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Dezenas de seitas ilegais encerradas na Lunda-Sul, Angola

Cerca de 60 das 97 seitas que exerciam o culto de forma ilegal na província da Lunda-Sul foram encerradas, no quadro da “Operação Resgate” em curso no país.
De acordo com o diretor provincial da Cultura, Desportos, Hotelaria e Turismo, Gabriel Tchiema, o encerramento destas seitas resulta de uma orientação imposta pelas autoridades no quadro do Decreto Lei conjunto nº 1/2018, de 4 de Outubro, assinado pelos Ministérios da Cultura, Administração do Território, Interior e Justiça e Direitos Humanos, com vista a regular o exercício da atividade de culto, crença e religião.
Gabriel Tchiema explicou que a ação em curso decorre, em simultâneo, com ações pedagógicas, através da disseminação de informações úteis para dissipar as dúvidas em torno do processo. Referiu que os trabalhos estão a ser desenvolvidos de forma faseada por uma equipa multissetorial, que integra técnicos do sector da Cultura, Justiça e Direitos Humanos, Polícia Nacional e da Administração Municipal.
A operação, que cobriu os bairros de Tchizaínga I e II, na periferia da cidade de Saurimo, resultou no encerramento de seitas como a Josafat e Mundial do Poder Deus, onde, por sinal, professa o diretor da Cultura. Abordado sobre o assunto, Gabriel Tchiema admitiu que a situação é constrangedora, mas defendeu que “todos devem sujeitar-se à lei”.
Gabriel Tchiema reiterou o apelo aos líderes das seitas encerradas a tratarem do processo de legalização junto do Instituto Nacional de Assuntos Religiosos (INAR), a fim de garantir a continuidade da sua profissão de fé.
O encerramento de seitas ilegais abalou muitos crentes. Manuela Patrícia, da Igreja Mundial do Poder de Deus, afirmou que o anúncio do encerramento daquela denominação religiosa caiu-lhe “como um balde de água fria”.
Maria Isabel, da mesma confissão, defendeu que o Governo devia ponderar, sobretudo relativamente àquelas igrejas que reúnem as mínimas condições para a realização de cultos.
O encerramento de confissões ilegais está a decorrer de forma pacífica, sem resistência por parte de pastores nem de crentes. O pastor Benvindo Narciso Isaac, da Igreja Missão Pentecostal, que viu o seu templo encerrado por ser ilegal, disse estar ciente da medida das autoridades e disposto a transferir os fiéis para uma outra legal e poderem continuar a orar. 

Publicado originalmente em Jornal de Angola
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