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Autor de “O Código Da Vinci” diz que Deus não sobreviverá à ciência


"Deus está morto" foi a mais célebre afirmação de um dos mais famosos filósofos da modernidade, que... está morto há mais de 100 anos
Dan Brown, autor do barulhento livro de ficção “O Código Da Vinci”, declarou recentemente que Deus não sobreviverá à ciência e será substituído por “alguma forma de consciência global que se transformará em nossa divindade”.
Em coletiva de imprensa na cidade alemã de Frankfurt, concedida no dia 12 de outubro por ocasião do lançamento de seu novo livro, “Origem”, Brown opinou que “historicamente, nenhum deus sobreviveu à ciência”.
O escritor acrescentou:

“Existe um grande panteão de deuses antigos que prova esta afirmação. Hoje somos ingênuos para acreditar que os deuses do presente sobreviverão e estarão aqui dentro de cem anos? O que eles fazem é evoluir”.

Que lógica é essa, Dan?
Em sua tentativa de pontificar contra Deus, Dan Brown cai em pelo menos três erros de lógica elementar.

Primeiro: ele pressupõe que Deus e os deuses mitológicos sejam a mesma coisa. Esta pressuposição é falsa dos pontos de vista teológico, filosófico e histórico tanto quanto do ponto de vista… científico: a ciência não consegue provar, com seu próprio método, que não existe ou que não pode existir uma Inteligência Pessoal criadora – e a sua alternativa, que seria o “nada” como fonte de tudo, é, no mínimo, tão cientificamente indemonstrável quanto.

Segundo: ele pressupõe que algo que ocorreu no passado necessariamente ocorrerá no futuro, o que também não é logicamente demonstrável – nem sequer se ele estivesse falando do mesmo conceito, o que, além de tudo, não é o caso (vide erro anterior).

Terceiro: ele confunde as próprias pressuposições ilógicas e anticientíficas com “provas históricas” da sua afirmação.

Ah, e falando em “provas históricas”… cadê as suas, Dan?
Em “O Código Da Vinci”, sua obra mais vendida, Dan Brown apresentou a sua versão da Igreja católica como uma grande farsa construída sobre a manipulação da verdadeira história de Jesus Cristo. De acordo com a trama do livro, posteriormente levada ao cinema, Jesus teria tido uma filha com Maria Madalena.

Provas históricas?
O livro é ficção, sim, mas se diz “inspirado” em versões da “história” segundo as quais a Igreja teria escondido propositalmente a verdade ao longo de dois milênios. Nenhuma dessas versões têm sustentação histórica, conforme observa este artigo.

Déjà vu
Dom José Ignacio Munilla, bispo da diocese espanhola de San Sebastián, respondeu com sutileza à “nova” declaração”científica” de Dan Brown:

“Antes de Dan Brown, isso já foi dito por Nietzsche”.
Ele se refere ao escritor alemão Friedrich Nietzsche, que, no final do século XIX, afirmara que “Deus está morto“.
Alguns anos após a morte de Nietzsche, que ocorreu em 25 de agosto de 1900, um perspicaz observador desenhou um muro pichado em que se lia: “Nietzsche está morto“. E assinava: “Deus“.

Publicado originalmente em Aleteia com informações da agência ACI Digital
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