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Ataques contra igrejas cristãs preocupam bispos do Mali


Ataques contra igrejas aumentaram no país nos últimos meses.
A Conferência Episcopal do Mali declarou no domingo estar "preocupada" com os vários ataques contra igrejas e capelas no centro deste país do Sahel, onde os católicos são minoria.
"Nas últimas semanas, nos últimos meses, nossas igrejas e capelas foram vítimas de vários ataques por supostos jihadistas (...). Estamos preocupados", declarou à AFP o Secretário da Conferência Episcopal do Mali, Padre Edmond Dembélé.
"Na semana passada, na aldeia de Dobara (região central, 800 km ao norte de Bamako), homens armados forçaram a porta da igreja e retiraram crucifixo, imagens e a estátua da Virgem Maria, toalhas de altar e queimaram tudo na frente da igreja ", disse Padre Edmond Dembélé.
"Outros ataques contra igrejas e capelas no centro do Mali ocorreram na frente dos fiéis" nas semanas anteriores, acrescentou.
"Em setembro, na localidade de Bodwal (região central), cristãos foram ameaçados por homens armados, com esta mensagem: "Nós os mataremos se vermos vocês rezando novamente na igreja", continuou.
A segurança tem se deteriorado dramaticamente nos últimos meses no centro do Mali, onde atuam grupos armados islâmicos.
De acordo com um relatório recente da Human Rights Watch, esses grupos realizaram "execuções sumárias de civis e soldados do exército maliano, destruição de escolas e recrutamento forçado de crianças-soldados".
"Mali é um país secular", o governo "toma todas as medidas para garantir a segurança dos locais de culto", disse um funcionário do governo de Mopti (centro) interpelado pela AFP.
O norte do Mali foi tomado em março a abril de 2012 por grupos jihadistas ligados à Al Qaeda. Eles foram em grande parte expulsos em 2013 por iniciativa da França, em uma intervenção militar internacional que ainda está em andamento.
No entanto, áreas inteiras do território nacional, incluindo a parte central do país, ainda não estão sob o controle de forças malianas e estrangeiras, apesar da assinatura em 2015 de um acordo de paz supostamente para isolar os jihadistas, mas cuja aplicação registra importante atrasos.

Publicado originalmente em AFP via RV
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