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Agora já são 500 mulheres de Suiá-Missú em Brasília

Mais 300 trabalhadoras rurais da área Suiá-Missú, alvo de litígio com índios da nação Xavante, entre Alto Boa Vista e São Félix do Araguaia (1.200 quilômetros a Sudeste de Cuiabá/MT), estão se juntando nesta segunda (05) às 200 mulheres e uma dezena de crianças que estão acampadas em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF) na tentativa de reverter a ordem de despejo da região também conhecida como Marãiwatsédé.
Eliane Gomes, uma das líderes do grupo, disse que o grupo continuará à frente do STF a fim de sensibilizar os ministros para suspender a operação de retirada dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que a classe política mato-grossense negocia a permanência das famílias na área com o Governo Federal.
"Nós, com a força das mulheres, esperamos mais uma vez sensibilizar a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil), que na Marcha das Mulheres à Brasília, em setembro, determinou suspensão da decisão da Justiça Federal de Mato Grosso e ainda a criação de um grupo de trabalho para discutir a questão", declarou, ao passar por Água Boa, no médio Araguaia.
Em setembro, as mulheres de Suiá-Missú conseguiram audiência com a presidente Dilma Rousseff, que na oportunidade chegou a pegar no colo o bebê Deividi Campos, filho de Simião Inácio e Elimar Silva Campos, na época com 2 meses. No dia 13 de setembro o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) concedeu liminar em ação cautelar inominada proposta pelos produtores para suspender o despejo das famílias. Só que o revés aconteceu em 18 de outubro, quando o presidente do STF, ministro Ayres Britto, concedeu pedido de Suspensão da Liminar. Aí voltou a insegurança e instabilidade na região.
A situação se agravou com a chegada, na sexta-feira (26.10), do 58º BI Mtz que se deslocou para o município de Alto Boa Vista com a finalidade de prestar apoio logístico aos órgãos de segurança pública e fiscalização federais que cumprirão a decisão judicial da área em questão.
Para o prefeito eleito de Alto Boa Vista, Leuzipe Domingues Gonçalves, que acompanha o grupo de mulheres em Brasília, existe ainda a esperança de reversão do despejo dos trabalhadores. “Nesta terça-feira deve acontecer um novo posicionamento do STF, graças a intermediação do vice-presidente da República, Michel Temer, e da presidente Dilma Houseff com a classe política de Mato Grosso pela solução do conflito”.
O pastor da Assembleia de Deus de Estrela do Araguaia, Deusimar Poncion, que também acompanha as mulheres, informou que o grupo terá apoio, em Brasília, na Catedral Assembleia de Deus (Baleia). Poncion ainda disse que um caminhão carregado com alimentos, todos adquiridos por meio de doações, garantirá a alimentação das mulheres que viajaram em ônibus cedidos por empresas que operam na região.

Entenda o caso
A briga pela terra indígena começou na década de 60, quando a Agropecuária Suiá-Missú ocupou a área. Os indígenas foram retirados do local para dar lugar à expansão da agropecuária na região e levados à terra indígena São Marcos, no sul de Mato Grosso. Na década de 80, a Suiá-Missú foi vendida à empresa italiana Agip, do setor petrolífero. Em 1992, por pressão nacional e internacional, a terra foi devolvida aos Xavantes.
A área foi declarada indígena em 1993 e, cinco anos depois, sua demarcação foi homologada pela União, em 1998, como de posse permanente e usufruto exclusivo do povo Xavante. No entanto, mesmo devolvida aos índios, a área já havia sido ocupada por posseiros. Os indígenas, então, ocuparam apenas 10% do território. Depois disso, a batalha pela terra começou a se arrastar pela Justiça. E, agora, já não há mais como recorrer e os trabalhadores terão que deixar o local. Na língua xavante, Marãiwatsédé significa "mato fechado, mata perigosa”.

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