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70 anos da Revelação dos Manuscritos do Mar Morto ao Mundo


Faltando apenas 7 dias para completar 70 anos de Independência do Estado de Israel. Exatamente na mesma data, 70 anos atrás, estava sendo revelado ao Mundo os Manuscritos do Mar Morto em Jerusalém. Uma descoberta que mudou o rumo da arqueologia bíblica e revelou a fidelidade dos textos judaicos por mais de 2000 anos. Os manuscritos que foram encontrados há 70 anos estão hoje no Santuário do Livro, no Museu de Israel, em Jerusalém.

Santuário do Livro no Museu de Israel em Jerusalém, Miguel Nicolaevsky
Quando visitei Qumran a mais de 15 anos atrás pela primeira vez, fiquei impressionado como pessoas poderiam ter vivido em um lugar tão isolado. A segunda pergunta que me fiz é, como resistiram aqui manuscritos tão antigos, e principalmente, sem terem sido roubados. Somente uma palavra se passou em minha cabeça, um verdadeiro milagre de proporções bíblicas.

Caverna 4 no centro, onde foram encontrados a maioria dos manuscritos, Miguel Nicolaevsky.
Em 11 de abril de 1948, Millar Burrows, chefe do ASOR, anunciou a descoberta dos pergaminhos em um comunicado de imprensa geral. Desde então, milhares de pessoas tem estudados os pergaminhos de Qumran e centenas de livros sobre seu conteúdo foram escritos por acadêmicos do Mundo inteiro.
Os pergaminhos são compostos por milhares de fragmentos escritos que foram descobertos na área do Mar Morto. Eles representam os restos de manuscritos maiores danificados por causas naturais ou por interferência humana, com a grande maioria apenas sendo pequenos fragmentos de texto.
No entanto, um pequeno número de manuscritos quase intactos e bem preservados sobreviveu - menos de uma dúzia entre os das Cavernas de Qumran. Pesquisadores reuniram uma coleção de 981 manuscritos diferentes - descobertos em 1946/47 e em 1956 - de 11 cavernas. As 11 Cavernas de Qumran ficam nas imediações do assentamento judaico do período helenístico em Khirbet Qumran, no leste do deserto da Judéia, na Cisjordânia.

Artefatos dos membros da seita de Qumran, Miguel Nicolaevsky
As cavernas estão localizadas a cerca de uma milha (1,6 quilômetros) a oeste da costa noroeste do Mar Morto, de onde derivam seu nome. O consenso acadêmico data os Pergaminhos das Cavernas de Qumran dos últimos três séculos AC e do primeiro século EC. Moedas de bronze que foram encontradas nos mesmos locais formam uma série que começa com João Hyrcanus (rei da Judeia entre 135–104 AC) e continua até o período da Primeira Guerra Judaico-Romana (66–73 EC), apoiando a datação por carbono 14 e paleografia dos pergaminhos.

Ruínas de Qumran, Miguel Nicolaevsky
Os Manuscritos do Mar Morto foram descobertos por um pastor de ovelhas que os vendeu sem saber seu real valor. Quando eles chegaram as mãos certas, dos pesquisadores judeus, estes textos de cerca de 2000 anos atrás se tornaram ouro. Eles eram a prova concreta da herança judaica e bíblica da Terra de Israel.

Caverna onde foram encontrados a maioria dos manuscritos, Miguel Nicolaevsky
Os Romanos podem até ter vencido as batalhas contra os judeus no primeiro e segundo século, levando-os a mais longa diáspora que a humanidade já presenciou. Mas não conseguiram apagar as memórias de um povo milenar, que doou ao Mundo os primórdios da fé monoteísta e de uma herança cultural incomparável. Os romanos passaram, as religiões gregas e romanas foram abandonadas, mas os princípios monoteístas contidos nos pergaminhos judaicos influenciaram as três maiores religiões monoteístas do Mundo, o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo.

Grande Manuscrito de Isaías, Museu de Israel
O espírito de bravura do Povo de Israel se revelou de diversas formas, em Jerusalém eles resistiram até serem por fim massacrados. Em Masada eles preferiram morrer pelas próprias mãos do que pela dos romanos. Em Qumran sabendo que não havia nada que podiam fazer, eles registraram e guardaram em vasos o que assustadoramente ficou conservado por 2000 anos e ainda mais milagrosamente foi revelado ao Mundo há 70 anos atrás.
Parabéns para o Estado de Israel que estará completando 70 anos de Independência, mas muito mais ainda, parabéns para os judeus de Qumran que nos permitiram encontrar há 70 anos atrás as relíquia arqueológica bíblicas mais valiosa encontradas no Mundo inteiro.

(Fonte e Foto: Museu de Israel)

Publicado originalmente me Cafétorah


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