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Museu defende que ciência deve muito à Bíblia


Um novo museu em Washington, EUA, pago por um bilionário evangélico, explora a influência do texto religioso no mundo.
Com mais de 40 mil metros quadrados, oito andares e perto do centro de poder de Washington, EUA, o novo Museu da Bíblia promete causar polêmica quando abrir, no próximo, dia 17 de Novembro.
Com um custo de mais de 423 milhões de euros, pago pelo bilionário evangélico, Christian Steve Green, dono da cadeia de supermercados Hobby Lobby e defensor da inclusão da Bíblia no currículo escolar como um texto histórico factual, o Museu da Bíblia oferece logo na entrada um teto digital com 42 metros de comprimento com imagens bíblicas.
Na loja do museu vendem-se peluches de animais, alusivos à Arca de Noé e há uma sala de atividades para crianças onde estas podem fazer de Sansão, a figura bíblica que derrotou os filisteus, e derrubar colunas de templos. A infância de Jesus em Nazaré é recriada ao da Disney, com casas, árvores, mesas postas e cestos cheios de azeitonas e mais três atores que vão interagir com os visitantes.
Lá dentro há uma estátuas de cientistas como Galileu, o primeiro a garantir que a terra girava à volta do sol e não ao contrário como defendia a Igreja, de Isaac Newton, que descobriu a lei da gravidade, apresentando-o como um estudante da Bíblia.


A influência da Bíblia na Ciência
E chega a afirmar que a ciência deve muito ao principal texto do cristianismo. "Há um acordo amplo entre historiadores que a ciência moderna deve muito à visão do mundo bíblico. A ideia de que o mundo natural é ordenado vem da Bíblia", garante um dos placares do museu.
Na ala sobre a história da Bíblia, escrito com o estilo Indiana Jones, inclui um exemplar do Torá e manuscritos do século XIV, mas o Corão, do Islão, está ausente. Ainda assim, o presidente do museu garante que a instituição está aberta a todas as fés.
"Queremos que este museu seja enriquecedor para todas as pessoas. Para isso, colaboramos com muitos acadêmicos especialistas em várias matérias e tradições de fé, incluindo judaicas, protestantes e católicas, para nos ajudar a criar os temas narrativos deste museu", disse Cary Summers.


Condenados por comprar artefatos roubados
Mas os críticos duvidam da intenção do fundador do museu. "Ao afirmar que o museu pretende educar em vez de evangelizar, é possível que Steve Green tenha esperança que o museu se torne um destino para visitas de estudo das escolas públicas. Isso seria inconstitucional", disse ao The Guardian, porta-voz da Coligação Secular da América, Casey Brescia.


Ainda antes de estar concluído, o museu esteve envolto em polêmica quando foi acusado e condenado de comprar artefatos iraquianos contrabandeados pela justiça norte-americana. O bilionário pagou uma multa de 2,5 milhões de euros.

Publicado originalmente em Sábado
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