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Conferência dos 70 em Paris não muda nada

A conferência realizada ontem em Paris com a presença de 75 representantes de outros tantos países não surtiu qualquer efeito prático, uma vez que não foi delineado qualquer seguimento ou continuidade à mesma.
Israel acabou por ganhar, uma vez que, não estando presente, comprovou que tais esforços internacionais são "fúteis" (expressão usada por Netanyahu), pois os principais interessados é que se têm de sentar à mesa para negociar, ainda que não sei bem o quê.
Nenhumas imposições foram colocadas sobre Israel, e a declaração final chega a aludir à "importância do reconhecimento direto de um lar nacional para o povo judeu."
Esta declaração constante do documento final é importante, uma vez que nem toda toda a comunidade internacional reconhece este direito do povo judeu. A afirmação mantida por Israel de que "a única forma de se chegar à paz é por meio de negociações diretas entre as partes" faz também parte da declaração final, o que representa mais um trunfo para o estado judaico.

Um aliviar da declaração final
Algo aconteceu entretanto para que a temida declaração final acabasse por ser muito mais comedida do que se pensava, e isso provavelmente graças ao Conselho Nacional de Segurança e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel.
Os responsáveis israelitas respiraram ontem de alívio ao verificarem que certas "partes problemáticas" do texto final relacionadas com a recente pérfida resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU não foram inseridas no documento. Ao que parece, o próprio Conselho de Segurança não irá por enquanto adotar quaisquer outras resoluções respeitantes às construções na Judeia e Samaria. Isso foi o que o ainda secretário de estado norte-americano John Kerry parece ter ontem prometido a Netanyahu pelo telefone.
Por outro lado, o documento final inclui críticas ao incitamento e ao "terrorismo" - certamente aludindo às práticas dos palestinianos - tendo sido ainda removida alguma linguagem pró-palestiniana.

Ausência da Rússia, da Inglaterra e de António Guterres
A notada ausência dos ministros representativos da Inglaterra, da Rússia e do próprio secretário geral da ONU António Guterres, parece dar a entender que estes países preferem esperar pela eleição de Donald Trump para melhor concertarem as suas posições.
Há em muitos líderes internacionais uma atitude de esperar para ver em relação às posturas que o novo presidente norte-americano irá adotar nesta e em outras questões. Uma delas, quiçá a mais importante, terá a ver com a prometida mudança da embaixada dos EUA para Jerusalém, algo que o anfitrião da conferência de ontem, o ministro francês para os Negócios Estrangeiros Jean-Marc Ayrault classificou de perigoso, podendo resultar em "consequências extremamente sérias."

Próximos passos
Os ministros presentes na conferência reúnem-se hoje para um almoço de trabalho em que esperam lançar uma plataforma de discussão sobre "o caminho a seguir para se alcançar um acordo de paz que viabilize a solução 2 estados e que reverta as atuais tendências negativas no terreno."
A ministra da União Europeia para os Negócios Estrangeiros Federica Mogherini disse esta manhã que tanto ela como os deputados da UE irão discutir o trabalho do grupo visando a resolução do conflito, "especialmente estabelecendo as condições para que as partes façam a sua parte e recomeçam conversações sérias."
A maior parte dos ministros dos 28 estados membros da UE concordaram em alertar as partes envolvidas contra ações unilaterais que venham a minar as conversações, uma aparente referência às construções israelitas.

Inglaterra não assinou o documento
Numa atitude corajosa, a Inglaterra não se deixou influenciar pela maioria dos ministros, tendo criticado a conferência e chegando a até a recusar-se a assinar a declaração conjunta.
Donald Trump apelou entretanto à Inglaterra para "vetar qualquer futura resolução anti-Israel do Conselho de Segurança da ONU."

Israel do lado de fora
Netanyahu rejeitou entretanto um convite para estar presente numa reunião especial a realizar após a conferência, e o próprio presidente da Autoridade Palestiniana Mahmoud Abbas, que se esperava poder estar, acabou por cancelar a sua visita a Paris.
O primeiro-ministro israelita afirmou que a reunião de nada adiantaria para promover a paz, e classificou o encontro de Paris como "as últimas vibrações do mundo de ontem." "Amanhã será diferente, e o amanhã está muito próximo" - afirmou Netanyahu, referindo-se obviamente à próxima posse de Donald Trump.

Publicado em Shalom Israel


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