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1 em cada 4 adolescentes americanas se automutila, segundo nova pesquisa


Ferimentos autoinfligidos estão se tornando um comportamento relativamente comum entre adolescentes dos Estados Unidos, aponta estudo. Além disso, o fenômeno é duas vezes maior entre meninas do que entre meninos.
Um novo estudo feitos nos EUA mostrou que a automutilação – ou seja, ferir a si mesmo sem a intenção de cometer suicídio – passou a ser um comportamento relativamente comum entre adolescentes do país.
Cerca de 18% dos adolescentes nos Estados Unidos dizem ter se ferido deliberadamente no último ano, segundo estudo dos pesquisadores da Universidade de Portland (Oregon) publicado no "American Journal of Public Health". As taxas de automutilação chegam a atingir 31% das garotas adolescentes em algumas partes do país.
"Para esta pesquisa, as crianças foram entrevistadas na escola e revelaram estas informações de forma anônima, o que nos deu uma ideia mais precisa da automutilação nos EUA", relatou Nick McRee, membro do departamento de sociologia e assistência social na Universidade de Portland e coautor do estudo.
Os pesquisadores usaram dados de 2015 do Centers for Disease Control and Prevention Youth Risk Behavior Surveillance System para estimar a prevalência dos ferimentos autoinfligidos não suicidas entre adolescentes de 14 a 18 anos. Eles analisaram as respostas de 64.671 estudantes do ensino médio de 11 Estados.
As taxas de ferimentos autoinfligidos entre adolescentes eram maiores (acima de 20%) nos Estados de Idaho, Kentucky, Novo México e Nevada. Delaware teve a menor taxa de ferimentos autoinfligidos (12%) tanto para meninos como para meninas. O estudo descobriu que a prevalência de automutilação era maior entre os com 14 anos (19%) e diminuía com a idade.
"Os números são perturbadores", disse McRee. "Eles sugerem que o comportamento não está concentrado em um número pequeno de jovens, mas que, de fato, é um tipo de comportamento bem comum entre os adolescentes em geral".

Cerca de 1 em cada 4 meninas adolescentes se feriu deliberadamente no último ano, em comparação com 1 em cada 10 meninos.

A amostragem incluiu 32.150 meninos adolescentes e 32.521 meninas adolescentes. Embora as taxas de ferimentos autoinfligidos fossem significativas em ambos os gêneros, elas eram consistentemente maiores entre as garotas entrevistadas em todos os 11 Estados, indo de 31% das garotas em Idaho até 18% das garotas em Delaware. "O fato de existir uma variação significativa nos números por Estado sugere que existem fatores culturais em jogo", disse McRee.
O estudo descobriu que as adolescentes estavam duas vezes mais propensas a reportar a automutilação no ano anterior do que os garotos (24% versus 11%).
O estudo não incluiu informações sobre a gravidade destes ferimentos ou os pensamentos e decisões que envolvem comportamentos de automutilação.

Outros fatores de risco associados a ferimentos autoinfligidos incluem depressão, pensamentos suicidas, bullying online e uso de drogas.

Os pesquisadores descobriram que os adolescentes estavam mais propensos a revelarem que tinham se automutilado quando estavam se sentindo tristes, pensando em suicídio, usando tabaco ou drogas pesadas ou sofrendo bullying online. Estes fatores de risco têm efeitos da mesma magnitude em ambos os gêneros, notou McRee, mas as meninas parecem estar expostas a um número maior desses fatores do que os meninos.
As adolescentes estavam também mais propensas que os meninos a dizerem que se identificavam como parte da comunidade LGBTQ, que abusavam do álcool ou que já tinham sido forçadas a fazer sexo. Os meninos estavam mais propensos a reportar brigas e o uso de maconha. Estes fatores e comportamentos são também ligados a relatos de ferimentos autoinfligidos.
"Todas estas coisas representam uma constelação de fatores que podem contribuir para o estresse, e as crianças não estão preparadas para lidar ou processar isso", disse McRee.
Os pesquisadores descobriram que adolescentes de todos os grupos raciais e étnicos reportaram ferimentos autoinfligidos sem a intenção de cometer suicídio no último ano. No entanto, as taxas são maiores entre os adolescentes que se identificaram como americanos nativos, hispânicos ou brancos do que entre os que se identificaram como negros ou asiáticos.
O ferimento autoinfligido está associado com problemas de saúde, incluindo o suicídio.
"A prevalência do comportamento de automutilação é chocante e, francamente, me parece que se eleva ao nível de um problema de saúde pública que requer um conjunto de soluções de saúde pública", disse McRee.

Se você estiver lidando com pensamentos suicidas, pode conversar com alguém do CVV pelo número 188, por chat, Skype, e-mail ou presencialmente. Veja como aqui.

Publicado originalmente em Buzzfeed
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