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Mulher de procurador da República em Rondônia acusa o marido e pastora de igreja de surras de cinto e cipó, cárcere privado e outros atos de violência

Mulher contou que foi trancafiada no alojamento de uma igreja evangélica, onde apanhava, passava fome e sofria outros tipos de maus tratos , tudo com apoio do marido ou praticados por ele.
O juiz Alvaro Kalix Ferro, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, deferiu o pedido de medidas protetivas de urgência a favor de T.S.A, mulher do procurador da República Douglas Ivanowski Kirchiner, do Ministério Público Federal em Rondônia.
O caso envolve, além da mulher e do procurador, uma igreja evangélica onde teriam ocorrido diversos episódios de violência, incluindo surras de cinto e cipó, agressões verbais, cárcere privado e outros maus- tratos e humilhações . De acordo com a denúncia, uma pastora da igreja teria aplicado uma surra de cipó na mulher do procurador na frente deste, que teria consentido com tudo. Ele próprio também teria dado surras de cinto e cipó na suposta vítima.
T.S.A. relatou que , após o casamento, passou a residir no alojamento da igreja que o casal frequentava.
Depois de refletir, a mulher decidiu que não deveria ter se casado e jogou a aliança fora. Ao tomar conhecimento desta atitude, a pastora da igreja teria lhe dado uma surra de cipó e contado o fato ao procurador. A mesma integrante da igreja voltou a agredi-la com cipó e a chamou de prostituta - tudo na frente do marido.
A mulher relatou que passou a ficar trancada na igreja e só comia depois que todos comessem. Segundo o relato, o procurador aceitava tudo o que a igreja fazia, inclusive ela teria passado a dormir no chão com um ventilador , sem cobertor, e que por isso ficou doente.
Declarou também que por este motivo passou a ser agredida pelo marido com golpes de cinto e que ainda ficou dois dias sem comer e trancafiada no alojamento da igreja, situação que lhe causou anemia a ponto de desmaiar.
Ela relatou ainda que conseguiu fugir da igreja e foi dormir na rua, sendo acolhida na casa de algumas pessoas que a encontraram nesta situação.
Procurado pela reportagem do Tudorondonia por meio da Assessoria de comunicação do MPF em Rondônia, o procurador não quis se manifestar.
O MPF informou que a Corregedoria do órgão está em Porto Velho acompanhando o caso.

Tudorondonia

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