 650 euros para trabalhar 11 horas por dia e disse que os patrões afirmaram que se ela não gostasse disso que fosse embora "porque havia outros". Segundo Francisco, essas "sanguessugas" pagarão perante a "Justiça do Senhor".
"Nós achamos que os escravos não existissem mais, mas eles existem. É verdade, as pessoas não vão buscá-los na África ou na América, não. Mas, eles estão nas nossas cidades. E aqui estão estes traficantes, estes que tratam as pessoas que trabalham sem nenhuma justiça", reforçou. Apesar de não ter citado abertamente, a fala faz parte do discurso contra a "cultura do descarte" pregado pelo Papa nos seus pouco mais de três anos de Pontificado. O argentino combate, frequentemente, o abandono de pessoas consideradas "inúteis" para o mercado ou por não terem conhecimento ou por estarem fora da faixa etária "produtiva".
O líder católico pede sempre que a política econômica seja mais justa e mais igual, para que todos possam ser beneficiados com uma vida digna. - Conversa com embaixadores Durante um encontro com os novos embaixadores das Ilhas Seychelles, Tailândia, Estônia, Malauí, Zâmbia e Namíbia, o papa Francisco pediu para que eles "não tenham medo" de desarmar os traficantes. Segundo Francisco, apesar de compreensível, é preciso "não ceder aos medos" causados pelo terrorismo e pelo alto fluxo de imigrantes que chegam a todos os países fugindo de conflitos e da fome.
Esses "problemas" deve ser enfrentados com cooperação para "garantir o direito" dos refugiados e para ajudá-los em suas necessidades. Pedindo para que os países "promovam iniciativas para ajudar as populações" estrangeiras, o sucessor de Bento XVI pediu mais "esforços para privar das armas aqueles que usam a violência", para por fim ao tráfico humano e ao tráfico de drogas.

Publicado em ANSA via BOL


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