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No Laos, cristãos ainda são discriminados e humilhados por causa de sua fé

Cristãos são proibidos de construir igrejas na maioria dos povoados, não conseguem trabalho, não recebem tratamento médico, não têm acesso à educação e outros serviços sociais   (AFP or licensors)

As autoridades do Laos negam que os cristãos locais sofram qualquer tipo de discriminação e relatam às agências de notícias estrangeiras como os moradores são livres para seguirem a crença que bem entenderem. No entanto, a Comissão estadunidense sobre a Liberdade Religiosa Internacional contestou essas alegações, apontando que "algumas autoridades do Laos continuavam profundamente desconfiadas dos cristãos" e como isso tenha levado à "exclusão social, à intimidações e detenção arbitrária por parte de polícia".

A comunidade cristã, que representa uma minoria minúscula no Laos - cerca de 150.000 fiéis em uma nação de sete milhões de habitantes - continua a ser discriminada e humilhada por sua crença, que não é compreendida pela maioria da população, principalmente budista e animista, e frequentemente é vista como uma importação dos Estados Unidos. É o que denuncia um habitante de um povoado cristão da etnia Hmong, em uma região montanhosa do norte do país, e divulgado pela Rádio Free Asia, emissora internacional financiada pelo governo dos EUA.

De fato, muitas conversões ao cristianismo de pessoas pertencentes à etnia Hmong ocorreram após a chegada de missionários estadunidenses. Eles acabaram apoiando os Estados Unidos durante a guerra do Vietnã, antes que o movimento comunista Pathet Lao chegasse ao poder em 1975. Como resultado, muitos Hmong continuam a ser vistos com desconfiança por funcionários comunistas por sua suposta cumplicidade com os norte-americanos durante a guerra.

Um morador relatou ter sido acusado por um oficial de "acreditar no deus da América", de "não recordar o que a América fez ao país" e de que muitos consideram que os cristãos "não têm direitos e que ninguém cuidará deles."

"Em nosso povoado – contou a pessoas que não quis se identificar por questão de segurança - dizem que não existe um Deus cristão e que nossos ancestrais eram todos animistas." Muitos laocianos, de fato, vivem um sincretismo de animismo e budismo e estão convencidos de que aqueles que praticam uma "fé estrangeira", tornam-se inimigos dos espíritos protetores do país. Além disso, por seu lado, o governo desencoraja as crenças religiosas em favor das ideias ateias marxistas.

Este ano, 14 pessoas pertencentes a três famílias cristãs da etnia Hmong foram expulsas de suas casas no povoado de Tine Doi, na província de Luang Namtha, por não terem renunciado à sua fé cristã. Suas casas foram destruídas.

Na metade de março, Sithon Thipavong, um pastor de Laos, 34 anos, foi preso pelas autoridades locais por celebrar um serviço religioso no vilarejo de Kalum Vangkhea, na província de Savannakhet, oeste do Laos, sem nenhuma explicação oficial, embora supostamente tenha sido detido sob o pretexto de quebrar a regra do distanciamento social e as restrições impostas pelo governo por causa da pandemia. Ele foi condenado a seis meses de prisão e seus familiares não tiveram permissão para visitá-lo. A prisão do pastor, de acordo com os observadores, pode ter sido planejada como um aviso para seus companheiros cristãos, para que eles não pratiquem abertamente sua religião. "Os laocianos que acreditam em Jesus Cristo podem ser facilmente presos", disse uma pessoa próxima ao pastor Sithon à Radio Free Asia.

Apesar do fato de a Constituição do Laos garantir o direito dos cidadãos à liberdade religiosa, de acordo com a Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos, o governo restringe regularmente as atividades de culto cristão.

Para Voice of the Martyrs (VOM) - organização internacional que defende os direitos humanos dos cristãos perseguidos - os cristãos são proibidos de construir igrejas na maioria dos povoados. Frequentemente, não conseguem se sustentar, nem suas famílias, não conseguem trabalho, não recebem tratamento médico, não têm acesso à educação e outros serviços sociais e são frequentemente presos, com a detenção de duração média de uma semana.

As autoridades do Laos negam que os cristãos locais sofram qualquer tipo de discriminação e relatam às agências de notícias estrangeiras como os moradores são livres para seguirem a crença que bem entenderem. No entanto, a Comissão estadunidense sobre a Liberdade Religiosa Internacional contestou essas alegações, apontando que "algumas autoridades do Laos continuavam profundamente desconfiadas dos cristãos" e como isso tenha levado à "exclusão social, à intimidações e detenção arbitrária por parte de polícia".

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