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Alcoólatra vai às lágrimas ao receber abraço em festa de Natal solidária

Católicos e evangélicos se uniram em ato de solidariedade a dependentes de drogas e moradores de rua, na região conhecida como Cracolândia, em São Paulo.
Em São Paulo, na região conhecida como Cracolândia, católicos e evangélicos se uniram em um ato de solidariedade a dependentes de drogas e moradores de rua.
Na data que significa família, família é o que eles não têm por perto. O alívio para os moradores de rua e dependentes de drogas veio da boa vontade de religiosos.
Em uma igreja evangélica, ex-dependentes de drogas que moravam na Cracolândia e que foram recuperados pela Igreja. A algumas quadras está a praça onde eles vão cantar músicas justamente para os dependentes de droga que vivem na região.
Valmir caiu no crack e morou quatro anos na rua. Hoje, recuperado, tenta reencontrar a família. “Eu creio que agora é luta é outra. Porque o pessoal tem dado força para a gente para mandar carta para ver se consegue contato”, diz ele. A cerimônia na Cracolândia acabou ficando ecumênica. Tem o pessoal da igreja evangélica. Tem o pessoal da igreja católica, da Pastoral do Povo da Rua, que faz também uma solenidade de apoio aos dependentes de drogas.
Pastor e padre juntos e com o mesmo objetivo: convidar os dependentes a largarem o vício. Simples, mas significativo: no meio da Cracolândia, uma encenação do nascimento de Cristo. E a romaria foi para distribuir panetone e sopa. Ex-usuário de crack, Elder veio ajudar os ex-colegas de rua. “É o mínimo que posso fazer por eles, Se eu pudesse, eu levava no colo, arrastado”, comenta Élder Duarte, ex-viciado.
“É um dia especial porque para eles é um dia de reflexão. a gente quer trazer esperança para eles, no coração de cada um deles, esperança de um dia melhor, de sair das ruas, das drogas e se restabelecer à sociedade e sua família”, Gérson Machado, organizador do evento.
A carência é tão grande que um simples abraço arrancou lágrimas de Sebastião. Alcoólatra, há um ano ele está na rua, longe da família.
Jornal Nacional: Isso tudo aqui ajuda a passar o Natal um pouco mais alegre, mais aliviado?
Sebastião: É a única festa que está tendo para mim, eu estou mais feliz agora”, afirma.

Jornal Nacional

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