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Raros artefatos encontrados em Jerusalém revelam vestígios de invasão babilônica

JOIA FEITA COM OURO E PRATA ENCONTRADAS EM ESCAVAÇÃO (FOTO: DIVULGAÇÃO/MT. ZION ARCHAEOLOGICAL EXPEDITION)
Arqueólogos encontraram uma joia e pontas de flechas que remontam ao período conhecido como Cativeiro da Babilônia: na ocasião, o Templo de Salomão foi destruído
Citada nos livros que compõem o Antigo Testamento da Bíblia, a queda de Jerusalém para o Império Babilônico ganhou novas evidências históricas com a descoberta de itens datados da época. Ao realizar escavações no Monte Sião, que fica próximo ao antigo Templo de Salomão, os arqueólogos encontraram fragmentos de flechas, itens carbonizados e uma joia feita com ouro e prata (que provavelmente foi deixada para trás durante a invasão babilônica).

Os pesquisadores iniciaram o trabalho de buscas em 2017, quando localizaram camadas de cinzas que correspondiam ao período conhecido como Cativeiro da Babilônia, quando os hebreus foram escravizados pelo império mesopotâmico. Ao realizar escavações na área, os especialistas confirmaram que houve um grande incêndio provocado pela batalha em Jerusalém — o cerco à cidade, que aconteceu em 586 ou 587 a.C provocou uma série de saques aos templos religiosos e a destruição do Templo de Salomão, que abrigava itens sagrados para o povo judeu.

Ao realizar uma análise das pontas das flechas, os arqueólogos confirmaram que itens do tipo eram utilizados pelas tropas do Império Babilônico. As escavações também reveleram pedaços de panelas quebradas e fragmentos de lâmpadas, o que fornece indícios que o local provavelmente era um espaço utilizado pelo povo hebreu e que foi destruído durante a invasão. No Antigo Testamento, há a citação no Livro dos Reis de uma grande casa que estava localizada próxima ao Templo de Salomão: para confirmar essa hipótese, os cientistas realizarão análises mais aprofundadas da área.

Fragmento de flecha utilizado pelas tropas da Babilônia (Foto: Divulgação/)FRAGMENTO DE FLECHA UTILIZADO PELAS TROPAS DA BABILÔNIA (FOTO: DIVULGAÇÃO/MT. ZION ARCHAEOLOGICAL EXPEDITION)
Os registros históricos indicam que o Cativeiro da Babilônia foi encerrado após a conquista dos persas sobre o império mesopotâmico: o rei Ciro II, da Pérsia, emitiu um decreto que autorizava o retorno dos hebreus à sua terra após um período de quase 50 anos.

Com uma história milenar, a cidade de Jerusalém é um prato cheio para os trabalhos realizados pelos arqueólogos. De acordo com eles, o maior desafio é separar as diferentes camadas de terra reveladas pelas escavações, para assim realizar uma datação mais precisa de cada período histórico.

Publicado em Galileu

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