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Padres obrigados a fugir do Boko Haram

Pelo menos 25 sacerdotes da diocese de Maiduguri, na Nigéria, foram obrigados a deixar as suas paróquias nos últimos meses devido ao avanço do grupo extremista. Alguns começam a regressar agora para apoiar a população.
«Somos 25 os que tivemos que fugir. Alguns já voltaram e eu também espero poder fazê-lo entretanto», afirmou esta semana à agência Misna o padre James John, um dos sacerdotes católicos da diocese de Maiduguri, no estado de Borno, Nigéria, que nos últimos meses foram forçados a abandonar as suas paróquias por causa da violência do grupo islâmico Boko Haram.
O presbítero é oriundo de Michika, uma pequena cidade do estado de Adamawa, perto da fronteira com os Camarões, que foi ocupada em setembro do ano passado pelos islamitas. Em janeiro, foram expulsos pelo exército nigeriano, mas deixaram um rasto de destruição. «Queimaram casas e mataram civis – homens, mulheres e crianças – mas uma parte da população já regressou», recordou James Jonh, que nessa altura estava em Damaturu, outra zona de risco, atacada pelos extremistas.
«Tive que abandonar a paróquia por ordens do bispo», contou o sacerdote, explicando que continuou a testemunhar injustiças e muito sofrimento, depois de deixar Damaturu. A primeira etapa da sua viagem forçada foi Yola, capital de Adamawa, transformada pelo Boko Haram num grande campo de refugiados. Aí, esteve com milhares de deslocados, passou fome, e, por vezes, viu-se obrigado a dormir na rua.
Agora, que a situação parece estar mais calma em Maiduguri, o padre James pretende regressar o mais rápido possível. «Já pedi ao bispo que me deixe voltar a servir na minha diocese: depois de tanta violência, há uma necessidade real de reconstruir, sobretudo a nível espiritual», concluiu o sacerdote.

Publicado em Fátima Missionária

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