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Um brasileiro fundou a primeira igreja de 'Overwatch'

"Hanzo é meu pastor e flechas não me faltarão."
Com a recente ascensão de religiões cristãs, só nos últimos sete anos a Receita Federal registrou a fundação de quase 70 mil igrejas no Brasil. Para mostrar na prática como é fácil abrir uma instituição religiosa isenta de taxas como IPVA e IPTU, o estudante de jornalismo da UFSC Mateus Mognon abriu uma igreja para cultuar o ninja Hanzo, o personagem mais odiado de Overwatch.
O projeto todo é uma piada, mas uma piada meio séria: Mateus bolou uma reportagem sobre a abertura de igrejas pro curso de jornalismo investigativo da sua graduação e, apesar de ser uma ideia hilária para qualquer um que já sofreu com jogadores muito ruins que insistem em usar o Hanzo no Overwatch (sério gente, por que vocês fazem isso? Tem tantos outros personagens), o projeto tece críticas sobre a explosão no número de igrejas no Brasil.
Foi através desse trabalho de universidade que nasceu a Igreja Nacionais de Hanzo, fundada em junho deste ano. "Meu objetivo não era apenas provar que começar uma igreja não é desafiador, mas chegar aos limites do sistema", disse Mateus em uma publicação no blog Nacionais em que ele explica passo a passo o processo de se abrir uma igreja com imunidade tributária no país.
No papel, a igreja funciona como qualquer outra: ela prega "a paz e harmonia na internet e em comunidades online", reconectando a benevolência religiosa com os tempos modernos de trolls e jogadores horríveis em partidas ranqueadas, além de dedicar um dia na semana para estudos religiosos – no caso, jogar Overwatch.
Na prática, a Igreja Nacionais de Hanzo existe só na zoeira da internet e nos seus registros de fundação, porque ela não tem espaço de culto ou uma rotina de atividades religiosas. A primeira igreja do mundo feita para cultuar Overwatch foi criada apenas para questionar o uso da imunidade de imposto por grandes instituições religiosas no Brasil. Na sua reportagem, Mateus mostra que as igrejas menores de fato precisam da imunidade para continuarem com suas ações de caridade.
Apesar de a igreja de Hanzo ser de mentira, o seu fundador garante que a sua paixão por Overwatch não é. "Só ganhei o jogo uma semana antes do Dia dos Namorados e a apuração da reportagem já estava bem avançada na época", Mateus explicou numa conversa comigo. "Mas desde o lançamento, Overwatch me cativou. É um jogo lindo e com personagens muito bem trabalhados."
Mateus também deixou claro que a escolha de Hanzo, o personagem com a habilidade mais apelona do jogo, tem explicação: "Hanzo tem muito potencial pra ser divinizado pra quem não conhece a fama dele na comunidade. Com a roupa certa ele pode ser confundido com um santo facilmente. A história de superação e busca por perdão dão uma boa base para isso também", disse.
Mesmo com o próprio Mateus acreditando que seu projeto tenha sido profano, o estudante pode ficar com a consciência tranquila. "Não sou Hanzo Main, apesar da igreja", ele disse, tranquilizando todos os fãs que ficaram preocupadíssimos que o fundador da igreja do Hanzo acreditasse de verdade que o ninja pudesse ser um personagem viável no game. "Jogo muito de Orisa e Reinhardt. Nasci pra ser tanque", contou. Graças aos deuses de Overwatch, Mateus. Graças aos deuses.

Publicado originalmente em VICE


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