Header Ads

ATUALIZADAS
recent

Palestras vão refletir sobre a importância de Jerusalém para muçulmanos, católicos e judeus

Especialistas nas três grandes religiões monoteístas debaterão cidade sagrada no Centro Cultural Midrash.
Como um lugar sem rio, mar ou riquezas naturais, com verão extremamente quente e neve no inverno, virou um santuário para as três grandes religiões monoteístas do mundo? A intrigante história de Jerusalém é tema de uma série de palestras que começa esta quarta-feira, dia 24, no Midrash Centro Cultural, no Rio de Janeiro. Considerada por muitos sagrada, a cidade ganha destaque por ter importantes marcos históricos tanto para judeus, quanto para cristãos e muçulmanos. É lá que ficam, por exemplo, o Muro das Lamentações, a Basílica do Santo Sepulcro e a Esplanada das Mesquitas. O primeiro, fundamental para a fé judaica, é o único vestígio do antigo templo de Herodes. O segundo é o lugar onde acredita-se que Jesus foi sepultado, na tradição cristã. E, por fim, a Esplanada das Mesquitas — também chamada de Monte do Templo por judeus e cristãos — reúne as mais antigas construções do mundo muçulmano: a Mesquita de Al-Aqsa e o Domo da Rocha.
Jerusalém é uma das cidades mais antigas do planeta — reza a lenda que ela surgiu ainda na Idade do Cobre, no milênio IV a.C. —, mas começou a se tornar centro espiritual somente no século X a.C., com o rei Davi.
— Jerusalém não tem grandes atrativos naturais, mas, desde que o rei Davi a conquistou, mil anos a.C., ela se tornou um bom lugar para ser a capital do povo judeu, que se dividia em tribos naquela época. Primeiro, a cidade se tornou um centro político, e só quando o rei Davi levou para lá a Arca da Aliança, com os Dez Mandamentos, é que ela se tornou um centro religioso — considera o historiador e editor Paulo Geiger. — Até hoje, os judeus rezam virados para Jerusalém. Com a morte de Jesus lá e a institucionalização da fé cristã pelo imperador Constantino, no século VII, a cidade também ganhou grande importância para o mundo cristão.
Também os muçulmanos, ainda na época de Maomé, faziam suas orações voltados para Jerusalém, e não para a Meca, como ocorre hoje em dia.
— Mais ou menos no ano 620, no séc VII, Jerusalém foi palco da ascensão de Maomé: ele foi levado de Meca até Jerusalém, onde encontrou os profetas e, dali, subiu para o paraíso. Por este e outros aspectos, a cidade tem uma força simbólica muito grande para o islamismo — conta a doutora em Letras Muna Omram, que é muçulmana.
Retratada no documentário “The making of a holy city” (BBC), de Simon Sebag Montefiore, a cidade de Jerusalém é conhecida pela convivência relativamente tranquila entre as religiões, incluindo aí igrejas cristãs neopentecostais.
— Jerusalém ainda é uma cidade em que o espírito de paz está preservado, em meio ao barril de pólvora que é o Oriente Médio. Ninguém ousa atacá-la. De nenhum dos lados. Principalmente a Cidade Velha, que tem muitos símbolos religiosos de várias religiões, é super preservada. Lá, há muitos comerciantes muçulmanos, judeus e cristãos que convivem bem. A cidade é um elo entre as pessoas, então creio que essa aura que envolve Jerusalém poderia ser o caminho para paz na região — aspira Muna.
Para a professora de Teologia da PUC-Rio Maria Clara Bingemer, no entanto, o caráter intocável de Jerusalém está cada vez mais relativo.
— A existência do Estado Islâmico, por exemplo, é muito preocupante, porque cria um receio de que construções históricas de Jerusalém sejam destruídas, como eles vêm fazendo em outras cidades, e que os cristãos que vivem lá sejam atacados. Como o Estado Islâmico não é legítimo representante do Islamismo, não há como garantir que eles se importariam em preservar mesmo os lugares importantes para os muçulmanos — alega Maria Clara. — Nós estamos vivendo uma guerra em capítulos, como disse o Papa Francisco, e pode ser que essa guerra ainda afete muito Jerusalém.
As palestras do Midrash ocorrem nas próximas três quartas-feiras, dias 24 de junho, 1º e 8 de julho, sempre às 19h30. Cada uma custa R$ 20. As inscrições podem ser feitas no site da instituição.

Publicado no Globo

Nenhum comentário:

Fico muito feliz pelo seu interesse em comentar esta notícia.

Lembro que a legislação brasileira prevê a possibilidade de responsabilização do blogueiro pelo conteúdo do blog, inclusive quanto a comentários.

Sendo assim, me reservo o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal / familiar a qualquer pessoa.

Enfim, gostaria de lhe pedir a gentileza de se identificar com seu nome e e-mail.

Obrigado.

'; (function() { var dsq = document.createElement('script'); dsq.type = 'text/javascript'; dsq.async = true; dsq.src = '//' + disqus_shortname + '.disqus.com/embed.js'; (document.getElementsByTagName('head')[0] || document.getElementsByTagName('body')[0]).appendChild(dsq); })();
Tecnologia do Blogger.