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Igrejas investem em suas próprias operadoras móveis

Na esteira do lançamento pela Assembleia de Deus da operadora móvel virtual Mais AD, em 2015, a igreja neopentecostal Sara Nossa Terra prepara a estreia, no próximo sábado, da marca Mais Parceiros de Deus, empresa de telefonia celular focada em um público estimado em 1,3 milhão de fiéis. O interesse das igrejas evangélicas pelas operadoras móveis virtuais – empresas sem infraestrutura nem frequências que utilizam a rede de outras operadoras – é apenas um indicador da demanda aquecida neste nicho de negócios.
Enquanto o mercado brasileiro de telefonia móvel encolheu 5,3% no ano passado frente a 2015, a base de clientes das operadoras móveis virtuais (MVNOs, na sigla em inglês) cresceu 39,5% para um total de 561 mil, de acordo com dados compilados pela consultoria Teleco. Em 2015, a expansão já havia sido de quase 37%.


Apesar da expansão acelerada, as MVNOs ainda representam menos de 1% da base de usuários do serviço de telefonia móvel no país, o que não impede o segmento de atrair novos competidores. “Dois contratos grandes devem entrar em atividade até maio deste ano. Um deles é de um clube de futebol”, adianta Aline Storchi, presidente da Movttel, empresa dedicada a criar e operacionalizar MVNOs que tem entre seus sócios Ricardo Knoepfelmacher, ex-presidente da Brasil Telecom.
Em janeiro, os Correios confirmaram o lançamento em todo país, até o fim do ano, de sua operadora móvel virtual. “Num ambiente de transformação digital, varejistas e igrejas querem um canal de relacionamento [com os clientes/fiéis]”, resume Renato Pasquini, diretor de Pesquisa da consultoria Frost & Sullivan para a América Latina. Uma das limitações à expansão das MVNOs enxergadas por Pasquini está no baixa rentabilidade das operadoras no país, em comparação com a média internacional. Como as operadoras móveis virtuais compram capacidade de rede das grandes, lembra ele, a tendência é de que a rentabilidade dessas empresas seja ainda mais achatada.
Lançada em outubro de 2015, a Mais AD, da Assembleia de Deus, não revela o tamanho de sua base de assinantes, mas o potencial de mercado é, em teoria, amplo. Os mais recentes dados oficiais disponíveis – levantados pelo Censo 2010 – indicam que naquele ano a Assembleia de Deus era a maior denominação evangélica do país, com 12,3 milhões de fiéis. Na época do lançamento da operadora, a estimativa divulgada era de 18 milhões de fiéis no país.
Já a neopentecostal Sara Nossa Terra conta, segundo o site da própria igreja, com 1,3 milhão de fiéis e uma estrutura de comunicação que inclui estações de rádio e televisão. “Entre os evangélicos há uma cultura muito forte de rede, de ajuda mútua. O pastor e a igreja incentivam e amplificam a questão da rede”, opina Maurício de Almeida Prado, diretor executivo do instituto de pesquisas Plano CDE, destacando o potencial destas ligações para alavancar negócios dentro da comunidade.

Stella Susskind, da Shopper Experience: "Desejo de pertencer a um grupo"
Presidente de empresa de pesquisa de mercado Shopper Experience, Stella Kochen Susskind frisa que nos grupos evangélicos é forte o desejo de pertencer a um grupo que o fiel valoriza e com o qual se identifica. “São aspirações ligadas à família, num sentido mais amplo”, explica Stella.
Independentemente do potencial do público consumidor evangélico, a principal responsável pela expansão da base de clientes das MVNOs no país foi a Porto Seguro Conecta, empresa do grupo Porto Seguro que terminou 2016 com mais de 450 mil usuários, segundo o levantamento da Teleco.

Publicada originalmente em Valor


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