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"Profeta" na África do Sul “cura” fiéis com pesticida

Pastor na África do Sul “cura” fiéis com pesticida Pastor de uma igreja na província do Limpopo está a gerar polêmica. Governo e fabricante do produto emitem comunicados a avisar para a prática “alarmante”.

Um sul-africano, que se autoproclama “profeta”, defende que pulverizar os fiéis com inseticida os cura de vários males, inclusive de doenças como o cancro e a sida. A prática de Lethebo Rabalago (assim se chama o ‘profeta’) está a gerar polémica nas redes sociais e a indignar o fabricante de “Doom”, o inseticida em causa.
A empresa que produz Doom alerta para os riscos de pulverizar seres humanos com a substância, enquanto uma comissão do Governo insta qualquer pessoa afetada a apresentar queixa. Mas o pastor, que dirige a Assembleia Geral de Monte Sião na província do Limpopo, defende as próprias ações, explicando à BBC News que utiliza métodos não convencionais para curar as pessoas.
A África do Sul tem assistido a uma onda de práticas onde os membros da igreja liderada por Lethebo Rabalago são submetidos a rituais não ortodoxos para serem curados.
O “profeta” revela à jornalista da BBC em Joanesburgo, Nomsa Maseko, que pulverizou o rosto de uma mulher porque ela tinha uma infeção ocular. Lethebo Rabalago alega que a mulher “ficou bem porque acreditava no poder de Deus".
Referindo-se a uma reunião da Assembleia Geral de Monte Sião, na sexta-feira, Rabalago conta que “vieram pessoas com ferimentos. Pulverizámo-las e elas ficaram curadas”.

“Afirmamos que, com Deus, tudo é possível. (…) Podemos utilizar o que quer que seja com a condição de pensarmos que pode curar as pessoas. (…) Tudo sobre a Terra pertence a Deus. A essência pertence a Deus. Doom [o nome do inseticida] pertence a Deus”, acrescenta.
A empresa Tiger Brands, que fabrica o produto, já emitiu um comunicado a dizer que a prática é inquietante.
“Consideramos esta prática extremamente alarmante. É perigoso utilizar ‘Doom’ ou qualquer outro aerossol, no rosto das pessoas. ‘Doom’ foi concebido para matar insetos (…) Utilizar este produto para quaisquer outros fins apresenta riscos para a saúde”, refere a empresa.
A Tiger Brands afirma que está a tentar entrar em contacto com o pastor para lhe pedir que acabe com a prática.
O Governo sul-africano criou entretanto uma comissão para investigar os motivos por trás dessas práticas.
A Comissão para a Promoção e Proteção das Comunidades Culturais, Religiosas e Linguísticas da África do Sul também condena a prática, que diz ser "prejudicial" para o bem-estar das pessoas.
"A Comissão de Direitos da CRL encoraja todos aqueles cujos direitos e crenças foram violados a denunciá-los à Comissão", diz em comunicado.
A controvérsia surge poucos meses depois de uma outra causada por outro pastor sul-africano que pediu aos seguidores para comerem cobras e erva ou beber gasolina para se purificarem.

Publicado em TVI24
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