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Morrem mais cristãos do que nascem. A culpa é da Europa

Uma imagem cada vez mais rara na Europa
Por enquanto os cristãos estão a ter mais filhos, em números brutos, que os muçulmanos, mas segundo projeções da Pew Research Center estes devem ultrapassar aqueles nas próximas décadas.
Ao longo dos últimos anos cerca de 33% de todos os nascimentos no mundo deram-se em famílias cristãs. Os dados são da Pew Research Center, uma organização americana especializada em analisar sondagens e censos demográficos e de opinião associados à religião.
Segundo os números da Pew os cristãos, que formam cerca de 31% da população mundial, continuam assim a crescer e ainda constituem a maior religião do mundo, embora dividida em diversas denominações.
Contudo, o crescimento das populações cristãs é profundamente desigual. Embora nasçam mais cristãos do que morrem, a nível global, isso deve-se aos grandes índices de fertilidade registados entre comunidades cristãs na África Subsariana. Segundo estas projeções, embora representem atualmente 26% da população cristã no mundo, em 2060 essa proporção terá aumentado para 42%.
A culpa do baixo índice de crescimento é, portanto, da Europa, onde as mortes de cristãos já ultrapassam largamente os nascimentos em famílias cristãs. Só na Alemanha houve mais 1,4 milhões de motes do que nascimentos de cristãos entre 2010 e 2015, um padrão que se deverá manter, segundo a Pew. Em Portugal o saldo para o mesmo período também é negativo, com menos 80 mil nascimentos do que mortes entre a comunidade cristã. Não existem dados portugueses para outras religiões e esta é a única referência ao país em todo o estudo.
Em comparação com outras religiões, estes dados significam que embora seja esperado que os cristãos mantenham a maioria durante as próximas décadas, já nos anos entre 2030 e 2035 devem nascer mais bebés em famílias muçulmanas do que cristãs, com tendência para aumentar. Em 2060 espera-se que nasçam mais seis milhões de bebés muçulmanos do que cristãos.
As projecções são isso mesmo, e não podem ter em conta todas as variáveis, como desastres naturais, guerras, epidemias ou até conversões, mas olhando apenas para os números, o facto de na segunda metade do século nascerem já mais bebés em famílias muçulmanas do que cristãs indica que nas décadas posteriores a população islâmica ultrapasse a cristã.
O estudo da Pew mostra ainda que a população de pessoas que não se identificam religiosamente, o que inclui ateus e agnósticos mas também pessoas que simplesmente não têm opinião formada sobre o assunto, deve diminuir. Apesar de formar atualmente 16% da população, este grupo foi responsável pelo nascimento de apenas 10% dos bebés entre 2010 e 2015.
A projeção da Pew baseia-se em informação coligida de mais de 2,500 censos, sondagens e registos demográficos de todo o mundo, que já tinha servido de base para um grande relatório sobre “O futuro das religiões mundiais” em 2015. A novidade aqui são os dados mais específicos dos nascimentos e a extensão da projeção de 2050 para 2060.

Publicado originalmente em Renascença
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